O seriado sobrenatural não cansa de voltar! Falei disso lá no meu blog no UOL.
A notícia passou despercebida no meio da avalanche de novidades exibidas na Comic Con de Nova York, que aconteceu no fim de semana passado, mas o fato é que o canal norte-americano Fox anunciou que uma de suas crias mais clássicas vai voltar à ativa. A décima primeira temporada de Arquivo X é uma realidade, vai ocupar dez episódios e retomar a saga de onde ela parou, em 2018, no desconcertante episódio final de sua curta décima temporada, exibida no início do ano passado. O trailer exibido na feira revelou outras novidades:
Que o final da temporada passada foi apenas uma alucinação não é propriamente uma boa notícia, mas um jeito bobo de resolver um beco sem saída que tiraria toda o prumo e o charme original da série. Em vez disso, o tema da nova temporada, que estreia no ano que vem, gira em torno do filho dos agentes Mulder (David Duchovny) e Scully (Gillian Anderson), além de revelar o passado de personagens importantes como o Fumante (William B. Davis) e do diretor Skinner (Mitch Pileggi) e cogitar a possibilidade de pelo menos um dos Pistoleiros Solitários ainda estar vivo.
O criador de Arquivo X Chris Carter acertou a mão durante quase toda a primeira fase da série, uma das mais importantes do fim do século passado, antes de seu final em 2002, mas não conseguiu ainda emplacar uma continuação decente, nem no filme de 2008, nem na temporada de 2016. Ele continua tentando, afinal, os fãs – me inclua nessa – teimam em acreditar…
Na terça passada, durante os BET Awards, Eminem desceu um cacete verbal em Donald Trump – e além de destruí-lo de todos os pontos de vista, ainda apontou o dedo para os próprios fãs, falando que se eles tiverem dúvida entre escolher entre Trump e Eminem, é melhor ir para o lado de Trump logo.
Publico a transcrição abaixo, se alguém traduzir, publico a tradução, é só colar nos comentários:
“It’s the calm before the storm right here
Wait, how was I gonna start this off?
I forgot… oh, yeah
That’s an awfully hot coffee pot
Should I drop it on Donald Trump? Probably not
But that’s all I got ‘til I come up with a solid plot
Got a plan and now I gotta hatch it
Like a damn Apache with a tomahawk
Imma walk inside a mosque on Ramadan
And say a prayer that every time Melania talks
She gets a mou… Ahh, Imma stop
But we better give Obama props
‘Cause what we got in office now’s a kamikaze
That’ll probably cause a nuclear holocaust
And while the drama pops
And he waits for shit to quiet down, he’ll just gas his plane up and fly around ‘til the bombing stops
Intensities heightened, tensions are risin’
Trump, when it comes to giving a shit, you’re stingy as I am
Except when it comes to having the balls to go against me, you hide ‘em
‘Cause you don’t got the fucking nuts like an empty asylum
Racism’s the only thing he’s fantastic for
‘Cause that’s how he gets his fucking rocks off and he’s orange
Yeah, sick tan
That’s why he wants us to disband
‘Cause he cannot withstand
The fact we’re not afraid of Trump
Fuck walkin’ on egg shells, I came to stomp
That’s why he keeps screamin’ ‘Drain the swamp’
‘Cause he’s in quicksand
It’s like we take a step forwards, then backwards
But this is his form of distraction
Plus, he gets an enormous reaction
When he attacks the NFL so we focus on that
Instead of talking Puerto Rico or gun reform for Nevada
All these horrible tragedies and he’s bored and would rather
Cause a Twitter storm with the Packers
Then says he wants to lower our taxes
Then who’s gonna pay for his extravagant trips
Back and forth with his fam to his golf resorts and his mansions?
Same shit that he tormented Hillary for and he slandered
Then does it more
From his endorsement of Bannon
Support for the Klansmen
Tiki torches in hand for the soldier that’s black
And comes home from Iraq
And is still told to go back to Africa
Fork and a dagger in this racist 94-year-old grandpa
Who keeps ignoring our past historical, deplorable factors
Now if you’re a black athlete, you’re a spoiled little brat for
Tryina use your platform or your stature
To try to give those a voice who don’t have one
He says, ‘You’re spittin’ in the face of vets who fought for us, you bastards!’
Unless you’re a POW who’s tortured and battered
‘Cause to him you’re zeros
‘Cause he don’t like his war heroes captured
That’s not disrespecting the military
Fuckk that! This is for Colin, ball up a fist!
And keep that shit balled like Donald the bitch!
‘He’s gonna get rid of all immigrants!’
‘He’s gonna build that thang up taller than this!’
Well, if he does build it, I hope it’s rock solid with bricks
‘Cause like him in politics, I’m using all of his tricks
‘Cause I’m throwin’ that piece of shit against the wall ‘til it sticks
And any fan of mine who’s a supporter of his
I’m drawing in the sand a line: you’re either for or against
And if you can’t decide who you like more and you’re split
On who you should stand beside, I’ll do it for you with this:
Fuck you!
