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onda-surfe

Esse é mais um daqueles vídeos para você colocar os fones de ouvido, apertar a opção full-screen e deixar o play rolar…

flyinglotus-readyerrnot

O novo disco do Flying Lotus é tão incrível quanto assustador – mas ele faz questão de frisar a segunda parte ao lançar os clipes de seu quinto álbum, You’re Dead!. Primeiro foi o sinistro funeral (dirigido pelo mesmo Hiro Murai que fez aquele clipe do Chet Faker com as meninas andando de patins à noite) na faixa “Never Catch Me“, que conta com os vocais de Kendrick Lamar. Agora é a vez de “Ready Err Not” virar um desfile de amputações, mutilações, tripas, insetos e miolos dirigido pelo animador inglês David Firth e lançado no dia das bruxas. E não deve parar por aí…

dylan-2015

E além da possibilidade de vir fazer show no Brasil, Bob Dylan acaba de anunciar mais uma novidade para o ano que vem: Shadows in the Night é a continuação para seu Tempest, de 2012, e deve contar com a versão que ele mostrou no primeiro semestre para “Full Moon and Empty Arms”, de Frank Sinatra.

Demais.

Seculos Apaixonados_credito Tay Nascimento

Primeiro deixa o Guerrinha explicar: “A gente pediu para o Zé e o Badeco (José Menezes e André Dip, diretores do clipe) fazerem o que a gente mais fez durante as sessões de ensaio e gravação do disco – ir para a Feira de São Cristóvão cantar no karaokê. A gente é super fã de karaokê e grande parte das canções que vem nesse sistema da RAF Electronics – o karaokê leãozinho – são excelentes, como ‘Cadeira de Rodas’ do Fernando Mendes e ‘Stars’ do Simply Red, canções realmente apaixonadas. Abolimos a idéia do roteiro e fizemos um clipe que representa o que essa banda faz todo dia. Belas amigas Bia Falcão e Fê Rebello estão lá no clipe, elas também acompanharam a gente durante toda essa fase de iniciação dos Séculos Apaixonados. É divertido também ver o quanto a letra é apoteótica e dramática e o clipe é de caráter cotidiano mesmo. Além do mais é uma letra que começa com ‘Deus não me deu essa vida de playboy…’ e você vê no clipe um bando de gente da Zona Sul indo para feira de Sâo Cristóvão, chega a ser quase uma piada.”

Aí você vê o clipe:

O Séculos Apaixonados também é quase uma piada. Mas não é só isso. Ele se inclina para o pop brasileiro dos anos 80 com a mesma desenvoltura que o Chromeo faz o mesmo com o pop oitentista norte-americano. Não estou falando de rock brasileiro nem sequer de “pop rock”, mas de um pop nacional que antecedeu a chegada da Blitz e de toda aquela geração que empunhava guitarras e compunha principalmente com teclado (se for portátil, melhor ainda). Um gênero musical coabitado por Lincoln Olivetti e Michael Sullivan e Paulo Massadas, Guilherme Arantes e Joanna, A Cor do Som e Ritchie. E que canta músicas apaixonadas.

“O Séculos saiu exatamente pelo fato de ter que dar vida a canções para que elas não fossem apenas algo solto por aí na internet, mas que servissem de aprendizado para mim mesmo, pra certas filosofias da vida. Eu passei por uns maus bocados no coração há um ano e agora eu estou por aí cantando canções que refletem esse período do tempo, simplesmente não posso ser complacente com as coisas que eu canto”, continua o vocalista, que em vez de cantar fino como no Dorgas prefere passar-se por tenor, soando cômico. O que aumenta ainda mais a melancolia das músicas do grupo – e aí o clipe do videokê começa a fazer sentido.

“A banda já era algo que eu tinha na cabeça desde o final de 2012, algo que eu compartilhava com o Arthurzinho, (Arthur Braganti, que tocava no Letuce) mas como a gente tinha nossos compromissos com Dorgas e Letuce, era muito difícil dar dedicação mental para a coisa, o que não significa que eu não tivesse escrevendo canções de cunho ‘apaixonado’. ‘Totem do Amor Impossível’, por exemplo, era uma canção que eu tinha desde novembro de 2012. Quando o Dorgas acabou em 2013, eu estava tendo alguns sérios problemas pessoais, mas eu tinha todas essas canções que estavam flutuando por aí e que eram bem honestas a forma em que eu sentia – eu juntei essas canções com o Lucas (Paiva, produtor e autor do projeto Pessoas que Eu Conheço), que também tinha terminado uma com uma namorada da época e a gente começou a arranjar elas com (Felipe) Vellozo (que tocava com a Mahmundi), Arthurzinho e João (Pessanha, baterista do Baleia)”, continua.

