Charlie Brooker e Annabel Jones, criadores de Black Mirror, acabaram de anunciar a enigmática retrospectiva Death to 2020, que no Brasil vai se chamar 2020 Nunca mais. Justamente no ano em que não fizeram nenhum episódio (até por que, né…?), eles resolvem recapitular essa triste realidade que habitamos em um programa que não tem data de estreia, parece misturar documentário com ficção e parece que ainda está sendo realizado. O teaser publicado nesta segunda conta basicamente isso, além de elencar seus protagonistas, que incluem Samuel L. Jackson, Hugh Grant, Leslie Jones, Joe Keery, Lisa Kudrow, entre outros.
No anúncio feito na sexta, só avisam que estreia em breve…
Taylor Swift mostra a força de seu Folklore, o disco mais vendido nos EUA este ano, ao emplacar seu próprio especial no Disney+, colocando-se ombro a ombro ao lado de Beyoncé, até então a única artista pop que havia sido lançado material exclusivo para o serviço de streaming do Mickey. Folklore: Sessões no Long Pond Studio é dirigido pela própria Taylor (bem como o Black is King é dirigido pela rainha Bey) e traz Taylor ao lado dos produtores Aaron Dessner e Jack Antonoff tocando as canções do ótimo disco que compuseram em estúdio no primeiro semestre. E ela escolheu o dueto que gravou com Bon Iver, “Exile”, como a música de apresentação do filme, que já está disponível no serviço.
“Exu matou um pássaro ontem com uma pedra que só jogou hoje”: é assim Emicida anuncia, AmarElo – É Tudo Pra Ontem, seu especial de fim de ano, que será exibido dia 8 de dezembro no Netflix, no primeiro trailer que fez do documentário sobre seu disco mais recente e a histórica apresentação que fez no fim do ano passado no Teatro Municipal de São Paulo.
Respeito é pra quem tem.
O grupo inglês Arctic Monkeys acaba de anunciar um disco para 2020, quando tornam oficial o registro do show que fizeram no dia 7 de junho de 2018, quando mostravam pela primeira vez seu excelente Tranquility Base Hotel + Casino para seus conterrâneos, depois de passar pelos EUA e por parte da Europa. Como no show há dois anos, a renda arrecadada na venda deste disco também vai para a ONG War Child UK, que ajuda crianças que sofreram traumas de guerra e que está passando por apertos financeiros devido ao coronavírus. Abaixo, o trailer, a capa e as músicas que estarão no disco, que já está em pré-venda.
“Four Out of Five”
“Brianstorm”
“Crying Lightning”
“Do I Wanna Know?”
“Why’d You Only Call Me When You’re High?”
“505”
“One Point Perspective”
“Do Me a Favour”
“Cornerstone”
“Knee Socks”
“Arabella”
“Tranquility Base Hotel & Casino”
“She Looks Like Fun”
“From The Ritz to the Rubble”
“Pretty Visitors”
“Don’t Sit Down ‘Cause I’ve Moved Your Chair”
“I Bet You Look Good on the Dancefloor”
“Star Treatment”
“The View from the Afternoon”
“R U Mine?”
Eis o trailer de Mank, primeiro filme de David Fincher desde 2014, que, a partir de um roteiro deixado por seu pai, Jack, conta a história do roteirista de Cidadão Kane, Herman J. Mankiewicz. O filme estreia em alguns cinemas do planeta em que irresponsáveis acham que é tranquilo abrir salas de projeção no mês de novembro e chega aos streamings de todo o mundo no dia 4 de dezembro.
E pela estrutura do trailer, o filme parece recriar a estrutura do filme original de Orson Welles que é o assunto central de Mank. E além de vermos o fantástico Gary Oldman como o personagem-título, ainda temos cenas de Charles Dance como William Randolph Hearst e de Amanda Seyfried como sua amante Marion Davies. Mas nada ainda do Orson Welles vivido por Tom Burke…
Há seis anos sem dirigir nenhum filme (apenas produzindo sériados foda como House of Cards, Mindhunter e Love Sex and Robots), David Fincher apresenta, de uma hora pra outra, o trailer de seu novo filme. Mank, cujo roteiro foi escrito pelo falecido pai de Fincher, Jack, conta a história de Herman J. Mankiewicz, o roteirista original do filme Cidadão Kane, de Orson Welles, e a conturbada relação entre os dois à medida em que o hoje clássico estava sendo realizado. Filmado todo em preto e branco e com ninguém menos que o mutante Gary Oldman no papel-título, o filme estreia em alguns cinemas em novembro para chegar ao Netflix no dia 4 de dezembro. Eis o primeiro trailer:
Na paralela, Aaron Sorkin, autor do roteiro de A Rede Social, sobre a ascensão do Facebook, contou, em entrevista ao podcast Happy Sad Confused, disse que topa escrever uma continuação sobre o filme de 2010 se seu diretor original, o próprio David Fincer, topar dirigir, contando “como o Facebook está derrubando a democracia”… Imagina o estrago…
Estreará na próxima segunda-feira, dia 7, dentro da versão compacta do Festival de Veneza, um dos primeiros festivais de cinema a acontecer fora do formato online, o novo documentário da dupla Renato Terra e Ricardo Calil, que dirigiu o já clássico Uma Noite em 67, sobre o terceiro festival da Record. No documentário Narciso em Férias, produzido por Walter Salles, Caetano Veloso lembra da época em que foi preso pela ditadura militar brasileira em 1968, 14 dias após o AI-5 ter sido baixado no final daquele ano. Eis o trailer que acaba de estrear:
O título foi retirado do romance Este Lado do Paraíso, de F. Scott Fitzgerald, e já tinha sido utilizado no livro Verdade Tropical, que Caetano escreveu em 1997, e se refere aos 54 dias em que, além de preso, ficou sem se ver no espelho.
