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E na última quarta de março, o documentário que o Centro da Terra exibe em parceria com o festival In Edit é o sensacional Belchior – Apenas um Coração Selvagem, deNatália Dias e Camilo Cavalcanti, que traça a história do inconstante bardo cearense a partir de seus próprios depoimentos, fazendo com que o próprio autor monte o quebra-cabeças de sua personalidade, sem precisar seguir uma linha-mestre cronológica ou linear. A sessão começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados neste link.

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Quarta é dia de documentário sobre música brasileira no Centro da Terra dentro da parceria que o teatro fez com o festival In Edit e neste dia 22 vamos entrar na história de um dos nomes que ajudou a consolidar o violão como o mais brasileiro dos instrumentos. Garoto – Vivo Sonhando conta a história deste músico que viveu apenas 40 anos e, além de integrar o mitológico Bando da Lua, que acompanhou Carmen Miranda em suas temporadas nos EUA, também foi mestre de ases do instrumento como Baden Powell, João Gilberto e Raphael Rabello, ajudando a modernizar o instrumento no país. O filme de Rafael Veríssimo costura diários, depoimentos, entrevistas e arquivos raros, revelando um artista à frente de seu tempo. A sessão começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados neste link.

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Seguimos nossa sessão de cinema no Centro da Terra, toda quarta-feira, em parceria com o festival de documentários In Edit. Nesta quarta é dia de conhecer a Orquestra Juvenil da Bahia, formada dentro do programa que batiza o filme (acrônimo para Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia). O filme que Sérgio Machado e George Walker Torres lançaram em 2020 acompanha o grupo em sua primeira turnê internacional, quando excursionaram pela Europa acompanhando a pianista argentina Martha Argerich. A sessão começa pontualmente às 20h, os ingressos estão à venda neste link e o trailer pode ser visto abaixo. Continue

E começamos a programação de cinema do Centro da Terra em 2023 com o documentário Lira Paulistana e a Vanguarda Paulista (2012) sobre a clássica casa de shows que mudou a cara da paisagem cultural da cidade de São Paulo – e, a longo prazo, do Brasil – na virada dos anos 70 para os anos 80. Palco de nomes como Itamar Assumpção, Arrigo Barnabé, Grupo Rumo, Premeditando o Breque, entre outros, o Lira é o objeto deste primeiro filme exibido no teatro do Sumaré em parceria com o festival In Edit Brasil. Sua exibição acontece nesta quarta-feira, às 20h, e será seguida de um bate-papo com o realizador do filme – e um dos agitadores da casa original – Riba de Castro. Os ingressos já estão à venda e quem comprar um ingresso também ganha o livro Lira Paulistana – Um Delírio de Porão. Nos vemos lá?