O grupo está prestes para lançar seu primeiro disco, Roupa Linda Figura Fantasmagórica, que será lançado pela Balaclava. “Já esta gravado e mixado, a gente esta recebendo da masterização essa semana. É bacana, tem 8 musicas, que acho que é o nível de paciência que as pessoas têm com disco hoje em dia. Tem 3 músicas do Lucas, 4 minhas e uma do Arthurzinho. Eu e Lucas gravamos e mixamos na casa do Lucas durante 2014, fizemos algumas gravações de bateria em um sobrado na Lapa, mas grande parte dessas sessões não valeram a pena pois as baterias soavam que nem bosta. Nós tendemos a ser um pouco ‘non-nonsense’ com gravação de canções/’reais bandas’ – uma vez que a gente sabe que verdadeira mensagem esta na forma bruta dessas canções, e não na ética tomada na engenharia de som – o que não significa que seja um disco ‘lo-fi’, ao contrario, é um disco muito mais polido e limpo do que muito disco ‘hi-fi’, gravado em estúdio por ai. A tecnologia que oferecem hoje para gravar em casa é excelente, e nós não somos “puristas do áudio”, por mais que seja muito bacana procurar na internet por equipamento maneiro.”

A banda carioca se apresenta nesse sábado em São Paulo, no Neu, para quem quiser conferir ao vivo. “Lá é demais, todo mundo é amigo meu, amo lá. Vai ser de graça e tem comida boa rolando.” Quem quiser conhecer mais a banda tem outras duas músicas aí embaixo:

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“Convoque seu Buda / O clima está tenso / Já mandaram avisar / Que vão torrar o centro” – assim ressurge Criolo com a faixa-título de seu novo disco, “Convoque Seu Buda”. O clima Tarantino da base de Ganjaman – meio surf music, meio funk 70 – funciona como um tapete voador para o rapper disparar rimas apontando o dedo na cara de todo mundo: “Cidade podre / Solidão é um veneno / O umbral quer mais Chandon / Heróis crack no centro / Na tribo da folha / Favela desenvolvendo / No jutso secreto / Naruto é só um desenho / Uns cara que cola pra ver se cata mina / Umas mina que cola e atrapalha ativista / Mudar o mundo do sofá da sala / Postar no insta / E se a maconha for da boa / Que se foda a ideologia”, além de soltar a voz na questão da canção “E se não resistir e desocupar, entregar tudo pra ele então, o que será?” Um senhor aperitivo para o novo disco.

Só lamento que a música não tenha sido lançada durante o período de eleição, pois muito do que é abordado ali incendiaria discussões no Facebook, alimentaria memes e citações que talvez levassem a música para um outro patamar… Mas talvez a intenção de lançar depois tenha sido justamente para evitar isso. Convoque seu Buda, o disco, foi produzido por Daniel Ganjaman e Marcelo Cabral, como o anterior Nó na Orelha, que também tem participações de Kiko Dinucci, Rodrigo Campos e DJ Dandan.

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Um teste de Turing ou um caso de amor? Ex-Machina é a estréia de Alex Garland na direção – e embora o trailer o identifique como autor dos roteiros de Extermínio e Sunshine – Alerta Solar, não custa lembrar que ele foi para o cinema graças a Danny Boyle (diretor destes dois filmes), que o chamou para adaptar para o cinema seu primeiro romance, o denso A Praia. Atrás das câmeras pela primeira vez em Ex-Machina, que estréia no ano que vem, Alex Garland também é o autor dessa história que parece o Her de Spike Jonze com uma pitada de Blade Runner. Afinal, quem é o robô?

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E mais uma vez Polly Jean Harvey rende-se a seu muso, ex-namorado e amigo e regrava outra música de Nick Cave. Depois de atirar-se em “Henry Lee” ao lado do próprio (em pleno namoro nos anos 90), PJ Harvey desta vez vaga pelas ruas de “Red Right Hand“, deixando o ar de saloon original desintegrar-se num piano frio, distante e lindo. A faixa foi gravada para o seriado da BBC Peaky Blinders.

avengers2

É só uma versão esticada do trailer anterior, incluindo uma cena quase inteira logo no início. Vingadores 2 parece ser um filme que promete mais a cada novidade que descobrimos…

Cream In London

Eric Clapton e Ginger Baker, integrantes originais do primeiro supergrupo da história do rock, o Cream, pagaram tributo online ao ex-baixista Jack Bruce, que morreu no fim de semana. Eric Clapton, à sua maneira, postou em sua página no Facebook um bucólico tributo ao violão, apenas cantarolando algumas notas, em uma canção sem título de dois minutos e meio, um blues triste e melódico, à moda das canções de Jack na banda.

O baterista Ginger Baker comentou no mesmo post: “A perda de um grande homem… Muito triste”.

Quem também homenageou Jack Bruce foram os Allman Brothers, ao incluir “Politian”, do Cream, no setlist de sua apresentação no teatro Beacon, em Nova York, onde estão fazendo temporada de 45 anos de carreira.

Belle_and_Sebastian

O disco só sai em 2015, mas a primeira música de Girls in Peacetime Want to Dance já apareceu – e a deliciosa “The Party Line” é um dos melhores hits de pista do Belle & Sebastian desde… “Legal Man”? Grata surpresa.