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Entre extremos

Mais uma noite no Centro da Terra dentro da temperada Linha do Tempo Contínuo que Sandra Coutinho está conduzindo às segundas de agosto lá no teatro – e desta vez ela puxou dois extremos de sua carreira. Na primeira parte, juntou-se a Paula Rebellato (teclados, efeitos e voz) e Mari Crestani (guitarra e sax) para meia hora de improviso livre, uma de suas viagens atuais. Depois foi a vez de recriar o manifesto pós-punk new wave new age AKT, supergrupo liderado por Sandra no início dos anos 90, cujo repertório foi recriado por Bibiana Graeff (teclados, acordeão e vocais), Silvia Tape (guitarra e vocais) e Rodrigo Saldanha (bateria), num exercício pouco nostálgico cuja química da nova formação pede por novas composições. E na segunda que vem Sandra encerra a temporada puxando o lado B das Mercenárias! Imperdível!

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Mestre do cinema de horror e ficção científica do final do século passado, John Carpenter também é um dos pioneiros no uso dos sintetizadores na música pop, usando o instrumento como o principal fio condutor musical das trilhas sonoras de seus filmes, que ele mesmo compõe. E desde a década passada o cineasta vem abrindo seus próprios arquivos musicais para lembrar de temas que ficaram de fora de suas trilhas, recriar outros temas clássicos e obscuros de seus filmes, voltando, inclusive, a fazer shows ao vivo com estas composições. Acompanhado sempre do filho Cody Carpenter e do afilhado Daniel Davies (que, por essas coincidências da vida, é filho do guitarrista do Kinks, Dave Davies), ele lançou a série de discos Lost Themes, compôs algumas trilhas sonoras novas (para os remakes que o estúdio Blumhouse fez para Halloween, Halloween Kills e Firestarter) e a coletânea Anthology: Movie Themes 1974–1998, lançada em 2017. Agora o diretor anuncia o segundo volume desta compilação e Anthology II: Movie Themes 1976-1988, que será lançada no início de outubro (já em pré-venda) e reúne temas de filmes como seus três Halloween, Fuga de Nova York, Aventureiros do Bairro Proibido, Príncipe das Sombras, A Bruma Assassina e Assalto à 13ª DP, além de três temas que seriam usados na trilha do clássico O Enigma de Outro Mundo, antes que o italiano Ennio Morricone assume as composições.

Abaixo você ouve a nova versão para “Chariots of Pumpkins”, do terceiro Halloween, de 1982, vê a capa do novo disco e a ordem das músicas regravadas: Continue

Repetindo a deliciosa dobradinha que fizeram em 2015 (na faixa “Wide Open”), dois titãs dos anos 90 voltam a se reencontrar em um single lançado nesta segunda-feira. “Skipping Like A Stone” é mais uma faixa do próximo disco dos Chemical Brothers, For That Beautiful Feeling, que será lançado no mês que vem, e traz mais uma vez Beck nos vocais de uma música da dupla de dance music. O nerd norte-americano solta todo seu lado de crooner e leva o transe eletrônico de Tom Rowlands e Ed Simons para a seara da soul music e o resultado é deliciosamente irresistível.

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E já que vínhamos falando dos Talking Heads, viram o trailer novo que a A24 preparou para o relançamento de Stop Making Sense, o filme que Jonathan Demme fez sobre a banda de Nova York ao vivo? Ainda não tem notícias sobre a vinda do filme para o Brasil, mas ia ser tão bom se pudéssemos ver por aqui…

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Os fãs dos Mutantes já devem conhecer a participação do grupo paulistano no programa português Discorama, que dedicou meia hora de sua edição ao grupo de Arnaldo Baptista, Rita Lee, Sergio Dias e Dinho Leme em 1969. O programa já circulava online há tempos, mas com a marcação de tempo estampada sobre o vídeo como uma marca d’água. Mas a emissora RTP acaba de disponibilizar a versão do programa na íntegra em seu site oficial (assista aqui).

