
Ê lá ela! Dua Lipa segue sua turnê pela Austrália e como fez nos shows em Melbourne mais uma vez celebrou um artista local, desta rendendo-se à balada-símbolo do INXS, “Never Tear Us Apart”, numa versão maravilhosa. Assista abaixo: Continue

Essa eterna pergunta está sempre aberta para uma novo sim, que desta vez veio de Vancouver, no Canadá, quando o dono da loja de discos Neptoon Records, Rob Frith, tirou uma noite para ouvir fitas de rolo que tinha guardadas em sua loja no estúdio de um amigo que tinha um equipamento adequado para ouvi-las. E ao sacar um rolo escrito “Beatles 60 Demos” na caixa, pensou que iria ouvir a gravação de algum disco pirata conhecido que tinha sido passado para aquela fita, mas qual foi sua surpresa ao se deparar com o que parece ser a fita master da clássica e infame sessão que John, Paul, George e Pete Best – Ringo ainda não tinha entrado na banda e sua ausência é notável – registraram no estúdio da gravadora Decca, em Londres, no primeiro dia de 1962. A gravação é conhecida dos beatlemaníacos e entrou para o hall da infâmia mundial ao ser o material que fez aquela gravadora não assinar com a banda que mudaria a história do mundo. Mas a fita descoberta por Frith, ao menos a partir dos dois trechos que ele postou em seu Instagram (“The Sheik of Araby” e “Money (That’s What I Want)”, ouça abaixo), parece ser um registro muito melhor do que os conhecidos até hoje – que inclusive os que entraram na Anthology, coletânea tripla que o grupo lançou nos anos 90 oficializando uma série de registros piratas para sua própria discografia. O que nos leva a um assunto que devo falar mais por esses dias: os 30 anos de Anthology e a necessidade do grupo de lançar uma nova edição da clássica compilação, que veio acompanhada de um documentário que não está em nenhum canal de streaming… Mas depois falo mais sobre isso. Continue

E o metapseudodocumentáriofake sobre o Pavement finalmente sai do circuito dos festivais e estreia nos cinemas comerciais – a princípio apenas nos EUA – e justamente por isso Pavements ganha seu primeiro trailer oficial, que demonstra como diretor Alex Ross Perry mistura sua megalomania de araque com a preguiça blasé da icônica banda indie norte-americana criando algo que não é só um registro sobre um trabalho artístico, como uma continuação e uma espécie de validação – usando muitos superlativos – da história da banda. Assista abaixo: Continue

A nova safra indie brasileira está vindo à toda e há artistas novos surgindo em todos os lugares – e não é diferente em Belo Horizonte, terra da Clara Bicho (já tinha falado dela no ano passado), que lança mais um single nesta terça-feira e antecipa em primeira mão aqui no Trabalho Sujo. O delicioso groove minimalista de “Cores da TV” também marca sua parceria com Sophia Chablau e o primeiro degrau de seu EP, que será lançado ainda neste semestre. “Um dia compartilhei que gostava muito de uma música da Sophia e nunca tínhamos conversado antes”, lembra a compositora mineira, que conheceu o trabalho de Sophia com sua banda Uma Enorme Perda de Tempo há uns três anos. “E ela me respondeu dizendo que curtiu meu trabalho, me mandando uma mensagem logo em seguida me convidando para a gente fazer alguma música juntas”. Clara lembra que “sempre me chamou atenção a forma como ela compõe, como escreve, como usa as palavras e cria as melodias – de alguma forma me identifiquei.” Marcaram de se conhecer quando Clara veio a São Paulo, mas, por motivos de saúde, as duas só puderam se conhecer quando Sophia foi para Belo Horizonte. Ao perguntar pra Sophia como ela foi convidar alguém que mal conhecia para compor juntas e “ela me disse que antes tinham falado de mim para ela e que ela ‘tinha que me conhecer e nos daríamos bem'”. Tanto deu que eis aí a colaboração, ouça abaixo: Continue

Mais uma da Dua: no terceiro show que fez na Austrália na abertura da turnê de seu disco mais recente, ela puxou outra homenagem a outra artista australiana ao cantar o hino imortal das pistas “Can’t Get You Outta My Head” de sua ídola Kylie Minogue – isso depois de cantar AC/DC num show e outra da Natalie Imbruglia no seguinte.
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Olivia Rodrigo começou seu giro latino nessa sexta-feira, ao tocar no Lollapalooza chileno, e presenteou seu público com uma bela versão só com voz e guitarra para o hit “Don’t Speak”, do grupo No Doubt. Assista abaixo: Continue

