O Radiohead abriu os trabalhos em suas redes sociais (tanto no Facebook quanto no Twitter e no Instagram) neste mês de maio com este vídeo cheio de onda, pra variar:
Alguém conseguiu entender algo que é dito? É só a letra de “Climbing Up the Walls” mesmo? E esse um O seguido de um K nas últimas telas – será que é algo sobre os 20 anos do OK Computer? Uma caixa? Um show? E aquele REM na última tela?
Semana passada aparecerem uns cartazes espalhados em algumas cidades do mundo dando a entender que o grupo está prestes a comemorar aniversário de seu primeiro disco clássico (desculpaê, fãs do The Bends):
Just saw this on the way to the studio now hype levels spiralling out of control #okcomputer pic.twitter.com/8dTWKru01y
— martin (@doksan) April 26, 2017
Há duas semanas, o designer Stanley Donwood, responsável pela arte do grupo desde o segundo disco, postou o seguinte comentário em seu próprio Instagram:
Ou será que é disco novo?
Os Simpsons fizeram uma retrospectiva dos 100 primeiros dias da presidência de Donald Trump e o resultado é triste:
E, como eles mesmos lembra, ainda faltam mais de 90% do mandato. Ah se fizessem um desses por aqui…
O grupo pop francês Phoenix prepara seu retorno em uma versão diurna com sotaque italiano, avisando que seu próximo disco chama-se Ti Amo e reflete “um paraíso perdido formado de eternos verões romanos (com muita luz, muita claridade, gelato de pistache), jukeboxes nas praias, Monica Vitti e Marcello Mastroianni, desejo implacável e antigas estátuas de mármore”, como escreveram ao anunciar a capa, a ordem das faixas (abaixo), a data de lançamento – dia 9 de junho e o primeiro single, repleto de teclados, chamado apenas de “J-Boy”:
“J-Boy”
“Ti Amo”
“Tuttifrutti”
“Fior Di Latte”
“Lovelife”
“Goodbye Soleil”
“Fleur De Lys”
“Role Model”
“Via Veneto”
“Telefono”
O grupo já havia mostrado o trecho de uma de suas músicas novas (“Fior Di Latte”) em um comercial de roupas íntimas da Calvin Klein dirigido por Sofia Coppola, esposa do vocalista da banda, Thomas Mars, e estrelado por atrizes como Rashida Jones, Kirsten Dunst e Lauren Hutton.
E a faixa-título já foi registrada no show que a banda deu na Antuérpia, na Bélgica, na semana passada:
Molto bene.
Integrante da Banda Dessinée, Filipe Barros encurtou o nome artístico para Barro e assim lançou seu primeiro disco solo, Miocárdio, uma das boas surpresas do ano passado. Agora colhe os frutos do primeiro álbum, como a turnê em que atravessa a Itália lançando um single gravado em italiano, “Restiamo Cosi”.
O clipe da mesma música em sua versão em português, “Ficamos Assim”, é outra novidade de Barro para celebrar sua turnê e foi dirigido pela jornalista Lorena Calábria, que vem mostrando suas garras atrás das câmeras. “Gosto de trabalhar com quem tenho afinidade, não só musical”, me explica Lorena, por escrito, quando lhe pergunto sobre o contato com o Barro. Ela o conheceu por amigos em comum e quando o músico soube que ela estava começando uma produtora audiovisual, chamada La Strada, ele a convidou para dirigir um clipe. “Falei pra ele: ‘topo dirigir, mas você não vai aparecer cantando. Chega de lipsync em clipe’. E ele topou. Teve que se virar como “ator'”, ri a diretora, que cita surrealismo, cinema francês (Jean Cocteau e Alan Resnais) e a capa do disco de estreia de Barro como referências para o clipe.
De quebra, o making of do mesmo clipe:
As irmãs Danielle, Este e Alana Haim anunciam o disco novo de sua Something to Tell You com a bela balada “Right Now”, cujo clipe é uma ótima e minimalista gravação da banda ao vivo no estúdio, dirigida por ninguém menos que Paul Thomas Anderson.
Esse meio de ano promete.
Os Sambas do Absurdo que Rodrigo Campos compôs com Nuno Ramos a partir de um livro de Albert Camus tiveram uma má estreia. Abrindo para o grupo inglês Cymande na edição mais recente do Nublu Jazz Festival, o projeto introspectivo e de temática pesada que o sambista fez ao lado dos compadres Juçara Marçal e Gui Amabis encontrou um público esperando festa e o choque entre artista e plateia fez o show soar desencontrado – mais culpa da programação do evento do que do público ou dos artistas. Não fossem os três nomes reconhecidos da atual cena paulistana, talvez não se apresentassem pra ninguém. Ironicamente, o deslocamento do show parecia ter saído das faixas do próprio projeto, que será lançado nesta sexta-feira e cuja capa, feita pelo próprio Nuno Ramos, é antecipada em primeira mão para o Trabalho Sujo.
O disco homônimo será lançado nas plataformas digitais nesta sexta-feira, quando também será disponibilizado para download no site do projeto e deve ganhar versão em vinil em breve pelo selo Goma Gringa. Abaixo, dois dos “Absurdos” (as faixas chamam-se apenas “Absurdo” seguido de um número) tocados pelo trio:
E o projeto será lançado oficialmente ao vivo no dia 10 de maio, na nova Casa de Francisca (mais informações aqui), um lugar bem mais propício para a atenção que o trio merece.
