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Nos encontramos em Brasília e quase fizemos um DM diretamente do Planalto Central, mas foi bom que o primeiro programa do ano não fosse realizado na minha cidade, pois além do deslumbre literal que acometeu Dodô, também pudemos refletir sobre a tragédia que abateu-se sobre a cidade uma semana após a posse do novo presidente. Falamos portanto dessa resistência fascista, mas dedicamos, sem querer, o programa a um panorama sobre Brasília em que eu, nativo, falo sobre as características específicas e históricas de nossa capital e Dodô, forasteiro, faz sua leitura de fora da cidade especificamente neste novo momento que felizmente estamos atravessando.

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Você conhece o capixaba Daniel Furlan dos filmes que faz na internet – e que aos poucos foram ganhando a TV e outras mídias – há mais de uma década: um dos fundadores da TV Quase, ele é um dos responsáveis por sucessos como O Último Programa do Mundo, Choque de Cultura, Amada Foca, Falha de Cobertura, O Irmão do Jorel e Baixo Astral que tanto impregnam nosso imaginário coletivo brasileiro recente. O ator e escritor, que interpreta personagens como o motorista de van Renan de Almeida, o comentarista Craque Daniel ou o padre Eliseu, aproveita o início de 2023 para lançar uma nova frente de atuação, desta vez musical: o projeto Tropical Nada, que lança seu primeiro clipe em primeira mão no Trabalho Sujo. Assista abaixo:

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A primeira sexta-feira do ano começou maravilhosamente bem, com o mestre cearense Don L se afirmando cada vez mais como um dos maiores nomes da música brasileira atual. Sempre escudado pelo trio DJ Roger, Terra Preta e Alt Niss (esses dois tão cantando cada vez mais!), o guerrilheiro da voz apresentou-se no Sesc Bom Retiro, quando desfilou seus clássicos mais recentes e ainda anunciou, como quem não quer nada, o volume 2 de seu Caro Vapor, que completa dez anos neste ano que começa. 2023 promete!

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Ele sempre se supera: depois do ótimo filme sobre si mesmo no ano passado (O Peso do Talento), em seu próximo filme Nicolas Cage vive ninguém menos que o Conde Drácula. Em Reinfeld, Nicholas Hoult (o ex-menino de About a Boy que depois fez Skins, X-Men, Warm Bodies, Mad Max Fury Road e o recente O Menu) vive o personagem título, que começa o filme discutindo a relação tóxica que tem com seu patrão – até que descobrimos que ele é o capanga do vampiro secular, vivido por Cage com toda a fleuma hiperbólica característica de sua atuação. Pelo trailer, o filme parece ser ótimo, assista abaixo: Continue

Feliz 2023! E o primeiro Tiny Desk Concert do ano é com o melhor projeto paralelo do Radiohead. assista abaixo: Continue

“Há vinte anos, a palavra ‘algoritmo’ tinha um sentido comum muito diferente do que tem hoje, era uma palavra pra quem queria programar robôs, inteligência artificial através de computadores que fariam coisas grandes como conquistar outros planetas ou dominar o mundo tipo Skynet”, lembra Pedro Bonifrate, que está comemorando os 20 anos de sua carreira regravando quatro canções de duas décadas atrás, que foram registradas no EP Sapos Alquímicos na Era Espacial. Estas quatro músicas ressurgem num novo EP que, teoricamente, ainda sai esse ano. Ele já lançou duas destas regravações (“Casa com Piano” e “Radiação Verde“) e agora surge com a terceira, que ele lança oficialmente nesta sexta-feira e que antecipa em primeira mão para o Trabalho Sujo. “Um velho amigo e eterno nerd da física veio com essa piada sobre uma banda chamada Inteligência Artificial (I.A.) & Seus Algoritmos, que transformei nessa canção. O dia que quem sabe chegaria na letra da canção chegou faz tempo, e hoje temos várias bandas formadas por robôs e canções escritas por inteligência artificial pelo mundo afora, mas alguma já virou hit?”.

