Encerrando o ciclo de seu primeiro disco, Ouro, a cantora e compositora Isabel Lenza estreia o clipe de “Amalgamado” em primeira mão no Trabalho Sujo. “Escolhi ‘Amalgamado’ para fazer um clipe por ter sido uma música recorrente nos comentários trazidos pelo público após os shows, que acabava elegendo ela como uma das preferidas”, explica Isabel. “Além do fato de ela ser muito especial para mim por ter sido a primeira melodia que fiz sozinha – sem parceria – de cabo a rabo, inaugurando a leva de composições do ‘Ouro’.”
O clipe é dirigido pela dupla Cinza, formada pelos diretores José Menezes e Lucas Justiniano, e é o início do encerramento do ciclo de seu primeiro disco, uma vez que ela já está começando novas composições. “A leva de músicas novas estão chamando a abertura de um novo ciclo”, explica.
Que bordoada este novo single do Emicida – e como não bastasse o sample de Belchior e a virulência e delicadez que ele aborda o tema da depressão, “Amarelo” ainda reúne o rapper a Majur e Pabllo Vittar. ““Quando meu irmão Criolo lançou o seu disco ‘Ainda Há Tempo’, uma coisa que me chamou muito a atenção foi a sua liberdade criativa, sua capacidade de ir da densidade à doçura com tanta naturalidade e também como suas palavras soavam como as palavras de um velho amigo que nos alegra ao dizer o que precisamos ouvir para levantar a cabeça e seguir em frente em uma vida muitas vezes difícil”, ele me explica por email. “Todos esses atributos em um único projeto foram edificantes para nóiz. Homenagear esse passo que pudemos assistir nascer de um lugar privilegiado, na extinta Central Acústica é, para mim, uma forma de dizer: ‘Obrigado, Criolo. Você é um mestre’. Também é uma oportunidade de darmos atenção a frase que continua fazendo tanto sentido ainda hoje – atenção – como pede o amarelo dos semáforos, pois ainda há tempo.”
Ele lança mais um disco esse ano – e a partir destes dois primeiros singles (além de “Amarelo” ele também lançou a paulada “Eminência Parda“) dá pra ver que ele não vai pegar leve.
Quando o punk pop é tão inofensivo- e delicioso – que torna-se irreversivelmente pop – e o clipe que as Regrettes fizeram para sua ótima “I Dare You” apenas amplifica a onda boa que o grupo emana.
Demais.
Tiveram a manha de isolar só as partes do contrabaixo do Paul McCartney no disco mais clássico dos Beatles, saca só:
A saga retrô está prestes a ter seu terceiro capítulo revelado e parece ter conseguido fazer a transição da infância à adolescência e se transformar em um filme de terror dos anos 80 – de vez. O último trailer nos enche de referências – e esperanças.
Duas pontas do indie brasileiro deste século, a princesa do MySpace Mallu Magalhães e o príncipe da sofrência Tim Bernardes, se reúnem numa versão para uma música da carreira solo do vocalista d’O Terno, gravado no quintal do selo Risco.
Fabiana Lian e Vladimir Safatle tinham personalidades públicas muito diferentes quando se encontraram nos anos 90 para registrar o disco que lançam agora, 25 anos depois, chamado Músicas de Superfície. Ela cantava em projetos de música eletrônica e integrava o grupo Mawaca, enquanto ele era estudante de filosofia na USP. De lá pra cá, ela estabeleceu-se como produtora musical, trabalhando em shows de artistas internacionais que vinham ao Brasil, nomes tão diferentes quanto Metallica, Madonna, Television e Jon Spencer Blues Explosion, e criou a escola de negócios de música On Stage Lab (além de ser mãe de Luiza Lian). Ele estabeleceu-se como acadêmico, tornando-se um dos grandes nomes da filosofia brasileira e um dos principais pensadores de esquerda do país. Os dois se reencontraram musicalmente no início do ano e resolveram resgatar as gravações que fizeram entre 1994 e 1998, voltando a fazer shows e finalmente preparando o lançamento do disco de décadas passadas. Entre a música erudita e a canção lírica, os dois encontram-se num lugar muito específico e quase não-pop, embora conquiste pelas camadas densas de romantismo e introspecção. Uma primeira amostra está sendo lançada aqui no Trabalho Sujo, quando os dois mostram o primeiro single, “Sangue e Geometria”. Logo depois os dois contam a história destas Músicas de Superfície (que chega às plataformas digitais na próxima sexta e tem show de lançamento no Blue Note no dia 3 de julho) e falam dos próximos passos.
Mal dá pra acreditar que Tim Gane e Laetitia Sadier ressuscitaram seu Stereolab para fazer shows este ano. Olha que beleza essa apresentação deles no Primavera.
E será que vão voltar a compor juntos? Imagina um disco novo do Stereolab em 2019…
O primeiro trailer de Rolling Thunder Revue, novo documentário que Scorsese fez sobre a clássica turnê de Bob Dylan em 1975, é maravilhoso.
O filme estreia na Netflix dia 12 de junho.
Eis o Cure tocando a íntegra de seu clássico Disintegration no aniversário de 30 anos do disco, na Opera House de Sydney, na Austrália, na quinta-feira passada, dia 30 de maio. Foi o último dos cinco shows que Robert Smith fez naquela cidade e todos começaram de um jeito incrível: em vez de gastar toda a emoção do grupo ao vivo com a sensacional abertura do disco, o grupo veio com uma lista de lados B e canções que não entraram no disco na época, um aquecimento esperto para um show perfeito. O vídeo abaixo conta com a íntegra da transmissão online e o show em si começa aos dezesseis minutos e meio.
Sente o setlist:
“Delirious Night”
“Fear of Ghosts”
“Noheart”
“Esten”
“2 Late”
“Out of Mind”
“Babble”
Disintegration
“Plainsong”
“Pictures of You”
“Closedown”
“Lovesong”
“Last Dance”
“Lullaby”
“Fascination Street”
“Prayers for Rain”
“The Same Deep Water as You”
“Disintegration”
“Homesick”
“Untitled”
Bis
“Burn”
“Three Imaginary Boys”
“Pirate Ships”
O grupo deve voltar a celebrar o disco ao vivo em seu próprio festival, o Pasadena Daydream, que acontece em julho, nos EUA.










