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Comemorando os 25 anos do disco que viu o R.E.M. deixar de ser um quarteto para tornar-se um trio, após o baterista Bill Berry ter decidido se aposentar, o clássico grupo indie revisita seu ótimo Up em edição comemorativa que será lançada no dia 10 de novembro. Além do disco remasterizado, a nova edição ainda vem com um show inteirinho gravado à época do lançamento… durante as gravações do seriado Party of Five. Foi a primeira vez que a banda foi convidada a participar de um seriado, quando participou tocando no Palace Theatre, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Como estavam prestes a entrar em turnê, aproveitaram a oportunidade para ensaiar um show e fizeram praticamente uma apresentação privada para pouco mais de cem fãs, além de integrantes da equipe e do elenco do seriado (você lembra: Neve Campbell e Jennifer Love Hewitt no auge de suas famas, Matthew Fox antes de tornar-se o Jack de Lost). Além da música incluída no seriado “At My Most Beautiful”, single de lançamento do novo disco, o grupo ainda tocou clássicos como “What’s the Frequency, Kenneth?”, “Losing My Religion”, “It’s the End of the World As We Know It (And I Feel Fine)” e “Man on the Moon”. E para anunciar o novo lançamento, que já está em pré-venda, o grupo antecipou mais uma faixa do show que nunca foi lançado, “Daysleeper”, outra faixa de Up.

Ouça abaixo (além de assistir à participação do grupo no seriado): Continue

Na próxima sexta-feira as Breeders lançam a edição comemorativa dos 30 anos do clássico dos anos 90 Last Splash, o disco que consagrou a banda das irmãs Kim e Kelley Deal como algo maior do que um projeto posterior aos Pixies (algo que, ironicamente, aconteceu com a carreira solo de Frank Black). E além do disco remasterizado na íntegra, a nova edição ainda traz um compacto com duas faixas inéditas, esquecidas nos arquivos da banda da época do disco: a novíssima “Go Man Go”, composta com o ex-vocalista de sua banda anterior, quando ele ainda chamava-se Black Francis, e uma inacreditável versão de “Divine Hammer” com o guitarrista do Dinosaur Jr., J. Mascis, nos vocais. O grupo havia mandado uma demo da música para que ele pusesse guitarras e não acreditaram quando ouviram que ele assumiu os vocais da faixa que é uma das grandes assinaturas musicais do grupo. Rebatizada de “Divine Mascis” ela foi apresentada ao público nesta quarta e é de chorar.

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Pesado esse show que a Bike fez com o Tagore nessa terça-feira no Centro da Terra, enfileirando hits da lisergia brasileira que colocava os dois artistas num cânone viajandão que enfileirava Arnaldo Baptista solo (LSD), Pedro Santos (“Um Só”), Cérebro Eletrônico (“Pareço Moderno”), Júpiter Maçã (“Um Lugar do Caralho”), Fábio (“Lindo Sonho Delirante”), Tom Zé (“Parque Industrial”) e Violeta de Outono (“Declínio de Maio”), entre outros clássicos da música psicodélica brasileira, todos rearranjados com muito peso, microfonia e ritmo, cortesia da química entre os integrantes da banda paulista. O ápice da apresentação foi quando o grupo soltou Tagore em cima de dois hinos do udigrudi nordestino, quando emendou “Vou Danado pra Catende” de Alceu Valença com “Nas Paredes da Pedra Encantada Os Segredos Talhados por Sumé” do mitológico Paebirú, de Zé Ramalho e Lula Côrtes, que contou com uma interpretação possessa do vocalista pernambucano.

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Na terceira apresentação da temporada Águas Turvas que Dinho Almeida está fazendo no Centro da Terra, ele finalmente pode começar sem pisar em ovos e se nas duas segundas-feiras anteriores o guitarrista dos Boogarins esteve sozinho no palco a maior parte do tempo (apenas dividindo-o no final da segunda noite, com os irmãos Bebé e Felipe Salvego), nesta ele começou com um grupo de amigos que é praticamente sua família paulistana: o casal Carabobina – Raphael Vaz, baixista de seu grupo, e Alejandra Juliani -, com seu sotaque andino-psicodélico e a violinista gaúcha Desirée Marantes moram na mesma vila que o compositor goiano, tornando o encontro praticamente um programa de família, que ainda contou com as texturas e beats eletrônicos do parceiro Bruno Abdalah. Juntos, este grupo de camaradas deixou Dinho à vontade para fazer a noite mais experimental de sua temporada até agora, buscando pontos além da melodia e da canção, explorando camadas de drone e som horizontal com sua voz e guitarra elétrica. Uma noite hipnotizante.

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Quem voltou a dar o de sua graça foi Johnny Jewel, a cabeça por trás dos saudosos Chromatics e capo do selo Italians Do It Better, que acaba de anunciar o lançamento da trilha sonora do filme holandês The Witch, escrito e dirigido por Fien Troch. Com influências confessas John Carpenter, Goblin, e Tangerine Dream, a trilha foi anunciada com a música batizada com o nome da protagonista do filme, uma adolescente de quinze anos chamada “Holly”. É inevitável perceber as referências à trilha do Suspiria de Dario Argento que a banda prog italiana Goblin compôs em 1977. A trilha já está em pré-venda e deverá ser lançada no dia 13 de outubro.

