
E segue acontecendo… Desta vez foi o próprio Michael Stipe quem subiu no palco do terceiro capítulo do show-tributo ao R.E.M. que a dupla Michael Shannon e Jason Narducy tem feito em homenagem ao disco Lifes Rich Pageant, quando apresentaram-se no Brooklyn Steel, em Nova York, nos EUA. Depois de receber o baterista Bill Berry e o guitarrista Peter Buck quando passaram pela cidade-natal da banda, Athens, no fim de fevereiro, no sábado os dois convidaram o vocalista do R.E.M. para juntar-se à banda em duas canções, “These Days” (que Stipe comentou que tem muito a ver com os dias que estamos vivendo hoje) e “The Great Beyond”. Os caras tão doidos pra voltar aos palcos, agiliza logo essa volta, R.E.M.!
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Olha isso… Terça passada St. Vincent fez uma apresentação intimista no pequeno Little Saint, na cidade de Healdsburg, na Califórnia, nos EUA, ao lado de sua tecladista Rachel Eckroth. Mas num dado momento, ela preferiu tocar apenas sua guitarra e surpreendeu todo mundo com uma versão emocionante para “Grace” do Jeff Buckley. Na mesma noite ela também tocou “Personal Jesus” do Depeche Mode, mas eu ainda não encontrei esse vídeo online…
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Nessa sexta-feira Ottopapi finalmente materializa um dos melhores shows de São Paulo em seu disco de estreia, que batizou com o nome do seu primeiro hit, Bala de Banana. Mas enquanto o show caminha pela conexão São Paulo-Nova York, traçando paralelos entre Velvet Underground, Television, Strokes com Fellini, Pin Ups e Cansei de Ser Sexy, a versão em disco, com produção de Chuck Hipólitho, salienta a verve new wave das canções, deixando a guitarra surf mais pronunciada, bem como os vocais mais definidos, sem nunca perder o elemento chicletudo das canções, vírus musicais que entram no cérebro e ficam dias na memória. Otto celebra o lançamento do disco ao lado da usina de som que ele montou (Thales Castanheira, Yann Dardenne e Vítor Wutzky nas guitarras, Danilêra nos synths, Bianca Godói no baixo e Gael Sonkin na bateria) na própria sexta-feira num show que promete no Porta. Vou perder essa porque não vou estar em São Paulo, mas se eu fosse você não perderia porque marca o lançamento do primeiro grande disco de 2026. O vídeo é do Rollinos. Bora Otto!
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Pouco mais de um ano desde o lançamento do disco country Look Up, Ringo Starr aparece com um novo álbum programado para ser lançado no final de abril. Em Long Long Road, o eterno baterista dos Beatles volta a repetir a dobradinha com o produtor e guitarrista T Bone Burnett, que esteve com Starr no disco anterior, e juntos convidaram alguns jovens nomes de peso para as gravações, como Sheryl Crow e St. Vincent. O primeiro single do disco, “It’s Been Too Long”, não acrescenta nada à discografia do Beatle (como se precisasse), mas marca seu primeiro lançamento após ter cruzado a marca dos 85 anos, no meio do ano passado. Vai Ringo!
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O título de produtora do ano dado pela indústria fonográfica britânica à formidável em sua premiação oficial, que aconteceu sábado passado em Manchester na Inglaterra foi só a consolidação de um trabalho que ela vem desenvolvendo com muito afinco desde que era só uma sensação do pop feito em seu quarto no início da década, quando começou a ganhar audiência e notoriedade através do TikTok. Mas seu Fancy That, um dos discos mais legais do ano passado, já tinha recebido um título dessa estatura quando sua expansão (Fancy Some More?, lançado em outubro de 2025) contava com a participação de luminares do pop de diferentes recortes como Oklou, Kylie Minogue, Kaytranada, Basement Jaxx, Joe Goddard, Bladee, Zara Larsson, Groove Armada e até brasileiros como Anitta, DJ Caio Prince e Adame DJ. A coroação desse novo estágio de sua carreira vem na mesma semana do prêmio, quando ninguém menos que Four Tet (que já vinha discotecando a faixa de abertura de Fancy That? em seus sets do ano passado), transforma a irresistível “Illegal” em uma trama transcendental de beats hipnóticos com camadas de cordas digitais, abrindo uma outra fronteira, quase mística, para a canção.
