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Vocês conhecem a entrevistada do Bom Saber desta edição, minha querida amiga Larissa Conforto. Ex-baterista da banda Ventre, ela concluiu o processo de transformação musical ao assumir o nome Àiyé e lançar seu primeiro disco (Gratitrevas) bem no início da quarentena, o que interrompeu seus planos imediatos bem como ressignificou seu trabalho, que visto sob o prisma dos dias que estamos passando ganha uma conjuntura bem mais aprofundada. Falamos sobre isso e sobre todo seu processo de transformação artístico, bem como o impacto que o Brasil e a pandemia têm feito em nosso dia-a-dia e como podemos sair dessa. Sempre uma ótima conversa.

O Bom Saber é meu programa semanal de entrevistas que chega primeiro para quem colabora com meu trabalho, como uma das recompensas do Clube Trabalho Sujo (pergunte-me como no email trabalhosujoporemail@gmail.com). Além de Dodô, já conversei com Bruno Torturra, Roberta Martinelli, Dodô Azevedo, Ian Black, Negro Leo, João Paulo Cuenca, Fernando Catatau, André Czarnobai e Alessandra Leão – todas as entrevistas podem ser assistidas aqui ou no meu canal no YouTube, assina lá.

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O trio chapado Khruangbin comemora o aniversário de 50 anos do eterno hipster Beck nesta quarta-feira, ao lançar uma versão remix para o funk oitentista “No Distractions“, que ele gravou em seu disco de 2017, Colours, deixando o groove em câmera lenta e toda a vibe bem mais viajandona como o groove do grupo.

Seis anos do 7 a 1

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O Gambitos de Fabio Bianchini lembra a data do vexame da seleção brasileira de 2014 ao lançar o clipe de um single que traduz o espírito dos dias de hoje, “Uma Palavra em 7a1emão”, nesta quarta-feira, 8 de julho. “Não tem como dar tudo certo; tudo errado também não vai dar; tentar um média decente é a história de qualquer lugar”, ele sussurra sobre uma base indie-pop com guitarra praiana, lembrando que desde então “todo dia é um 7 a 1”.

O clipe ainda tem uma versão instrumental, pra você cantar com os amigos.

“Uma Palavra em 7a1emão” faz parte do EP Ilha de Pathos pt. 2 que ele lançou no final de abril pelo Midsummer Madness.

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Por mais que o tema e a abordagem não pareça apontar para este lado, a série The Boys, inspirada na HQ de Garth Ennis e Darick Robertson foi uma das melhores leituras sobre o estado da política em 2019, ano de lançamento da primeira temporada, batendo de frente em outras séries que estavam muito mais ligadas a este tema, como Chernobyl, Years and Years ou Handmaid’s Tale. É que a história do grupo de anti-super-heróis temperada com muita violência gráfica não precisa ser levada ao pé da letra para ser compreendida como crítica às transformações culturais desta virada de década. E a segunda temporada parece seguir na mesma toada, abrindo com os protagonistas da série sendo declarados procurados pela polícia no trailer da segunda temporada.

Antes do trailer, o elenco se reuniu em uma videoconferência para anunciar a data de lançamento da nova temporada (dia 4 de setembro) e aproveitou para antecipar os três primeiros minutos do primeiro episódio (que podem ser assistidos a partir de 47:30 no vídeo abaixo).

É só manter o ritmo da primeira temporada que o sucesso é garantido.

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Com toda a onda revisionista dos Beastie Boys, ficou faltando um papo mais aprofundado com o diretor do primeiro disco do trio nova-iorquino, Rick Rubin, responsável por transformar a banda em um fenômeno cultural no meio dos anos 80. Coube ao podcast Broken Record cobrir esta lacuna ao reunir Rubin, que também discotecava com os Beastie Boys como o DJ Double R, com os sobreviventes da banda, MCA e Ad-Rock, que não se falavam há duas décadas – e apenas porque nunca mais tinham se visto. Velhos amigos, deram boas gargalhadas como se nunca tivessem ficado sem se ver, relembrando causos, histórias e tirando a limpo alguns pontos de suas histórias que ficaram no ar. O podcast é em inglês e ainda conta com a participação do diretor Spike Jonze, que conduziu o documentário ao vivo que o grupo lançou no primeiro semestre.

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Chazwick Bundick, que assina seu nome como Chaz Bear desde 2017, aproveitou a quarentena para desenterrar seu primeiríssimo disco, em versão instrumental que nem chegou a lançar na época. O problema é que as masters do disco se foram quando seu carro foi roubado em 2009 e ele ficou apenas com as bases instrumentais, que resolveu lançar mesmo assim. Causers of This é uma espiada em seu passado chillwave, quando ainda experimentava timbres e beats em seu quarto, longe do deep soul eletrônico que faz atualmente – mas dá pra sacar os elementos sendo germinados ali…

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Mais uma novidade da segunda temporada do CliMatias é o programa semanal Cine Ensaio, que apresento ao lado do André Graciotti, que ministrou comigo cursos de cinema no último ano, e que trará discussões semanais sobre filmes, atores, diretores, movimentos cinematográficos, arte e mercado. Na primeira edição, conversamos sobre o que torna o filme um clássico e quais são os novos clássicos.

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O curta metragem francês La Télévision, œil de demain, feito em 1947, por J.K Raymond-Millet mirou na televisão ao tentar prever os efeitos do novo aparelho na sociedade e acertou que no futuro andaríamos enfiados com as caras em nossos celulares, esbarrando uns nos outros e até causando acidentes de trânsito por isso.

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O documentário The Go-Go’s. batizado apenas com o nome do grupo norte-americano, se dispôs a contar a história da primeira banda superstar formada só por mulheres que também tocavam seus próprios instrumentos. Crias do punk norte-americano, elas foram um dos principais grupos new wave dos anos 80 (tocaram até no primeiro Rock in Rio, em 1985).

E o filme, que estreia no canal norte-americano Showtime no dia primeiro de agosto, também incentivou a volta do grupo, que irá lançar o primeiro single em vinte anos no dia anterior. “Club Zero” já está em pré-venda.

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O lendário diretor John Carpenter, conhecido por ter revolucionado o cinema de horror e pelas trilhas assustadoras que compõe para os próprios filmes, vêm estabelecendo sua carreira como músico para além das telas de cinema e depois de lançar o disco Lost Themes II, em 2016, quando mostrou pela primeira vez músicas que nunca tinham chegado à salas de cinema, mostra que está disposto a seguir sua carreira como músico ao lançar duas faixas inéditas, a tensa “Skeleton” – que poderia estar na trilha de qualquer distopia urbana de qualquer época, como Fuga de Nova York, Goodfellas ou Drive – e “Unclean Spirit” – que poderia ter saído dos filmes de Dario Argento.

Carpenter é filho de um professor de música e estudou música na Universidade do Sul da Califórnia, antes de dedicar-se ao cinema. Nos trabalhos mais recentes, ele tem tocado ao lado do filho Cody e do afilhado Daniel Davies. O novo single será lançado em vinil pela gravadora Sacred Bones e já está à venda.