
Os Strokes aos poucos estão assumindo sua postura de banda clássica, mesmo insistindo no autotune nas músicas novas e fizeram bonito no primeiro dia do festival de Bonnaroo deste ano, em Manchester, nos EUA, que, apesar de terem escolhido uma música bem paumole pra começar a noite (“Killing Lies”, que não tocavam desde 2022), logo recuperaram o jogo emendando “Hard to Explain”, “You Only Live Once” e “The Adults Are Talking” em seguida, sem poupar hits – e foi a primeira vez que o grupo tocou na íntegra uma de suas novas canções, a balada “Falling Out of Love” – emendando em seguida com “Reptilia” e “Last Nite”.
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Pelo menos uma boa notícia no que diz respeito à Copa do Mundo, quando o prefeito de Nova York, o socialista Zohran Mamdani, menciona, pelo nome, Sócrates, o Corinthians e a Democracia Corintiana para todo mundo ouvir.
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Ao apresentar-se em mais um show de sua turnê pelos EUA, Bob Dylan presenteou o público que foi vê-lo em Eugene na terça passada com uma volta ao hino “I Shall Be Released”, que ele não tocava ao vivo desde 2008. Pelo jeito essa turnê vai trazer vários clássicos desenterrados…
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Quando Mark E. Smith nos deixou, em 2018, ele estava gravando um novo disco do Fall, que será lançado ainda esse ano. Post Script, ainda sem data de lançamento marcada, contará com 10 faixas inéditas do lendário grupo pós-punk encarnado na persona de Mark e a primeira faixa, “30 Degrees”, foi lançada nesta sexta-feira e é um calhamaço lento cheio de synths, bem diferente do que se espera de uma música do grupo.
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Nick Cave começou a nova turnê que está fazendo com seus Bad Seeds nesta quarta-feira pela capital da Irlanda, Dublin, e para dar um agrado aos seus fãs locais, voltou a tocar, pela primeira vez em quase trinta anos a versão que faziam para “A Rainy Night on Soho”, dos heróis locais dos Pogues, repetindo o gesto (e a canção) que Dylan fez na mesma cidade em novembro do ano passado. Não foi a única raridade que trouxe de volta aos palcos nesta apresentação, tocando “Train Long-Suffering” pela primeira vez desde 1989 (!), “Nobody’s Baby Now” (que foi tocada pela última vez em 2017), “Hiding All Away” (fora dos palcos desde 2013) e “Stranger than Kindness” (que não tocava desde 2015). O resto da noite veio cheio de clássicos – de “Tupelo” a “Henry Lee”, passando por “Red Right Hand”, “The Mercy Seat”, “Papa Won’t Leave You Henry”, “Into my Arms” e outras joias.
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Depois da longa digressão que puxou em suas redes sociais sobre o estado de seu quarto disco, Clairinho voltou a postar vídeos rápidos com trilhas sonoras alheias em seu TikTok. Em uma delas, pinçou uma versão ainda não-lançada de uma parceria entre as minúsculas cantoras Somoh, que é inglesa, e Melina Blanco, costarriquenha que mora em Portugal. Na nova música, as duas misturam duas canções que são fãs: “Crank” da Slayyyter, e “Bags”, da própria Clairo. As duas ficaram chocadas com a escolha da música pro post e fãs já começaram a especular a possibilidade Slayyyter ser uma das convidadas do sucessor de Charm. Só vem!
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O Wu-Tang Clan foi a atração musical do intervalo da final desta quarta-feira da NBA, quando o Knicks puxou uma virada histórica a partir da metade do jogo, quando, depois de estar perdendo por 29 pontos de diferença, mudou o placar e ganhou a partida por um ponto! E muita gente tá botando na conta do grupo de rap a pilha pro time de Nova York ter encontrado energia pra virar a mesa. Não duvide…
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Agora é a vez do ex-Succession Jeremy Strong encarnar Mark Zuckerberg na continuação do filme A Rede Social (2010). Idealizado pelo roteirista Aaron Sorkin, um dos principais roteiristas de Hollywood nos últimos anos, The Social Reckoning (que no Brasil se chamará O Outro Lado das Redes) teria a direção de David Fincher, que fez o primeiro filme, mas terminou nas mãos do próprio Sorkin, que decidiu contar ele mesmo a continuação da história do Facebook depois que eternizou a criação do site há mais de quinze anos com Jesse Eisenberg como seu criador. Desta vez, o filme foca no vazamento de informações sobre a empresa de Zuckerberg em 2021 no caso que ficou conhecido como Facebook Files, a partir da denúncia levantada pelo Wall Street Journal, e além de Strong (que parece estar ótimo como um Zuck bem psicopata), ainda conta com Mikey Madison (de Anika), Jeremy Allen White (da série The Bear) e o comediante Bill Burr no elenco. O filme está programado para estrear em outubro.
