Céu antecipa o show que fará ao lado do General Elektriks nesta quinta-feira em São Paulo (mais informações aqui) com o clipe lo-fi retropicalista de seu hit “Varanda Suspensa”
Conforme prometido, eis aqui, em primeira mão no Trabalho Sujo, o filme que o mestre Eugênio Vieira fez das gravações do projeto Goma-Lama, concebido pelo Ronaldo Evangelista e a Biancamaria Binazzi em 2014. O projeto reúne artistas contemporâneo para resgatar músicas brasileiras que só foram registradas em acetatos de cera de carnaúba (ou goma-laca, daí o título). No documentário, vemos o maestro Letieres Leite conduzir os músicos Marcos Paiva, Hercules Gomes, Gabi Guedes e Sérgio Machado em uma viagem atemporal de uma conexão musical secular entre o Brasil e a África para receber vocais de Juçara Marçal, Russo Passapusso, Karina Buhr e Lucas Santtana. Saca só:
A dupla francesa Xavier de Rosnay e Gaspard Augé – que também atende pelo codinome Justice – recrutou ninguém menos que Susan Sarandon para ser a estrela do novo clipe de seu disco Woman, chamado apenas de “Fire”.
Nesta sexta-feira agora, Ronaldo e Eugênio lançam o filme Goma-Laca aqui no Trabalho Sujo. O filme registra o processo de arranjo e gravação do disco que o maestro Lettieres Leite gravou com Juçara Marçal, Russo Passapusso, Karina Buhr e Lucas Santtana em cima de músicas brasileiras que so foram registradas em discos de 78 rotações por minuto (falei do projeto em uma das minhas primeiras colunas na Caros Amigos). ” o filme é um olhar sobre o processo de criação e gravação do disco, Goma-Laca – Afrobrasilidades em 78 Rotações”, explica Eugênio. “A ideia de documentar foi do Ronaldo, que dizia que não poderíamos deixar de registrar o encontro do maestro Letieres Leite com os músicos Marcos Paiva, Hercules Gomes, Gabi Guedes, Sérgio Machado e cantores Lucas Santtana, Russo Passapusso, Juçara Marçal e Karina Buhr. E não deixamos. Quis registrar tudo que via, tudo que acontecia, mas sem atrapalhar o fluxo de criação da banda. Precisava em pouco tempo ganhar confiança dos músicos para que pudesse registra-los em momentos íntimos. Foram quatro dias testemunhando um encontro mágico e único.” Ronaldo também escreveu sobre o encontro no site do projeto.
O trailer está aí:
Filmei o show desse disco, que aconteceu no ano passado (Russo não pode vir e Duani o substituiu):
A notícia já estava meio no ar e os mais próximos da banda já sabiam o que os cariocas dos Supercordas oficializaram neste sábado em sua página no Facebook: o fim de suas atividades. A data escolhida foi a de de aniversário de lançamento de seu primeiro álbum, o já clássico Seres Verdes ao Redor, e a despedida não macula a amizade dos quatro integrantes, que seguem trabalhando com música, mas deixaram um senhor legado tanto para o rock independente brasileiro quanto para nosso cânone psicodélico. Abaixo, a íntegra da nota de adeus:
Hoje, dia 26 de novembro de 2016, faz exatamente dez anos que lançamos nosso primeiro LP com um concerto memorável no Centro Cultural São Paulo.
Desde então, nos mantivemos rodando o Brasil, fazendo shows, gravações, filmagens, experimentos, conhecendo novas bandas, fazendo novas amizades e nos apaixonando.
Todas as pessoas que acompanharam a banda neste tempo puderam ver o quanto fomos felizes fazendo tudo isso, e o quanto fomos transparentes e comprometidos com a cultura alternativa.
Nunca fomos o tipo de grupo que “estoura” e atinge grandes públicos em pouco tempo, construímos nossa historia com perseverança e em desencontro aos caminhos mais fáceis do mercado musical.
