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E que tal essa espetacular versão indiana para a faixa-símbolo de um dos maiores discos de jazz de todos os tempos?

Essa versão de “Time Out”, do Dave Brubeck Quartet, é apenas uma das versões feitas pelo grupo paquistanês Sachal Studios Orchestra, que também fez versões parecidas para “Eleanor Rigby”, dos Beatles, e “Everybody Hurts”, do R.E.M. Ouça:

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O ano que vem começa com disco novo do Belle & Sebastian. Girls in Peacetime Want to Dance é o primeiro disco da banda desde Write About Love, de 2010, e acaba de ter sua capa revelada pela banda, que também adiantou o nome das músicas (com títulos como “Nobody’s Empire”, “The Cat with the Cream” e “Enter Sylvia Plath”, veja abaixo). O disco será lançado pela Matador, que além da versão em vinil duplo também contará com uma edição limitada em quatro vinis, trazendo versões alternativas, mixagens diferentes e músicas extras, além de um pôster.

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A banda escocesa também está lançando seus onze (!!) discos em reedições em vinil.

Eis as faixas do próximo disco:

“Nobody’s Empire”
“Allie”
“The Party Line”
“The Power of Three”
“The Cat with the Cream”
“Enter Sylvia Plath”
“The Everlasting Muse”
“Perfect Couples”
“Ever Had a Little Faith?”
“Play for Today”
“The Book of You”
“Today (This Army’s for Peace)”

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No episódio da semana passada de South Park, o desenho norte-americano revelou o segredo da cantora adolescente neozelandesa Lorde – ela, na verdade, é o pai de Stan, um dos protagonistas do seriado:

A própria Lorde não acompanha o desenho, mas curtiu a “homenagem”:

E depois aproveitou pra dizer que quem a dublou foi a cantora Sia:

E como se não bastasse, ela ainda cantou o trecho em que o pai de Stan finge que é Lorde, lembrando da noite em que ela e sua equipe assistiram ao episódio, em entrevista ao site neozelandês 3news.

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Quando começou a pensar em fazer a primeira temporada de True Detective, o escritor Nic Pizzolatto passou algumas horas vasculhando o resultado das buscas pelas palavras “satanism”, “preschool” e “Louisiana” para ajudar a compor a história central do grande acontecimento de 2014 que foi a série. A equipe da Vice norte-americana também fuçou os resultados dessas buscas e encontrou uma história ainda mais escabrosa do que a inventada por Pizzolatto, contada no minidocumentário abaixo.

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A bola já vinha sendo cantada há um tempinho e o próprio Paul McCartney confirmou nessa segunda que fará mais três shows no Brasil ainda em novembro deste ano: dia 10 em Vitória, dia 23 em Brasília e dia 25 em São Paulo. Agora só falta os Stones e o Who confirmarem no início do ano que vem.

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Filho de Ivan Reitman (diretor de sessões da tarde clássicas como Caça-Fantasmas 1 e 2, Dave – Presidente por um Dia, Irmãos Gêmeos, Um Tira no Jardim de Infância e Space Jam), Jason Reitman aos poucos vem se firmando como um dos diretores-cronistas desse início de século, pai de alguns filmes que cutucam veias específicas de nossos dias, como Juno, Obrigado por Fumar, Amor Sem Escalas e Jovens Adultos. Seu novo filme, Homens, Mulheres e Crianças, parece vir como um bom comentário sobre nossos dias digitais, veja:

Mas a Gi Ruaro assistiu ao filme no London Film Festival que está rolando essa semana, não gostou e, desapontada, pediu para escrever um texto sobre o filme pra cá. É a velha história: a internet sendo tratada como um universo à parte, não como parte de nós. Fala Gi:

Voyager. Em 1977, NASA enviou uma sonda para o além-sistema-solar. Dentro desta sonda, Carl Sagan fez a curadoria da cultura de nosso planeta azul para o infinito e além. O material é feito para durar bilhões de anos e para que um dia seja encontrado por alguém ou algo ou sei lá. Quem sabe? Estamos lidando com uma escala de tempo e distância que não podemos imaginar. Músicas, ‘olá’ em 59 línguas diferentes, o som das ondas na praia e do vento nas árvores. O som de um beijo. Uma foto da Terra como um pontinho azul. Nossa existência.

Assim começa Men, Women & Children, o novo filme de Jason Reitman. Mas o filme não é sobre Sagan, Voyager ou o universo, é sobre o nosso mundo conectado e as consequências em nossos relacionamentos. Realmente estamos vivendo uma revolução tecnológica e Hollywood ainda não conseguiu capturar em filme como usamos mídias sociais no cotidiano. Então que maneira melhor de demonstrar isso do que reduzir o zeitgeist a uma série de histórias sobre a classe média americana, com educação superior, branca, hétero e egoísta?