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Se no primeiro show de sua nova turnê, que aconteceu no festival catalão Primavera Sound, o Cure pinçou músicas que não tocava ao vivo há anos, no segundo, que foi no festival português North, na cidade de Maia, seguiu nessa toada e tocou “Treasure”, outra música do Wild Mood Swings, de 1996 (sexta tocaram a faixa de trabalho “Mint Car”), e “In Your House”, do segundo disco Seventeen Seconds, de 1980, que não tocavam há mais de dez anos. Este disco inclusive foi a base do segundo bis da banda, que ainda contou “M”, “Play for Today” e “A Forest”, do mesmo álbum. A última vez que tocaram “In Your House” ao vivo foi em 2011, quando tocaram a íntegra de seus três primeiros discos no Beacon Theatre, em Nova York (eu estava lá e vi os três shows que eles fizeram no fim de semana). E como se não bastassem as novidades no palco, o dono da banda Robert Smith adiantou para a rádio BBC que eles estão com um disco pronto para sair – talvez mais de um: “Gravamos o equivalente a três discos de músicas”, disse na entrevista, em que disse que os dois primeiros a sair são mais pesados e densos, como o fabuloso Songs of a Lost World, lançado há dois anos, e um terceiro, como ele mesmo diz, “mais pra cima”. “As pessoas vão pensar: ‘ah, o disco é assim porque eles está gravando com a Olivia (Rodrigo, com quem acabou de lançar uma música)’, porque este terceiro disco é realmente mais pra cima. É bem pop, mas não dá pra comparar com as coisas que a Olivia faz, mas é a minha ideia de pop pelo Cure. Provavelmente vai ser 20 batidas por minuto mais lento do que qualquer coisa que ela faça, mas comparado com o que estamos fazendo nos últimos anos, é bem mais rock.”
Assista abaixo a versão que o grupo fez para “Treasure” e “In Your House” em Portugal: Continue

E o Rush conseguiu. O trio canadense voltou à ativa em sua turnê comemorativa Fifty Something neste domingo, a primeira vez em que Geddy Lee e Alex Lifeson voltaram a fazer um show completo com suas canções após a morte do baterista Neil Peart em 2020 e superaram todas as expectativas. Pra começar, o show de estreia em Los Angeles, nos EUA, já entra para a história da banda como a primeira vez em que a cantora Aimee Mann – a única outra pessoa a tocar com o grupo em toda sua discografia – subiu ao palco com o grupo para cantar um dos maiores hit radiofônicos da banda, “Time Stand Still”, que lhes garantiu uma baita sobrevida nos anos 80. Não bastasse esse momento histórico, as atenções voltaram-se logicamente para a baterista que entrou no lugar do virtuoso terceiro elemento da banda e Anika Nilles esmerilhou. Não apenas segurou passagens clássicas com o mesmo pulso e frieza do baterista original como era ovacionada pelos fãs em momentos-chave das canções épicas e extravagantes do grupo. E o Rush é um dos sectos de adoradores mais insuportáveis da história do rock, pois entrelaça dois ambientes perfeitos para a proliferação de fãs malas, o heavy metal e o rock progressivo. Anika não fez pouco e entrou não só para a história da banda como garantiu o resto de sua vida como uma referência em seu instrumento. E até o baixista Geddy Lee, cujo vocal derrapava em algumas performances recentes, segurou bem a onda, sem contar que, como o guitarrista Alex Lifeson, segue um ás em seu instrumento. No setlist, vários clássicos e músicas que eles não tocavam há eras, como “Freewill”, “Vital Signs” e “La Villa Strangiato” e a bizarra presença de “By-Tor & The Snow Dog”, que não tocavam ao vivo há mais de 20 anos. A produção do show é aquela coisa cafona e opulenta, como dá pra ver pelos vídeos, mas emoldura de forma definitiva a carreira da banda em grande estilo. Muito bom.
Veja alguns vídeos que pesquei online abaixo: Continue