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Ums das musas de 2015, Ava Rocha e seu fiel escudeiro Marcos Campello rendem a fantástica “Você Não Vai Passar” em versão intimista no festival itinerante So Far Sounds.

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Mais um trecho do filme do Arcade Fire, que estreia no final deste mês, e mostra o líder do LCD Soundsystem, James Murphy, produzindo a faixa “Afterlife”, um dos melhores momentos do terceiro disco do grupo canadense.

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Às vésperas de encerrar o crowdfunding de seu segundo disco, o gaúcho Ian Ramil disponibiliza o compacto virtual “Coquetel Molotov” / “Devagarinho” – dois extremos de um disco que, segundo seu autor, era o primeiro disco que queria fazer na vida. “Esse disco é o que eu venho querendo fazer há três anos”, ele explica na página da campanha, “compus as 10 músicas entre meio de 2012 e final de 2014, ou seja, antes mesmo de sair o meu primeiro álbum, quase todas essas músicas já existiam. Em janeiro passado eu e a minha banda – os da foto: Martin Estevez, bateria, Felipe Zancanaro, guitarra, Guilherme Ceron, baixo e Pedro Dom, piano e clarinete -, meus parceiros de estrada há tempos, fomos pra Pelotas e passamos 15 dias imersos na casa onde vivi minha infânciadolescência. Lá gravamos Derivacivilização. No meu ex-quarto montamos a técnica, de onde o nosso presidente Lauro Maia pilotava o equipamento do estúdio A Vapor, enquanto a gente baixava a lenha na sala e o Ternura documentava o processo.”

Além das duas novas faixas, Ian já havia postado a quadrada “Salvo-Conduto” no YouTube no fim do mês passado. E o conjunto das três canções apontam para um disco bem mais estranho e difícil do que o primeiro disco batizado apenas com seu prenome.

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Nosso português favorito vai lançar o primeiro livro – e é de gastronomia! Faça 50 pratos (49 são iguarias…) existir e bancar mais uma áudio-temporada da série de Bruno Aleixo. Eis o conceito do livro:

Livro onde falo dos meus 49 pratos preferidos. Inclui textos apreciativo-descritivos, contextualização histórica, críticas e receitas.

Já muitas vezes me têm perguntado pelos 50 pratos do Jogo dos 50 Pratos. Só são conhecidos 3: carapaus à espanhola (calhou-me a mim), jardineira (calhou ao Manuel João Vieira) e cocó (calhou ao Nuno Markl). Sobram 47. Alguns bons, outros mais ou menos, metidos à força só para perfazer os 50.

Resolvi escrever um livro sobre eles. Como são, onde os comi a primeira vez, que recordações me trazem, porque é que gosto deles, como se fazem, etc. Tudo isto vai lá estar. E com ilustrações feitas por mim, em esferográfica, sobre guardanapo ou toalha de mesa.

Bónus: por cada 25 livros vendidos, faço um episódio de Aleixo FM para a internet

SOBRE O PROMOTOR
Sendo uma personalidade influente da vida portuguesa, já estava na altura de lançar um livro sobre mim. O povo assim o pediu. E nada diz mais sobre o carácter dum homem do que aquilo que ele põe no prato, sobretudo a nível de quantidade.

Vivo em Coimbra. Tenho 58 anos mas pareço mais novo. Estudei na Faculdade de Direito mas sei falar sobre assuntos relativos a todas as outras faculdades (mais que muita gente que la tenha tirado o curso).

Considero-me uma autoridade a nível de cozinha na óptica do utilizador. Sou a pessoa que Portugal precisa neste momento, uma vez que sou imune às pressões da Era da Gourmetização em que vivemos. Já ameacei e/ou insultei, à conta disso, diversos jornalistas.

Mais informações no site do crowdfunding. Abaixo, Bruno explica a aposta que originou o nome do livro:

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Mais uma música da Florence + the Machine que é salva por um remix – e desta vez é o Hot Chip quem consegue o feito (apesar de manter o refrão insuportável).

O outro remix você lembra né? Aquela esticada de mestre que o Nicolas Jaar deu em “What Kind of Man” no início do ano.

O discurso de Kanye West no VMA deste ano seria um bom monólogo do Seinfeld?

Foi uma criação do Seinfeld Current Day, conta do Twitter que faz a série sobreviver em cenas ficticias com os personagens principais da série, só que ocorridas no século 21.

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Ainda enrolando o lançamento de seu aguardado Dear Tommy (que está pronto desde o início do ano e até agora não vazou), os Chromatics encontraram tempo pra regravar o imortal hit de Cyndi Lauper “Girls Just Wanna Have Fun” para um comercial da grife Mango, estrelado pelas modelos Kate Moss e Cara Delevingne. São só 30 segundos, segura:

Tomara que eles lancem a versão oficial completa.

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“Proporcional”, a primeira música que Tulipa Ruiz revelou de seu novo disco, também é a primeira canção de Dancê a virar clipe.

