
O prodígio Fred Again conseguiu tirar o Daft Punk de casa… de novo! Depois de tocar ao lado de Thomas Bangalter em outubro do ano passado quando discotecou ao lado do mestre com outros dois de seus ídolos, Busy P e Erol Alkan no Pompidou Centre, em Paris, ele conseguiu que o francês cruzasse o Canal da Mancha para ser seu dupla na noite de sexta-feira, quando encerrou a residência USB002 que fez em fevereiro no Alexandra Palace londrino, quando chamou nomes como Underworld, Mike Skinner, Ezra Collective, entre outros para dividir as noites com ele. Quem compareceu à noite histórica de sexta derreteu ao som de quatro horas e vinte minutos de set que renderam muitos vídeos com as músicas do Daft Punk que eles tocaram, mas que algum herói registrou na íntegra, como dá pra ouvir abaixo: Continue

Depois da novata Laufey cantar Joni Mitchell na Sala do Piano do estúdio Maida Vale da BBC em Londres, na Inglaterra, agora é a vez da veterana Tori Amos de participar da programação, também acompanhada da BBC Concert Orchestra. E entre suas próprias músicas, Tori escolheu a emblemática “The Times They Are A-Changin’” de Bob Dylan para cantar ao piano. Afinal, é tempo de mudanças…
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18 anos depois de lançar seu segundo álbum, a dupla Gnarls Barkley, formada pelo produtor Danger Mouse e pelo vocalista Cee-lo Green, volta a dar notícias ao anunciar seu terceiro e último álbum para daqui uma semana, quando revelam a íntegra de Atlanta, que compuseram para encerrar a carreira iniciada 20 anos atrás, quando tomaram conta do inconsciente coletivo com a irresistível “Crazy”. “Pictures”, o primeiro single que eles revelaram nesta quinta-feira, traz uma melancolia característica da soul music do duo, aguçada pela sensação de encerramento que o álbum parece carregar (dá uma sacada no nome das músicas). Ouça o novo single, veja a capa do disco e o nome das músicas abaixo: Continue

No primeiro show que fez neste ano, no Noise Pop Music and Arts Festival, em São Francisco, nos EUA, Stephen Malkmus puxou, entre músicas do Pavement, suas com os Jicks e de sua carreira solo, uma velha canção de seu saudoso compadre David Berman – e essa versão mais lenta e tocada apenas ao violão de “Trains Across the Sea” dos Silver Jews é de chorar.
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Ao visitar a sala do piano dos estúdios Maida Vale da BBC em Londres, na Inglaterra, a sensação islandesa Laufey subiu um impressionante degrau ao fazer uma versão épica de “Both Sides Now” da canadense Joni Mitchell ao lado da BBC Concert Orchestra. Isso sem contar o fato que ela está apresentando a Joni pra centenas de milhares de suas fãs e só isso valeria a pena, mesmo que a versão não fosse deslumbrante. E olha o hype da Joni Mitchell aumentando…
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Jeff Tweedy passou por Londres, na Inglaterra, neste fim de semana e resolveu saudar o rock daquele país no bis dos dois shows que fez na Islington Assembly Hall tocando clássicos ingleses que nunca tinha tocado ao vivo. No show que fez na sexta, tocou músicas do Brian Eno (“Needles in the Camel’s Eye”) e do casal Richard & Linda Thompson (“I Want to See the Bright Lights Tonight”), e no sábado foi a vez de reverenciar o T. Rex (com “Children of the Revolution”), os Kinks (“This Time Tomorrow”) e o Clash (com uma arrasadora versão para “London Calling”). Não achei vídeos da sexta, só do sábado, veja abaixo: Continue

Não é propriamente uma comemoração, mas a dupla francesa Daft Punk lembrou que há cinco anos eles anunciavam sua dissolução e desligavam sua carreira de vez com um clipe novo de uma música antiga. “Human After All”, terceiro single e faixa-título do disco mais monótono da banda (de 2005), ilustrado com imagens do excelente filme de ficção científica dirigido pelo grupo em 2006, Electroma. Embora continuem lançando produtos e fazendo notícia (de vez em quando pintam novos remixes, reedições comemorativas e até um show num videogame), Thomas Bangalter e Guy-Manuel de Homem-Christo não respondem mais como Daft Punk depois de 28 trabalhando sob esse nome, embora não tenham abandonado a música – Thomas mesmo participou de um DJ set épico e memorável no passado quando dividiu as picapes com o prodígio Fred Again, o mago Erol Alkan e o sórdido Busy P, enquanto Guy é coautor de uma das músicas (“Reliquia”) do disco novo de Rosalía, o festejado Lux. E agora eles vêm com um clipe pra lembrar que vivemos num mundo sem Daft Punk há cinco anos… Parece um casal comemorando que o divórcio deu certo, sem ter certeza se quer voltar a ficar juntos de novo… ou será que eles querem fazer mais algo?
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O programa Metrópolis da TV Cultura pegou o gancho do ótimo Mapa da Música Autoral de São Paulo feito por Alexandre Bazzan e Isabella Pontes, da banda Schlop, para fazer uma matéria sobre a nova cena independente de São Paulo – e além de conversar com Isabella e com algumas bandas também falou comigo e com o Arthur sobre o nosso festival Chama. Assista abaixo (a matéria começa no meio do terceiro minuto do programa): Continue

Eis “White Feather Hawk Tail Deer Hunter”, nova amostra do próximo disco de Lana Del Rey, que foi adiado algumas vezes e até onde sabemos se chamará Stove. Mas o que antes foi anunciado como um disco country parece estar tomando rumos inesperados, especificamente a partir da nova faixa, lançada nesta terça, em que ela aparece entre um conto de fadas e um filme de terror, rimando letras que fazem mais referência ao seu próprio imaginário autoral do que ao cânone da cultura caipira dos EUA. Ela difere completamente das duas músicas anteriores que havia lançado no ano passado – as belas “Henry, Come On” e “Bluebird” – e aponta mais dúvidas do que certezas em relação ao seu próximo álbum, o que é bom, principalmente quando falamos de Lana. Sua natureza rebelde e inconstante é parte de sua aura musical e com o novo single ela dá um cavalo de pau mental em seus fãs parecido com o que deu há dois quando lançou os sete minutos de “A&W” um mês antes do ótimo Did You Know That There’s a Tunnel Under Ocean Blvd. Talvez Stove (se é que realmente manterá esse título, apesar da palavra ser citada na letra da nova música) seja algo completamente diferente do que a expectativa do novo álbum parecia prever. O que, reforço, é sempre uma boa notícia.
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Jeff Tweedy também é time Geese – e escolheu uma música do recente disco solo do vocalista da banda indie sensação da vez para comemorar o dia dos namorados nos EUA em sua newsletter. Dedicando sua versão de “Love Takes Miles” para sua esposa Sue Miller, ele enaltece também a canção de Cameron Winter, dizendo que ela é “comovente para uma pessoa tão jovem lançar no mundo”, além de defender o Geese apesar de dizer que “muita gente tem muitas opiniões sobre eles”. Tweedy despe a épica e atordoada balada de Winter de seu arranjo new wave tocando-a apenas no violão e revelando toda a doçura sob a assertividade da versão original. “É o tipo de amor que faz o chão sob seus pés ficar mais firme e as cores mais fortes”, escreve o vocalista do Wilco, desejando um feliz dia dos namorados, mesmo que seja uma data de mentira, “afinal amor nunca é mal, especialmente agora. Pode ficar pior e quase sempre fica. Sigamos.”
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