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A mineira Sara Não Tem Nome vem comendo pelas beiradas e deixa seu belo manifesto introspectivo Ômega III, um dos melhores discos do ano passado, repercutir em câmera lenta por 2016, e vem para São Paulo usando o clipe de “Ajude-Me” como novo cartão de visitas. Ela passa por aqui no fim de semana, quando toca no Submundo 177 no sábado (mais informações aqui), e no domingo no festival sorocabano Febre (mais informações aqui). O clipe nasceu de uma série de imagens que o diretor Fernando Sanches fez em 2012 nas famosas lojas de casamento da Rebouças, que funcionaram perfeitamente com o clima hostil e antissocial da música. “Eu gostei bastante, criava um sentido, uma imagem da música que eu nunca tinha pensado”, me conta Sara. “Quando assisti até tive a sensação de que a música falasse sobre os manequins, por conta de várias partes da letra. Gostei também da estética, cores bem vivas mas ao mesmo tempo um clima meio mórbido e plastificado, a sensação de sufocamento e tristeza que dá ao ver os manequins presos dentro das vitrines.”

E se você ainda não ouviu Ômega III faça-se esse favor. Dá pra baixar no site dela.

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Não consegui pegar os shows do início, cheguei no final da Céu e consegui ver Cícero e Marcelo Camelo, BaianaSystem (arrasador) e Karol Conká, seguem os vídeos a seguir. Festival redondinho, que só pecou pelo som e pela falta de sinalização nos arredores, mas de resto, tudo ótimo. São Paulo precisa de mais eventos assim:

Outra “TVC15”

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A emblemática música que abre o lado B de um dos melhores álbuns de David Bowie reaparece na versão seca e direta que havia sido imaginada originalmente. A nova versão para “TVC15”, central em um dos meus discos favoritos do mestre que ultrapassou este plano no início de 2016, Station to Station, é mais uma pérola resgatada pela caixa Who Can I Be Now?, que já pode ser considerada histórica ao oficializar a versão original do disco Young Americans, que chamava-se originalmente The Gouster.

A nova versão para a faixa era a mixagem original sugerida pelo produtor Harry Maslin, mas que foi tornada mais cheia e suja na versão que conhecemos no disco, compare.

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Nossa querida Beyonça aproveita a data de seu aniversário para lançar mais um clipe de seu incrível Lemonade, a furiosa “Hold Up”.

E aos poucos seu disco vai atingindo um público maior.

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E o disco de estreia do quarteto neozelandês Yumi Zouma, chamado Yoncalla, continua girando macio por aqui – e o clipe de “Keep It Close To Me” ajuda o frio a dissipar.

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Primeiro single do novo disco de Nick Cave com os Bad Seeds, “Jesus Alone”, com o velho Nick ao piano, cercado por cordas, drones e percussão mínima, dá o tom sombrio e pesado de seu álbum-filme: o documentário One More Time with Feeling será lançado na quinta, um dia antes da chegada do disco Skeleton Key, que estava sendo gravado quando seu filho adolescente morreu ao cair de um abismo, no ano passado.

Tenso.

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O Netflix anuncia a segunda temporada de Stranger Things e começa a provocar expectativas ao listar o que deverão ser os títulos dos episódios. Postei o teaser lá no meu blog no UOL.

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Há quatro sem lançar disco novo, o clássico grupo de jazz contemporâneo paulistano Hurtmold volta à ativa este mês, quando lançam o disco que compuseram ao lado do multiinstrumentista Paulo Santos, um dos integrantes do mítico grupo instrumental mineiro Uakti. Curado, cuja capa você vê pela primeira vez aqui no Trabalho Sujo, será lançado em um show no dia 16 deste mês, às 21h, no teatro do Sesc Belenzinho.

“Os processos artísticos foram bem diferentes”, explica o guitarrista Mario Cappi, falando sobre o disco e a capa, que, como todas as capas do grupo, é de sua autoria. “Pra gravação do disco, nós já havíamos preestabelecido algumas coisas. O Hurtmold meio que se trancou numa sala de ensaio na Pompeia pra compor, houve um comportamento prévio. O Paulinho também, lá em BH, havia composto algumas coisas. Conversávamos bastante com ele por e-mail sobre estruturas, tempo, mudanças e aberturas… Tentamos não fechar as ideias totalmente antes da entrada em estúdio. Pra todo mundo, era clara a importância de um espaço pra criar simultâneo à gravação.”

“O lance com as ilustrações foi outro”, continua. “Eu comecei de maneira aleatória a desenhar enquanto estava nas minhas folgas durante as gravações. Nesses momentos, sempre havia alguém gravando ou escutando o que havia gravado. Quando percebi que existia um padrão nos traços, decidi seguir desenhando enquanto ouvia as gravações do dia. Ali no estúdio os traços traduziram, de certa forma, a intensidade e a estética que aquelas músicas possuem.”

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“Olhando agora, meses depois, vejo que a sonoridade das músicas e as ilustrações continuam num diálogo interessante”, explica o guitarrista. “São imprevisíveis, insinuam várias possibilidades de compreensão. Estou trabalhando bastante com pinturas e ilustrações abstratas, portanto, essa arte é bem diferente das demais do Hurtmold. Mas acho isso bom, porque musicalmente esse disco também é diferente dos anteriores.”

O grupo apresentou algumas das músicas novas em seu show no festival Fora da Casinha, que aconteceu no mês passado. Consegui filmar todo o show, assista:

Mas o show do dia 16 é com o próprio Paulo Santos. Promete.

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Beyoncé ofuscou a todos com o medley de Lemonade na premiação da MTV deste ano – e pensar que ela poderia ser uma artista ainda maior… Escrevi sobre isso no meu blog no UOL.

deartommy

Kill For Love foi lançado em 2012 e desde o ano passado Johnny Jewell vem enrolando o novo disco dos Chromatics, Dear Tommy – e agora ele aparece com a faixa-título. Será que o disco tá vindo aí?

Porque se vier…