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Bem que essa movimentação do Cidadão Instigado nas redes sociais estava indicando e agora, nesta terça-feira, Fernando Catatau anuncia mais um disco de seu grupo batizado apenas com o nome da banda. Cidadão Instigado, o disco, chega ao público no dia 25 deste mês e mexe no cerne original da banda, expandido-o não só para além do rock como para além de sua formaçao clássica. O primeiro indício é a curta “Consciência”, lançada neste mesmo dia, em que o líder da banda pega-se no meio da dúvida logo na entrada da canção: “E eu não sei como é que eu vim de tão longe e agora estou aqui”. O novo disco conta com vários novos colaboradores, inclusive na formação do grupo que tocará o disco ao vivo, que reúne os já veteranos de banda Dustan Gallas (no baixo, synths e vocais) e Clayton Martin (vocais) com os novatos Rubi Assunção (vozes e baixo synth) e Samuel Fraga (bateria e bateria eletrônica), além de participações que entram em diferentes shows, variando inclusive a cada cidade. Bem que 2026 tava prometendo…
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E essa versão de “Who Loves the Sun?” do Velvet Underground que o Matt Berninger do National gravou ao lado da Rosanne Cash pra abertura de um seriado? Lógico que não chega perto do original, mas é uma bela porta de entrada para o público em geral na história do Velvet – ou, mais especificamente, no quarto disco deles, o Loaded, esse baú cheio de joias.
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Em mais um volume da brilhante série Relicário, que traz registros ao vivo de clássicos shows de música brasileira realizados em unidades do Sesc, o Selo Sesc anuncia o registro de um show gravado em 1979 pela dupla Sá & Guarabyra no antigo Sesc Vila Nova, hoje conhecido como Sesc Consolação. O show gravado há 47 anos vem logo após a dissolução amigável da dupla no ano passado, que decidiu deixar a carreira a dois de lado após 53 anos de atividades. Com quase 20 canções, o novo registro tem como base o repertório do disco que lançaram naquele mesmo ano, batizado apenas de Quatro, e o Sesc disponibilizou uma destas faixas, “Sete Marias”, como aperitivo do álbum ao vivo que será lançado no próximo dia 20.
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Em mais um relance da iminente coletânea Help(2) que a ONG britânica Warchild vai lançar em breve, podemos ver alguns detalhes da participação da geninha Olivia Rodrigo na compilação, regravando um clássico dos Magnetic Fields, “The Book of Love”. Embora não dê pra ter uma ideia de como ficará sua versão, é mais uma prova de como ela apura o próprio senso estético em público fazendo conexões com artistas que cresceu ouvindo, como Robert Smith, David Byrne e o Weezer. E não duvido nada que ela apareça qualquer dia desses cantando essa música com o próprio Stephin Merrit, o senhor Magnetic Fields ele mesmo.
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Aconteceu de novo! Um ano após os quatro integrantes do R.E.M. terem se reunido no palco num show em sua cidade-natal, em Athens, nos EUA, dois remanescente de uma das maiores bandas da história do indie rock voltaram a dar as caras tocando velhas canções do grupo. Mais uma vez a dupla Michael Shannon e Jason Narducy conseguem reconectar as raízes do R.E.M. e nessa sexta-feira, Bill Berry assumiu a bateria em “Underneath the Bunker” e Peter Buck pegou sua guitarra em quatro faixas, “So. Central Rain”, “Sitting Still”, “Radio Free Europe” e “Star 69”, na pequena casa de shows 40 Watt Club. O evento, que está se tornando tradição, é a passagem da dupla Shannon e Narducy, que há três anos celebram o legado do R.E.M. recriando discos clássicos do grupo em ordem cronológica em turnês nostálgicas que atravessam seu país. Shannon, eterno ator coadjuvante em produções de Hollywood, e Narducy, indie veterano fundador do clássico Verboten, com passagens pelo Superchunk, pela banda de Bob Mould e pela nova encarnação do Sunny Day Real Estate, começaram as homenagens em 2023, repassando o primeiro disco do grupo, Murmur, na íntegra, que tornou-se uma turnê pelos EUA no ano seguinte. No ano passado, a dupla visitou o terceiro grupo do R.E.M., Fables of the Reconstruction, e na passagem pela cidade-natal do grupo, há um ano, conseguiram reunir os quatro ex-integrantes do grupo no palco para cantar “Pretty Persuasion”. Foi a segunda vez em 17 anos que os quatro se reuniram no palco – a primeira havia em 2024, quando tocaram “Losing My Religion” quando foram indicados ao Songwriter’s Hall of Fame. A atual turnê da dupla celebra o quarto disco do grupo, Lifes Rich Pageant, e a dupla vem acompanhada de outros nomes conhecidos, como o ex-baterista do Superchunk Jon Wurster e o baixista do Wilco John Stirratt, além do guitarrista Dag Juhlin e do tecladista Vijay Tellis-Nayak. E desde que os dois começaram a fazer essas homenagens, os ex-integrantes do R.E.M. estão cada vez mais animados em falar sobre o velho grupo ou fazer aparições mais constantes em público. Daqui ficamos apenas na torcida que essa vontade fale mais alto e eles topem voltar aos palcos para uma última e histórica turnê. Imagina…
Assista à íntegra do show da sexta passada abaixo: Continue