O filme tem seus méritos. Talvez seja a primeira vez que vemos World of Warcraft retratado como uma mídia social, que falam sobre as consequências de thinspo na autoestima de meninas, que casais são mostrados jogando Words With Friends na cama, trolling, sexting, cultura de celebridades, paranoia dos pais preocupados com segurança online, pornografia, “let’s occupy Facebook with art”, e “rape culture” – tudo em um só filme. Só faltou #gamergate. Mas ao tentar abordar tanta informação, o filme virou isso mesmo: um monte de referencias perdidas num emaranhado de clichês americanos.

Talvez seja esse o verdadeiro zeitgeist: Hollywood, Jason Reitman e o personagem da mãe preocupada (Jennifer Gardner, mais insípida que nunca) realmente não conseguem acompanhar as importantes mudanças que comunicação online traz a nossa cultura e vida social. Ou ainda, o processo de filmar é longo demais para sobreviver um mundo sempre a busca do Ello perdido.

Dá pra perdoar alguns detalhes, mas nossos avós já estão no Facebook e e vamos continuar fingindo que “os jovens estão fora de controle”? Que videogames são do mal? Que tumblr é só uma plataforma para selfies? Que a grande experiência de viver está offline? Sério mesmo? Sérião, Jason?

O filme é tão desconectado da nossa conectividade (perdão pela pieguice) que é difícil analisar a atuação de Adam Sandler, ou a narração de Emma Thompson falando “titty fuck cum queen” com sotaque britânico, ou Hank de Breaking Bad perdidão.

E que o Carl Sagan tem a ver com tudo isso? Sei lá. Ele não gostou da adaptação de Contatos com Jodie Foster, questionando a ressonância emocional e veracidade do roteiro. Mas esse, esse é o filme que Carl estava esperando. Hashtag só que não.

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Fundada em San Francisco, nos EUA, pelo bispo Franzo King e sua esposa Marina King em 1971, a Saint John Coltrane African Orthodox Church louva a presença do espírito santo através dos solos espiritualistas do grande saxofonista. Esse minidocumentário dos diretores Jeff Swimmer e Gayle Gilman conta um pouco da fusão entre religião e jazz na cabeça e coração dos frequentadores do templo.

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Um dos grupos mais subestimados dos anos 90, o trio Sleater-Kinney está sendo revisitado por sua gravadora Sub Pop numa caixa com os sete discos de sua carreira lançados em vinil na caixa Start Together. A caixa com sete discos também vêm numa versão colorida, como postou a guitarrista Carrie Brownstein, hoje uma atriz de sucesso no seriado Portlandia, em sua conta no Instagram.

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Lindaço, hein. Resta saber se isso pode ser um aceno pra volta da banda. Não seria nada mal…

bbc

Minha coluna no Brainstorm9 essa semana foi sobre esse clipe brega que a BBC fez pra dizer que agora ela tem um site que permite às pessoas fazerem suas playlists, deixando de lado um legado quase centenário para alinhar-se aos titãs do mundo digital.

Tudo errado
No clipe de lançamento do novo serviço BBC Music, a decana estatal inglesa rebaixa-se ao nível do novo mercado

Todos sabemos da importância da BBC para a história da comunicação, para a Inglaterra e para a história da música gravada. Por isso quando a estatal britânica resolveu reunir todas suas vertentes musicais numa mesma plataforma chamada BBC Music, nos preparamos para o aplauso. Afinal, estamos falando da BBC.

O gesto é uma evidente tentativa de fazer sua grife manter-se atual, reunindo sua produção ao redor do tema “música” num mesmo canal, sejam playlists, programas de rádio, entrevistas ou shows em seus estúdios. A interface do site é voltada para dispositivos móveis e tenta reunir diferentes conteúdos em abas diversas – nomes de programas, gêneros musicais, nomes de artistas, notícias – e oferece um serviço chamado Playlister, que além de disponibilizar sequências de músicas assinadas pelos canais da emissora também permite ao ouvinte fazer suas próprias seleções e descobrir músicas novas. Resumindo, a emissora criou um Spotify próprio para reorganizar seu conteúdo online e assim tenta fazer valer seu nome no atual cenário global de música.

Assistimos, desde o início do século, a uma briga de logotipos de todas as áreas ao redor deste tema e é neste cenário que o novo BBC Music quer brigar, entre velhas gravadoras e novos aplicativos, fabricantes de aparelhos portáteis e empresas de telefonia móvel.

A empresa gaba-se que seu novo projeto é “uma ambiciosa onda de novos programas, parcerias inovadoras e iniciativas pioneiras que afirmam o mais forte compromisso da BBC com a música em 30 anos”, reza o release. Um blablablá corporativo pesado, que parece mais disposto a equivaler-se a um cenário musical mutante do que a impor sua própria importância.

