Conversei com Joana Mazzucchelli, Thiago Pethit, Filipe Cartaxo e Anna Turra sobre a importância do visual na música pop em mais uma edição do Spotify Talks, série de encontros que o Spotify me chamou para idealizar, curar e apresentar neste fim de 2016. Foi a primeira vez que o encontro foi transmitido ao vivo (você pode assistir à íntegra no final deste post) e mais uma vez teve cobertura do Update or Die, que entrevistou os convidados antes do debate sobre o tema em questão:
Joana Mazzucchelli
Anna Turra
Thiago Pethit
Filipe Cartaxo
O vocalista da banda Terno Rei, Ale Sater, lança seu primeiro trabalho solo em São Paulo no próximo dia 7 de outubro, no Sesc Vila Mariana, e ele adianta o primeiro clipe de seu EP Japão em primeira mão para o Trabalho Sujo.
“Pipa é canção que fiz há uns dois anos atrás falando um pouco da pré-infância que passei em Niterói”, explica o Sater. “Já o clipe é uma animação feita pela Beatriz Pacheco Gavião nos últimos dois meses. Acho que tenta traduzir um pouco o jeito da música, minimalista e sentimental, e o jeito do EP, que assim como o clipe, é cheio de cortes e colagens.” Os ingressos para o show começam a ser vendidos hoje, neste link.
O coletivo holandês Dekmantel anuncia a primeira edição de seu festival no Brasil, depois de ter expandido da Holanda para a Croácia no início deste ano. E o evento, que será realizado nos dias 4 e 5 de fevereiro, traz para o Brasil nomes como Nicolas Jaar, John Talabot, Jeff Mills, Nina Kraviz, Moodymann, Ben UFO, Joy Orbison e apresentações dos brasileiros Hermeto Pascoal, Azymuth, Bixiga 70 e Selvagem,, entre outros. E isso só na programação diurna, que acontecerá no Jóquei em São Paulo – a programação noturna, que acontece em uma fábrica do Brás, ainda não foi anunciada. A realização é uma parceria do Dekmantel com a festa paulistana Gop Tun, que mandou benzaço com essa.
Aliás, vocês ouviram o disco novo do Nicolas Jaar, né? Precisamos falar sobre isso em breve…
E a deliciosa “You’re the One”, com vocais da Syd the Kid, do The Internet, é uma das faixas mais sinuosas do excelente 99.9% do Kaytranada e ganha um clipe com sabor de seriado dos anos 90.
Com dez minutos, a faixa “Colored Candy” foi feita por Thom Yorke para a coleção primavera/verão 2017 da grife norte-americana Rag & Bone. Mas apesar dos vocais robóticos à la “Fitter Happier” lendo trechos do jornal Universal Sigh (que veio junto com a versão física do disco The King of Limbs), a música passa longe das experimentações mais ousadas do Radiohead, soando mais como um exercício solitário de gravação do que como uma composição mais sofisticada.
Aquele momento em que você põe a música certa na hora certa.

Em cima: Guilheme Giraldi, Amilcar Rodrigues, Tomás de Souza e Filipe Nader; embaixo: André Vac, Charles Tixier e Biel Basile. (foto de Jonas Tucci)
O grupo paulistano Charlie & Os Marretas está prestes a lançar seu segundo álbum e não contenta-se em fazer seus fãs ouvirem apenas a versão digital, querem que o público tenha o disco em sua forma física – e para isso criou um conceito de discobjeto para a capa de Morro do Chapéu.
“O discobjeto vem de uma parada que estávamos pensando sobre a função que um CD físico tem hoje em dia em épocas de mídias digitais, Spotify, Deezer e afins”, explica Filipe Nader, saxofonista da banda. “A gente queria achar alguma coisa que pudesse dar uma função diferente e ao mesmo tempo que não fosse algo tão descartável como um CD padrão é hoje em dia. Nós já éramos fãs do trabalho da Carol (Scagliusi, artista visual) e já queríamos trabalhar com ela há um tempo. Aí foi bater um papo e ela apareceu com várias idéias muito boas.”