Não sou propriamente fã do Eddie Vedder, mas não há como negar que ficou linda a versão que ele fez para “Needle and The Damage Done”, do mestre Neil Young, que estará presente na coletânea Heart Of Gold: The Songs Of Neil Young, que ainda terá a participação de Fiona Apple, Sharon Van Etten, Doobie Brothers com Allison Russell, Steve Earle, Mumford & Sons e Courtney Barnett (que inclusive já mostrou sua versão para “Lotta Love”, no mês passado). Vedder, além de dividir o palco com o velho Neil algumas vezes (inclusive um disco inteiro de sua banda Pearl Jam com o bardo canadense, o fabuloso Mirrorball), já havia mostrado ao vivo a música outras tantas, mas finalmente ela ganha uma versão em estúdio. O disco, que já está em pré-venda, será lançado no mês que vem.
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Fiona Apple é a primeira convidada do próximo disco do grupo escocês Waterboys a mostrar sua colaboração. A faixa “Letter From An Unknown Girlfriend” faz parte do décimo-sexto disco da banda, Life, Death And Dennis Hopper, que, como o prega o título, conta a história de um dos maiores ícones da cultura pop do século passado. “O arco de sua vida é a história de nossa época”, explicou o líder, fundador e único remanescente da formação original da banda, Mike Scott. “Ele estava no big bang da cultura jovem no filme Juventude Transviada com James Dean, no início da pop art com o jovem Andy Warhol, e faz parte da contracultura, da cultura hippie, do movimento pelos direitos humanos e da cena psicodélica dos anos 60. Nos anos 70 e 80 ele passou por uma década selvagem, quase morreu, voltou, se endireitou e tornou-se um ator que fazia cinco filmes por ano sem perder o brilho em seus olhos ou o senso de perigo e de imprevisibilidade que sempre esteve ao seu redor.” O disco tem 25 faixas e passa por sua infância até a manhã seguinte à sua morte e “não é só sobre Dennis, mas sobre toda a estranha aventura de ser uma alma humana no planeta Terra”, conclui Scott. O disco, que será lançado em abril, ainda conta com participações de Bruce Springsteen, Steve Earle, Anana Kaye, Barny Fletcher, da banda country norueguesa Sugarfoot, Kathy Valentine das Go-Go’s, entre outros. Ouça o single abaixo: Continue

Mais música no cinema! Desta vez é a cantora islandesa Björk que anuncia o lançamento do filme de seu show Cornucopia em mais de 500 cinemas em todo o mundo, na primeira vez que o registro do espetáculo é exibido na íntegra. Conduzido em parceria com a diretora argentina Lucrezia Martel e com a diretora musical Isold Uggadottir, a apresentação aconteceu no dia 1º de setembro de 2023 na Altice Arena, que fica na capital portuguesa de Lisboa, e mistura músicas dos discos Utopia (2017) e Fossora (2023), além de efeitos de realidade virtual e a exibição de três curtas escolhidos pela artista. Cornucopia será lançado em todo o mundo no dia 7 de maio, inclusive no Brasil, e para saber mais informações sobre as sessões, cadastre-se no site da artista.
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O novo programa de entrevistas da Netflix, Everybody’s Live, apresentado pelo ator e comediante John Mulaney, conseguiu um feito e tanto em seu segundo episódio não apenas ao reunir no mesmo programa duas das maiores mestras do rock independente – Kim Gordon e Kim Deal, vocalistas, baixistas, musas e faróis do mundo indie, a partir de suas respectivas bandas, Pixies e Sonic Youth, que lançaram ótimos discos solo no ano passado – como conseguiu colocá-las juntas no mesmo palco para cantar ao vivo pela primeira vez a música que gravaram há 30 anos no subestimado disco Washing Machine que o Sonic Youth lançou em 1995. O canto fantasmagórico das duas em uma balada soul não apenas ecoa pilares da música pop como os girl groups dos anos 60 (algo que o mesmo Sonic Youth havia feito no ano anterior, ao regravar o hino “Superstar”, canção da dupla Delaney & Bonnie imortalizada pelos irmãos Carpenters) como faz ponte com artistas contemporâneas tão diferentes quanto Amy Winehouse, Lana Del Rey e Weyes Blood – e é tão bom vê-las cantando essa música em 2025 como se estivessem em 1995 ou 1965!
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