Mais do que um grande diretor, Jonathan Demme, que morreu nesta quarta, também foi um dos grandes diretores de vídeos musicais – em especial de um favorito pessoal, o impressionante Stop Making Sense, dos Talking Heads, que pode ser assistido na íntegra neste vídeo abaixo:
Grande perda.
Há três anos sem lançar nada autoral (apenas o ótimo cover em um disco-tributo ao Grateful Dead), a banda norte-americana War on Drugs, autora de um dos melhores discos de 2014, lança o single “Thinking Of A Place“, em versão limitada de 5500 cópias no Record Store Day.
https://vimeo.com/213900454
Não deixe os teclados e os timbres iniciais da introdução te enganar: a faixa vai além das referências oitentistas de rock clássico retrô características à banda (Waterboys, Tom Petty) e abraça uma sonoridade da década anterior, reforçando a influência de Bob Dylan, Neil Young e The Band – com direito a guitarra slide, solo à Neils Cline, gaita, dez minutos e lá vai pedra, o pacote completo. Não há nenhuma palavra sobre disco novo, mas se eles forem nessa linha…
A excelente premissa do clássico de Philip K. Dick, O Homem do Castelo Alto, funcionou bem como seriado – como seriam os anos 50 de um mundo em que não apenas o Terceiro Reich tivesse vencido a Segunda Guerra Mundial como também, à maneira da Alemanha em nossa realidade, os Estados Unidos tivessem sido divididos entre a Alemanha e o Japão. E embora a primeira temporada da série produzida pela Amazon não tenha ganho a repercussão merecida (como acontece com a maioria de seus seriados, uma vez que ficam restritos à plataforma da loja online, que ainda engatinha em popularidade), a segunda temporada, que estreou no fim do ano passado, trouxe uma joia escondida na manga: uma trilha sonora em que clássicos daquele período foram regravados por artistas atuais.
A grande sacada de Resistance Radio, o nome desta trilha, não reside apenas nas escolha de quais artistas tocam quais músicas, embora só isso já valha a audição: tem Beck tocando “Can’t Help Falling in Love”, Norah Jones tocando “Unchained Melody”, além de versões assinadas por Sharon Van Etten, Angel Olsen, Karen O, Shins, Kelis, Michael Kiwanuka e Andrew VanWyngarden, do MGMT, entre outros. Mas a escolha do próprio repertório – revivendo músicas daquele período que ficaram conhecidas em versões tardias -, dá uma aura fantasmagórica e surreal à coleção de músicas. “Spoonful”, mais conhecida com o Cream, ressurge como um blues tradicional cantado por Benjamin Booker, “Who’s Lovin’ You” volta ao início dos anos 60 como foi gravada pelas Miracles (diferente das versões mais conhecidas asssinadas pelos Temptations ou pelos Jackson 5) na voz da Kelis – mas talvez o melhor exemplo seja a versão que o Grandaddy faz para “Love Hurts”, resgatando a balada dos Everly Brothers para longe daquela versão farofa do Nazareth.
A trilha inteira vale à pena:
Sharon Van Etten – “The End of the World”
Andrew VanWyngarden – “Nature Boy”
Beck – “Can’t Help Falling in Love”
Benjamin Booker – “Spoonful”
Sam Cohen – “The House of the Rising Sun”
Shins – “A Taste of Honey”
Angel Olsen – “Who’s Sorry Now”
Waterstrider – “Speaking of Happiness”
Michael Kiwanuka – “Sometimes I Feel Like a Motherless Child”
Grandaddy – “Love Hurts”
Big Search – “Lonely Mound of Clay”
Kevin Morby – “I Only Have Eyes for You”
Kelis – “Who’s Lovin’ You”
Norah Jones – “Unchained Melody”
Curtis Harding – “Lead Me On”
Maybird – “All Alone Am I”
Karen O – “Living in a Trance”
Sam Cohen – “Get Happy”
Breakbot é sempre alegria – e não por outro motivo sua ótima recém-lançada “Mystery” é o carro-chefe da coletânea que marca os cem lançamentos da gravadora dance francesa Ed Records. Ed Recs 100, que será lançada no mês que vem, também traz faixas inéditas de outros nomes do selo, como Mr. Oizo, Sebastian, Krazy Baldhead, Para One e So Me, além de uma versão do Riton para “Temporary Secretary” (do Paul McCartney) e a ótima colaboração do capo do selo, Busy P, com Mayer Hawthrone (que eu já toquei por aqui). Resta saber se essa “Fame” tocada pelo Cassius é ou não uma versão para a clássica faixa de David Bowie.
Mr. Oizo + Phra – “Ed Rec 100”
Sebastian – “So Huge”
Busy P + Mayer Hawthorne – “Genie”
Breakbot – “Mystery”
Cassius – “Fame”
Boston Bun + Steed – “About It”
Fulgeance – “She Knew”
Pone & Boogie Vice – “Ricky The Can”
Feadz + Santana – “Glue”
Krazy Baldhead – “Corridors”
Mr. Oizo – “All Dry”
Borussia – “Muffin”
Justice – “Randy (Boys Noize Remix)”
Riton – “Temporary Secretary”
Para One – “Opium”
10LEC6 – “What Dat Azz Do”
So Me & The Music Man – “Conclusion”











