
A promissora banda prog paulistana Tubo de Ensaio começa a preparar seu segundo momento. Depois do ótimo Endoefloema lançado no ano passado, o sexteto formado por Manuela Cestari (vocais), Lorenzo Zelada (guitarra), Lorena Wolthers (teclados e synth), Francisco Barbosa (baixo), Gabriel Gadelha (sopros) e Gabriel Ribeiro (bateria) começa a ir além de suas raízes psicodélicas para abraçar influências eletrônicas e começam a mostrar essa nova fase a partir deste domingo, quando lançam o primeiro momento desta nova fase com o single “Tristes Cadeiras”, que antecipam em primeira mão para o Trabalho Sujo. “Uma marca fundamental das novas músicas é a utilização e experimentação dos instrumentos e pedais construídos pelo guitarrista Kabeça de Lâmpada, o Lorenzo Zelada, em específico a maleta drummachine analógica apelidada de Júpiter” me explica a vocalista Manu, que diz que o disco será gravado, produzido e mixado por eles mesmos e o novo single traz tanto o influência de jazz fusion dos anos 80 (explicitado na hipnótica linha de baixo do Fran) e com o pezinho no drum’n’bass, sem perder a aura de sonho do disco de estreia. Coisa fina.
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A guitarrista Isabella Sartorato, que toca nesta quinta no Inferninho Trabalho Sujo no Picles e começou sua carreira no final do ano passado, quando fez seu primeiro show nessa mesma festa, só que no Redoma, aproveita mais um show em sua breve carreira para dar seu primeiro passo fonográfico, lançando seu primeiro single, “Os Meninos”, nesta sexta-feira. “Escolhi essa música para ser o primeiro single porque foi uma das primeiras que escrevi e ajudou a definir a estética e a linha de raciocínio que eu gostaria de seguir com as outras composições que vieram depois”, ela fala mais sobre a faixa, que está lançando sob o nome de Isinha, a forma como muitos a conhecem e nome que também batiza sua banda e apesar de ser uma exímia guitarrista, deixa o foco no instrumento atrás de seu apelo pop. “Além disso, ela tem característica mais pop, que faz sentido pra um single. Outra coisa é que ela também tem uma espécie de punch line logo de cara, e eu pensei que seria uma boa para atiçar possíveis ouvintes interessados”. E ela antecipou o single em primeira mão aqui para o Trabalho Sujo.
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Exatamente dez anos depois da morte de Prince, o gênio ressurge com a balada “With This Tear”, a primeira de uma leva de faixas inéditas (incluindo um álbum completo) que serão lançadas para celebrar uma década sem um dos maiores nomes da música dos Estados Unidos. Gravada em 1991 em seu próprio estúdio (o lendário Paisley Park), traz o próprio tocando todos os instrumentos, além de assinar a composição, os arranjos e a produção e foi oferecida por Prince para Celine Dion, que a gravou numa versão bem parecida (embora menos épica) em seu disco homônimo lançado em 1992.
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Beck prometeu e eis como ele começa essa semana, com a melancólica e solitária “Ride Lonesome”, em que evoca o espírito folk de discos lançados com o espaço de doze anos – primeiro Sea Change em 2002, depois Morning Phase em 2014 e agora, doze anos depois, esse single acústico e ensolarado, embora ao mesmo tempo triste e pensativo. Não há nenhum anúncio de disco… por enquanto.
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Enquanto a Charli XCX fica dando entrevista por aí falando sobre o fim da pista de dança e como ela vai cair no rock, Becca Harvey, que também atende pelo codinome Girlpuppy, já atirou uma das músicas do Brat (a triste balada “I Might Say Something Stupid”) num pântano shoegaze que só peca pela curta duração. A faixa é um dos extras da versão deluxe do disco Sweetness que ela lançou no ano passado e que chega encorpada às plataformas digitais no fim do mês que vem. Ficou joia.