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Joni Mitchell segue abrindo seus arquivos e a próxima caixa de lançamentos está prevista para o início do mês que vem: Joni Mitchell Archives, Vol. 3: The Asylum Years (1972-1975), já em pré-venda, como o título entrega cobre o período em que a cantora e compositora canadense esteve na gravadora Asylum e gravou os discos For the Roses (1972), Court and Spark (1974) e The Hissing of Summer Lawns (1975), inspirados pela mudança drástica que fez em sua carreira naquele período, quando parou de fazer shows e mudou-se para a região de Sunshine Coast, na costa oeste canadense. O novo cenário mudou o ritmo e os temas de suas canções, além de aproximar sua musicalidade do jazz. Como as caixas anteriores, The Early Years (1963-1967) lançada em 2020, e The Reprise Albums (1968-1971), de 2021, esta também reúne uma série de gravações inéditas tiradas do arquivo da própria Joni com supervisão dela mesma. E além de duas faixas gravadas com Graham Nash e David Crosby e versões alternativas para cada uma das faixas dos discos, o lançamento ainda traz músicas que a compositora e musicista deixou de fora de sua discografia, como esta maravilhosa “Like Veils Said Lorraine”, que ela mostra antes do lançamento e que muito artista daria alguns anos de vida para ter composto.

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Cataclisma sonoro

Quem foi ao Sesc Avenida Paulista nesta quinta-feira pode aproveitar mais uma avalanche sonora provocada pelo Test em sua versão hiperbólica, a Test Big Band, e só quem esteve presente tem noção do impacto que foi essa primeira apresentação que o grupo faz neste formato depois da pandemia. Além dos heróis João e Barata, os responsáveis por esse cataclisma de som que o público pode assistir, eles contaram com Sarine na percussão, Bernardo Pacheco no baixo, Alex Dias no contrabaixo acústico, Rayra da Costa nos eletrônicos, Livia Cianciulli no saxofone, Romulo Alexis no trompete, Flavio Lazzarin na bateria, Tomas Moreira, Chris Justtino e Jonnata Doll nos vocais e Maureen Schramm na luz. Vida longa ao Test!

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O Campo Magnético que batizou o encontro de Maurício Takara e Guizado nesta quarta-feira no Centro da Terra é o da convivência artística. Os dois já participaram juntos de inúmeros shows e projetos, tocando seus próprios trabalhos ou em bandas de outros artistas numa amizade que atravessa décadas. Mas os dois nunca tinham estado sozinhos num mesmo espaço para criar juntos e entraram numa sintonia fina cada um com suas ferramentas: Takara disparando samples, bases eletrônicas, puxando percussão e até um trumpete piccolo, enquanto Guizado conduziu a partir de seu instrumento, o trumpete, processado por um computador, em que adicionava efeitos, e também sampleando a própria voz. Foram duas longas imersões em que a conexão musical dos dois era quase palpável.

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Imagine que um dos nomes que você cresceu escutando resolve gravar um disco só com as músicas de sua banda? Essa sensação estranha e única pode ser sentida pelos quatro integrantes do R.E.M. descobriram que Micky Dolenz, o único sobrevivente dos quatro Monkees, lançaria um EP dedicado apenas à obra do seminal quarteto indie norte-americano. Didaticamente batizado de Dolenz Sings R.E.M., o disco, que já está em pré-venda, será lançado no dia 3 de novembro e para anunciar o álbum, Dolenz liberou uma das quatro músicas que regravou, “Shiny Happy People” (ouça abaixo), que entrará no disco ao lado de “Radio Free Europe”, “Man on the Moon” e “Leaving New York” Continue

Que tal acordar com Ana Frango Elétrico? Essa “Insista em Mim” que a carioca lançou na madrugada desta terça pra quarta-feira é outro sinal que seu próximo disco, Me Chama de Gato Que Eu Sou Sua, parece ser tudo isso que promete: uma balada funky com toques de Lincoln Olivetti (sim, sopros e cordas!) sobre a paixão física e as pequenas coisas que tornam outra pessoa tão singular. E fecha com esse verso tão singelo e intenso ao mesmo tempo: “Pegue o que quiser de mim, me plante agora em seu jardim e se eu murchar me regue, insista em mim”. O novo single é um contraponto perfeito a “Electric Fish“, groovezeira que abre o disco que sai no mês que vem em inglês, e vem acompanhado desse belo clipe feito por Marina Zabenzi. Não custa lembrar que, além de músicas com títulos como “Nuvem Vermelha”, “Coisa Maluca”, “Boy of Stranger Things” e “Camelo Azul”, o disco ainda traz versões para “Debaixo do Pano” da Sophia Chablau e “Dr. Sabe Tudo” do Rubinho Jacobina (ou será que é a do Dilermando Reis?), como dá pra ver no Bandcamp da Ana. Isso só aumenta ainda mais a expectativa em relação ao disco. Veja o clipe e a ordem das músicas abaixo: Continue