O espetacular show American Utopia, que David Byrne trouxe para a Broadway no final do ano passado depois de ter circulado pelo mundo (passando inclusive pelo Brasil), vai se transformar num filme assinado por Spike Lee – e pelo trailer que acaba de ser revelado, o resultado pode ser épico, com a câmera de Lee movendo-se tão animadamente quanto os 11 músicos, cantores e dançarinos que dividem o palco com o eterno talking head.
O filme estreará em setembro no Festival Internacional de Cinema de Toronto, no Canadá, e depois chega para o público em geral através da HBO, no dia 17 de outubro.
Minha empolgação com filmes do Batman terminou antes que o segundo Batman do Christopher Nolan estreasse: por melhor que fossem as adaptações do diretor de Inception, desde o primeiro filme dava pra saber que ele era outro personagem, de novo, bem diferente do personagem dos quadrinhos. Encarnado em grande estilo por Michael Keaton, Val Kilmer, George Clooney e Christian Bale, o homem-morcego no cinema sempre foi um super-herói porradeiro, um Homem de Ferro monocromático, bem diferente do maior detetive do mundo vendido pelos quadrinhos – um personagem que usa a força quando necessário, mas quase sempre trabalha de forma cerebral. Por melhor que tenha sido a trilogia de Nolan (que não foi tããão melhor assim), ela pecava frontalmente ao transformar o herói em um justiceiro que dependia de armas e tecnologia para fazer seu melhor – sem contar a voz de monstro ridícula que o ator fazia quando colocava a fantasia, que com Bale se tornou uma armadura militar de vez.
Até me animei quando soube que Robert Pattinson (que, depois da saga Crepúsculo, tem se revelado um bom ator) assumiu o lugar de Ben Affleck (um acinte em muitos níveis ao personagem), mas mais pela carreira do novo ator do que propriamente pela possibilidade de finalmente a franquia da DC chegar direito às telonas. Tanto que quando o trailer do novo filme foi anunciado, eu nem me animei nem pra clicar para assistir. Mas alguns amigos falaram para dar uma chance e, tudo bem, é bom. Parece o final da série Gotham (que não vi até o fim) e Pattinson pelo menos não faz voz de monstro quando fala como o super-herói, mas tirando o esperto uso de “Something in the Way” do Nirvana, a impressão é que vamos ver mais do mesmo mais uma vez…
O diretor Matt Reeves tem crédito – é quem segura a câmera no excelente Cloverfield e acerta de jeito em dois filmes da trilogia do Planeta dos Macacos. E o filme ainda traz a Zoe Kravitz de Mulher-Gato, o Paul Dano como Charada, o Colin Farrell como Pinguim, o John Torturro como Carmine Fantino, o Andy Serkis como Alfred e o Jeffrey Wright como Comissário Gordon. Parece promissor, mas não tenho grandes esperanças…
Christopher Nolan peitou a quarentena e a pandemia e vai conseguir estrear seu novo filme nos cinemas ainda em 2020. Mesmo que isso queira dizer que o filme vai estrear onde der, buscando salas de cinema em cidades que já estão em situação mais tranquila em relação ao coronavírus ou que fingem que a pandemia não é tão séria quanto realmente é, como nos Estados Unidos e no Brasil. E o último trailer, com uma música besta do Travis Scott, parece mostrar que a ação verdadeira do novo filme acontece para além das explosões e perseguições que vimos até agora, colocando seus personagens num inusitado cenário de guerra.
Mas mesmo no Brasil Tenet não vai estrear tão cedo – e sua estreia acaba de ser adiada do dia 10 para o dia 24 do mês que vem.










