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Shakira abalou o Rio de Janeiro no terceiro ano consecutivo que a prefeitura daquela cidade transforma um morno outono num quente réveillon fora de hora, repercutindo na imprensa internacional ao mesmo tempo em que faz as redes sociais tornarem-se monotemáticas durante um fim de semana. E por mais que a colombiana tenha um rosário de hits, que seu português seja perfeito, que tenha feito uma enorme celebração latina no palco e convidado celebridades brasileiras do naipe de Anitta, Caetano Veloso e Ivete Sangalo, nenhum instante foi mais intenso do que quando ela chamou ninguém que Maria Bethânia para cantar “O Que É O Que É” – e sentido a força do público brasileiro cantando um de seus hinos informais num de seus maiores palcos, a praia de Copacabana. Que momento!

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Aconteceu! Bob Mould, David Barbe e Malcolm Travis voltaram aos palcos como Sugar depois de 31 anos neste sábado, quando deram início à turnê de retorno em uma apresentação lotada no Webster Hall, em Nova York, quando tocaram músicas de seus três discos – Copper Blue e File Under: Easy Listening e a coletânea de lados B Besides – e as músicas novas que lançaram no início do ano, estas executadas pela primeira vez ao vivo. O baterista Malcolm Travis passou mal no meio do show, mas felizmente foi algo breve e logo ele voltou ao kit para encerrar a apresentação como previsto. E felizmente alguém gravou a íntegra do show, assista abaixo: Continue

Pelos relatos, o segundo show que Emicida fez de sua volta aos palcos na sexta-feira seguiu o mesmo script que o da quinta – à exceção de uma improvisada batalha de rimas que ele puxou com os convidados Projota, Rashid e Jotapê, num momento inspiradíssimo que ele teve de compartilhar em seu Instagram. Olha isso: Continue

A primeira vez que o sagaz produtor inglês Sam Shepherd – que conhecemos melhor como Floating Points – arriscou-se a tocar ao lado de uma orquestra sinfônica foi antes da pandemia, quando selou sua nova amizade com o mago do free jazz Pharoah Sanders, 40 anos mais velho que ele, no projeto Promises, gravado com a London Symphony Orchestra em janeiro de 2020 e só lançado em março de 2021, um ano antes de Sanders nos deixar, num dos disco mais ousados e importantes desta década. Em 2023, Shepherd voltou a reunir-se com outro time sinfônico, desta vez para compor sua primeira trilha sonora para um balé, e estreou Mere Mortals ao lado da San Francisco Ballet Orchestra em janeiro de 2024, num espetáculo inspirado pelo mito de Pandora. E ele acaba de lançar a faixa de abertura desta apresentação, que será lançada em breve como disco, ao mostrar o single de 13 minutos “Falling to Earth”, um épico ambient com sintetizadores pesados dando o tom apocalíptico do espetáculo. Impressionante.

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Desde o início de abril, o senhor Helado Negro vem usando seu Instagram para mostrar demos de músicas que está compondo (mostrou inclusive uma colaboração com sua nova amiga, a mineira Luíza Brina), abrindo processos de gravação e tornando pública sua rotina como autor, algo que nunca havia feito. E começou o mês de maio com sua primeira novidade fonográfica desde o EP The Last Sound on Earth, lançado em setembro do ano passado, mostrando uma versão lo-tech para o hit soul funk “Dance to the Music”, do Sly & The Family Stone, que rebatizou “Dance 2 Tha Music”. Ficou fino.

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Madonna começou abençoando Sabrina Carpenter no palco do Coachella na mesma semana em que lançava o primeiro single de sua volta às pistas (“I Feel So Free”, coproduzido pela Arca) com o álbum Confessions II, continuação anunciada para julho de seu último clássico, Confessions on a Dance Floor, de 2005, que será produzida pelo mesmo Stuart Price do primeiro. E agora a madre superiora entroniza a loirinha insuportável (desculpem-me fãs) em seu próprio altar de vez, ao lançar o segundo single do mesmo disco em parceria com a jovem fã. E “Bring Your Love” – um bom single house de Madonna, embora Sabrina passe quase despercebida – funciona bem, dá uma sacada…

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O grupo inglês Last Dinner Party apresentou-se duas vezes no Brooklyn Paramount em Nova York neste fim de semana e para saudar a cidade, visitou o hino do LCD Soundsystem à grande maçã, “New York, I Love You but You’re Bringing Me Down”, uma música que funciona pacas com o repertório da banda. Bom demais.

