Não sei por quê ,mas esse vídeo me fez lembrar do monolito de 2001:
Rodrigo Amarante lança mais um clipe de seu Cavalo – desta vez “I’m Ready”, gravada ao vivo num túnel na Cisterna de Marvão, em Portugal.
O hermano também assina a música da abertura do seriado Narcos (chamada “Tuyo”), produção do Netflix que conta a história de Pablo Escobar, com direção de José Padilha e Wagner Moura no papel principal.
Quem diria que o modus operandi do melhor ator de filmes de ação deste século começou de improviso num filme de Guy Ritchie.
Haja testosterona – uma compilação feita pelos caras do Burger Fiction.
Jamie Xx começa a liberar os filhotes de seu disco de estréia, In Colour, que tem momentos incríveis e outros nem tanto. Um dos melhores momentos é justamente sua parceria com a parceira de banda Romy Madley Croft, convocada para sussurrar a canção “Loud Places”, que agora vira um EP de remixes do mesmo nome. E um dos remixadores chamados para desconstruir a faixa foi o amigo John Talabot, que deixou a música mais febril e tensa.
Em seu ótimo primeiro disco solo, Damon Albarn dedicou uma música a um bebê elefante órfão chamado Tembo que conheceu no parque de Mkomazi, na Tanzânia. Ele voltou ao país para cantar “Mr. Tembo” para o bicho que agora é adolescente e pelo jeito ele gostou.
“Foi uma abalroação louca!”, ri Bruno Morais, ao lembrar do dia 6 de julho deste ano, quando descobriu, ao mesmo tempo, que a respeitada revista norte-americana Wax Poetics (bíblia dos colecionadores de disco) havia feito uma matéria sobre seu projeto de compactos que começou a lançar logo após trabalhar seu segundo álbum, A Vontade Superstar, entre 2010 e 2015 e que uma das músicas do disco de 2009, “Há de Ventar”, estava na trilha sonora de uma novela da Globo – e isso tudo quando ele estava entrando na reta final da gravação de seu novo disco.
“Eu tinha essa sensanção de que, mesmo que a contagotas, o Vontade Superstar havia realizado seu potencial quase que completamente, e os compactos também”, me explicou por email. “Estava vivendo minha vida massa, feliz e me preparando para a segunda etapa de gravações do meu proximo disco conforme eu havia planejado: álbum – compactos – álbum… Quando de repente, dia 6 de julho – devia ter jogado na mega-sena! – veio a notícia de que a Wax Poetics havia publicado em sua versão online uma segunda review sobre o meu trabalho e dessa vez sobre os compactos e um big artigo! A Wax Poetics é minha revista favorita, coleciono há anos, sempre fui um colecionador de discos antes de mais nada e o trampo de pesquisa deles sempre me interessou muito, então foi uma honra ter o meu trabalho revisitado e super comentado por eles.”
“Alguns dias antes havia sido avisado de que ‘Há de Ventar’ estava na novela”, continua. “Sou noveleiro , já estava seguindo e continuei, pensei que ia tocar uns segundinhos e PAM: tocou praticamente inteira, num episódio catarse e emendou na abertura! E melhor, a audiência começou a reagir super bem e rapidamente entrou para o top 20 de músicas mais procuradas no Shazam no Brasil. E é uma música quase prog, tem quase sete minutos e foi descoberta pelo produtor musical da novela sem intermédio nenhum. Isso tudo, da música mais experimental do álbum se revelar um hit em potencial e o big artigo na Wax, deram uma vitaminada no processo de gravação, uma respaldada, entrei no estúdio com uma vontade ainda maior de fazer, sem medo de experimentar tudo, e essa energia fez com que as sessões de gravação até aqui tivessem uma sabor muito especial, raro, único.”
Bruno também preparou uma versão editada da música e publicou o clipe que dá pra ver aí embaixo, numa versão “Radio Edit”. Pergunto sobre a sensação de ser descoberto por um público completamente diferente do que ele já tinha e, principalmente, bem mais jovem, usando trechos da música como hashtags no Twitter ou fazendo colagens online com fotos e versos da canção. “É uma delicia né? Uma galera muito sincera, descobrindo a vida. Fiquei pensando em como é bonito ver a sua obra sendo devorada, usada, ver as pessoas se apropriando do seu trabalho. É pra isso que serve a música, né? Pra invadir a vida das pessoas, para elas chamarem de sua como eu mesmo sempre faço com as minhas canções favoritas. Fiquei com vontade de ouvir junto com elas, havia um tempo que não ouvia essa gravação e então nasceu o clipe dirigido pela Daniela Cucchiarelli, onde eu ouço a música com o espectador. Fico maravilhado, essa geração que vem por aí é muito livre, tem um acesso e poder de escolha muito maior, então quando eles gostam é muito de verdade.”
Sobre o disco novo, ele já está na reta final. “Está sensacional, cada passo que a gente dá é um salto, uma surpresa. Comecei a gravar em abril do ano passado mas já estava levantando o repertório desde dezembro de 2013. Muitos artistas incríveis participando, com certeza é o processo de gravação mais fluído que já vivi até agora. As bases já estão todas gravadas. Gravei 21 bases, escolhi 14 e estamos gravando todos os arranjos de cobertura (Sopros, Synths, Backins, cordas) e vai ser assim até novembro, depois edit e mixamos com o Gran master Victor Rice em fevereiro.” Vamos aguardar.
Bem quando estávamos nos acostumando a nos referir ao velho Mos Def pelo seu novo nome, Yasiin Bey, ele lança uma pedrada com o produtor Ski Beatz chamada “Sensei on the Block” com seu velho codinome e confunde geral.
Mesmo porque não tem nem um mês que ele lançou a quase abstrata “Basquiat Ghostwriter” com o nome que vinha usando.
O que quer dizer isso? Foi um erro de tagueamento, uma breve recaída, um flashback, uma nova fase? Vamos acompanhar…
O alquimista sonoro do Sonic Youth vem mais uma vez para o Brasil e faz show de graça no Largo da Batata dia 26 de setembro. Agradeça ao povo da Desmonta, responsáveis por esse feito heróico. Abaixo, vídeos que fiz das apresentações do velho Lirra em sua primeira turnê solo por essas bandas, em julho de 2013:
O ex-presidente uruguaio arrebatou mais uma vez corações e mentes com seu simples carisma e seu discurso humanista em palestra nesta quinta-feira na Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Recomendo tirar uma horinha pra ver um dos vídeos abaixo:
A Pam (valeu!) mandou um vídeo em que o áudio está bem melhor:
A foto é do pessoal do Mídia Ninja, que cobriu a apresentação.
Joe Goddard, do próprio Hot Chip, foi um dos que assumiram as rédeas do par de remixes que a banda lançou digitalmente. O percussionista quase não mexe na estrutura da canção, apenas estica-a enquanto a disseca em longas camadas. Bem fino.
O outro remix é do Seven Davis Jr e acelera o BPM priorizando o grave e o vocal em relação a todo o instrumental. Mais ousado, mas menos envolvente.
O EP pode ser comprado via gravadora Domino.









