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Eu e Joyce, do site Cinemascope, começamos a sessão Cine Doppelgänger na Casa Guilherme de Almeida no último mês de julho com a dobradinha de filmes O Grande Lebowski e Cidade dos Sonhos e depois da exibição dos dois filmes conversamos sobre eles e aproveitamos para falar sobre a produção dos diretores destes dois clássicos, David Lynch e os irmãos Coen. A íntegra do bate-papo foi filmada e pode ser assistida no canal do Cinemascope no YouTUbe.

O Cine Doppelgänger acontece todo terceiro sábado do mês e a próxima edição chama-se O Diabo Mora ao Lado e reúne os filmes O Bebê de Rosemary e Corra! – e as inscrições, gratuitas, podem ser feitas no site da Casa Guilherme de Almeida.

MANSAFURIA

A cantora baiana Josyara lança seu segundo disco, produzido por Junix, do BaianaSystem, ainda este mês e antecipa a faixa-título, “Mansa Fúria”, em primeira mão para o Trabalho Sujo.

Vem quente…

Foto: Rodolfo Cemin (divulgação)

Foto: Rodolfo Cemin (divulgação)

A banda psicodélica gaúcha Catavento está lançando seu novo disco Ansiedade na Cidade com uma pequena turnê que já passou por seu estado natal, passa pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O primeiro show em São Paulo acontece nesta quinta, no CCSP, a partir das 21h, com abertura da banda potiguar Camarones Orquestra Guitarrística (mais informações aqui) e a banda antecipou um vídeo com as gravações do novo disco para o Trabalho Sujo.

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O senhor Richard David James nos dá notícias ao anunciar mais um disco-relâmpago: o EP Collapse, que apresentado ao mundo através do intenso clipe “T69 Collapse”, que iria ao ar no Adult Swin na semana passada, mas não passou no teste para quem sofre de epilepsia devido às mudanças bruscas de cores e luzes que saltam da tela. Por isso, esteja avisado.

Foto: Thais Silvestre

Foto: Thais Silvestre

“Seus desatinos têm outros nomes agora e eu aprendi a aceitar que os vícios vêm e vão…”, canta hipnótica a cantora curitibana Betina na primeira faixa a ser revelada de seu segundo disco Hotel Vülcânia, “Coragem”, lançada em primeira mão aqui no Trabalho Sujo. “Essa música é muito importante para mim, ela é a tradução da minha relação com esse álbum, uma imagem abstrata da passagem do tempo e como ele lentamente muda como percebemos o outro e a própria realidade”, ela me explica por email. “Uma imagem de como as questões antes absolutas passam a ser relativas num piscar de olhos. A coragem está em encarar essas incertezas e abraçar a essência do que somos para seguir adiante. Isso se relaciona diretamente com meu som, minha estética, minhas letras e como quero que me vejam dentro do meu trabalho.”

Ela lançou seu disco de estreia, Carne de Sereia, quase discretamente há quase dois anos, quando teve uma visão. “Hotel Vülcânia começou de um sonho que eu tive com o nome do disco, com a capa e inclusive com um trecho da letra da primeira música, e senti que era hora de recomeçar, dar vida a ideias novas que já vinham borbulhando na minha cabeça desde mesmo antes do lançamento do primeiro disco”, me explica. O disco foi copilotado pelo supercorda Diogo Valentino, que lhe ajudou a conceber o novo disco bem com a receber um considerável time de convidados.

“Começamos eu e Diogo Valentino, meu parceiro, criando as músicas em casa e produzimos algumas guias. Depois fomos gravar no estúdio Canoa há mais ou menos um ano, cinco dias maravilhosos de trocas intensas com a banda”, continua. “Há participações maravilhosas. Chamei Tatá Aeroplano para fazer parte da música que dá nome ao disco, temos também Pedro Bonifrate que participa como músico convidado de algumas faixas. Também chamei Heloiza Abdalla para colocar uma poesia dentro de uma música e Dinho e Benke Ferraz dos Boogarins para uma faixa; Dinho divide a composição e a voz comigo e Benke inseriu colagens.” Além da banda que lhe acompanha, que inclui, além de Diogo, Allen Alencar, Bruno Matuck, Irina Neblina (dos Garotas Suecas) e Luccas Vilella (do grupo E a Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante). O disco é igualmente pop e misterioso, provocando uma tensão que equilibra-se na doce voz de Betina.

