Dev Hynes dirigiu o clipe de sua ótima “Better than Me”, uma das grandes faixas de seu disco mais recene, Freetown Sound, feita em parceria com a deliciosa Carly Rae Jepsen, e também de 2016.
Os Flaming Lips anunciaram disco novo para o ano que vem e Oczy Mlody, o estranho título do novo disco, estará entre nós no dia 13 de janeiro próximo. O grupo já mostrou três músicas do novo disco – o primeiro só com inéditas desde The Horror, de 2013 – e o astral de psicodelia solar parece concordar com a descrição feita por seu frontman, o infame Wayne Coyne, que descreveu o novo disco como “um encontro entre Syd Barrett e ASAP Rocky em que eles ficam presos num conto de fadas do futuro”, no texto do release divulgado no anúncio. As três músicas mostrada até agora foram “The Castle”…
…”How??”…
…e “Sunrise (Eyes Of The Young)”
O próprio título do novo álbum mistura polonês com química, como o próprio Wayne explica nestes dois vídeos:
Aquela loucura picareta que já conhecemos bem – mas desta vez sem a bad trip do disco anterior. Talvez seja uma boa forma pra começar 2017.
Lô Borges começa 2017 revisitando seu disco mais clássico, que lançou com parcos dezenove anos. Seu disco homônimo de estreia, lembrado pelo par de tênis na capa, foi lançado em 1972, o annus mirabilis da música brasileira, e funciona como uma espécie de gêmeo mau do Clube da Esquina que o mineiro havia gravado com Milton Nascimento, Flávio Venturini, Beto Guedes, Toninho Horta, entre outros, meses antes. A influência óbvia dos Beatles e dos pioneiros da MPB saem do primeiro plano para dividir a cena com o jazz rock, um progressivo afeito ao folk, com direito a cravos, guitarras fuzz distorcidas, teclados elétricos, improvisos instrumentais e delírios psicodélicos (“sonhei que nunca existi e vi que nunca sonhei”). Ouvindo o disco do tênis dá para entender perfeitamente porque Milton nunca voltou ao ápice de sua carreira que foi seu primeiro disco.
Lô Borges (1972) foi gravado ao lado dos amigos Beto Guedes, Toninho Horta, Robertinho Silva (do Som Imaginário) e Danilo Caymmi. É uma espécie de All Things Must Pass misturado com a psicodelia acústica do terceiro disco de Led Zeppelin, as rodinhas folk do Pink Floyd pré-Dark Side of the Moon e o tempo nublado pairando pelas estradas do interior de Minas Gerais, entre catedrais coloniais e montanhas mágicas cheias de cogumelos. Lô recria o disco de apenas meia hora ao lado de músicos mineiros capitaneados pelo cantor e compositor Pablo Castro em três shows nos dias 13, 14 e 15 de janeiro no Sesc Vila Mariana. Imperdível.
Morre Andrea Tonacci, um dos grandes do cinema marginal brasileiro – e se você não o conhece, pare tudo o que está fazendo para assistir ao seu clássico Bang Bang, um dos grandes filmes da nossa cultura.
O clipe da colaboração do Metronomy com a Robyn – “Hang Me Up to Dry” – virou o exorcismo de um antigo amor encarnado em um velho carro.
Perdi o show das Rakta no Coquetel Molotov porque fiquei preso no trânsito a caminho do festival pernambucano, por isso não tinha como perder a apresentação desta que é a melhor banda nova de rock do país. Uma espécie de Warpaint do mal, o trio formado por Paula (vocais e teclados), Natha (bateria) e Carla (vocais e baixo) encarna uma psicodelia dark que é parente tanto dos primeiros discos do Black Sabbath quanto dos discos pós-Syd Barrett do Pink Floyd, com doses cavalares de krautrock e pós-punk na mistura – e cantado em português. Filmei algumas músicas, eis uma delas:
O show no Sesc Belenzinho foi o primeiro que elas fizeram após a bem sucedida turnê pelos Estados Unidos, onde puderam gravar uma ótima apresentação na rádio KEXP, onde mostraram toda sua força.
Grande nome, vai crescer muito no ano que vem, anotem aí. Dá pra ouvir o disco novo delas (o ótimo III) logo abaixo:
Donas de um dos melhores discos de 2016, as meninas californianas caem nas graças do Soulwax com um remix responsa para “New Song”, com a mesma pegada de baixo pronunciado do já clássico remix da dupla belga para “Let it Happen” do Tame Impala. Paulada.
E eu esqueci de linkar aqui outro remix pra mesma música, feito pelo nosso querido e eterno beastie boy Mike D – uma outra viagem, mas de calibre parecido.
E sábado tem festa, né?
O grupo baiano BaianaSystem encerra o ano oficializando a gravação “Forasteiro”, instrumental que abre e fecha o show do disco Duas Cidades.
Guitarra baiana lascada, ela fica bem mais intensa – óbvio – no show:
O trio de jazz visita o clássico dos Beach Boys no já tradicional quadro Like a Version da rádio australiana Triple J. Nos vocais, o produtor local Jonti.
Emicida coroa seu 2016 reunindo Drik Barbosa, Amiri, Rico Dalasam, Muzzike e Raphão Alaafin no clipe de “Mandume”, que também funciona como editorial de moda para a coleção atual de seu selo-grife, o Lab Fantasma.