“O conceito então foi fazer do disco um quadro em madeira e acrílico que tem três possibilidades de tela diferente, é como se a capa do disco fosse um tríptico e você escolhe uma das três imagens para ser a tela do quadro”, continua o saxofonista. “A ideia foi da Carol, mas o projeto e o desenvolvimento foi todo da turma do Goma Oficina que fez desde a ponte com o Guga Landi que opera uma impressora a laser para pirografar coisas na madeira, até montar manualmente todos os discobjetos.” Eles antecipam a capa em primeira mão para o Trabalho Sujo – e descolaram um vídeo mostrando como as capas são feitas, num processo quase artesanal.
Morro do Chapéu é mais um lançamento do selo Risco e chega essa semana para os fãs, que podem comprá-lo antecipadamente pelo site Partio, aqui. O grupo já havia liberado a faixa “Coração Quadril”, que abre o próximo disco.
O que acontece quando Ian Curtis anda numa montanha russa?
Ugh.
Uma das bandas de rock mais pesadas da atual cena independente brasileira, a dupla sergipana The Baggios está prestes a dar seu salto mais ousado com o disco Brutown (capa e ordem das faixas logo abaixo), quando vão de cabeça rumo à primeira linha do gênero no Brasil. Para isso, cercaram-se de alguns dos principais representantes do atual rock brasileiro em diferentes participações no novo disco, como Fernando Catatau, do Cidadão Instigado; Emmily Barreto, do Far From Alaska; e o casal Gabriel Thomaz e Erika Martins (dos Autoramas). Mas talvez o principal destaque das participações seja a presença de Jorge Du Peixe, da Nação Zumbi, na faixa “Saruê”, que o grupo mostra pela primeira vez aqui no Trabalho Sujo.
“Quando eu escrevi ‘Saruê’ eu estava no auge da angústia ao ler tantas notícias tristes, brutais, de ler tantas declarações absurdas vindo por todos os lados”, explica o vocalista e guitarrista da banda, Julio Andrade. “Foi quando eu me dei conta de quanto os Malafaias, Felicianos, Bolsonaros, Temers estão cercando cada vez mais nosso sistema, nossa sociedade, acelerando ainda mais um retrocesso de forma caótica. É como um câncer, é como um encosto. A hipocrisia, pensamentos e ações extremistas, as pessoas furiosas perdendo as estribeiras e amizades por questões partidárias, a vaidade pelo poder, a cegueira religiosa, a violência doméstica e urbana … tudo que tem chocado o Brasil e o mundo de forma negativa se enquadra na personificação de um ser ‘Saruê’.”
“Não é difícil notar a influência da música brasileira/nordestina em Saruê, e quando penso na nossa música, Nação Zumbi é um dos primeiros nomes a surgir na cabeça”, continua Julio. “Não foi diferente quando pensei numa participação para essa faixa. Fui apresentado ao Jorge por DJ Dolores, e o cara foi muito gente fina e topou na hora. Jorge Du Peixe é um dos maiores letristas da música contemporânea brasileira, é inspirador como ele conduz a canção e eu não tenho nem palavras para descrever minha felicidade de ter um cara como ele fazendo parte de um disco do The Baggios.”
Brutown chega às plataformas digitais nessa sexta-feira e a versão física será lançada no mês que vem. A dupla (que, além de Julio, conta com Gabriel Carvalho na bateria e agora tem um terceiro integrante ao vivo, o tecladista Rafael Ramos) lança o disco aqui em São Paulo dia 14 de outubro, no Auditório Ibirapuera, com participações de Catatau, do Teago (do Maglore) e da banda Vivendo do Ócio.
“Estigma”
“Brutown”
“Desapracatado”
“Sangue e Lama”
“Alex San Drino”
“Saruê”
“Miquin”
“Como Um Tiro De Bacamarte”
“Medo”
“Vivo Pra Mim”
“Padece Ser”
“Soledad”
Lucio Maia fez bonito ontem no encerramento das paraolimpíadas, revelando um “Fora Temer” debaixo da guitarra para a câmera durante a apresentação da Nação Zumbi.
#CerimoniaDeEncerramento Nação Zumbi..#foratemer @desbocadaDeBar @SuCidreira Vídeo @Velandrade17 pic.twitter.com/qmnNIJLAv1
— VEL Foratemer (@Velandrade17) September 19, 2016