Ela faz uma relação entre seu primeiro disco e o novo, que será lançado em uma semana. “Carne de Sereia veio como uma necessidade de me reconhecer artista, de dar sentido aquilo que produzia, mas de maneira muito inexperiente de minha parte. Num processo lento fui tateando quem eu era e quais ideias eu queria passar até chegar em Hotel Vülcânia. Se pudesse resumir, diria que o primeiro disco foi aprendizado e esse é amadurecimento. Nele me posiciono e dialogo diretamente com a essência do que sou, com maior controle da mensagem que quero passar, seja poética ou sonoramente.”

Ela vê a construção de seu próprio disco como um reflexo da atual fase da cena independente brasileira. “Tenho visto trabalhos de altíssima qualidade sendo lançados, o público crescendo para todos os lados e acho que a base desse cenário é o coletivo, senão na produção de material, no compartilhamento dele para que essas obras perdurem”, explica. “É difícil ser independente, a gente precisa se virar, abraçar o ‘faça você mesmo’. Eu por exemplo, fiz a capa, faço imagens, crio as artes para o merchan, fiz o site. Vou até onde meu braço alcança, mas esse coletivo também se reflete neste álbum. Inúmeras pessoas estão envolvidas nos clipes, nos shows, na divulgação, no planejamento. Sem elas várias coisas que estamos preparando para construir nosso público não existiriam. Ainda existem os mecanismo e algoritmos cruéis das redes que acabam privilegiando quem tem mais dinheiro pra gastar em patrocínios de publicações, por exemplo. Porém, seguimos fazendo música e acreditando em seu poder comunicador e acreditando no coletivo, tanto das casas pequenas, dos festivais e do próprio público para o fortalecimento da cena independente.”

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Famoso por não discutir os temas relacionados aos seus filmes, Kubrick ergueu um monumento à linguagem cifrada quando lançou seu filme mais emblemático, 2001 – Uma Odisseia no Espaço. Até hoje, cinquenta anos depois, discute-se a importância deste filme do ponto de vista de suas cenas enigmáticas, especialmente a sequência final “Júpiter e Além”, que fez os críticos da época saírem da pré-estreia perguntando-se “que porra é essa?”.

O próprio Kubrick, em uma entrevista para a revista Playboy na época do lançamento do filme, disse que “não é uma mensagem que eu quero passar em palavras. 2001 é uma experiência não-verbal; duas horas e dezenove minutos com apenas cerca de quarenta minutos de diálogo no filme. Tentei criar uma experiência visual, uma que ultrapassa classificações verbalizadas e penetra diretamente no subconsciente com um conteúdo filosófico e emocional. Desenvolvendo McLuhan, em 2001 a mensagem é o meio. Eu quis que o filme fosse uma experiência intensamente subjetiva que alcança o espectador num nível interior de consciência, como acontece com a música; “explicar” uma sinfonia de Beethoven seria castrá-la ao erguer uma barreira artificial entre a concepção e a apreciação. Você está livre para especular como quiser sobre o significado filosófico e alegórico do filme – e tal especulação é uma indicação que o filme foi bem sucedido ao pegar o público em um nível profundo – mas eu não quero ditar um mapa para que cada espectador de 2001 se sinta obrigado a segui-lo ou então ele não terá entendido. Acho que se 2001 é bem sucedido, é em atingir um vasto espectro de pessoas que nunca havia pensado sobre o destino da humanidade, seu papel no cosmos e sua relação com formas superiores de vida. Mas mesmo no caso de alguém que é altamente inteligente, algumas ideias encontradas em 2001, se apresentadas como abstrações, não funcionariam e seriam automaticamente forçadas a seguir categorias intelectuais; experimentadas em um contexto emocional e visual em movimento, contudo, eles podem ressoar nas fibras mais profundas de nós.”

Mas eis que, durante as gravações de um documentário japonês sobre o filme de Kubrick de 1980, O Iluminado, o diretor baixa a guarda e conta o que pretendia com as cenas finais de seu clássico filme de 1968. O documentário, liderado pela celebridade de TV japonesa Jun’ichi Yaio, nunca foi realizado, mas as fitas com suas gravações foram leiloadas em 2016 e agora finalmente aparecem na internet. Em um thread do Reddit, em um trecho da entrevista de uma entrevista de Jun’ichi Yaio com Kubrick ao telefone, o diretor explica o final de 2001 de forma sucinta.

“Eu tentei evitar fazer isso desde que o filme saiu. Quando você apenas fala sobre as ideias elas soam tolas, enquanto se você as dramatiza pode fazê-los sentir, mas vou tentar. A ideia é que supostamente ele é levado por entidades de características divinas, criaturas de pura energia e inteligência sem formato. Eles o colocam naquilo que você pode descrever como sendo um zoológico humano para estudá-lo e ele passa o resto da sua vida daquele ponto naquele quarto. Ele não sente o tempo. Parece acontecer da mesma forma que acontece no filme.