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O quinteto paulistano Turmallina, que, embora já existisse antes de 2020, veio de uma cena específica que surgiu em São Paulo depois da pandemia cruzando referências tão distantes quanto emo e shoegaze, também está prestes a lançar seu primeiro álbum e antecipou o terceiro single de seu disco Enquanto o Mundo Dorme em primeira mão para o Trabalho Sujo. “Serra” chega às plataformas de áudio nesta quinta-feira e é o último single antes do lançamento do álbum, depois de “Sem Chão” e “Mil Pedaços”, ambos deste ano. “Sinto que o som da Turmallina sempre se baseou numa mistura, de gêneros, mistura de elementos, de épocas, até porque somos cada um de um extremo da cidade, pessoas diferentes e gostos diferentes”, explica o guitarrista e vocalista Caio Silva, que compõe a banda ao lado de Gabe Jordano (voz), Marcos Marques (guitarra), Eduardo Campos (baixo) e Paula Janssen (bateria). “Sempre prezamos por tocar o que gostamos, e nos divertimos muito criando essas músicas. Evoluímos e amadurecemos ideias e construímos nossa identidade.” Ele cita a importância do ex-Applegate Rafa Penna no processo: “Por influência dele e naturalmente das bandas da nossa cena, conseguimos colocar bastante psicodelia nesse disco, algo que não tínhamos muita confiança pra fazer antes”.

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Tô falando que 2026 tá ficando bom e mais um indício disso é que a banda baiana Tangolo Mangos finalmente vai lançar o sucessor de seu disco de estreia Garatujas. Pedágios y Caronas será lançado no mês que vem e traz a banda afiadíssima depois de meses na estrada tanto pelo Brasil quanto no exterior. E o primeiro aperitivo do novo trabalho é o single “Dominó”, que eles antecipam em primeira mão aqui no Trabalho Sujo. Escrito e cantado pelo percussionista Bruno “Neca” Fechini, a faixa traz uma malemolência sossegada que contrasta com o elemento fulminante dos shows – que também está logo no início do novo disco. Mas a escolha é estratégica, como explica o vocalista e guitarrista Felipe Vaqueiro: “Durante a mixagem, no Estúdio Ori, em Salvador, percebemos o quanto nossos engenheiros e co-produtores – Apu Tude e Victor Vaughan -, assim como seus colegas e visitantes que passavam por lá, ficavam com essa música na cabeça, cantarolando até ao longo dos dias das sessões, como também acontecia com o público nos show”, lembra.

“Ainda que não tenha a carga de velocidade e agressividade de outras músicas do disco, ela conquista e cativa pelo suíngue e qualidade da canção, e vimos isso acontecer com públicos não só no Brasil mas nas nossas experiências tocando em países europeus”, continua Vaqueiro. “Além disso, a gente achou que seria interessante introduzir esse novo universo de faixas com uma música que dá uma amostra do teor pop e cancioneiro que vem aí, mas sem revelar o todo. Talvez outras músicas do álbum como single entregassem uma silhueta sintética mais bem definida do que vem pela frente, mas ‘Dominó’ funciona muito bem como essa espiada do futuro trabalho.” A banda já marcou o show de lançamento do disco em São Paulo, quando tocam ao lado da dupla Kim e Dramma no Porão da Casa de Francisca, no próximo dia 28.

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Os catarinas tão vindo… de bike! Depois de um EP celebrando Daniel Johnston, o grupo florianopolitano Exclusive Os Cabides acaba de anunciar que viram a página do ótimo disco Coisas Estranhas com o anúncio de mais um EP, este autoral, que será lançado em maio e vem puxado pela música “Bicicleta”. Com inspiração sydbarretiana e uma pegada mais rock do que o indie sossegado dos dois primeiros discos, o novo single parece apontar um futuro interessante para o grupo de Santa Catarina.

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