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O líder e vocalista do Pulp Jarvis Cocker e o músico e produtor canadense Chilly Gonzales (que já trabalhou com Peaches, Feist, Drake, Jamie Lidell e Daft Punk) já trabalharam juntos várias vezes, mas pela primeira vez criam uma obra inteira ao apresentar o disco Room 29, que será lançado no início de março, pela Deutsche Grammophon.

A obra, que também será apresentada ao vivo em diversas ocasiões durante a primavera e o verão no hemisfério norte, conta a história mal-assombrada de um piano num quarto do hotel Chateau Marmont, clássico refúgio hollywoodiano que foi palco para biografias de personagens tão diferentes quanto Jim Morrison, Sofia Coppola, Billy Wilder, Hunter S. Thompson, James Franco, F. Scott Fitzgerald, Tim Burton, Oliver Stone, Lana Del Rey, Dorothy Parker, Sharon Tate e Roman Polanski. Além do trailer acima, a dupla liberou duas músicas cossangüíneas, “Tearjerker” e “The Tearjerker Returns”, ouça-os:

A colaboração mais conhecida da dupla até então era sua participação no filme Six by Sondheim, da HBO, cantando a clássica “I’m Not Here” de Stephen Sondheim, no trecho dirigido por Todd Haynes.

Bom demais.

Monstro solar

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Fiel escudeiro e copiloto das viagens de Lulina, o pernambucano Léo Monstro prepara-se para o voo solo e lança o primeiro clipe de seu disco de estreia Solar (capa acima) em primeira mão no Trabalho Sujo. “Solar é meu primeiro álbum solo, é a primeira vez que lanço um trabalho com meu nome”, ele me explica por email. “Comecei a trabalhar nas músicas que viriam compor o disco no segundo semestre de 2013, após umas aulas de canto que fiz, juntamente com Lulina, pra ela se preparar para as gravações do Pantim (disco mais recente de Lulina). Como, até então só tinha composto músicas (para voz, no caso) com ela e cantava sempre a acompanhando, com as temáticas que ela propunha, nunca tinha explorado minha voz muito além. Durante essas aulas eu fui descobrindo novas possibilidades de cantar, novos registros, e isso me instigou a começar as composições, num celular – devo essa descoberta – e serei eternamente grato – a Sandra Ximenez. A partir daí as músicas foram aparecendo e fui percebendo que tinha um trabalho novo em mãos, dessa vez composto por mim pra eu mesmo cantar. Em 2014 a idéia se transformou em vontade e decidi que iria lançar meu primeiro álbum como Monstro. Como já era conhecido por esse nome, foi natural.”

“A partir da decisão de lançar o álbum fui focando mais e mais nas composições pra minha voz e, em no começo de 2015, tinha as músicas prontas – a última da leva foi ‘Analog Days’ (a música do primeiro clipe). Daí procurei o Pedro Penna com as bases do álbum já pré-produzidas e fomos ouvindo tudo, pensando em como incrementar aquilo. Este processo demorou quase um ano e meio, foi longo, mas permitiu que a gente trabalhasse bem cada música individualmente. No final de 2016 – finalmente! -, tava com tudo em mãos e pronto pra lançar. Aí foi só esperar aquele ano pesado terminar pra começar este ano com novas energias.”

“Durante todo este longo processo de 3 anos, fui registrando, com o mesmo celular que usei pra compor e pré-produzir o álbum, todos os lugares por onde passei, aleatoriamente”, ele explica o clipe da música que apresenta o disco. “Em nenhum momento, enquanto estava gravando, pensei em usar essas imagens, afinal eram imagens de viagens, amigos, festas – coisas que a gente faz hoje em dia sem nem perceber. Até que um dia peguei resolvi usar algumas dessas imagens – as mais abstratas e solares, a princípio – pra fazer um teaser pro lançamento do álbum. As imagens foram ganhando novo sentido conforme fui editando e, quando percebi, tinha virado clipe. Um clipe que funcionou como meu álbum de memórias, com lugares, amigos e situações pelas quais passei durante a concepção e gestação do Solar.”

george-michael-morrissey

A morte de George Michael fez os fãs debruçarem-se no YouTube atrás de raridades em vídeo do cantor e um dos itens que surgiram foi esta incrível edição do programa inglês Eight Days a Week do dia 25 de maio de 1984, quando o ainda vocalista do Wham!, prestes a lançar sua carreira solo, comenta sobre o filme sessão da tarde Breakin’, uma biografia sobre o grupo Joy Division, o novo disco da dupla Everything But the Girl e o relançamento de discos da Atlantic em solo britânico acompanhado de ninguém menos que um jovem Morrissey, ainda vocalista dos Smiths. Os dois lançavam singles naquela mesma época, duas músicas emblemáticas para a carreira de ambos, “Wake Me Up Before You Go-Go” e “Heaven Knows I’m Miserable Now”, respectivamente.

Vi no site Post-Punk.com.

