Em uma semana, o grupo Real Estate revela seu quarto disco, o primeiro após o lançamento do aclamado Atlas, de 2014, e da saída do guitarrista Matt Mondanile, que foi dedicar-se integralmente a seu outro projeto musical, o Ducktails. O guitarrista Julian Lynch assumiu a nova função na banda de Nova Jérsei, que mostrou uma música do novo trabalho esta semana, “Stained Glass”:
É a segunda música que mostram do novo disco, chamado In Mind (e em pré-venda desde janeiro). A faixa anterior foi “Darling”:
Ambas seguem os intrincados e bucólicos arranjos já conhecidos do grupo, entre o jangle pop, o indie dance e o folk rock, consolidando ainda mais a reputação do grupo. A capa de In Mind é esta e em seguida vem o nome de todas as faixas do disco:
“Darling”
“Serve the Song”
“Stained Glass”
“After the Moon”
“Two Arrows”
“White Light”
“Holding Pattern”
“Time”
“Diamond Eyes”
“Same Sun”
“Saturday”
O BaianaSystem passou por São Paulo no fim de semana anterior ao carnaval e sua apresentação foi gravada na íntegra. Pedrada!
Entre paisagens urbanas, videogames, beijos e a pista de dança, o clipe novo do Xx para sua “Say Something Loving” é irresistivelmente mundano.
A banda folk de Seattle Fleet Foxes está prestes a lançar seu terceiro disco, batizado de Crack-Up (capa acima). O título do disco veio de um ensaio escrito por F. Scott Fitzgerald e o primeiro passo rumo ao álbum é um single de quase nove minutos. “Third of May” / “Ōdaigahara”, abertamente dividido em duas metades, contrapõe o tradicional estilo afirmativo do grupo a uma segunda parte etérea e abstrata, resvalando em uma psicodelia peculiar, mais centrada e intimista, como é caro à sua obra. Que ver se o disco vai mesmo para estes rumos, porque parece prometer…
Conforme previsto, o single novo de Lorde, “Green Light”, será lançado nesta quinta-feira, segundo tweets da própria cantora neozelandesa, que disse: “Estou muito orgulhosa dessa música. É muito diferente e meio inesperada. É complexa e engraçada e triste e alegre e vai fazer você DANÇAR. É o primeiro capítulo de uma história que vou contar, a história dos últimos dois anos selvagens e fluroescentes da minha vida. É aqui que começamos”.
i am so proud of this song. it's very different, and kinda unexpected. it's complex and funny and sad and joyous and it'll make you DANCE
— Lorde (@lorde) March 1, 2017
it's the first chapter of a story i'm gonna tell you, the story of the last 2 wild, fluorescent years of my life. this is where we begin
— Lorde (@lorde) March 1, 2017
Ela terminou avisando que a música chega com clipe dirigido por Grant Singer (que já dirigiu clipes para Ariel Pink, Melody’s Echo Chamber, Weeknd e Skrillex) às oito da manhã em sua terra-natal e às duas da tarde em Nova York – quatro da tarde no horário de Brasília.
GREEN LIGHT debuts with a video directed by the inimitable @grant_singer – tomorrow, 8am nz / 2pm nyc
— Lorde (@lorde) March 1, 2017
Dá pra ter uma ideia do que vem por aí com um trechinho da música que apareceu online.
GREEN LIGHT – NEW SONG AND MUSIC VIDEO COMING OUT TOMORROW AT 2PM pic.twitter.com/B1EvECA2pd
— #GREENLIGHT (@LordeDaily) March 1, 2017
É pouco, mas parece bom. Já já tem mais.
Atualização: Eis “Green Light”, que música boa!
E ela ainda anunciou o nome de seu segundo disco – Mellodrama – e sua capa, abaixo, lindaça:
O grupo goiano Boogarins foi convidado pela revista inglesa Mojo para participar do disco-tributo ao clássico Something Else, dos Kinks, organizado pela clássica publicação em sua edição de fevereiro. No disco, além dos Boogarins, estão nomes como Gaz Coombes, Ty Segall (que regravou “Waterloo Sunset“), Nada Surf, Wreckless Eric, entre outros.