É complexo se manter como uma “entidade underground” por tantos anos. E é cada vez mais difícil estarmos abertos e disponíveis à experiência da viagem roqueira e da nossa criação musical em grupo, ainda que estejamos vivendo um ponto alto da nossa trajetória em muitos aspectos.
Acreditamos, então, ser um bom momento para anunciar que estamos encerrando nossas atividades como Supercordas.
Continuaremos tocando nossos demais projetos, e outros que ainda estão por vir.
Nunca deixaremos de existir através da música e militar em defesa de toda esta doideira que é sonhar.
Ficam aqui intensos raios de psicodelia e amor para todas e todos que nos acompanharam nesses 13 anos, pelo carinho e pela recepção. E para todos que pela banda passaram ou com ela trabalharam e contribuíram com música e dedicação, particularmente: Regis Argüelles, Eduardo Ps, Katia Abreu, Kauê Ravaneda, Sandro Rodrigues, Rodrigo Lariú,Pamela Leme, Francine Ramos, Ynaiã Benthroldo, Luccas Villela, Marcelo Callado, Caca Amaral, Wil Son, Giuliano Gerbasi, Gui Jesus Toledo e Bernardo Pacheco.
Abaixo, dois shows da banda que filmei, o da primeira edição do Fora da Casinha…
…e o show que fizeram ao lado dos Boogarins no início deste ano.
Grande banda.
O publicitário paranaense Diego Zerwes dedicou um blog inteirinho à tradução da obra de Leonard Cohen, que faleceu no início deste mês. Além de todas as músicas de sua discografia traduzidas e organizadas por álbum, ele ainda reuniu – e traduziu – outros textos de Cohen que encontrou por aí. Um senhor trabalho. Como amostra, deixo sua tradução para uma de suas maiores canções, o hino “Anthem” (desculpem), de onde saiu um de seus versos mais fortes, que fecha a canção:
Anthem
The birds they sang
at the break of day
Start again
I heard them say
Don’t dwell on what
has passed away
or what is yet to be.Ah the wars they will
be fought again
The holy dove
She will be caught again
bought and sold
and bought again
the dove is never free.Ring the bells that still can ring
Forget your perfect offering
There is a crack in everything
That’s how the light gets in.We asked for signs
the signs were sent:
the birth betrayed
the marriage spent
Yeah the widowhood
of every government —
signs for all to see.I can’t run no more
with that lawless crowd
while the killers in high places
say their prayers out loud.
But they’ve summoned, they’ve summoned up
a thundercloud
and they’re going to hear from me.Ring the bells that still can ring …
You can add up the parts
but you won’t have the sum
You can strike up the march,
there is no drum
Every heart, every heart
to love will come
but like a refugee.Ring the bells that still can ring
Forget your perfect offering
There is a crack, a crack in everything
That’s how the light gets in.Ring the bells that still can ring
Forget your perfect offering
There is a crack, a crack in everything
That’s how the light gets in.
That’s how the light gets in.
That’s how the light gets in.Hino
Os pássaros cantam
no raiar do dia
Cantam de novo
e os ouço dizer
Não viva naquilo
que já passou
ou no porvir.As guerras serão
lutadas de novo
A pomba sagrada
será enclausurada de novo
comprada e vendida
e comprada de novo
a pomba nunca está livreSoem os sinos que ainda podem soar
Esqueça sua oferenda divina
Em tudo há uma fenda
e é por ela que a luz entra.Solicitamos sinais
os sinais foram enviados:
o nascimento traído
o extenuado casamento
Sim, a viúva
de cada governo –
sinais para todos verem.Não consigo mais correr
com essa multidão desregrada
enquanto assassinos, em posições privilegiadas
fazem suas orações em voz alta
Mas eles clamaram, clamaram
por uma nuvem tempestuosa
e eles ouvirão de mim.Soem os sinos que ainda podem soar…
Você pode adicionar os pedaços
mas não terá a soma
Você pode iniciar a marcha,
não há a batida que guia
Cada coração, cada coração
ao amor irá chegar,
como um refúgio, porém.Soem os sinos que ainda podem soar
Esqueça sua oferenda divina
Em tudo há uma fenda
e é por ela que a luz entra.Soem os sinos que ainda podem soar
Esqueça sua oferenda divina
Em tudo há uma fenda
e é por ela que a luz entra.
e é por ela que a luz entra.
e é por ela que a luz entra.