Eles escolhem este quarto, que é uma réplica bem imprecisa de arquitetura francesa (deliberadamente feita para ser imprecisa), porque alguém sugeriu que eles tinham alguma ideia de que ele poderia pensar o que era bonito, mas não tinham certeza. Da mesma forma que nós não temos certeza sobre o que fazer nos zoológicos com os animais para tentar dar uma ideia do que achamos que é seu ambiente natural.

De toda forma, quando eles terminam com eles, como acontece com tantos mitos em nossas culturas no mundo, ele é transformado em uma espécie de super ser e mandado de volta para a Terra, transformado e agora na forma de uma espécie de super-homem. Só nos restas imaginar o que pode acontecer quando ele volta. É o padrão de boa parte das mitologias e era isso que estávamos querendo sugerir.”

A íntegra da fita pode ser vista abaixo:

A vinda de Edgar

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Edgar está vindo e quem sabe, sabe. É até redutor chamá-lo de rapper, uma vez que este arauto de Guarulhos caminha tanto pelas fronteiras do texto falado que também abrangem o rap, mas que também ecoam no rádio-jornalismo, na poesia slam, no spoken word, na locução e em outras formas narrativas que usam a voz não-cantada como veículo. Embrenhando-se como um cigano em diversos lugares do país (já morou na casa de amigos no sul, em Minas Gerais, no Pernambuco – cada um destes lugares influenciando sua arte), ele não para apenas na música como vai além: seu figurino, presença online e fotos reciclam cacos de nosso imaginário para criar um ser novo e mutante, retrô e futurista, assustador e encantador na mesma medida. Seu primeiro disco, Ultrassom, será lançado pela Deck agora em agosto e foi produzido pelo jovem mestre Pupillo, baterista da Nação Zumbi. Edgar antecipa o clipe de “O Amor Está Preso?” em primeira mão para o Trabalho Sujo.

Abaixo, a capa do disco e a ordem das músicas, duas delas com a participação de Céu e Rodrigo Brandão.

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“Líquida”
“Felizes Eram os Golfinhos”
“Go Pro”
“Print”
“O Dia é Meu” (participação: Céu)
“Plástico”
“Saúde Mecânica”
“Adorno” (participação: Rodrigo Brandão)
“O Amor Está Preso?”
“Antes Que as Libélulas Entrem em Extinção”
“Charles Lynch”

Dissecando M.I.A.

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O documentário MATANGI / MAYA / M.I.A., do diretor Stephen Loveridge, pretende mergulhar numa das artistas mais ímpares deste século – M.I.A. e sua transformação de ativista política para popstar global em menos de uma década.

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Esqueci de linkar aqui o post que fiz pro Instagram da revista Trip no meio do mês sobre o show que o grupo fez para lançar seu excelente Quebra-Cabeças no Sesc Pompeia – com direito a vídeo da faixa-título. Abaixo, a íntegra do texto que mandei pra revista.

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Música de protesto instrumental. Essa é a proposta do Bixiga 70 (@bixiga70) com o álbum "Quebra Cabeça”, que nasce após turnês globais da banda que conquistou o Brasil e o mundo, passando por cidades como Los Angeles e pela Índia. Quarto trabalho do grupo, o disco começou a ser gravado ainda em 2017, quando lançaram a faixa “Primeiramente”. Foi a primeira vez que alguém de fora deu pitacos na criação do Bixiga 70, responsabilidade de Gustavo Lenza, que assumiu a produção do álbum.⠀ .⠀ “A política acaba intervindo no nosso trabalho de uma forma muito direta. Tem gente que quer extinguir o Ministério da Cultura. Não tem música que não seja de protesto numa situação dessas! Qualquer mínimo de pensamento já é protesto”, conta o guitarrista e tecladista Maurício Fleury.⠀ .⠀ Colamos no ensaio da banda pra conferir uma prévia do show, que rola hoje, amanhã e sábado, no Sesc Pompeia (@sescpompeia), em São Paulo. ⠀ .⠀ Vídeo: @trabalhosujo⠀ .⠀ #RevistaTrip #Bixiga70 #MúsicaInstrumental #Música

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Música de protesto instrumental
O Bixiga 70 lança seu quarto disco, pegando ainda mais pesado na veia política, mesmo sem vocais

A máquina de groove Bixiga 70, hidra paulistana de dez cabeças que conquistou o Brasil e o mundo, está prestes a lançar seu quarto álbum, Quebra-Cabeças, e começam a apresentá-lo a partir desta quinta-feira até sábado, com três shows no Sesc Pompeia. É o disco do grupo que mais demorou tempo para sair e o primeiro que leva um título – os anteriores foram batizados apenas com o nome da banda. Também muda a abordagem musical – é um disco mais
introspectivo e pesado que os discos anteriores.