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Curitiba pode não ter uma tradição de bandas de rock, embora alguns exemplos esporádicos mantenham essa chama acesa na capital paranaense. Um destes é o grupo Blindagem, que na virada dos anos 70 para os anos 80, conseguiu sair das fronteiras do estado especialmente por sua conexão com o poeta Paulo Leminski, que era parceiro do vocalista original da banda, Ivo Rodrigues, que faleceu há doze anos. Mas o grupo seguiu em atividade e agora preparam-se para o relançamento de seu disco de estreia, batizado apenas com o nome da banda, que foi lançado em 1981. Para voltar no tempo com novidades, os remanescentes Alberto Rodriguez (guitarra e vocal), Paulo Teixeira (guitarra e vocal), Paulo Juk (baixo) e Marinho Jr (bateria), resgataram a música inédita “Saca Marmanja”, que foi gravada para o primeiro disco mas ficou de fora e é a única colaboração de Leminski com todos os integrantes da banda. Além da versão arqueológica, que será lançada nessa sexta-feira mas pode ser ouvida em primeira mão aqui no Trabalho Sujo, o grupo também preparou um clipe com imagens da banda ao vivo na época, ainda com seu vocalista original. “Nossos últimos meses tem sido de muita expectativa, uma mais positiva que a outra”, explica o baixista Juk. “Encontrar ‘Saca Marmanja’, que pode-se dizer que foi a única obra que a banda compôs coletivamente com nosso amigo Paulo Leminski, foi um achado muito valioso. Ela ficou perdida por quase 40 anos. Chegamos a gravá-la para o primeiro LP, mas por fugir muito ao estilo do álbum, acabou ficando de fora. Nunca mais tocamos a música ao vivo, nem gravamos em nenhum álbum seguinte. E, de repente, encontrar essa gravação foi fantástico! Depois, poder ouvi-la remasterizada, mesmo se tratando de um ensaio, foi muito emocionante!”.

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Que notícia pesada. Fuçando aqui nos meus arquivos, encontrei o vídeo de um show que Gal fez quando cobri a Flip pela primeira vez, em 2014. Já tinha visto outros shows dela e não tinha gostado do Recanto, seu disco mais recente à época, mas não tinha como não ir lá conferi-la tocando de graça na Praça da Matriz no centro de Parati. Acompanhada por um trio de meninos – Pedro Baby na guitarra, Domenico Lancelotti na bateria e Bruno Di Lullo no baixo -, ela não levou muito tempo para mostrar porque era uma das maiores cantoras do Brasil. Rever essa apresentação de “Vapor Barato” me trouxe a mesma sensação que tive ao vê-la ao vivo: a de estar minúsculo frente a uma gigante. Não consigo nem pensar em quais palavras usar para definir sua falta, por isso reforço sua presença eterna. É como ela diz na música de Jards que tornou sua: “Sim, eu estou tão cansado, mas não pra dizer que eu não acredito mais em você…”

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Femme Frame, temporada de um mês que Ava Rocha deu início nesta primeira segunda-feira de novembro no Centro da Terra, foi uma expedição rumo ao processo criativo da cantora e compositora carioca. Ela começou acompanhada apenas por Victoria dos Santos na percussão, seguida logo depois pela guitarra dissonante de Gabriel “Bubu” Mayall, até que recebe a aparição mágica dos irmãos Gustavo e Tulipa Ruiz . As duas cantoras se encontraram na bela “Lilith”, composta por ambas para o disco mais recente de Ava, Trança, e se engalfinharam num dueto que culminou essa peregrinação ao cérebro de Ava. As próximas noites terão novas surpresas, não dê mole!

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O segundo dia da versão paulistana do Primavera Sound correu ainda mais suave do que o primeiro. Talvez por não ter atrações tão midiáticas quanto Arctic Monkeys ou Björk, o domingo do festival atraiu um público mais afeito ao trabalho dos artistas – ou, melhor dizendo, das artistas. O festival consagrou uma versão feminina do pop contemporâneo que se traduzia tanto no público quanto no astral coletivo, deixando tudo mais receptivo e suave, tolerante e acolhedor. O domingo foi das mulheres e mesmo que Travis Scott tenha atraído uma enorme massa para o palco do patrocinador principal (o pior palco do evento, disparado), corações e mentes foram tragados pela alma fêmea do festival, que no segundo dia foi representada especificamente por Phoebe Bridgers, Jessie Ware (o melhor show de todo o fim de semana!), Lorde e Arca.

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