Dica do André Marx (valeu!).
Conversei com o elenco e a produção da primeira série brasileira produzida pelo Netflix lá no meu blog no UOL.
“Tem um lado meu que acha uma pena, obviamente, tudo isso que está acontecendo no Brasil”, lamenta a atriz Bianca Comparato quando pergunto se ela acha que há algum paralelo entre 3%, a primeira série que o serviço de vídeos Netflix produz no Brasil, e o momento político brasieiro atual. “Mas tem um outro lado meu, que é mais otimista, que acha que é um processo de amadurecimento, que estamos podendo olhar para nós mesmos pela primeira vez, de verdade, sem ingenuidade. E esse embate faz parte. É uma pena o sofrimento que isso causa pra tanta gente. E a série fala muito disso, do sofrimento de quem não consegue. E quem disse quem é bom o suficiente? Quem definiu isso?”
A série, que estreia sua primeira temporada de uma vez só na próxima sexta-feira, dia 25, chega falando sério. O visual, a direção e as atuações instigam o espectador como qualquer outro seriado Netflix – e isso parece vir da fusão de experiências tanto da equipe quanto do elenco. A mistura veteranos como João Miguel, Zezé Motta e a própria Bianca Comparato com novatos desconhecidos (Michel Gomes, Vaneza Oliveira e Rodolfo Valente) foi dirigida pelo uruguaio César Charlone, ex-sócio de Fernando Meirelles e responsável pela fotografia de filmes como Cidade de Deus, O Jardineiro Fiel e Ensaio Sobre a Cegueira. Mas a premissa da série e sua narrativa foi desenvolvida e dirigida por seus criadores originais. “Sou um showrunner de uma ideia alheia”, brinca o diretor uruguaio, que envolveu-se com a produção do seriado anos depois que seu criador, Pedro Aguilera, o estreasse no YouTube (assista aos três primeiros episódios da versão original aqui). Charlone entrou mais como um coordenador e supervisor, ajudando Aguilera e os três diretores originais, Jotagá Crema, Daina Giannecchini e Dani Libardi, a encontrar o rumo que queriam para o seriado, cujos oito primeiros episódios chegam de uma só vez.
Falada em português, a série de ficção científica se passa em um futuro próximo em que o Brasil divide-se em duas castas: grande parte da população mora numa região referida como Continente e quando completam vinte anos de idade têm a oportunidade de passar para onde reside uma elite financeira num lugar conhecido como Mar Alto, que abriga os 3% da população que batiza o seriado. Acompanhamos, portanto, um grupo de jovens que passa justamente pelo processo de seleção, uma série de jogos, entrevistas e atividades que vão definir quem pode passar para o outro lado. É uma alegoria que funciona como uma crítica à ditadura econômica mundial – e um de seus principais critérios de seleção, a chamada “meritocracia”. “Este tema faz parte da nossa sociedade e a gente tem mais ferramentas pra falar sobre isso e pra entender isso agora. São boas pra série também”, explica Aguilera.
“Quando o Pedro (Aguilera, criador e roteirista de 3%) pensou nisso lá atrás, ele havia se inspirado no vestibular, embora ele não quisesse falar diretamente de vestibular”, continua Bianca. “A gente amadureceu muito essa ideia. Mantemos essa angústia juvenil, mas tem uma coisa mais política envolvida. Fala de uma sociedade onde, por mérito, você consegue as coisas e se você não for bom o suficiente acabou a vida pra você. Isso fala muito pra nossa sociedade, não só pra jovens. Se você for parar pra pensar, economicamente, não são nem 3% que detém a riqueza do Brasil – nem do mundo.”
