Trabalho Sujo - Home

Video

“Não é uma banda sobre lucro, mas uma banda sobre socialismo!”, assim Damon Albarn, reforçando o aspecto coletivo da banda virtual Gorillaz, encerrou a gigantesca primeira aparição do grupo num estádio para um show único, quando reuniu um elenco estelar para uma festa gigantesca à altura da quantidade de ícones da música no palco – do ex-Clash Paul Simonon ao ex-Smiths Johnny Marr, passando pelo De La Soul, Little Simz, Anoushka Shankar, Yasiin Bey, Shaun Rider, Omar Souleyman, Sparks e tantos outros no estádio de Tottenham, na capital britânica neste sábado. Além da magnitude do elenco, do espaço e do repertório -, pois visitaram todos os álbuns da já decana banda virtual -, a apresentação elevou ainda mais o tamanho dos personagens criados por Damon Albarn e Jamie Hewlett, protagonistas fictícios mais reais do que nunca. Resta saber se encaram uma turnê global nesta escala. Veja os vídeos abaixo:

Assista abaixo: Continue

Na semana passada, Bob Dylan desenterrou o hino “I Shall Be Released” ao apresentar-se na cidade de Eugene 18 anos depois de tocá-lo pela última vez – sorte que alguém conseguiu levar um gravador para registrar esse momento. O show em Los Angeles, na terça passada, teve um gostinho ainda melhor pois, além de voltar a tocar uma das músicas mais importantes de seu repertório (e não são poucas, sabemos!), conseguimos ter o registro em vídeo deste momento (apesar do baixista Tony Garnier se mexer logo no começo da música e ficar exatamente na frente de Dylan, sentado ao piano).

Assista abaixo: Continue

Não é só Olivia Rodrigo com seus fones de ouvido com fio e laptops que está puxando uma tendência vintage retrô com aparelhos do início do século (na verdade, é bem mais profundo que isso, se você procurar por cyberdecks vai descobrir uma subcultura tecnofeminina gigantesca). E reforçando essa tendência na superfície do mainstream, quem se junta a esse time é a anglofilipina Beabadoobee, que mandou para alguns fãs unidades do velho iPod Shuffle com sua nova música, “The Sun Has Set”, que anuncia a chegada de seu quarto álbum, que ainda não tem título nem data de lançamento. O single, ao que tudo indica, sai nessa sexta-feira e já pode ser ouvido no próprio site (outra tendência digital vintage) da cantora.

Ouça abaixo: Continue

Como juntar um hit de um dos papas da música de rua dos EUA deste século com um épico raver inglês do final do século passado? Deixa isso com o Daphni – a alcunha mais dance do produtor canadense Caribou – que sintoniza “Lost” do Frank Ocean com “Born Slippy” do Underworld neste senhor mashup…

Ouça abaixo: Continue

“Inacreditável: o Tim Maia cantando na sala da sua casa”, lembra extasiado Moreno Veloso em uma cena inédita do filme Nem Tudo é Paz e Amor antecipada em primeira mão para o Trabalho Sujo. Dirigido pelo músico Betão Aguiar, o filme estreia no tradicional festival de documentários sobre música In Edit, que começa nesta semana em São Paulo, e será exibido em três sessões: sábado às 20h30 no CineSesc, quinta (dia 25) às 20h na Cinemateca Brasileira e domingo (dia 28) às 14h na Galeria Olido. Ele mesmo filho do novo baiano Paulinho Boca de Cantor, Betão entrou na obra como entrevistado, mas com a morte da amiga de adolescência Jasmin Pinho, diretora e idealizadora do projeto em 2020, resolveu assumir a produção e esteve durante as entrevistas com outros filhos de famosos como Nara Gil, Ciça Moraes, Sarah Sheeva, Beto Lee e Anelis Assumpção, entre outros, focando nos filhos da geração que fundou as bases do que conhecemos por MPB. “Escolhi essas pessoas não apenas pelas relações pessoais que mantemos, mas também pela relevância das obras de seus pais, pelas conexões com a minha família e com a produção artística do contexto em que nasci e fui criado”, explica Betão, que também é produtor do filme. “Queria ouvi-los sobre como tudo isso ecoa em suas próprias vidas e acreditei que uma conversa aberta poderia me ajudar não só a contar uma história que é nossa — e de muitas pessoas nascidas e criadas nesse período e sob essas condições — mas também a compreender com mais clareza a pessoa que me tornei. Esse processo revelou-se um trabalho profundamente terapêutico, para além do filme em si, algo que só compreendi plenamente após o início das filmagens e que sigo assimilando até o momento em que escrevo este texto.” Ele fala de pontos em comum com os entrevistados e lembranças parecidas, fazendo-o pensar nas dificuldades que normalmente não ligam à vida destes artistas, normalmente rotulados como “bem nascidos” ou mais recentemente pelo péssimo neologismo “nepobaby”.