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Um passo importante – talvez o mais difícil- em uma reconciliação histórica foi dado quando a revista People publicou uma entrevista com o ex-líder dos Talking Heads David Byrne, que reconheceu ter sido escroto com seus colegas de banda nos últimos anos da carreira do grupo. “Eu não era uma pessoa legal para ficar junto quando eu era mais jovem”, contou o cantor norte-americano para o site da revista. “Quando estava trabalhando com os Talking Heads eu era meio tirânico. Depois eu aprendi a relaxar e também que ao colaborar com outras pessoas os dois lados ganham mais em uma boa relação do que em vez de eu dizer a todos o que fazer. Acho que não lidei bem com isso e o final foi meio feio.” E por mais ególatra que Byrne poderia ser, ele pelo menos manteve essas questões na esfera privada, ao contrário de outros integrantes da banda, como o casal Tina Weymouth e Chris Frantz, que sempre reclamaram em público que Byrne tinha sido egoísta e que a banda só não voltava por culpa dele. O outro integrante do grupo, Jerry Harrison, mantêm uma relação cordial com David e nunca veio a público expor rusgas do passado. Mas às vésperas do primeiro reencontro em duas décadas, o improváveis mea culpa de Byrne pode caminhar para um pedido de desculpas e uma reconciliação transparente e franca, aos olhos dos fãs. Isso ainda é muito longe de uma volta aos palcos, mas sinto que estamos só no começo de uma longa jornada que envolve uma das maiores bandas da história da música pop.

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Na próxima quinta-feira, dia 24, o grupo Garotas Suecas mostra seu recém-lançado disco 1 2 3 4 pela primeira vez ao vivo, no Auditório do Sesc Vila Mariana, num show em que o quarteto paulistano, uma instituição do rock independente da cidade, às vésperas de completar duas décadas em atividade, me convidou para fazer a direção. Assim, pensamos juntos em como mostrar um disco que ao mesmo tempo é um retrato da época trevosa que estamos finalmente saindo, e também tem uma importância crucial nestes quase vinte anos de banda. Os ingressos para o show já estão à venda (neste link) e a banda ainda traz algumas surpresas, que estão preparando nos ensaios. Enquanto isso, vão arredondando cada vez mais o disco novo só os quatro, como filmei nessa versão para “Todo Dia É Dia de Mudança”.

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Domingo passado o Brasil pode assistir, depois de acompanhar a série de trapalhadas do evento que proporcionou aquele encontro, ao momento em que Caetano Veloso dedicou ao seu Transa acompanhado de ninguém menos que Jards Macalé, Tutty Moreno e Áureo de Souza, que tocaram no clássico disco de 1972. E enquanto o festival não disponibiliza online sua versão do show, transmitida ao vivo pelo YouTube do evento, coube ao herói youtuber Vingador de Lampião, colocar a sua própria captação da íntegra do show online.

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E não é só a capa: Ana Frango Elétrico começa a mostrar seu terceiro disco com a groovezeira “Electric Fish”, que lançou de surpresa no início desta quarta-feira. Primeira música de Me Chama de Gato Que Eu Sou Sua a vir a público aos poucos revela a nova personalidade musical de sua autora ao reunir cobras como Sérgio Machado, Alberto Continentino e Guilherme Lírio, entre outros, em sua banda-base, o que dá um outro patamar ao novo degrau na carreira da carioca.

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Tatá Aeroplano soltou um disco de surpresa! Em Boate Invisível, que ele lançou na meia-noite desta segunda pra terça, sem sobreaviso ele reuniu a banda com quem já vem trabalhando há anos (o power trio Bruno Buarque, Dustan Gallas e Junior Boca às vocalistas Kika e Malu Maria) para compor um disco no estúdio, sem canções ou atranjos prontos, para que tudo fluísse coletivamente. O resultado é um delicioso disco dançante, embebido no pop dos anos 80, equilibrando sua natureza festiva com o que ele descreve na faixa-título como “melancolia New Order”. Bom demais.

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