A música tocada pelos Boogarins foi “No Return”, cujo ar bossa novista parece ter sido o guia para a revista sugeri-la para um grupo brasileiro. Interessante perceber a aura Jupiter Apple que paira sobre a versão, fechando um ciclo virtuoso entre a banda goiana, o grupo inglês e a obra do maior psicodélico gaúcho:
E, abaixo, o comentário da revista inglesa sobre a versão da banda brasileira:
“A sophisticated songwriter from the very start of The Kinks’ career, Ray Davies drew on bossa nova for inspiration for this tune. In a bid to return the track to its roots, MOJO asked Brazilian psychedelic outfit Boogarins – named after a popular flower grown in their homeland – to try their hand at this number. The result is a fantastically woozy cover, with a seductive, hypnotic ebb and flow.”
Pra quem não conhece a versão original, olha ela aí:
E se você não conhece o Something Else – ou o legado dos Kinks, uma das bandas inglesas mais subestimadas da história – faça-se esse favor.
A Fact descobriu que um comercial de 15 segundos foi ao ar nas emissoras de TV da Nova Zelândia, indicando que o próximo single de Lorde será lançado nesta quinta-feira.
Quem se animou com o andamento dance à la New Order da música? Lorde pode ser uma boa porta-voz contra a nuvem pesada que paira sobre o mundo com a ascensão de Trump, por isso a expectativa sobre seu próximo disco aumenta ainda mais…
Não é nenhuma novidade o cunho político das músicas e das apresentações do BaianaSystem – na verdade, a fusão entre festa e protesto está na gênese do grupo baiano e toda sua obra reflete essa dicotomia. Por isso era mais que natural que seu trio Navio Pirata cutucasse velhas feridas abertas recentemente a partir do tenso clima político no Brasil principalmente por ser um pleno carnaval. Russo Passapusso começou o protesto no meio da instrumental “Forasteiro”, enfileirando “golpistas, machistas e fascistas” para ouvir um “não passarão” em uníssono do público. E nem precisou mencionar o nome do presidente postiço para que a multidão emendasse o grito de guerra “fora Temer”. Veja só:
A manifestação pode ter valido a ausência da banda do próximo carnaval, segundo o Conselho Municipal do Carnaval de Salvador, cujo presidente disse que “o código de ética é claro, é terminantemente proibido que o artista use o carnaval para denegrir alguém, como foi feito pelo BaianaSystem. Há um risco concreto de punição grave, que seria a exclusão deles”, explicou ao Correio da Bahia (de onde também saiu a foto que ilustra este post).
Mas tem que ver pra quem essa regra vai valer, porque manifestação a favor também é manifestação política? Sem contar que Caetano Veloso puxou um “fora Temer” no Pelourinho e o prefeito ACM Neto foi vaiado em plena concentração do Ylê Ayê:
E isso que é só domingo de carnaval… Abaixo, mais Baiana em Salvador em 2017. Que delírio:
Enquanto Beck não solta o álbum que vem adiando desde o ano passado, eis que surgem duas faixas inéditas que ele compôs para a trilha sonora do filme Eu Sou o Número Quatro, do diretor D.J. Caruso. A fonte é o próprio diretor, que passou “Curfew” (que pode ser ouvida rapidamente no filme) e uma faixa instrumental sem título através de um link do Dropbox para um fã do cantor em uma conversa pelo Twitter.
@IronPick @justinmj @ColeMGN @beck Try these?https://t.co/c5FyMQQAgshttps://t.co/u5hRcDfPyJ
— D.j. Caruso (@Deejaycar) February 21, 2017
A página Beck Daily (de onde tirei a imagem que ilustra esse post) publicou as duas músicas:
“Me sinto mais forte, mas estou mais fraco”, diz o velho Leonard Cohen no início do clipe póstumo para “Traveling Light”, de seu último disco, You Want it Darker, lançado meses após sua morte.












