
Eis o trailer do novo filme da Charli XCX, The Moment, um documentário de mentira sobre o fenômeno Brat, que ela “concebeu a partir da ideia de ser pressionada a fazer um documentário” sobre como ela dominou o verão do ano passado no hemisfério norte a partir de seu disco mais recente. É mais um projeto de sua nova fase cinematográfica, anunciado na semana seguinte em que ela revelou que seu próximo álbum é a trilha sonora da nova adaptação para a telona do clássico O Morro dos Ventos Uivantes. The Moment está marcado para estrear lá fora no dia 30 de janeiro e ainda não tem data de lançamento para o Brasil.
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O My Bloody Valentine está preparando sua volta para os palcos que não frequentam desde 2018 e que, tecnicamente, aconteceria neste sábado, quando a banda tocaria em Dublin, na Irlanda, pela primeira vez desde 1992. Mas ninguém esperava que eles fossem fazer um show de aquecimento, como fizeram para 2 mil pessoas na mesma cidade nesta quarta-feira. O show aconteceria em um lugar ainda menor, mas o auê em torno da aparição-surpresa tomou as ruas da capital irlandesa e foi transferido para o National Stadium, que apesar do nome, é um ringue de boxe conhecido por sediar shows de médio porte na cidade desde os anos 70. O grupo passou por várias pérolas de seu repertório num show que teve quase 20 músicas, a estreia ao vivo de “Off Your Face” (do EP Glider, de 1990) e encerrou com “You Made Me Realise”. Depois de pegar todo mundo de surpresa, a banda de Kevin Shields prepara sua turnê, que segue por Dublin (no sábado), Manchester (na segunda), Londres (na terça) e Glasgow (na quinta), saindo do Reino Unido para o outro lado do mundo, quando tocam em Hong Kong, dia 7 de dezembro. Eles retomam a turnê em fevereiro do ano que vem no Japão, com duas datas em Osaka (3 e 4) e duas em Tóquio (6 e 9), e uma única outra data já anunciada, quando estarão no elenco do Primavera em Barcelona (tocam dia 6 de junho). Provavelmente outros shows serão anunciados e Kevin Shields voltou a falar em novo disco, mas sabemos que é mais fácil eles tocarem no Brasil… (Aliás, falando nisso, alô Balaclava!)
Assista a algumas músicas do show e veja o setlist completo abaixo: Continue

O Geese também fez erguer as sobrancelhas de Nigel Godrich, lendário produtor indie que trabalha com o Radiohead desde o OK Computer e já fez discos com o Air, Beck e Paul McCartney, que abriu mais uma temporada das sessões From the Basement, que realiza em seu estúdio com a banda nova-iorquina da vez. E eles, pra variar, quebraram tudo.
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Os Beatles finalmente anunciaram quando será o lançamento da nova versão de seu Anthology, série em que contaram sua própria história há trinta anos e que agora ganha uma nova versão com direito a um episódio inédito, que traz imagens e entrevistas sobre o reencontro dos três integrantes remanescentes da banda em 1995. A nova versão da série terá nove episódios e entre os dias 26, 27 e 28 de novembro o canal Disney+ disponibilizará três episódios diariamente. O lançamento do novo Anthology coincide com o de sua versão em disco, que agora traz quatro discos duplos, em vez de três, como foi nos anos 90, com raridades do grupo que não foram lançadas à época. O pacote completo ainda inclui uma nova edição do livro, que não traz nenhuma novidade em relação à edição de 1995.
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2025 está sendo um ano ótimo para o indie rock no Brasil e não só pelos shows gringos que estão passando por aqui (tá contando? Já foram Supergrass, Teenage Fanclub, Mogwai, Weezer, Yo La Tengo, Stereolab e dá até pra botar o Massive Attack nessa conta), mas também por boas movimentações no indie rock local, uma delas motivada justamente por um desses shows internacionais por aqui, quando a banda carioca PELVs voltou à ativa para abrir o show do Teenage Fanclub no Circo Voador. Foi a deixa pro grupo lançar em vinil um de seus discos mais memoráveis, Península, de 2001, que sai pelo selo responsável por grande parte da cena indie no Rio, o Midsummer Madness. E o herói responsável pelo selo, Rodrigo Lariú, colocou a íntegra do show da PELVs deste ano no YouTube, comemorando mais um capítulo na história da banda. “Lançar o Peninsula em vinil é um papo antigo”, ele me escreve comentando o lançamento. “A banda queria ter lançado em 2020/21 quando o disco fez 20 anos mas naquele momento não engrenou porque ainda estávamos no meio da pandemia e eu sempre achei que o Peninsula era um disco que traduzia bem a Pelvs e, assim como foi no Bingo do Cigarettes, mexer nas gravações originais e remixá-las agora daria outro brilho pro disco. Quando a Pelvs mixou e masterizou o Peninsula, eles dominavam totalmente a gravação mas não a finalização. Agora, 25 anos depois, eu acho que o disco foi finalizado a contento”. Assista ao show abaixo: Continue

A vida é feita de escolhas e tive que ficar com o Planet Hemp a ir ao Morumbi ver a primeira apresentação que Dua Lipa fez de sua nova turnê no Brasil. E perdi a oportunidade de vê-la cantando músicas da Timbalada ao lado de Carlinhos Brown e Caetano Veloso. Mas a passagem de Dua Lipa pelo Brasil está rendendo para além desta primeira apresentação e falo mais sobre isso em breve. Mas será que consigo vê-la no Rio sábado que vem? Quem poderá cantar com ela nesse show? Façam suas apostas! Eu aposto no Gil!
