Você até pode não lembrar do nome de Herb Alpert, mas basta ouvir algumas de suas músicas à frente de seu grupo Tijuana Brass para ter a certeza de já ter ouvido seu inconfundível trompete (e talvez a bela balada “This Guy’s Love with You”, quando cantou pela primeira vez). Sua história, tanto nos palcos quanto nos bastidores, finalmente vai ser contada no documentário Herb Alpert Is…, dirigido pelo mesmo John Scheinfeld que dirigiu os ótimos Chasing Trane e Who Is Harry Nilsson?, que será lançado no início de outubro.
Fenômeno musical nos Estados Unidos desde o início dos anos 60, Alpert também é um marco na indústria fonográfica por ter sido um dos primeiros músicos a ter sua própria gravadora e dar-lhes condições de fazer discos como queriam. A A&M Records, fundada ao lado de Jerry Moss em 1962, foi lar de artistas tão diferentes quanto Procol Harum, Carpenters, Quincy Jones, Joe Cocker, Sergio Mendes, Supertramp, Bryan Adams, Burt Bacharach, Carole King, Joan Baez, Peter Frampton, Human League, Police, entre muitos outros, todos satisfeitos com o tratamento que o selo lhes deu antes de serem vendidos para a PolyGram, no fim dos anos 80. E como se não bastasse isso, ele ainda tornou-se pintor e escultor abstrato reconhecido no mundo das galerias de arte.
Junto com o filme também será lançada uma caixa que reúne 63 canções com o mesmo nome do documentário, que repassa todo o histórico da carreira do músico. A caixa – que em CD terá três discos e em LP cinco vinis – também trará um livro com 180 páginas contando a história do músico e produtor.
Sofia Coppola convocou Bill Murray para fazer outro filme, mas desta vez compor dupla – e não par – com Rashida Jones. On the Rocks, seu sétimo longa, também conta com mais uma música nova da banda do marido, o vocalista do Phoenix, Thomas Mars, com quem a diretora é casada desde 2011 e com quem tem duas filhas. Tanto o trailer do filme quanto o novo single parecem capturar os dois artistas em lugares confortáveis e cômodos – e por isso talvez pareçam meio genéricos de si mesmos (mal que já vem acometendo a banda francesa há pelo menos um disco).
“Identical” também é o primeiro single do novo disco da banda que, aparentemente, será a trilha sonora do novo filme de Sofia.
É a sexta vez que ele participa da trilha de filmes dela, num relacionamento que começou antes do namoro dos dois: em seu segundo filme, Virgens Suicidas, Mars gravou os vocais da música-tema “Playground Love” usando o pseudônimo de Gordon Tracks, e no filme seguinte, Encontros e Desencontros, ela usou “Too Young”, da banda do marido francês. Mas a colaboração dos dois se tornou mais intensa após o casamento, com Mars e o guitarrista da banda, Laurent ‘Branco’ Brancowitz, participando mais ativamente do processo criativo da cineasta. Desde então, o Phoenix já emplacou música em Um Lugar Qualquer (“Love Like A Sunset Part I”), Bling Ring (“Bankrupt!”) e O Estranho Que Nós Amamos (“Ti Amo”).
O trailer de Estou Pensando em Acabar com Tudo parece começar como uma comédia romântica, mas aos poucos a estranheza invade tudo. A partir da viagem de um casal que vai conhecer os pais do outro pela primeira vez, uma série de incidentes improváveis começam a acontecer: ele consegue ouvir seus pensamentos? Por que os pais são tão esquisitos? Quem está naquela foto? E esse cachorro que não para de se enxugar?
Tudo faz sentido quando entendemos que é o novo filme de Charlie Kauffman, autor das histórias de Quero Ser John Malkovitch, Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças e Adaptação, além de diretor dos belos e bizarros Synecdoche, New York e Anomalisa. Estou Pensando em Acabar com Tudo é seu terceiro filme, baseado no livro de mesmo nome de Iain Reid, Jessie Buckley (de Chernobyl) Jesse Plemons, Toni Collette e David Thewlis no elenco, e estreia pelo Netflix, dia 4 de setembro.
