
“Esquecimento é liberdade”: assim Charli XCX começou o primeiro grande show de seu disco Music Fashion Film, repetindo a única frase do monólogo de David Cronenberg que encerra o disco antes de atacar o público com uma versão ainda mais crua e pesada de “Rock Music” ao encerrar a noite de sexta-feira do Lollapalooza em Chicago, nos EUA. Depois de três shows de pequeno porte e curta duração e uma aparição-surpresa do show de Lorde no mesmo festival no dia anterior, Charli mostrou que tem fôlego para dominar um segundo verão no hemisfério norte em uma escala ainda maior – e sem renegar seu passado. Enquanto nos shows anteriores, ela deixou apenas “Apple” do disco-fenômeno Brat, no novo show ela dedica toda uma sessão a seu disco de 2024 (e com escolhas acertadas e improváveis, como “Sympathy is a Knife” e “Club Classics”), além de puxar músicas de vários discos anteriores (com “Party 4 U” e “Pink Diamond” do How I’m Feeling Now, “Track 10” do Pop 2 e duas da trilha sonora da versão deste ano do Morro dos Ventos Uivantes, que ela fez a trilha). Mas o disco novo dá não só a tônica da noite toda (com dez faixas, inclusive os lados B “Playboy Bunny” e a fantástica “If You Take Away the Music Then What Has She Got?”) como pautam inclusive a estética monocromática e com exageros típicos de um show de rock (com fogos e dançarinas). Charli está cada vez mais confiante no palco (cancha que ela dominou na turnê de Brat e agora leva a outro patamar) e tudo indica que vai crescer ainda mais para consolidar-se no primeiro escalão do pop mundial. Muito foda.
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Em sua apresentação na cidade inglesa de Brighton nesta sexta-feira, Nick Cave convidou Kylie Minogue para o palco com seus Bad Seeds para revisitar seu imortal dueto “Where The Wild Roses Grow”, lançado originalmente em 1995 que os dois não tocavam juntos desde 2018 em um show da banda em Londres. Emocionante.
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Era isso aí, a tão aguardada caixa do Rubber Soul dos Beatles surge em nosso horizonte quase como uma miragem e cheia de extras, entre versões anteriores de várias músicas, duas demos (uma do Paul e a outra do John, esta última chamada “Little Girl” que pode ou não ser uma versão inicial de “Run for Your Life”), o disco em nova versão stereo e em versão mono, além da versão do disco lançada nos EUA, com música do Help! e do single que lançaram separadamente no Reino Unido (o duplo lado A “Day Tripper” com “We Can Work It Out”) e, na versão mais completa da caixa, um livro de 88 páginas com prefácio escrito por John Lennon e introdução escrita por Paul McCartney, fotos inéditas, informações aprofundadas sobre a gravação do disco, anotações sobre as faixas, dois pôsteres e duas reproduções de fotos exclusivas. A caixa chega para nós no dia 2 de outubro e como aperitivo eles mostraram o primeiro take de gravação de “Michelle”, que é simplesmente impecável. Mas ninguém falou nada sobre o Help!… ainda.
Veja o trailer e a cara do novo box, ouça a nova versão de “Michelle” e confira a relação com todas as músicas da caixa abaixo: Continue

“Tivemos um novo bebê!”, escreveu o trio nova-iorquino Blonde Redhead ao anunciar o lançamento de um novo single. “Seu nome é ‘Blood Spilled’, ela é só e selvagem, mas se você se afeiçoar a ela, ela pode criar raízes, se firmar no chão e ser a trilha sonora de uma vida extraordinária”, continuaram falando na apresentação da nova música, que, como disseram, não está ligada a nenhum disco vindouro (suponho) e cuja descrição se adapta ao doce noise das mais de três décadas de ação do grupo.
A vocalista da banda, Kazu Makino, falou mais sobre o single na newsletter do grupo:
“Os últimos anos foram, para o mundo e para mim, um período implacável de perdas. Devastada por essa fase, aprendi que a morte é o fim do corpo, não da alma.Sigo conectada àqueles que já não fazem parte deste mundo e a espíritos que jamais fizeram parte dele. Falo com eles e os ouço. Eles me mostram sinais para que eu saiba que somos muito mais do que nossos corpos e, acima de tudo, sinto o amor deles. Há pessoas que têm tanto medo da morte e da decadência que agem contra seus próprios interesses e contra a lei da natureza. Embora eu saiba que a morte não é o fim, também cheguei a reconhecer plenamente o poder e a magia do corpo que abriga a alma. Esta canção celebra a nossa incrível vantagem sobre aqueles que já não possuem corpos. Enquanto estamos aqui nesta Terra, este é o nosso momento, nossa dor e nossa alegria. Eles nos pertencem. Eu canto e grito apenas para me ouvir fazendo isso, até que minha alma abandone e deixe o plano físico. Esta canção trata do livre-arbítrio da nossa alma e do nosso corpo, até a última de nossas células.”
Sonzeira, como sempre. Que provavelmente iremos ouvir ao vivo aqui no próximo festival da Balaclava, que traz a banda para o Brasil.
