Cenas com a edição crua das cenas de Mad Max: Fury Road, sem efeitos especiais, estão à altura dos primeiros filmes da série – postei o vídeo com um resumo delas lá no meu blog no UOL.
Entre os extras que virão na caixa que reunirá todos os quatro filmes de Mad Max está essa magnífica sequência de cenas extraídas do quarto filme da série, o eletrizante Mad Max: Fury Road, que o revelam sem os efeitos especiais digitais acrescentados na pós-produção. Mas ao contário do que poderia se supor (como, por exemplo, aconteceu com o primeiro filme solo do mutante Wolverine, que vazou antes de ser lançado justamente sem os efeitos de computação gráfica e revelou-se ridículo), o filme que o mestre George Miller lançou no ano passado mostra todo o DNA dos filmes originais da série, filmados na raça e no começo dos anos 80, quando os efeitos digitais ainda engatinhavam. Olha só:
O motivo é simples: Miller optou por basear grande parte das cenas de ação de seu filme com efeitos práticos e a computação gráfica entrou mais como uma arte final sobre cenas que realmente foram filmadas – e não desenhadas na tela de um computador de uma equipe de designers. Agora resta saber se a caixa com os quatro Mad Max em Blu-ray, que ainda não tem previsão de quando será lançada, trará a versão do diretor do filme de 2015, que queria filmar Mad Max como um filme em preto e branco e quase sem diálogos.
Nossa musa Kim Gordon finalmente está solo – e o single “Murdered Out” faz jus à espera. Depois de lançar seu livro de memórias (que traduzi ano passado com a minha esposa Mariana) e o disco experimental Body/Head (ao lado do músico Bill Nace) no ano passado, a nova faixa é a primeira vez que a ex-baixista do Sonic Youth assina uma faixa com seu próprio nome, uma pedrada punk noise produzida por Justin Raisen (que já trabalhou com as Sky Ferreira, Charli XCX, Santigold, Angel Olsen e Ariel Pink, entre outros), com Stella Mozgawa, do Warpaint, na bateria. Ela explica, na apresentação do single, de onde veio a inspiração para uma música sobre carros pintados todos de preto.
Tinta preta fosca.
Quando voltei a morar em Los Angeles, percebi cada vez mais carros pintados com tinta preta fosca, vidros filmados, logos escurecidos e rodas pintadas. Isso era algo que eu havia visto algumas vezes no passado, como parte da cultura de carros low-rider. Uma reivindicação de um símbolo empresarial do sucesso norte-americano, O Carro, do ponto de vista de um forasteiro. Uma declaração de rejeição do visual novo e reluzente, da ideia de um novo começo, da promessa de poder e da liberdade da estrada aberta. Como uma opção em uma cédula de votação que dizia “nenhuma das opções”.
“Mudered Out” (assassinado, em português), como vejo, está crescendo na cultura comercial como uma tendência de design. Uma marca de café. Uma linha de roupas. Uma cor de esmalte de unhas.
Preto pintado sobre preto fosco é a expressão definitiva para um desterro, um livramento, uma purificação da alma. Como um buraco negro, o olhar interno supremo, uma cultura que desmorona sobre si mesma, o forasteiro como um participante relutante do visual da moda.
Aumente o volume:
Enquanto o pau comia em Guerra Civil, Thor tirava umas férias longe de tudo neste curta feito para a Comic Con que eu postei lá no meu blog no UOL.
Aos poucos a Marvel vai liberando na internet os vídeos que mostrou apenas para quem esteve na Comic Con de San Diego deste ano – e o primeiro deles é o hilário minidocumentário que mostra o que Thor e Bruce Banner estavam fazendo enquanto todos os outros heróis do universo cinematográfico da editora se enfrentavam em Capitão América: Guerra Civil.
Os dois heróis, vividos por Chris Hemsworth e Mark Ruffalo, se reencontrarão no ano que vem, no terceiro filme da série do deus nórdico do trovão, Thor Ragnarok.
Um mashup mistura duas das faixas mais emblemáticas do rock gaúcho da virada do século: os hits “Melissa”, da Bidê ou Balde, e “Detetive”, da Comunidade Ninjitsu. Segura!
Num post no Facebook, o produtor e músico Chet Faker anunciou que a partir de agora assumirá seu nome de batismo, Nick Murphy, em suas próximas incursões musicais – e já lançou a primeira delas, chamada “Fear Less”.
Financiado através de crowdfunding, o documentário David Lynch: The Art Life estreou no início do mês no festival de Veneza e é resultado de uma série de entrevistas do diretor Jon Nguyen com o mestre do cinema surreal que busca descobrir a criação de seu personalidade artística a partir de sua infância e adolescência, mostrando como este período se reflete em todos seus filmes.
“Gosto muito de ouvir música eletrônica. Sempre fui fã da Bjork, ouvi muito Kanye West e amo Stromae, M.I.A…”, explica Luisa Malta sobre a guinada digital dada em seu novo disco, Fio da Memória, que será lançado no dia 23 deste mês e tem sua capa e primeiro single antecipados aqui para o Trabalho Sujo. Eis a capa:
“Acho que traduz a urbanidade, os sons de São Paulo”, ela explica. “Nossa procura foi expressar a cidade dentro dessa linguagem e estética que é mundial mas ao mesmo tempo com originalidade e inspiração.” A faixa de abertura do disco, “Na Asa”, teve produção do Tejo Damasceno, do Instituto e você escuta a seguir:
O disco foi produzido pelo Zé Nigro e conta com colaborações de nomes como Daniel Taubkin, Fernando Catatau, Samuel Fraga, Rodrigo Campos, entre outros. O lançamento no fim do mês coincide com uma turnê norte-americana que a cantora paulistana inicia no fim do mês, passando por Toronto e Montreal no Canadá, com passagens por Boston, Nova York, Chicago, Minneapolis e Oakland, além de passar por Austin, quando será a única atração brasileira do festival Austin City Limits.
O disco que tirou o R.E.M. do gueto indie para colocá-lo no mapa da música pop completou um quarto de século de idade no início deste ano e, como parte das comemorações deste aniversário, o grupo está lançando uma caixa com vários extras e versões alternativas de faixas de Out of Time. Como esta versão demo para a faixa de abertura do disco, que ainda não tinha os vocais do rapper KRS-One, e, por consequência, o beat dançante que bem abre o disco clássico. Olha só:
Compare a demo acima com a versão final do disco:
Com a palavra, meu comentarista político favorito, Bob Fernandes.
O site Rap Nacional Download desenterrou um vídeo de dois anos atrás quando, durante o lançamento do projeto Campo Minado, no Carioca Club, que reunia MV Bill e Dexter, o mestre DJ KL Jay assume seu lado MC. Depois de apresentações dos anfitriões – primeiro Bill depois Dexter -, a rapper Kmila CDD entra em seguida e, deixando todo mundo surpreso, o DJ dos Racionais MCs assume o microfone e arrebenta. Saca só:
Faço as minhas palavras do Dexter: aí foi foda, moleque!
Ave KL Jay!