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Corre pra ver no cinema o documentário Andança – Os Encontros e as Memórias de Beth Carvalho, que pode parecer mais uma biografia levada à telona a partir de registros inéditos e depoimentos de compadres da artista (o que já seria ótimo), mas é muito mais do que isso. Logo de cara, somos apresentados a uma Beth Carvalho que não conhecíamos – uma pesquisadora e arquivista de tudo aquilo que lhe emocionava. O tempo todo munida de uma câmera de vídeo ou de um gravador portátil (quando não eram os dois ao mesmo tempo), ela se revela uma autobiógrafa consciente não apenas de sua importância mas do trabalho que faz como agente cultural de seu tempo. O documentário de Pedro Bronz deixa as convenções cronológicas em segundo plano para nos apresentar não só a carreira de uma intérprete ímpar de nossa música como a forma como sua cabeça e coração funcionavam a partir de seus próprios registros, boa parte deles em vídeo. E daí que são velhos VHS e gravações em baixa resolução de telejornais locais do Rio de Janeiro? A verdadeira alta definição está na forma como Beth chegava em seus objetos de estudo, que logo tornavam-se seus camaradas, no momento exato, ouvindo em primeira mão pérolas de Cartola e Nelson Cavaquinho e tirando a cena do bloco do Cacique de Ramos do literal fundo de quintal para a história fonográfica do país, apresentando ao resto do Rio de Janeiro – e depois para o Brasil – nomes como Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz, Jorge Aragão e várias outras lendas do samba, no momento em que eles floresciam. E ela não separava seu ativismo musical do político, batendo sempre em várias questões que são discutidas até hoje, além de estar presente em momentos decisivos da história do país – ao lado de personalidades que é melhor nem comentar para manter a surpresa. O filme ergue um pedestal para sua musa a partir das cenas, diálogos, versos, canções, rodas e shows que ela conseguiu presenciar e amplificar, mostrando que a importância de Beth Carvalho para a cultura brasileira ainda nem começou a ser medida. E prepare-se para chorar, porque é muita emoção.
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O Test é uma das bandas mais singulares da cena musical brasileira hoje. Só o fato de ser uma dupla de grindcore criada para tocar na rua antes de shows de metal e hardcore clássicos que aconteciam em São Paulo já merecia um lugar na história. Mas a união de João Kombi (guitarra e vocal) e Barata (bateria) vai muito além disso e cada vez mais eles expandem as fronteiras das possibilidades que podem fazer a partir da premissa inicial da banda – lembro quando chamei os caras para tocar no Centro Cultural São Paulo em 2017 quando eles vieram com sua versão big band, com 14 músicos no palco, incluindo um pianista num piano de cauda. O período pandêmico atingiu os dois como a todo o mercado da música e a solução encontrada por eles foi gravar um disco chamado Um Disco Normal, que seria gravado em áreas externas públicas, com o desafio de captar bem o som fora do estúdio. As gravações foram filmadas e geraram o extremo documentário de mesmo nome, dirigido por João e por Tomás Moreira, que mostra como registraram o novo disco em uma edição frenética e imagens superpostas, saturadas, granuladas, distorcidas, deixando tudo tão intenso quanto a sonoridade dos dois (confira o trailer abaixo). Como de praxe, o Test convidou diferentes letristas para cada uma das músicas, como Vitor Brauer da Lupe de Lupe, Jonnata Doll, China, Jair Naves, Kiko Dinucci, entre outros. Nesta quarta-feira, o grupo lançou a faixa de abertura do disco que finalmente será lançado no próximo mês de março. “Derrama Outro” reúne duas músicas, a primeira com letra de Fernando Catatau e a segunda com letra de Aran Carriel, e dá um pouco do gostinho do que podemos esperar do novo disco. Ouça abaixo: Continue

Ele sempre se supera: depois do ótimo filme sobre si mesmo no ano passado (O Peso do Talento), em seu próximo filme Nicolas Cage vive ninguém menos que o Conde Drácula. Em Reinfeld, Nicholas Hoult (o ex-menino de About a Boy que depois fez Skins, X-Men, Warm Bodies, Mad Max Fury Road e o recente O Menu) vive o personagem título, que começa o filme discutindo a relação tóxica que tem com seu patrão – até que descobrimos que ele é o capanga do vampiro secular, vivido por Cage com toda a fleuma hiperbólica característica de sua atuação. Pelo trailer, o filme parece ser ótimo, assista abaixo: Continue

Ponto Takara

Maurício Takara foi convidado pela diretora Laura Artigas para compor a trilha sonora de seu segundo documentário, O Ponto Firme, lançado no ano passado, em que ela acompanhou o estilista Gustavo Silvestre na criação do Projeto Ponto Firme, em que desenvolveu sua coleção de roupas em crochê ao lado de detentos de uma penitenciária em Guarulhos para ser apresentada durante o São Paulo Fashion Week de 2018. Só agora a trilha composta por Takara compôs ao lado de seu parceiro de Baobab Club, Henrique Diaz, chega às plataformas digitais e quem conhece o trabalho dos dois vai reconhecer as camadas de ambient e percussão, synths e beats que se entrelaçam como os pontos de crochê do filme. Duas de suas faixas, “O Ponto Firme” e “O Ponto Baixo”, compõem o primeiro lançamento do selo Scream & Yell, do Marcelo Costa, em 2021 (dá pra baixar aqui).

Ouça a trilha e veja o trailer do filme aqui. Continue

O diretor neozelandês Peter Jackson cumpre a promessa que fez quando anunciou o documentário Get Back, sobre a última gravação que os Beatles fizeram juntos, que gerou o infame e tenso filme Let it Be, e mostra John, Paul, George e Ringo se divertindo pacas enquanto gravam o que seria o disco Get Back, nas primeiras cenas que ele apresenta de seu filme, que estreará no ano que vem.

E além dessas cores e definições maravilhosas, é tão bom ver os Beatles se divertindo… Eu chorei duas vezes.

É impressionante a escalada pop que Billie Eilish vem fazendo, a ponto do primeiro trailer do documentário que estreia em fevereiro no ano que vem na Apple TV+, Billie Eilish: The World’s A Little Blurry, parece ficção de tão redondinho. E não perca o finzinho do trailer…