A nova plataforma chega ao mundo acompanhada de um clipe. Uma versão cheia de artistas conhecidos – de diferentes gêneros, épocas e países – para regravar o clássico dos Beach Boys “God Only Knows”. Ok, vamos ver…

O resultado é espetacularmente brega. Aliás, brega é pouco. Transcende os limites do brega. Brega é só o conceito de reunir vários artistas para cantar uma música conhecida por todos. O “We Are the World” era menos brega porque pelo menos lançou uma musica nova. Mas esse clipe, essa versão, esse conceito… Tudo errado.

Não apenas pela escolha dos artistas, que funciona até a página três. Há clássicos de menos (Stevie Wonder, Elton John, Brian May e o próprio Brian Wilson) e pop contemporâneo de mais (Dave Grohl, Lorde, Pharrell, Chris Martin, Florence Welch, Sam Smith, Jake Bugg, Kylie Minogue e Jamie Cullum), um inevitável Jools Holland e um evitável One Direction, além de artistas eruditos (Eliza Carthy e Danielle de Niese) e “do resto do mundo” (Baaba Maal) para dar aquele molho de “pluralidade”, além da BBC Concert Orchestra e um coral com 80 vozes.

Se no quesito música o resultado é mediano, na parte visual é constrangedor. A direção de arte do clipe deixa tudo pior ao colocar asas negras na Lorde, Elton John coberto de borboletas azuis, um tigre pulando sobre o piano de Brian Wilson, Kylie Minogue flutuando em uma bolha, Stevie Wonder cercado de diamantes… Trata artistas não como personagens mais sensíveis que nós, mas como um circo de pessoas estranhas. É um delírio psicodélico careta, uma caricatura musicada da direção de arte de Tim Burton filtrada pelo filme As Aventuras de Pi.

O clipe coroa uma iniciativa que parece tirar a majestade da BBC. Ao descer de seu próprio pedestal, a emissora perde seu tom austero e tenta criar um universo particular clean e higienizado, mais próximo das campanhas publicitárias de marcas de celular ou de serviços de streaming do que de um padrão BBC de qualidade. Basta comparar essa versão com outra, feita pela emissora há dezessete anos, quando ela também reuniu veteranos e novatos para cantar uma música conhecida, no caso “Perfect Day”, de Lou Reed.

Além do próprio Lou Reed (fazendo “air piano”), a versão de 1997 ainda tinha participações de Bono, David Bowie, Suzanne Vega, Elton John, Burning Spear, Emmylou Harris, Tammy Wynette, Shane MacGowan (dos Pogues), Robert Cray, Skye Edwards (do Morcheeba), Dr. John, Emmylou Harris, Brett Anderson (do Suede), Laurie Anderson e Tom Jones – tudo bem, também tiveram os meninos do Boyzone. Mas ao comparar a “Perfect Day” de 1997 e a “God Only Knows” de 2014, percebe-se que até o fim do século passado a BBC ainda mantinha alguma austeridade, mesmo que um filtro visual no clipe quisesse deixá-la com uma cara moderna.

E o lançamento da canção de 1997 não tinha nenhum intuito inovador – era apenas um comercial feito para a TV para reforçar que, com como dizia a mensagem ao final do anúncio, “não importa qual é seu gosto musical, ele é saciado pela BBC Rádio e Televisão. Isso só é possível graças à forma incomparável como a BBC é paga por você. BBC. Você faz o que ela é.” “Você vai colher o que plantar”, como cantava escancaradamente o refrão.

“God Only Knows”, por outro lado, parece uma súplica para não perder ouvintes – “Só Deus sabe o que eu seria sem você”, canta a canção perfeita de Brian Wilson mas também parece cantar a BBC, que perde seu rigor para exibir-se como mero zoológico de personagens exóticos, estes tais artistas que fazem música. Havia uma empolgação para aplaudir, uma antecipação otimista sobre como a emissora marcaria sua entrada no século digital e assistimos a uma campanha de marketing mediana cheia de celebridades e efeitos especiais. O oposto do que se esperaria da BBC.

Tudo errado.

Pink-Floyd-Endless-River

Eis a música nova do disco novo do Pink Floyd, ripada do rádio. “Louder than Words” talvez seja uma das canções mais inofensivas da história da banda, mas por outro lado, é a única com letra no quase instrumental The Endless River. Vamos ver se o disco sobrevive às palavras, já que as de 2014 soam chatas e sem graça. E pode ficar tranquilo que essa música vai tocar sem parar.

Ao menos o solo de guitarra é bonito. Óbvio, mas bonito.