The rest of America stand up
We love our military, and we love our country
But we fucking hate Trump”
Por que ninguém faz isso no Brasil?
Às vésperas de participar da edição deste ano do festival Coquetel Molotov, quando recebem Benke Teixeira dos Boogarins como convidado, o grupo instrumental Kalouv prepara o lançamento do disco Elã, que vem sendo revelado pouco a pouco – primeiro o grupo revelou a faixa “Pedra Bruta”, a faixa de abertura que conta com a participação de Sofia Freire, e agora, em primeira mão no Trabalho Sujo, revelam o clipe de “Moo Moo”, deixando bem clara sua inclinação para gêneros instrumentais modernos como chillwave e vaporwave, para além do instrumental psicodélico-jazzístico característico do grupo, já em seu terceiro disco.
“A estética vaporwave influenciou bastante, tanto na escolha por Rollinos para fazer o clipe, como na composição da música”, explica o guitarrista Túlio Albuquerque, falando sobre o diretor do clipe, Gabriel Rolim. “Durante as turnês do ano passado escutamos bastante o Floral Shoppe do Macintosh Plus. No projeto, a Vektroid faz a desconstrução de canções clássicas dos anos 80. Isso acabou nos aproximando tanto das faixas originais como das versões vaporwave. A vibe de músicas como ‘Tar Baby’ da Sade e ‘You Need a Hero’ do Pages foram o ponto de partida no desenvolvimento do ‘Moo Moo’. Isso está presente na escolha dos timbres, como o teclado de ‘vozes’ no começo, as guitarras com chorus e reverb, os delays da bateria, até a escolha de adicionar as partes cantadas. Um caminho bem diferente do que já fizemos até aqui.”
Mas a psicodelia digital não veio só dessa onda retrô moderna. “‘Moo Moo’ também é uma homenagem às trilhas e jogos de videogame”, continua o guitarrista. “Crescemos jogando e até hoje isso é muito presente nas nossas vidas. Então podemos dizer que a faixa acabou tendo pequenos traços de várias épocas de Game Music. Seja de clássicos como a ‘Aquatic Ambience’ de Donkey Kong Country e ‘Slow Moon’ de Streets of Rage 2, até coisas mais recentes como as trilhas de Faster Than Light, Machinarium, Dungeon of the Endless, Hotline Miami e FEZ. Isso se estendeu pra o clipe, que brinca com imagens de jogos do Super Nintendo, como Harvest Moon, Earthbound e Chronno Trigger.”
O grupo se empolgou tanto que até criou uma playlist com as músicas de videogame que o inspiraram nessa nova fase.
No final do Fora da Casinha, que foi sensacional, eu tava comentando com a Roberta sobre como “Trovoa”, do Maurício Pereira, virou uma espécie de hino da cena independente brasileira e ela perguntou se eu tinha ouvido a versão que ele gravou com a Juçara no especial de fim de ano de 2012 de seu programa, o Cultura Livre. A edição do programa contou com vários convidados (Karina Buhr, Kiko Dinucci, Bárbara Eugênia, Tatá Aeroplano, Pélico, Rafael Castro, Tulipa, Letuce, Rael, entre outros), todos acompanhados pel’O Terno, mas esse momento é bem especial.
Dá pra ver o programa especial inteiro abaixo:
Parado há quatro anos, o projeto solo do pernambucano Roberto Kramer finalmente sai do quarto no Balaclava Fest, comemoração do selo paulistano que reunirá Washed Out, Cinnamon Tapes e Homeshake no mesmo evento, dia 5 de novembro (mais informações aqui). Inicialmente pensado como um projeto de estúdio, o Røkr ficou em estado de hibernação após seu EP de estreia, pouco antes de seu autor mudar-se para o Canadá. De volta para o Brasil, ele adaptou o projeto para o palco e debuta ao mesmo tempo em que lança seu primeiro LP. E o clipe que abre os trabalhos, de estética indie lo-fi parente da sonoridade chillwave do projeto, estreia em primeira mão no Trabalho Sujo.
Prestes a lançar seu segundo disco, batizado de Romã, a cantora pernambucana Sofia Freire antecipa o primeiro single do novo álbum, a faixa “1h00 (ou A Boca Se Cala)”, que será lançada nessa sexta-feira, com exclusividade para o Trabalho Sujo. “A música é um poema da minha irmã, Clarice Freire, que é escritora. Foi extraído de um dos seus livros, cujos capítulos são divididos nas horas da madrugada e seu título ‘1h00 (Ou A Boca Se Cala)’ faz referência ao próprio capítulo em que ele está no livro. Ela fala sobre a importância do silêncio para nós mesmos. O cotidiano urbano é caótico e barulhento, as pressões da sociedade às vezes me fazem falar com uma voz que não é a minha e ser quem não sou de verdade, e é no silêncio, na madrugada, onde tudo dorme e estou sozinha comigo mesma, que posso escutar meu interior, lembrar quem sou. O silêncio me diz coisas sobre mim e sobre meu lugar no mundo que apenas eu posso entender, é muito pessoal. Acho que tanto na mensagem quanto a sonoridade, a música representa bem o disco num todo e, por isso, decidi que ele seria o single.”