Cabral, Sergio e Kiko (foto: Taylor Ponto)

Cabral, Sergio e Kiko (foto: Taylor Ponto)

“São Paulo tá morrendo e todo paulistano tá assistindo à cidade morrer”: Kiko Dinucci grunhe sobre a cidade em que cresceu com o mesmo ranger de dentes que parece sair de sua guitarra, um rosnado elétrico sujo punk tosco que soa como uma afronta, mas que cria uma textura sonora única e característica que atravessa seus diferentes projetos musicais. Seu primeiro disco solo, Cortes Curtos, que será lançado no mês que vem, traz esse mesmo ruído acompanhado pelos sempre fiéis compadres Marcelo Cabral (baixo e sintetizadores) e Sergio Machado (bateria), cadenciando o samba punk com cara das paredes eternamente pixadas em São Paulo. “Cortes Curtos foi pensado como o roteiro de um filme, no qual as canções que compõem o registro se intercalam para formar uma única narrativa de aproximadamente 40 minutos”, conta o guitarrista. Além do trio base, o disco ainda tem participações de Juçara Marçal, Tulipa Ruiz, Ná Ozzetti, Suzana Salles, Guilherme Held, Thiago França, Rodrigo Campos, entre outros. Abaixo, um curta feito pelo pessoal do Doble Chapa, antecipado em primeira mão para o Trabalho Sujo, dá o tom do disco gravado em cinco dias, além dos títulos de suas músicas. O disco é uma declaração de amor pessimista para São Paulo, com canções que são polaroides de cenas urbanas (minha favorita é a balbúrdia sonora de “Uma Hora da Manhã” e o instrumental etéreo do final de “Crack para Ninar”.

“No Escuro”
“Desmonto Sua Cabeça”
“Fear of Pop”
“Chorei”
“Terra de Um Beijo Só”
“Uma Hora da Manhã”
“Seus Olhos”
“O Inferno Tem Sede”
“A Morena do Facebook”
“Quem Te Come”
“Inferno Particular”
“Chorinho”
“Vazio da Morte”
“Crack Para Ninar”
“A Gente Se Fode Bem Pra Caramba”

polly-e-bom

Tem coisas no novo Hermes e Renato que mantém o mesmíssimo nível da fase clássica do grupo.

Sdds Fausto.

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Fechando o ciclo de seu fabuloso De Baile Solto, um dos melhores discos de 2015, o mestre Siba lança o clipe da pensativa “O Inimigo Dorme”, a curta faixa que conclui a mensagem do álbum, antes da catártica “Meu Balão Vai Voar”.

brazilintime-cologne

Há dez anos, o recém-falecido baterista do Can Jaki Liebezeit sambava com os DJs J-Rocc, DJ Nuts e Madlib e os bateristas João Parahyba e Mamão, do Azymuth, numa jam session percussiva provocada pelo diretor irlandês Brian Cross em Colônia, na Alemanha, ao divulgar seu projeto Brazilintime, que reunia bateristas e DJs brasileiros.

A foto saiu deste Flickr.

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Angel Olsen mostra mais um clipe de seu excelente My Woman, desta vez da tortuosa balada “Pops”.

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O baterista do Can, Jaki Liebezeit, morreu neste domingo vítima de uma súbita pneumonia, como a página oficial da banda comunicou. A notícia é duplamente triste não só pelo mundo ter perdido um dos grandes monstros de seu instrumento, mas também porque Jaki havia acabado de anunciar um show em homenagem à sua banda que contava com os integrantes originais da banda Irmin Schmidt e Malcolm Mooney na formação, além dos guitarristas do Sonic Youth, Thurston Moore e Lee Ranaldo, no elenco. Abaixo, alguns momentos de Jaki em ação no auge da banda, bem como um solo de bateria no último vídeo.

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O primeiro disco solo do vocalista do Mombojó, Felipe S., chega às plataformas digitais na semana que vem e ele antecipa em primeira mão para o Trabalho Sujo sua faixa de abertura, a tensa canção de protesto “Anedota Yanomâmi”. “Comecei a fazer a Anedota em 2013, durante as manifestações”, explica o vocalista, que produziu todo o disco. “Nasceu de más lembranças, de ver um amigo sendo agredido por um branco careca enrolado numa bandeira do Brasil. Em 2015 o disco Mulher do Fim do Mundo, da Elza Soares, me marcou bastante e me fazia refletir sobre essa composição ainda não finalizada. E também me lembro de finalizar a letra logo depois do acidente de Mariana no fim de 2015. Tudo isso envolvido por uma sensação de que nós seres humanos não sabemos viver juntos e que a ganância está em alta, vindo numa nuvem reacionária que toma o mundo. É como se eu estivesse num sonho e um índio estivesse tentando me explicar a desilusão de quem mata ou rouba nesse nosso mundo opressor, mas numa lingua que eu não compreendesse. O filme O Abraço da Serpente” foi também uma grande inspiração pra essa música. E tô com os índios na filosofia de que a natureza é a nossa dona e não nós os donos dela.”