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A parceria de Jean Michel Jarre com M83 era, na verdade, o prenúncio de uma volta do pioneiro da eletrônica francesa. Electronica Part 1: The Time Machine, o novo disco de Jean Michel Jarre, será lançado no mês que vem e trará composições do francês ao lado de novos nomes como Air, Fuck Buttons, Boys Noize e Massive Attack, além de parcerias com veteranos como Laurie Anderson, Pete Townshend, Tangerine Dream e John Carpenter! O projeto foi sacramentado com o dueto de Jarre com Little Boots, “If I…!”, que já nasceu com clipe.

E o projeto deve ter uma parte 2, já agendada para o primeiro semestre do ano que vem.

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Como muitos sabem, não sou fã do Kanye West nem acho que ele é tão importante quanto muita gente o considera, mas o discurso que ele fez na premiação da MTV norte-americana neste domingo merece não apenas registro como também aplauso. Embora tenha encerrado o discurso com o impressionante anúncio de sua candidatura à presidência dos EUA em 2020, ele alongou-se por mais de dez minutos sobre a validade de premiações como aquela mesma, sobre como artistas tornam-se apenas joguinhos para marcas ganharem audiência – aproveitando o fato de ter recebido o prêmio de Taylor Swift para voltar ao incidente com a cantora naquela mesma premiação, em 2009, quando subiu ao palco para tomar o microfone da popstar e reivindicar o prêmio que ela havia ganho para Beyoncé. Falou sobre a mudança de mentalidade de sua nova geração – referiu-se como sendo ele mesmo um “millenial”, reforçando que irá lutar para melhorar a autoestima das próximas gerações, falando que a arte não precisa sempre ser polida e que talvez tivesse fumado um antes de ter subido ao palco.

Veja o vídeo abaixo:

A transcrição do discurso de Kanye, cheia de “bros”, vem logo abaixo e se alguém quiser traduzir e mandar pra cá, basta postar nos comentários que eu colo aqui em seguida.

“Bro. Bro. Listen to the kids. Jeremy, I gotta put it down for a second. It’s beautiful—Jeremy Scott, the designer. First of all, thank you, Taylor, for being so gracious and giving me this award this evening. Thank you. And I often think back to the first day I met you, also. You know, I think about, when I’m in the grocery store with my daughter and I have a really great conversation about fresh juice at—you know. And at the end, they say, ‘Oh, you’re not that bad after all.’ And like, I think about it sometimes—like, it crosses my mind a little when I go to a baseball game and 60,000 people boo me. Crosses my mind a little bit.

And I think if I had to do it all again, what would I have done? Would I have worn a leather shirt? Would I have drank half a bottle of Hennessy and gave the rest of it to the audience? Y’all know y’all drank that bottle, too. If I had a daughter at that time, would I have went onstage and grabbed the mic from someone else’s?

You know, this arena, tomorrow, it’s gonna be a completely different setup, some concert, something like that. This stage will be gone. After that night, the stage was gone, but the effect that it had on people remained. The… The problem was, the contradiction. The contradiction is, I do fight for artists. But in that fight I somehow was disrespectful to artists. I didn’t know how to say the right thing, the perfect thing. I just—I sat at the Grammys and saw Justin Timberlake and Cee-Lo lose. Gnarls Barkley, and the FutureLove [sic] ‘SexyBack’ album—and bro, Justin, I ain’t trying to put you on blast, but I saw that man and tears, bro. You know, and I was thinking like, he deserved to win Album of the Year. And this small box that we are, as the entertainers of the evening, how could you explain that? Sometimes I feel like, you know, all this shit they run about beefs and all that, sometimes I feel like I died for the artist’s opinion. For the artist to be able to have an opinion after they were successful.

I’m not no politician, bro. And look at that. You know how many times MTV ran that footage again, because it got them more ratings? You know how many times they announced Taylor was going to give me the award? Because it got them more ratings?

Listen to the kids, bro!

I still don’t understand awards shows. I don’t understand how they get five people who work their entire life, one, sell records, sell concert tickets, to come, stand on a carpet, and for the first time in their life be judged on the chopping block and have the opportunity to be considered a loser. I don’t understand it, bro. I don’t understand when the biggest album or the biggest video—I don’t understand it, bro. I just wanted people to like me more. But fuck it, bro! 2015. I will die for the art, for what I believe in. And the art ain’t always gonna be polite.

Y’all might be thinking right now, ‘I wonder: Did he smoke something before he came out here? The answer is, yes, I rolled up a little something. I knocked the edge off. [Long pause] I don’t know what’s gonna happen tonight. I don’t know what’s gonna happen tomorrow, bro. But all I can say to my artists, my fellow artists: Just worry how you feel at the time, man. Just worry about how you feel, and don’t never—know what I’m saying? I’m confident. I believe in myself. We are millennials, bro. This is a new—this is a new mentality. We’re not gonna control our kids with brands. We’re not gonna teach low self-esteem and hate to our kids. We’re gonna teach our kids that they can be something. We’re gonna teach our kids they can stand up for themselves. We’re gonna teach our kids to believe in themselves. If my grandfather were here right now, he would not let me back down. I don’t know what I’m gonna lose afer this. It don’t matter thoug, becaue it ain’t about me. It’s about ideas, bro. New ideas, people with ideas, people who believe in truth.

And yes, as you probably could have guessed by this moment, I have decided in 2020 to run for President.”

Se a candidatura dele é pra valer ou não, ainda não sabemos, mas valeu a provocação.