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Na primeira noite do segundo fim de semana do Coachella, Sabrina Carpenter subiu o sarrafo e tirou onda ao chamar ninguém menos que Madonna para dividir o palco com ela, quando cantaram juntas “Vogue”, “Like a Prayer” e a inédita “Bring Your Love”, que pode estar no recém-anunciado novo disco da madre superiora, Confessions II, que será lançado em julho.
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A dupla Magdalena Bay anunciou há algum tempo que sua obra-prima de 2024 – o soberbo Imaginal Disk – tornaria-se filme, mas só agora cravou a materialização deste sonho, quando estreia seu longa, dirigido por Amanda Kramer, estreia na edição deste ano do festival nova-iorquino de Tribeca, que acontece no próximo mês de junho. “That’s my floor! I’m coming up to the party and I want more!”
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Lançada dias após a prisão em Londres de um de seus líderes por protestar contra o genocídio na Palestina, “Boots on the Ground”, a nova canção do grupo Massive Attack coincide em ser a primeira canção inédita de Tom Waits em quinze anos. “Um dia, há muitos anos, aceitei o convite do Massive Attack para colaborar”, escreveu Waits sobre o lançamento do single. “O longo atraso no lançamento nunca me preocupou. Hoje, como em toda a história da humanidade, é garantido que esse tipo de música nunca sairá de moda e que a tolice humana de cometer fracassos é um banquete para as moscas”, explicou antecipando que o grupo inglês ainda lançará o single em vinil com outra música, chamada “The Fly”, como seu lado B. O clipe ainda traz uma série de imagens maravilhosas do fotógrafo estadunidense @thefinaleye, que vem cobrindo protestos em seu país desde o assassinato de George Floyd aos protestos contra a milícia de Trump contra os imigrantes daquele país, mostrando que, mesmo que as tensões políticas do mundo pareçam pairar sobre a Europa, a América Latina, os países árabes e a Ásia Central, o pau anda comendo nos Estados Unidos há muito tempo… Detalhe: a música não está no Spotify.
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Além da vontade de ouvi-la só mais uma vez (e outra e outra), “Drop Dead”, primeiro single do novo disco de Olivia Rodrigo, me parece mais um cavalo de Troia do que uma amostra do que será seu novo álbum. Especificamente por não espelhar a tristeza presa em seu título: You Seem Pretty Sad for a Girl So in Love, que traduz-se por “você parece bem triste para uma garota tão apaixonada” e, apesar de seu título (que pode ser traduzido livremente como “Morra”), a nova música vem carregada de uma felicidade rara nos discos anteriores de Olivia, fazendo-a literalmente dançar como uma princesa num palácio (e qual deles senão o mais famoso do mundo?). A impressão é que ela está empolgando seu público para uma descida emocional ainda mais profunda e dolorida que a dos outros discos, agora ciente que sua estatura como estrela pop ultrapassou as proporções do modismo passageiro. É como se, inclusive ao citar Cure e mostrar aparelhos do passado (o laptop e o fone de ouvido com fio) no clipe, ela tivesse consciência de que está fazendo seu primeiro disco clássico. E que época foda é essa que uma garota de 23 anos pode ter a disposição de fazer isso, diz aí…
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Enquanto esperamos o disco novo de Lana Del Rey, ela vem com uma inesperada música-tema para o agente secreto mais famoso da cultura pop dez anos de ter uma música recusada para um filme de James Bond (quando preferiram uma canção do açucarado Sam Smith para a trilha de Spectre, de 2015, em vez de uma dela – e do Radiohead, que liberou a sua de graça na internet à época). Não é a trilha do novo longa de 007 e sim de um videogame que conta sua vida pregressa à carreira oficial de espião britânico, mas Lana não deixa barato. Ancorada pelo mestre David Arnold, veterano das trilhas dos filmes recentes do agente, ela entrega a deslumbrante “First Light”, uma música-tema como há muito não fazem para o personagem.
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