Assista abaixo: Continue

E por falar em Pulp, o grupo passou pela América Latina na semana passada e nada de pisar no Brasil, infelizmente. Resta assistir à distância ao vídeo que fizeram da íntegra do show em Buenos Aires na sexta passada, que um herói conseguiu registrar.

Assista abaixo: Continue

A vitória dos Knicks de Nova York no campeonato estadunidense NBA fez a maior cidade dos EUA entrar em festa – e esta celebração tomou conta do encerramento do festival de cinema Tribeca, que também aconteceu no sábado, quando Alicia Keys, que estreava seu documentário Alicia Keys: Girl From Hell’s Kitchen. A cantora chamou o rapper Nas como convidado-surpresa e juntos fizeram uma celebração nova-iorquina ao enfileirar duas do rapper (“N.Y. State of Mind” e “Streets of New York”), uma saudação a Billy Joel (com “New York State of Mind’) e o clássico de Alicia “Empire State of Mind”. Coisa fina, veja abaixo: Continue

No último mês de abril, o Primal Scream anunciou novidades sobre o que chamou de The Bunker Trilogy – o trio de discos que lançou entre 1997 e 2002, que inclui o psicodélico Vanishing Point, o industrial XTRMNTR e o envenenado Evil Heat – e logo em seguida marcou shows para celebrar o disco do meio desse trio em setembro, com datas apenas no Reino Unido. Ao participar do festival irlandês Beyond the Pale neste fim de semana, o grupo escocês sacou uma de suas armas secretas para essa série de shows ao convidar o my bloody valentine Kevin Shields (que tocou com a banda desde o ano 2000) para subir no palco por três músicas, “Accelerator”, “Shoot Speed / Kill Light” e “Rocks”. Agora imagina se eles incluem o papa do shoegaze nesta turnê – fácil que pode ir para além das ilhas britânicas… Não custa torcer…

Assista abaixo: Continue

O Rush seguiu com novidades nas outras três apresentações que realizou em Los Angeles, nos EUA, no início de sua turnê Fifty Something que estreou no começo deste mês. Além das estreias de velhas conhecidas de sempre – como “Closer to the Heart” e “Finding My Way” – e de contar com Aimee Mann com participação ao vivo em “Time Stand Still” nos outros três shows (será que ela vai acompanhá-los pela turnê?), o trio canadense enfileirou várias músicas que não tocavam há pelo menos uma década nas outras datas, como “Witch Hunt” (que não tocavam desde 2011), “New World Man” (pela primeira vez desde 2002), “Anthem” (pela primeira vez na íntegra desde 1978), “The Analog Kid” e “The Pass” (ambas pela primeira vez desde 2013), “The Trees” e “A Passage to Bangkok” (ambas pela primeira vez desde 2008), “Animate”, “Headlong Flight” e “The Camera Eye” (as três não eram tocadas desde 2015) e a íntegra da sinfonia 2112 (que não tocavam desde 1997). Mas a grande surpresa aconteceu na apresentação deste sábado, quando desenterraram “A Farewell to Kings”, faixa-título do álbum de 1977, que não tocavam ao vivo desde… 1979! Certamente veremos outras novidades no percurso da turnê, que continua no próximo fim de semana com dois shows na Cidade do México.

Assista abaixo: Continue

Todo mundo sabe que Olivia Rodrigo é fãzaça de No Doubt – inclusive já tocou músicas da banda de Gwen Stefani em suas apresenções, além de ter dado entrevistas falando o quanto ela foi um dos primeiros exemplos de “uma artista de verdade” que ela teve, antes de começar a pensar em fazer música. E depois de se juntar à banda em seu show de retorno no Coachella de 2024, ela subiu ao palco do grupo mais uma vez neste sábado – e de forma completamente espontânea. O No Doubt estava encerrando sua temporada na famosa Sphere em Las Vegas, nos EUA, quando Gwen viu uma garota bem na primeira fileira do show segurando um cartaz que dizia “Eu sou só uma garota que só quer o último abraço no último show na Sphere”, em referência ao número que a vocalista do grupo repetiu durante toda a temporada, quando escolhia alguém do público para dar um abraço. Stefani não acreditou quando reconheceu Olivia Rodrigo – bem no fim de semana de lançamento de seu terceiro álbum – e gritou: “É a Olivia Rodrigo? Pelamordedeus, chamem ela aqui, o disco novo dela acabou de sair!”, mas infelizmente o encontro ficou só no abraço e as duas não cantaram juntas mais uma vez.

Assista abaixo: Continue