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Um convite para participar de um livro tornou-se canção. Assim surgiu “Angela Ro Ro”, música que Malu Maria lança nesta quinta-feira e que antecipa em primeira mão para o Trabalho Sujo. O convite veio de Marina Ruivo, da editora Garoupa, que organizou o recém-lançado volume Leia Esta Canção: Angela Ro Ro – Contos, Canções, Relatos & Afins para celebrar o legado da autora que nos deixou no ano passado e que traz textos de Bárbara Eugênia, Santiago Nazarian, Jair Naves, Pedro Alexandre Sanches, Lígia Codo, entre outros “Esse convite me pegou em cheio e me fez refletir profundamente sobre a minha relação com a Angela”, lembra Malu. “A escuto desde pequena e sempre foi uma inspiração gigantesca para mim por ser essa mulher corajosa, entregue, passional, transbordante e extremamente poética.”
“No primeiro momento, escrevi um poema para o livro, mas depois de pronto, percebi que aquele texto já tinha um ritmo próprio, trazia melodias escondidas e a canção surgiu quase que naturalmente”, continua a cantora. “Quando ficou pronta, decidi mostrar para o meu amigo Dustan Gallas, que é um músico maravilhoso e com quem já tinha trabalhado no meu último disco, o Nave Pássaro. Ele captou a essência na hora e colocou um piano lindo, que dialoga intimamente com tudo o que a Angela sempre fez ao piano. Essa parceria deixou o resultado muito especial.”
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Logo depois de soltarem um teaser que foi entendido pelos fãs como o anúncio da tão aguardada caixa do Rubber Soul, os Beatles publicaram um vídeo sobre o filme Help! sem dar muita explicação (deixando apenas “alguém os socorra, por favor”), mas juntando lé com cré, os mesmos fãs começaram a especular que há mais coisas vindo aí. De palpites prováveis como o relançamento do filme nos cinemas (ou no Disney+ – ou em ambos!) a uma segunda caixa, desta vez deschavando o outro disco que lançaram em 1965 até a possibilidade de uma grande série de anúncios intitulada Beatles ‘65, que incluiria as caixas de Help! e Rubber Soul, o relançamento do filme e do show que eles fizeram no Shea Stadium, em Nova York, naquele mesmo ano (cruzando mais uma barreira pela primeira vez, a dos shows em estádios esportivos) e sabe-se lá que mais eles podem ter deste ano guardado (programas de TV? As gravações na BBC? Entrevistas?). E se você lembra que ano que vem é quando saem os quatro filmes que Sam Mendes está dirigindo sobre a carreira da banda do ponto de vista de cada um deles, temos aí um grande evento beatle sendo materializado em câmera lenta na nossa frente exatamente agora…
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Depois de incluir “Stairway to Heaven” em seu repertório (eles tocaram mais duas vezes depois do primeiro show desta turnê pelos EUA, numa delas emendaram com “Down by the River” do Neil Young), o Pavement segue passeando pelos clássicos e no show que fizeram em Cleveland, na quinta passada, além de tocar “Greenlander” ao vivo pela primeira vez desde 1992, também fizeram uma jam no final de “Half a Canyon” que desembocou em “Lucifer Sam”, do primeiro disco do Pink Floyd, quando a banda ainda era abençoada por seu fundador Syd Barrett. Pelo visto é uma fase “Pavement toca os clássicos” – que continue assim!
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Justin Vernon, cujos fãs conhecem melhor por Bon Iver, já fez algumas apresentações cantando o repertório de Bob Dylan – e fazendo trocadilhos com seu nome artístico e o do velho Zimmerman. A nova aparição aconteceu nessa sexta-feira no volta do festival Eaux Claires, na cidade de Eau Claire, em Wiscosin, nos EUA, criado por Aaron Dessner do The National e que ressuscitou depois de um hiato de oito anos. Vernon já ia tocar seu próprio show no festival, mas devido à vaga deixada por Kevin Morby (que suspendeu seu show no festival pois acabou de ser pai e voltou para ver sua criança com Katie Crutchfield, mais conhecida como Waxahatchee), ele acabou encarnando o mestre da música norte-americana puxando um repertório de clássicos e canções menos conhecidas dos anos 60 e 70, usando o infame nome de Bon Dylan (ele também já usou Bob Iver) para cantar “Don’t Think Twice, It’s All Right”, “The Man In Me”, “Tangled Up In Blue”, “Lay Lady Lay”, “All Along The Watchtower” e “Knockin’ On Heaven’s Door”, que encerrou a apresentação. Felizmente um intrépido fã filmou toda apresentação ,que você pode conferir abaixo (bem como a íntegra do setlist da noite).
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A dupla Sophia Chablau e Felipe Vaqueiro teve sua participação no programa Cultura Livre exibida neste sábado e Roberta Martinelli pode mostrar para todos em seu programa uma música inédita da dupla, a ótima “Quase 30”. E quase contemporâneo da apresentadora (51 aqui), faço dela minhas palavras sobre a letra da música nova. E alguém aí falou em Handycam 2?
Assista abaixo a íntegra do programa e a tal faixa-bônus: Continue

A carioca Raquel Dimantas abriu os trabalhos para seu segundo álbum (Cosmo Dorme, que será lançado no fim deste mês) com a fofa “Meu Bebê”, que fez ao lado dos compadres Guilherme Lirio, Marcelo Callado e Jonas Sá. Mas essa versão que ela publicou em seu Instagram transformando a vibe jovem guarda da canção numa balada ao violão ao redor de uma fogueira ao lado de sua irmã Tontom (saudades, Tontom!) ficou linda!
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