A big band do ABC Nomade Orquestra está prestes a lançar seu terceiro disco e Vox Populi, cuja capa é antecipada em primeira mão aqui para o Trabalho Sujo, é primeiro disco com vocais – e conta com um time estelar: Siba, Edgar, Juçara Marçal e Russo Passapusso, cada um com duas canções. Abaixo, o primeiro teaser que o grupo disponibilizou do trabalho, mostrando a participação do pernambucano Siba.
“A seleção dos vocalistas foi um mix de afinidade, apreciação e aproximação com os quatro nomes escolhidos”, me explica o baixista do grupo, Ruy Rascassi. “É um recorte interessante da música contemporânea brasileira, com duas figuras em ascensão como o Russo Passapusso e Edgar e outras duas, Juçara Marçal e o Siba, com legados e histórias importantes com as raízes da música brasileira.”
Ele lembra como conheceram e chamaram os convidados. “O Edgar tem uma história com a banda desde 2016, onde fazia as performances junto com o multiartista Renan Soares. O Russo foi uma conexão muito louca: uma vez ele viu um show nosso em São Paulo, ficamos em contato, até q em 2017 fizemos um show juntos e rolou a química. Já a conexão da Juçara e do Siba veio a partir do Vox Populi, fiz o convite aos dois que sem hesitar aceitaram entrar nessa viagem com a gente.”
Ao convidar Camila Cabello para cantar o terceiro single de seu próximo álbum, “Find U Again”, composto com Mark Ronson, do Tame Impala, o produtor Mark Ronson mostra que não está pra brincadeira.
Seu próximo disco, Late Night Feelings, já teve outros singles apresentados, como “Nothing Breaks Like a Heart”, com Miley Cyrus…
…e a faixa-título, com Lykke Li.
A capa é esta abaixo e vem seguida da ordem das músicas – que ainda trazem outras convidadas do produtor:
“Late Night Prelude”
“Late Night Feelings”, com Lykke Li
“Find U Again”, com Camila Cabello
“Pieces of Us”, com King Princess
“Knock Knock Knock”
“Don’t Leave Me Lonely”, com Yebba
“When U Went Away”
“Truth”, com Alicia Keys
“Nothing Breaks Like a Heart”, com Miley Cyrus
“True Blue”
“Why Hide”
“2 AM”
“Spinning”
Late Night Feelings já está em pré-venda – e promete.
O Sleater-Kinney, melhor trio feminino do rock norte-americano, está prestes a lançar o disco que foi produzido pela St. Vincent, The Center Won’t Hold, e começa a mostrar o rumo que o encontro foi ao mostrar a primeira faixa, “Hurry On Home”, que, de quebra, ainda tem um clipe dirigido pela Miranda July.
Sensacional.
O grupo inglês Metronomy, liderado pelo cantor e compositor Joseph Mount, dá notícias deppis de três e ressurge com o clipe da otima inédita “Lately”.
Mas não há nenhuma notícia sobre disco novo. Hmmm…
O grupo inglês Hot Chip lança mais um single de seu próximo álbum, A Bath Full of Ecstasy, “Melody of Love”.
Sempre alto nível.
Ela fez sua fama compondo música para os outros, mas o ápice de sua carreira aconteceu quando resolveu sair dos bastidores e cantar suas próprias canções. A cantora e compositora norte-americana Carole King começou a trabalhar com música como parte do time do Brill Building, uma das principais usinas de produção de música pop nos anos 60 e, com o marido Gerry Goffin criou uma parceria que rendeu hits que seguem clássicos até hoje, como “Will You Love Me Tomorrow” gravado pelas Shirelles, “The Loco-Motion” lançado pela babá do casal, Little Eva, e mais tarde regravada pelo grupo Grand Funk Railroad e Kylie Minogue, “One Fine Day” das Chiffons, “I’m into Something Good” dos Herman’s Hermits, “Don’t Bring Me Down” dos Animals, “”Goin’ Back” de Dusty Springfield, e “(You Make Me Feel Like) A Natural Woman”, de Aretha Franklin, além de terem várias músicas produzidas por Phil Spector.
Ao separar-se de Goffin, King começou uma bem-sucedida carreira solo, que começou com o disco Writer e culminou com a obra-prima Tapestry, disco irmão de Mud Slide Slim and the Blue Horizon de James Taylor, pois foi gravado no mesmo período e conta com participações em comum (entre elas, os vocais de Joni Mitchel), mas infinitamente superior. Juntos os dois discos deram a tônica dos cantores e compositores dos anos 70. E cantando suas próprias canções, ela tornou-se um dos principais ícones da música norte-americana daquele período.
Eis a importância do lançamento do DVD Carole King – Live at Montreux 1973, que a gravadora Eagle Vision promete lançar no dia 14 de junho. A íntegra do show que King fez em Montreux em 1973 reúne um conjunto de 18 canções, em que ela visita seu Tapestry na íntegra – sozinha ao piano – além de ser acompanhada depois por uma banda de onze músicos para tocar músicas de seu disco Fantasy, que seria lançado naquele ano.