“A ideia começou lá em 2009 e a inspiração vem de livros como Admirável Mundo Novo e 1984 – eu não conhecia Jogos Vorazes”, explica Pedro. Bianca já tinha assistido aos filmes: “Acho a Jennifer Lawrence ótima. Vi os filmes da série Divergente e fiquei muito feliz com a quantidade de ator bom fazendo esse tipo de filme.” Mas Charlone desconversa quando compara-se 3% com estes filmes recentes: “A gente não vai competir com um produto desses. A nossa riqueza é a brasilidade”, explica, sublinhando que quis refletir uma brasilidade diferente daquela que vendemos. “Gosto daquela coisa que, quando alguma coisa não funciona, vem alguém e dá uma porrada. Ou daquela sensação que sempre acontece em qualquer país do mundo quando você chega no aeroporto, mas quando chega no Brasil sempre tem alguém que fala ‘tinha que ser no Brasil…”‘, explica o diretor, às gargalhadas.
Essa brasilidade, marca visual das produções de Charlone, foi perseguida com um olho no futuro e outro no presente. “Gosto de dar muita ênfase em sotaques diferentes”, explica, enfatizando também que não quis entregar uma história de bandeja para o público. “O Brasil tem essa fissura dos produtores com a bilheteria, essa coisa com a comédia, que querer agradar o público”, continua o uruguaio, explicando que o tom pessimista da série o atraiu. “Isso abre um horizonte muito legal pra novas gerações contarem histórias”, continua.
Mas a frieza distópica da versão original ganhou pluralidade e cores no novo seriado. “O tom original era muito sério, frio, policialesco”, lembra Aguilera, ao comentar as mudanças sofridas na série durante estes anos, que ainda “tem elementos muito parecidos, mas outros muito diferentes. Mas a angústia dos jovens, que é a essência, ainda tá lá.” “É uma série essencialmente brasileira”, completa Bianca. “Tem uma sujeira, cores, elementos rústicos. É futuro e é Brasil.”
Estive no set de gravação de 3% e além dessa brasilidade era possível notar a clara naturalidade nas atuações, sem afetações no texto ou diálogos que pudessem deixá-la caricata, claro reflexo da forma como Charlone gosta de deixar os atores, filmando-os livremente, quase em tom documental. Ele anima-se com o formato das séries, que diz ser “o grande acontecimento audiovisual deste século.” “Eu sou assíduo frequentador da Santa Ifigênia e sempre vejo o pessoal vendendo DVDs piratas de filmes… Agora vendem séries”, conta, mencionando Sopranos e Mad Men como referências básicas inclusive para o cinema atual. Pedro também tem suas séries favoritas – House of Cards, The Wire, Breaking Bad -, que podem não se refletir na temática de 3% mas que estão presentes na forma como ele gostaria de segurar o espectador.
Bianca cita outro seriado do Netflix como referência. “Black Mirror é uma experiência forte pra gente no 3%”, continua a atriz. “É um futuro que é palpável, não é, sei lá… como o filme Prometheus… Black Mirror tem isso, tem uma coisa que tá mais pra frente, mas as primeiras cenas você nem entende em que época se passa…” Ela concorda quando menciono que a ficção científica tem esse papel de metáfora para entender a realidade atual. “Um dos motivos de eu topar fazer a série foi esse. A série é um alerta. Se a gente não parar, a gente vai chegar nisso. É uma catástrofe econômica. E não é só sobre o Brasil, é sobre um modelo econômico mundial, os poucos que têm, os muitos que não têm.”
