
(Foto: Juh Almeida/Divulgação)
Depois de um ano debruçada sobre a Timbalada, sobre a qual lançou o EP Mandinga Multiplicação no ano passado, a baiana Josyara começa a mostrar seu novo álbum, já batizado de Avia, que começa a mostrar sua cara a partir de uma canção alheia, no caso a clássica “Ensacado”, faixa do clássico prog nordestino Vinte Palavras Ao Redor do Sol (1979), da paraibana Cátia de França, que ela será lançado nessa sexta-feira mas surge em primeira mão aqui no Trabalho Sujo. Mas para não desequilibrar a energia baiana, ela, responsável pelo arranjo e pelos violões do single, chamou a conterrânea Pitty para acompanhá-la neste primeiro passo. A escolha da música é perfeita não apenas por colocar Josyara num cânone bem específico, como para lançar luz sobre a mestra Cátia, que segue à toda mesmo às vésperas dos 80 anos, fazendo shows, além de ter lançado um discaço ano passado, chamado No Rastro de Catarina.
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Das melhores promessas da nova cena indie rock paulistana, o grupo Celacanto começa a mover-se em direção de seu álbum de estreia ao lançar, nesta quinta-feira, o primeiro single, chamado apenas de “Cedo”, que antecipam em primeira mão para o Trabalho Sujo. Formada por Eduardo Barco (guitarra e sanfona), Giovanni Lenti (bateria), Matheus Costa (baixo) e Miguel Lian (voz e guitarra), o grupo já tocou duas vezes no Inferninho Trabalho Sujo e quem já os viu ao vivo percebe as influências tanto do indie mais cabeçudo à Radiohead – talvez a principal referência da banda – quanto de MPB e rock clássico. Neste single, o primeiro gravado pelo grupo quando começou a trabalhar com o produtor Luiz “Lauiz” Martins (integrante do grupo Pelados), o quarteto reforça a natureza romântica de suas canções. “Composta em 2019, a proposta da faixa era abordar por uma perspectiva própria a canção romântica do pop rock brasileiro dos anos 1990 e 2000”, explica o vocalista Miguel. “Liricamente, Skank e Nando Reis foram referências importantes, ajudando a dar contorno às inspirações biográficas por trás de ‘Cedo’, e os elementos musicais, de outro lado, for concebidos com influência dos primeiros álbuns do Tame Impala, junto de acenos às canções dos Beatles na fase iê-iê-iê”. A banda lança oficialmente o single nas plataformas de áudio nesta quinta-feira, mesmo dia em que se apresentam no Bar Alto (Rua Aspicuelta, 194), a partir das 20h.
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O FireAid foi um evento realizado nesta quinta-feira para arrecadar fundos para as vítimas do incêndio que devastou a cidade de Los Angeles, nos Estados Unidos, neste mês de janeiro. Realizado em duas arenas simultaneamente na cidade de Inglewood, o festival contou com apresentações breves de artistas de todo porte e gênero musical e contou com alguns momentos históricos, como a reunião dos três sobreviventes do Nirvana com vocalistas convidadas assumindo as letras de Kurt Cobain. E assim Dave Grohl, Pat Smear e Krist Novoselic acompanharam St. Vincent (que cantou “Breed”), Kim Gordon (que cantou “School”), Joan Jett (que cantou “Territorial Pissings”) e a filha do baterista Violet Grohl (que cantou “All Apologies” com Kim Gordon no baixo). Assista à íntegra da apresentação abaixo: Continue

Parece que Questlove conseguiu mais uma vez: lançou o trailer final de seu documentário sobre Sly Stone – o mitológico líder de um dos grupos mais importantes dos anos 60, Sly & The Family Stone – pouco antes da primeira exibição pública do filme, que aconteceu na semana passada no festival Sundance, arrancando excelentes elogios. Sly Lives! (aka The Burden of Black Genius) é o segundo documentário dirigido pelo baterista dos Roots, depois do deslumbrante Summer of Soul, que lhe garantiu seu primeiro Oscar. O novo filme, que estreia nos EUA No canal de streaming Hulu no próximo dia 13 e não tem previsão de lançamento no Brasil, conta com depoimentos de integrantes de sua banda e de discípulos do homem, como Andre 3000, D’Angelo, Chaka Khan, Q-Tip, Nile Rogers e George Clinton, que se aprofundam no legado e no mistério ao redor deste monstro sagrado e, como seu subtítulo em inglês detalha, o fardo de ser um gênio negro nos EUA.