De arrepiar, olha só:
O DVD já está em pré-venda.
Três jovens veteranas do rock independente brasileiro criaram uma banda para fazer uma viagem de van para a Argentina – esta é a gênese do Florcadáver, que une as forças de Amanda Buttler (do Sky Down), Theodora Charbel (Sixkicks, Papisa) e Célia Regina (do Miêta) num mesmo projeto que lança seu projeto de crowdfunding para pagar esta viagem em primeira mão no Trabalho Sujo, com o vídeo de sua primeira faixa, “Baleia”.
O centro do encontro foi o acampamento Girls Rock Camp, que ajuda meninas a se tornarem roqueiras, que já havia sido frequentado pelas três, como monitoras. “Conheci as meninas no voluntariado do Girls Rock Camp, a Célia, guitarrista do Miêta, quando participei pela primeira vez do Camp no ano passado e a Theodora, que eu já sacava de longe no SixKicks, neste ano”, lembra Buttler. “Lá pro fim do último Camp a Célia tava conversando com a Marcela Matos, fotógrafa e veterana do Camp desde o início, e falando sobre a vontade dela de ser voluntária no Chicas Amplificadas, a versão argentina do acampamento, que acontece no mês de julho, e ela jogou essa ideia de viajar pra lá a bordo da minivan que ela, Marcela, tem pra exatamente esse tipo de rolê.”
“Nessa a Célia mandou um papo de querer montar uma banda pra ir tocando de São Paulo até lá, transformando o trajeto rumo ao camp numa turnê”, continua a baixista. “E convidou eu e a Theo, perguntou se estávamos afim de voluntariar no Chicas e de montar essa banda com ela. Voltamos pra casa, Célia em Belo Horizonte e Theo e eu em São Paulo – ela é de Cuiabá mas mora aqui agora -, e começamos a planejar à distância o que poderíamos fazer pra concretizar essa idéia. Decidimos montar um projeto de financiamento coletivo no Catarse pra viabilizar essa viagem. Aos poucos se juntou ao rolê a Thamú Silva, também voluntária do Camp, que somou pra fazer a produção da tour. A Kaline Toledo entrou pra cuidar do registro em foto e vídeo da viagem toda. Foi assim que montamos o grupo de seis mulheres que vai fazer essa viagem.” Kaline também fez o lyric vídeo acima.
“Desde que comecei a trocar idéia com a Célia e com a Buttler lá no Camp percebi uma conexão de idéias, estilos musicais e processos criativos”, continua a baterista Theodora. “A Buttler me chamou pra casa dela, onde tem o estúdio do Berna (Bernardo Pacheco, produtor, chegando lá já me senti a vontade com a bagunça ao redor dos instrumentos. Sentei na bateria, ligamos os microfones com bastante reverb e delay anos 80, a Buttler começou a tocar umas notas soltas no baixo e eu fui acompanhando, quando percebemos tínhamos criado três músicas numa tarde! A melodia da ‘Baleia’ veio de primeira quando comecei a cantar improvisando enquanto tocava, depois fomos tomar um ar e percebemos o quanto ela era chiclete e tinha potencial de single. Trabalhamos nela mais uns dois ensaios e mandamos pra Célia lá em BH brisar nas guitarras, que ficaram derretidas do jeitinho que a gente gosta.”
“A Célia veio pra São Paulo em abril, ensaiamos juntas pela primeira vez por alguns dias”, lembra Amanda. “Nessa altura a Theodora chegou com a letra pronta pras melodias que tinha improvisado lá no começo. Daí o Berna gravou, mixou e masterizou a música. Nesse som todas cantam. Alias, acho que esse é o grande lance: todas cantam. Tem música que eu canto, outra que é a Célia. Enfim, todas ali. O lyric vídeo da faixa foi a Kaline que fez. O single de estreia é bem viajandão, né? Acho que combina ouvir essa música num dia ensolorado na estrada. Mas o restante das músicas é bem diferente, tem uma vibe mais tensa talvez, outras mais dançantes e piradas nas guitarras.”
O link pra ajudar no crowdfunding delas é esse.
Faz tempo que o Pin Ups é um clássico do indie brasileiro, mas as condições que o grupo paulistano se tornou clássico não ajudaram no registro da sonoridade que os colocou neste Olimpo: os shows e a atitude faça-você-mesmo acabaram por tornar o grupo em maior evidência do que seus registros oficiais. Até que, ao decidir pendurar as botas, num último anunciado show em 2015, no Sesc Pompeia, o grupo pode tocar seus clássicos nas melhores condições possíveis, fazendo-o renascer exatamente na hora em que decidiram oficializar o fim.