O novo filme da hipster que todos amamos Miranda July, Kajilloinaire, tem estreia prevista para o próximo mês e acompanha um casal de picaretas (vividos por Richard Jenkins e Debra Winger) que treinou sua filha (nossa querida Dolores de Westworld, Evan Rachel Wood) para ser uma exímia golpista, mas a vida deles muda com a entrada de uma personagem vivida por Gina Rodriguez. É claro que só o anúncio de mais algo produzido por July (seja filme, disco, exposição, blog) merece atenção, mas como ela ainda conseguiu chamar Angel Olsen para cantar uma versão deslumbrante de “Mr. Lonely“, a gélida balada que Bobby Vinton lançou em 1964, no trailer, tocada ao lado de Emile Mosseri, o compositor do filme, as coisas ficam ainda mais sérias…
Lovecraft Country, a nova série de Jordan Peele e J.J. Abrams inspirada na mitologia do escritor de horror H.P. Lovecraft, libera seu último trailer e começa a mostrar seus monstros – especificamente de Cthulhu, o deus supremo deste universo maligno, que finalmente vemos seus tentáculos na tela.
Lovecraft Country estreia dia 16 de agosto, na HBO.
O mestre australiano Nick Cave transmite seu show solitário Idiot Prayer nesta quinta-feira, prometendo tocar música nova e antecipando um trecho de “Galleon Ship”, de seu disco mais recente, o lírico e pesado Ghosteen.
O show não será ao vivo e foi registrado no clássico Alexandra Palace londrino pelo diretor de fotografia irlandês Robbie Ryan, que trabalhou em filmes de Noah Baumbach, Ken Loach, Stephen Frears e Yorgos Lanthimos. E ao contrário das famigeradas lives que pululam de graça pela internet nessa época, esta apresentação será paga (mais informações no site oficial de Cave).
Beyoncé lança mais um teaser de seu filme Black is King, que estreia no fim do mês, apontando para o afrofuturismo, vertente da ficção científica que ressignifica conceitos narrativos do gênero a partir do ponto de vista africano. O filme ainda terá participações de Jay-Z, Kelly Rowland, Naomi Campbell, Lupita Nyong’o e Pharrell Williams, entre outros.
Épico é pouco. O filme estreia no serviço de streaming da Disney (que ainda não funciona no Brasil) no dia 31 de julho, mas provavelmente estará nos torrents da vida no dia seguinte…
O mestre mostra o trailer do show que exibirá em transmissão paga no próximo dia 23, só ele e o piano, no majestoso Alexandra Palace, em Londres – os ingressos estão à venda aqui.
Vai ser épico e intimista ao mesmo tempo.
Mesmo evitando o apocalipse em sua primeira temporada, a série Umbrella Academy, inspirada na HQ do vocalista do grupo norte-americano My Chemical Romance Gerald Way e o desenhista brasileiro Gabriel Bá, coloca os irmãos Hargreeves mais uma vez enfrentando o fim do mundo – só que há meio século. A nova temporada mostra que os sete super-heróis voltaram para os anos 60 e que seu novo alvo está ligado ao assassinato do então presidente estadunidense John Kennedy. O trailer da nova temporada, que estreia no próximo dia 31, promete:
Gerald Way aproveitou o anúncio da nova temporada para mostrar a música que compôs para a série, o glam rock “Here Comes the End”, que conta com vocais de Judith Hill. Ficou bem boa.
Por mais que o tema e a abordagem não pareça apontar para este lado, a série The Boys, inspirada na HQ de Garth Ennis e Darick Robertson foi uma das melhores leituras sobre o estado da política em 2019, ano de lançamento da primeira temporada, batendo de frente em outras séries que estavam muito mais ligadas a este tema, como Chernobyl, Years and Years ou Handmaid’s Tale. É que a história do grupo de anti-super-heróis temperada com muita violência gráfica não precisa ser levada ao pé da letra para ser compreendida como crítica às transformações culturais desta virada de década. E a segunda temporada parece seguir na mesma toada, abrindo com os protagonistas da série sendo declarados procurados pela polícia no trailer da segunda temporada.
Antes do trailer, o elenco se reuniu em uma videoconferência para anunciar a data de lançamento da nova temporada (dia 4 de setembro) e aproveitou para antecipar os três primeiros minutos do primeiro episódio (que podem ser assistidos a partir de 47:30 no vídeo abaixo).
É só manter o ritmo da primeira temporada que o sucesso é garantido.