Mais uma edição incrível do Spotify Talks, sobre o papel da mulher na música brasileira, que eu apenas fiz a curadoria e deixei a mediação na mão da querida Kátia Lessa, que segurou bonito a discussão. Tivemos um contratempo em relação à presença da Ludmilla, que teve um problema de saúde e não pode vir, e foi substituída pela ótima Iza, que conheci no dia do evento. Ela, Negra Li e Daniela Mercury deram uma aula sobre postura feminina, conforme contou o Guga no Update or Die e você pode conferir na íntegra abaixo.
O músico inglês de origem sudanesa Ahmed Gallab, mais conhecido por Sinkane, anuncia seu próximo disco para fevereiro do ano que vem decidido a espalhar boas vibrações apesar do 2017 pesado que se avizinha. Seu disco Life & Livin’ It é apresentado com a irresistível “U’Huh”, que canta tanto que tudo vai ficar bem (em inglês “We’re all gonna be alright”) quanto que tudo é ótimo (em árabe, “Kulu shi tamaam”). E apesar do clima alto astral do clipe, uma TV ligada nos protestos a favor dos direitos civis nos anos 60 nos lembra que a mensagem não é escapista – e sim
Dica do Fernando Neumayer (valeu!).
Betty Davis é uma dessas forças da natureza personificadas numa deusa funky, infelizmente ofuscada por ter adotado o nome do marido famoso, mestre Miles. Mas mesmo antes de conhecer Miles Davis, Betty já gravava seu nome na história, ainda como Betty Mabry ao conhecer músicos como Sly Stone e Jimi Hendrix após ter se mudado para Nova York, atuando como cantora (lançou os singles “Get Ready For Betty” e “I’ll Be There” no início dos anos 60), compositora (é a autora de “Uptown (to Harlem)” dos Chambers Brothers) e modelo. Mas foi após conhecer Miles Davis que soltou todo seu potencial criativo. O mesmo pode ser dito sobre a evolução mais radical do trompetista que, sob sua influência, começou a experimentar com a psicodelia e a eletricidade. Encantado por Betty, Davis batizou uma música do disco Filles de Kilimanjaro com seu nome além de ter colocado-a na capa do mesmo.
Durante os anos 70, ela gravou discos que a tornaram uma espécie de segredo bem guardado entre os apreciadores do funk e do groove. Betty Davis (1973), They Say I’m Different (1974) e Nasty Gal (1975) são destas obras-primas desconhecidas do grande público que eletrizam qualquer pista de dança e cabeça-feita. Os três discos foram relançados pela excelente gravadora Light in the Attic, que, além de desenterrar seu quarto e inédito disco Is It Love or Desire? (de 1976) em 2009 e relançar seus três primeiros álbuns em vinil, agora surge com o disco que prova a influência de Betty no trabalho de dois dos maiores ícones de seu tempo: Jimi Hendrix e Miles Davis. Embora não estejam tocando no disco The Columbia Years (1968-1969), os dois pairam em música e alma sobre a gravação, até então considerada uma espécie de lenda urbana.
Gravado em duas sessões nos dias 14 e 20 de maio de 1969 no estúdio da Columbia na rua 52, em Nova York, o disco foi produzido pelo próprio Miles Davis e seu braço-direito Teo Macero, mago da pós-produção responsável por nada menos que Bitches’ Brew (título que teria sido inspirado por Betty e suas amigas e que chamaria-se apenas Witches’ Brew caso a própria Betty não interferisse, exigindo o título gangsta), e conta com um time de músicos de cair o queixo. Além de Betty, The Columbia Years conta com o baterista do Jimi Hendrix Experience Mitch Mitchell, o baixista da Band of Gyspsys (o outro grupo de Hendrix) Billy Cox, o guitarrista John McLaughlin, o saxofonista Wayne Shorter, os tecladistas Herbie Hancock e Larry Young e o baixista Harvey Brooks (que tocou com Miles Davis e Bob Dylan) – e mostra como tanto Miles quanto Hendrix foram inspirados pela presença magnética de Betty e como ela própria veio criando a base para seus discos clássicos. Saca só algumas músicas:
O disco pode ser comprado direto no site da gravadora.