“É engraçado pensar que há quatro anos havíamos decidido encerrar as atividades”, me explica Zé Antonio, guitarrista e único integrante original desde a fundação do grupo. “O que seria nosso show de despedida foi um turning point para todos nós. Ver a plateia cheia, com muita gente jovem foi o maior estímulo que tivemos pra voltar. Receber aquele carinho foi emocionante”, lembra, ao anunciar que o próximo disco da banda, Long Time No See, será lançado neste mesmo palco, dia 15 de junho. O disco começa a ser mostrado nesta sexta, quando eles lançam o clipe de “Spinning” em primeira mão no Trabalho Sujo.
“Gravar um disco estava em nossos planos há muito tempo, mas os custos nos impediam”, Zé continua a história. “Há cerca de dois anos o diretor do documentário Guitar Days pediu que gravássemos uma música inédita para entrar em um CD a ser lançado pelo selo Midsummer Madness. Graças aos esforços do produtor, Magoo Felix, rolou uma ótima parceria com o estúdio Aurora, e durante as gravações dessa faixa eu comentei sobre nosso desejo de fazer um disco novo. Pouco tempo depois, os donos do Aurora, Carlos e Aécio, ofereceram o estúdio para a banda gravar. E aí, pela primeira vez na história do Pin Ups, pudemos fazer as coisas do jeito que a gente quis e no tempo que era necessário, pensando um pouco mais nos arranjos e amadurecendo as idéias.”
Long Time No See consagra a formação daquele último show no Sesc Pompeia: Alê Briganti nos vocais e baixo, Zé em uma guitarra, Adriano Cintra na outra e Flávio Cavichioli na bateria – e o grupo convidou amigos e parceiros para o estúdio, como a dupla Antiprisma, a baixista Amanda Buttler (do Sky Down), o tecladista Pedro Pelotas, a ex-Pin Ups Eliane Testone, o baixista do Superchunk Jim Wilbur. Zé explica que não tiveram uma preocupação de não soar retrô. “Foi uma coisa espontânea. Se a gente gravasse um disco soando do mesmo jeito que há 20 anos seria um sinal de que alguma coisa estaria errada, É claro que o nosso DNA continua lá, mas depois de tanto tempo o nosso jeito de tocar mudou naturalmente, a nossa relação com o estúdio também. As guitarras barulhentas estão lá, as melodias dos vocais da Alê também, mas nos permitimos experimentar um pouco mais, gravar o disco de uma maneira que fizesse sentido artisticamante. Esse álbum é o mais sincero e verdadeiro que fizemos até hoje. A música esteve acima de qualquer outra preocupação e isso nos permitiu pensar de maneira mais aberta, foi uma experiência bem boa.”
Além do lançamento do disco em junho, Zé também espera que o disco avisa que o disco se materializará em vinil no segundo semestre e que deverá ter dois clipes, um de animação feito pelo mesmo Laurindo Feliciano que fez a capa do novo disco.
O percussionista cearense Igor Caracas revela seu lado cantor e compositor ao anunciar o lançamento de seu primeiro disco solo, Cada Passo, lançando o clipe do primeiro single, “Alheia”, em primeira mão no Trabalho Sujo. Composta na praia ao lado de Maria Ó, de quem Igor produziu o disco, “Alheia” tem seu clipe filmado nas falésias da praia de Perobas, no Ceará, onde a dançarina Maria Epinefrina move seu corpo pelas cores intensas da paisagem.
Produzido por Igor e por Gabriel Bubu Cada Passo, que vai ser lançado no dia 14 de junho e originalmente seria tocado apenas pelos dois, mas, por sugestão de Bubu, formou-se uma banda com Samuel Fraga (bateria), João Leão (sintetizadores e teclados), Igor na guitarra e o outro produtor no baixo. Além dos quatro, o disco também conta com participações do Coro Profano, Maria Beraldo, Amílcar Rodrigues, Filipe Nader e Ricardo Dias Gomes, da banda Do Amor.
Às vésperas do lançamento de seu primeiro disco, Grandeza, o cantor e compositor paulistano Sessa, que já foi dos Garotas Suecas e acompanhou o guitarrista israelense Yonatan Gat, apresenta o segundo single deste lançamento em primeira mão no Trabalho Sujo. “Dez Total (Filhos de Gandhy)” foi inspirada no bloco afrobaiano e funciona como um cartão de visitas para a formação que ele escolheu para representá-lo musicalmente no disco. “O som dessa música resume o coração puro do disco, que são as vozes das cantoras, minha voz, o violão e a percussão”, ele me explica. “O que me faz pensar na ideia dos arranjos, que o disco é muito simples, tem poucos elementos, mas muito marcantes, que saem de uma sonoridade mais normativa de guitarra, baixo, bateria e teclado, que tem seu valor, claro, mas que faz as pessoas chegarem a uma instrumentação muito automático. A minha pesquisa me levou pra esse som mais vazio, em que o grave é meio terra de ninguém”.
Abaixo, a capa do disco e o primeiro single, “Flor do Real”, lançado na semana passada. O disco chega às plataformas digitais no início de junho pelo selo Risco no Brasil e no exterior pelo selo canadense Boiled Records e será lançado no Itaú Cultural, no dia 27 de junho (mais informações aqui).