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Timothée Chalamet conseguiu mais uma vez e ao apresentar-se neste sábado no Saturday Night Live – tanto como ator quanto como músico convidado – defendeu bonito sua indicação ao Oscar ao apresentar três músicas de Bob Dylan no programa humorístico que completa meio século este ano. E em vez de seguir o riscado de A Complete Unknown, preferiu inovar – e fez bem. Optou nem por fantasiar-se de Dylan como por não ficar preso ao período do filme, além de ter convidado James Blake para acompanhá-lo ao piano. Começou com duas músicas num só take ao misturar “Outlaw Blues” do clássico Bringing It All Back Home, de 1965, com “Three Angels” de seu New Morning, de 1970, ambas pouco familiarizadas com o palco (Dylan só tocou a primeira uma única vez ao vivo e nunca tocou a segunda). Depois foi mais ousado ainda ao pegar o violão e cantar “Tomorrow Is A Long Time”, que nunca foi gravada em estúdio e só saiu em disco numa versão ao vivo incluída na coletânea Bob Dylan’s Greatest Hits Vol. II, de 1971. Mandou bem, pequeno Timmy.
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E esse tapa que George William Lewis Jr., também conhecido como a banda de um homem só Twin Shadow, deu no hit de Billie Eilish do ano passado (a música mais tocada no Spotify em 2024), “Birds Of A Feather”? Ele postou a versão em seu Instagram sem dizer se irá lançá-la oficialmente, mas explicando que deu um “tratamento invernal” à canção, levando-a para os anos 80 que tanto gosta de impregnar em sua discografia. A música provavelmente estará em seu próximo álbum, Georgie, que segue o disco batizado com seu próprio pseudônimo de 2021 e foi anunciado no fim do ano passado para sair em março, com o lançamento do primeiro single, a apenas mediana “As Soon As You Can”. Mas a versão pra música da Billie foi uma joia e tomara que ele libere logo a íntegra. Ouça as duas abaixo: Continue

Muito triste saber que dona Diva Guimarães, que emocionou a Flip e o Brasil em um depoimento espontâneo em 2017, morreu no sábado passado. Foi a primeira vez que a Festa Literária Internacional de Paraty abriu o microfone para a participação do público e Diva, professora, foi a primeira a falar durante uma mesa em que participava o ator e escritor Lázaro Ramos, quando sentiu-se à vontade para contar toda a dor do racismo que atravessou sua biografia, num depoimento que recupero para lembrar sua passagem. Era minha quarta Flip à frente das redes sociais do evento e quando soube daquela tocante participação não tive dúvidas sobre a possibilidade de publicar no Facebook da festa, o que transformou sua participação não apenas em uma das principais atrações do ano, mas também trouxe à tona questões ligadas à escravidão que ainda fingimos esconder sob a sensação de normalidade que ainda paira sobre o país. Aquela fala a transformou em uma voz a ser ouvida e durante a festa pude colocá-la ao lado de Conceição Evaristo, que tanto admirava. Diva seguiu sendo ouvida em outros programas e entrevistas, levando sua triste história para milhões de pessoas no Brasil e escancarando uma ferida que fingimos ter cicatrizado. Obrigado pela coragem de contar sua história.
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Começando os trabalhos de 2025 com o show solo do Guilherme Cobelo no Galeria Mundo Vivo em Brasília na primeira terça-feira do ano e entre músicas de seu recém-lançado disco solo, de sua banda Joe Silhueta e de outros artistas, ele ainda mostrou músicas inéditas como essa infelizmente precisa “Brazyl Uber Alles” como uma espécie de antevisão do ano que nos espera.
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