O diretor norte-americano Paul Thomas Anderson não conseguiu resistir ao encanto pop das irmãs Haim e lança mais dois registros em vídeo das três em ação. Primeiro, ele lançou o curta Valetine, de 14 minutos, em que captura a banda durante a gravação de seu disco mais recente, Something to Tell You. O curta, na verdade, traz a versão do clipe que elas mostraram antes de lançar o álbum, quando apresentaram a faixa “Right Now” gravada em estúdio, além de versões semelhantes para a faixa-título e “Nothing’s Wrong”.
O outro registro é um clipe, com direito a coreografia e palminhas, da ótima “Little of Your Love”, uma das melhores faixas do disco das irmãs.
Pena que o disco não é tão bom quanto esperávamos – mas os clipes ajudam a melhorá-lo.
Grupo lança trilha sonora de um documentário da BBC em meio a boatos da vinda ao Brasil. Falei sobre isso no meu blog no UOL.
Começou: os boatos sobre uma turnê sul-americana do Radiohead deixaram de ser meras divagações para ganhar um corpo um pouco mais sólido quando o jornalista Lucio Ribeiro anunciou em seu site Popload que a banda estaria planejando uma passagem pelo Brasil em abril do ano que vem, quando faria três shows no país. A especulação acontece quando a banda lança uma versão retrabalhada de uma de suas músicas recentes para continuação da minissérie da BBC Blue Planet. A nova versão foi gravada ao lado do maestro Hans Zimmer, mais conhecido pelas trilhas sonoras que compôs para os filmes de Christopher Nolan, e da BBC Concert Orchestra e recria “Bloom”, lançada no disco The King of Limbs, de 2011, originalmente inspirada pela série Blue Planet original. Eis a nova versão, rebatizada de “(Ocean) Bloom”:
Compare com a versão original:
Em material de divulgação da faixa, Thom Yorke explica que a canção “meio que entrou em meu inconsciente. Comecei a sonhar bastante com essas criaturas”, explica o vocalista da banda no vídeo abaixo (em inglês, sem legendas).
O site Vox também conversou com o Radiohead e com o maestro sobre o processo de transformação da faixa original em trilha sonora (também em inglês sem legendas).
E assim ficou a música retrabalhada no trailer da nova temporada da série, que também foi narrada pelo naturalista inglês David Attenborough, conhecido pela série Life, também produzida pela BBC:
Em outra notícia relacionada ao Radiohead, o vocalista da banda, Thom Yorke, anunciou o lançamento da versão física de seu segundo disco solo, Tomorrow’s Modern Boxes, de 2014, lançado originalmente apenas em formato digital. O disco deve chegar às lojas nas versões CD e vinil no início de dezembro e também chegará às plataformas de streaming. O vocalista aproveitou o anúncio do lançamento para falar das três datas que fará solo nos Estados Unidos em dezembro deste ano, quando toca em Los Angeles (no dia 12), em Oakland (dia 14) e no festival Day for Night, em Houston (dia 17).
E o disco mais recente do Spoon, Hot Thoughts, lançado no início do ano, segue entre os grandes álbuns deste ótimo (ao menos musicalmente) 2017. E a banda texana tira mais uma faixa para transformar em clipe – desta vez é a balada resignada “I Ain’t the One”, cujo vídeo foi dirigido pela dupla Ian Forsyth e Jane Pollard em uma estação de metrô.
Em sua recente visita à BBC, nossa querida Lorde colocou em prática seu apreço por Phil Collins, resgatando um clássico dos anos 80 para este século – sua versão de “In the Air Tonight”, talvez a música mais emblemática do ex-baterista do Genesis, já é uma das melhores versões deste ano. Que vocalista!
Amaldiçoado como ícone da prepotência yuppie graças à dobradinha livro/filme Psicopata Americano, Phil Collins é uma das obsessões da cantora e compositora neozelandesa, que declarou recentemente inspirar-se no hitmaker em entrevista ao podcast WTF, do jornalista norte-americano Marc Maron (a parte do Phil Collins é lá pelo minuto 56, mas vale ouvir todo o papo, ela é demais). Lorde também gravou uma versão ao vivo para sua excelente “Green Light”, a faixa que apresentou seu ótimo disco mais recente.