#dualipa #caetanoveloso #carlinhosbrown #timbalada #morumbi
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Há pouco mais de um mês a dupla Magdalena Bay vem conduzindo um interessante experimento pop, lançando, quase semanalmente, duas músicas novas. Nessa sexta-feira eles chegam com mais duas (a doce “This Is The World (I Made It For You)” e a etérea “Nice Day”) que se juntam ao conjunto de seis músicas que lançaram há pouco tempo (pra quem não tá anotando, “Black-Eyed Susan Climb”, “Unoriginal”, “Paint Me A Picture”, “Human Happens”, “Second Sleep” e “Star Eyes”). Com oito músicas eles já têm um EP tranquilamente, talvez até um álbum, mas falta da um título comum que entrelace essas canções para além da estética visual, enunciada no clipe de “Second Sleep” e seguida nas artes de cada uma das músicas. Mas precisa ser uma obra conjunta? É uma fase de transição? Sobras do disco passado ou prenúncios de um novo álbum? Lançando músicas com pouco intervalo de tempo, os dois encontram uma forma esperta de manterem-se em público sem necessariamente estarem fazendo shows ou alimentando as redes sociais. É um bom teste sobre como mostrar um novo trabalho para seu público e tentar ampliá-lo sem precisar realizar um grande evento, como a expectativa do lançamento de um novo álbum ou nova turnê. O mais importante é que as músicas são boas e vasculham novos aspectos do universo musical da banda – elas são o centro dessa discussão, não há truque, gracinha ou sacada pra vender o que eles sabem e gostam de fazer.
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Courtneyzinha lançou single novo há um mês e não deu mais nenhum pio pra dizer se tem algo novo em vista ainda pra esse ano ou se só lançou “Stay in Your Lane” pra nos deixar pilhados em relação a 2026. E ela reforça o lançamento ao lançar um vídeo que fez numa sessão que gravou no estúdio do Levon Helm no fim do mês de setembro. Como essa mina é foda…
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Olha que maravilha esse Tiny Desk com o Pulp: além de reunir sua banda com direito a cordas e tudo, Jarvis Cocker ainda fez uma bela seleção pinçando músicas de diferentes fases da banda num minirrepertório que abre de forma surpreendente com “This is a Hardcore”, passa por uma das minhas favoritas da banda (“Something Changed”, que eles não têm vergonha de recomeçar depois de se confundir) e puxa uma do disco desse ano (“A Sunset”) e outra de um passado pré-britpop (“Acrylic Afternoons”). É pedir demais que o Pulp tenha ao menos um quinto da popularidade que o Oasis conseguiu em seu revival? Porque bagagem pra isso eles têm de sobra…
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“Elegante e brutal”: a descrição que John Cale fez no pacto com Lou Reed para criar o Velvet Underground, descrita no documentário com o nome da banda dirigido por Todd Haynes em 2021, mexeu com Charli XCX a ponto de, quando foi convidada para compor uma das músicas da trilha sonora da nova versão para o cinema de O Morro dos Ventos Uivantes (dirigida por Emerald Fennell, o mesmo de Saltburn), ela chamar ninguém menos que o próprio Cale para trabalhar junto. A descrição também serve para “House”, música que marca sua nova fase cinematográfica (ela está envolvida em oito – ! – longa metragens, além de ter hypado sua conta no Letterboxd) e que ela revelou essa semana e que consagra sua parceria com o mestre do Velvet Underground e que é o avesso de sua fase dance, eternizada com o Brat que marcou o ano passado. Fino demais.
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