
Bruce Springsteen vem se tornando uma das principais vozes da classe artística estadunidense contra o regime que Donald Trump baixou em seu país, chegando ao cúmulo de ter sua milícia particular assassinando pessoas inocentes, especialmente na cidade de Mineápolis, que tornou-se o epicentro dessa nova tragédia nos EUA. E depois de esbravejar em shows e entrevistas, ele resolveu eternizar essa era de trevas em seu país em uma canção. “Streets Of Minneapolis” em que retoma o tom das canções de protesto à Bob Dylan para descrever o estado decrépito que seu país afunda em violência, mencionando por nome, tanto as vítimas fatais do governo norte-americano (Alex Pretti e Renee Good) quanto os patifes que orquestraram essa desordem, os palhaços de extrema-direita Stephen Miller (vice-chefe do gabinete de políticas públicas da Casa Branca), Kristi Noem (secretária de segurança interna) e, claro, o agente laranja que escangalha de vez os EUA, chamado por Bruce na música de “Rei Trump”. A capa do single não deixa meios-termos ao mostrar um protesto dos cidadãos daquela cidade contra a polícia particular de Trump.
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Jessie Ware abre seu 2026 dando mais um passo rumo ao topo do estrelato ao anunciar seu sexto álbum, Superbloom, para o início de abril. Vindo de uma sequência magistral de discos (de Glasshouse de 2017 ao What’s Your Pleasure? de 2020 e That! Feels! Good! de 2023), ela parece também estar distanciando-se da pista de dança rumo a um platô pop que, temo, possa fazê-la perder seu charme e sua ousadia musical – um pequeno declive que, por exemplo, transformou o instigado disco de 2020 (uma interrogação) em um extasiado novo capítulo (uma exclamação) três anos depois. O próprio fato do single que anuncia o novo álbum se chamar “I Could Get Used To This” (e seu clipe opulento, veja abaixo) funciona como termômetro dessa transformação, que a veem falando de Grace Jones, Barbra Streisand e Whitney Houston como inspirações. Tomara que ela mantenha a verve anterior.
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Como previsto, o Sugar anunciou oficialmente a volta às atividades para além do par de shows e do single que soltaram no ano passado. Quem puxa as atividades de 2026 é o single “Long Live Love” (veja o clipe abaixo), que seu compositor, o líder da banda e fundador do seminal Hüsker Dü, Bob Mould, desenterrou da época em que morou em Washington, capital dos EUA, em 2007, e que reflete a fase DJ que ele atravessava. Bob inclusive menciona a semelhança da canção com um dos seus discos favoritos da vida, o segundo do Garbage (!). Além do novo single (que será vendido como um compacto junto com a música que lançaram ano passado, “House Of Dead Memories”), o grupo também anunciou dezenas de shows durante o ano começando por Nova York, nos EUA, no início de maio para depois fazer Europa até junho e retomar a turnê pelos Estados Unidos entre agosto, setembro e outubro. E nada de América Latina, Oceania ou Ásia por enquanto. Fora que veio mais um single, vieram (muito) mais shows, mas o disco ainda está por vir… Esperamos. Continue

Rosalía pôs um ponto final na falsa polêmica ao redor de seu posicionamento politico em relação ao genocídio palestino ao fazer uma aparição surpresa no Concert-Manifest x Palestina que aconteceu nesta quinta-feira, no Palau Sant Jordi, em Barcelona, capital da província em que nasceu, a Catalunha, na Espanha. Depois de apresentações de Zaho de Sagazan, Ana Tijoux, Aurora, Bad Gyal, Tinariwen, Amaia e Morad, ela surgiu com o silêncio e a escuridão da expectativa ao redor de uma surpresa deste porte e fez bonito ao cantar o flamenco “La Perla” para delírio do encantado público presente. Muito bem, dona Rosalía…
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No meio desse mês, o Wilco realizou seu tradicional festival Sky Blue Sky num resort em Cancún, no México, presenteando seus fãs com uma sequência de atrações curada pelo grupo que além de reunir nomes como Yo La Tengo, Dinosaur Jr., Dr. Dog, os Jayhawks, Michael Shannon e Jason Narducy tocando R.E.M., entre outros, ainda contou com quatro shows diferentes do Wilco e outros de bandas paralelas de seus integrantes (além de ter perdido o show solo do geese Cameron Winter, que não pode comparecer ao show). E é claro que um evento desses renderia momentos maravilhosos como essa versão de treze minutos que o Wilco fez para “Cortez the Killer” do Neil Young com a participação do mago da guitarra J Mascis, do Dinosaur Jr. Que momento!
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E essa versão que a nova-iorquina King Princess fez para um dos hits de seus conterrâneos do Geese, a memorável “Au Pays du Cocaine”, em sua apresentação no programa Live Lounge da rádio inglesa BBC? Ficou demais.
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26 de fevereiro: eis a data de lançamento de The Moment no Brasil. O pseudodocumentário sobre o fenômeno Brat conduzido por Charli XCX entre 2024 e 2025 e dirigido por Aidan Zamiri, acaba de estrear no festival de Sundance e, às vésperas do lançamento da trilha sonora produzida por seu compadre A.G. Cook, anuncia a data de lançamento do filme em diversas praças no clipe da música “Residue”, estrelado pela própria Charli e por outra atriz do filme, Kylie Jenner. Boa notícia!
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Nossa querida Chanzinha acaba de revisitar um dos discos mais importantes de sua carreira como Cat Power ao lançar o EP Redux, espécie de posfácio ao seu fabuloso The Greatest, de 2006, quando estabeleceu-se como a Lana Del Rey de seu tempo ao gravar um disco intenso e confessional, além de ser seu primeiro álbum sem versões para músicas alheias. Mas isso não quer dizer que ela não estivesse influenciada por alguns de seus mestres — e esse novo adendo ao disco de 20 anos atrás traz duas joias dessas: sua versão para “Try Me”, de James Brown, e uma releitura arrebatadora de “Nothing Compares 2 U”, escrita pelo Prince e eternizada por Sinéad O’Connor. Se a do James Brown levanta defunto, essa do Prince é puro encantamento. Prepare seu lenço…
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“Don’t sleep, don’t eat, just do it on repeat”, respondeu Charli XCX, citando ela mesma (na “365” que encerra seu disco Brat) quando alguém da plateia perguntou como é que ela conseguia tempo para fazer tudo que conseguia. Ela estrelou a entrevista coletiva neste sábado no festival de Sundance quando apresentou seu documentário de mentira The Moment ao lado do elenco do filme e do diretor Aidan Zamiri e falou sobre o que ela mais queria agora, diferente da personagem do filme, é que o Brat – disco-motor do fenômeno retratado no pseudodocumentário – parasse.
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Vamos voltar a falar de Geese? A banda da vez começou 2026 na maciota e seu líder Cameron Winter apresentou-se solo nesta segunda-feira na casa nova-iorquina TV Eye sob o infame e genial pseudônimo de Chet Chomsky dentro de um evento organizado pela Olive Grove Initiative para arrecadar fundos para ajudar famílias carentes em Gaza. Nessa mesma noite, a guitarrista do grupo Emily Green também mostrou seu trabalho solo, tocando sozinha canções ainda sem título um pouco antes do show do vocalista de sua banda. 2026 promete…
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