“Reflete o momento: tem sido bem pesado viver no Brasil”, conta o guitarrista e tecladista Maurício Fleury, “a gente nunca quis cair numa coisa que fosse muito parnasiana, o som pelo som, a gente precisava achar um eixo que foi falar sobre o que a gente vive.”. “A gente sempre teve isso, de fazer música de protesto mesmo sem escrever letra”, emenda o saxofonista Daniel Oliveira.

“A gente sente isso todo dia, em cada treta que acontece em São Paulo. A gente fazia o Dia do Grafitti no Bixiga todo ano, mas no ano passado não conseguimos fazer porque não teve apoio da prefeitura”, continua Fleury. “A política acaba intervindo no nosso trabalho de uma forma muito direta. Tem gente que quer extinguir o Ministério da Cultura. Não tem música que não seja de protesto numa situação dessas! Qualquer mínimo de pensamento já é protesto. Querem que a gente vá contra a ciência, contra a cultura, a arte, o respeito à vida humana… É muito terrível o que a gente tá vivendo, o que a gente faz é uma ilustração, talvez não seja tão transformador, é só uma forma de reagir. Não tem como não se posicionar”.

O disco demorou para sair pois foi atropelado pelas turnês globais do grupo, especificamente uma que durou 45 dias no meio do ano passado, que fez a banda passar por Los Angeles e pela Índia. Gestado durante quatro dias em um sítio no interior de São Paulo em maio do ano passado, Quebra-Cabeças começou a ser gravado ainda em 2017, quando o grupo lançou a faixa “Primeiramente”. Foi a primeira colaboração com o engenheiro de som Gustavo Lenza, que assumiu a produção do disco – é a primeira vez que alguém de fora dá pitacos na criação do Bixiga 70. O tom ainda é festivo mas parte do novo repertório é lento e melancólico.

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“A gente poderia lançar coisas novas, porque a gente já tem música novas que vão estar no próximo álbum”, explica o fundador do Linguachula, Dê Ferro, sobre a volta da banda campineira com uma música de Paulo Diniz, “I Wanna to Go Back to Bahia”, composta a partir das cartas que Caetano Veloso enviava para o jornal Pasquim quando estava exilado do país na Inglaterra, no início dos anos 70. “Acreditamos que lançar essa versão agora é de certa forma estar contribuído para uma reflexão e clamando por dias mais ensolarados.”

O Linguachula era uma das melhores bandas de Campinas no início dos anos 90, quando o underground do interior de São Paulo movia-se a guitarras e vocais gritados contra a pressão sertaneja vigente em todo o estado. Lançou seu único disco pelo Banguela quando a mítica aventura de Miranda com os Titãs como heróis de uma indústria fonográfica alternativa tinha ido para o saco, fechando a tampa da discografia do selo com o CD batizado com seu nome (disco para o qual escrevi o release – morador de Campinas que era eu). Era um trio que misturava rock e música brasileira com muita desenvoltura, mas que foi engolido pelos contratempos do período e não conseguiu terminar o século.

Seu líder e cabeça, o guitarrista e vocalista Dê Ferro, manteve suas conexões musicais por outras vias. “Nunca me desliguei da música. Nesse período, mergulhei no universo de musicas sagradas e ancestrais ligadas à umbanda, candomblé, capoeira e ayahuasca. Vivenciei a musicalidade dos guaranis, gravando junto com meu amigo o produtor Maurício Cajueiro os cantos sagrados daquela cultura em que tive o grande prazer de receber o batismo Guarani”, ele me conta por email. Marcelo e Nani, baterista e baixista originais, deixaram a banda dando espaço para Adriano Caetano e Victor Coutinho.

“Retomei meu contato com o produtor Caio Ribeiro, que produziu e gravou o CD de 1993 e estávamos desenvolvendo a comunicação do Stage Record, seu novo estúdio em Campinas, quando começamos a tramar produções musicais que culminaram no ‘reativamento’ do Linguachula”, continua Dê, que fala que irá relançar o disco original nas plataformas digitais, além da produção de um novo álbum com o mesmo Caio e dois singles e um clipe que serão lançados em pouco tempo.