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Trailer

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O grupo inglês Arctic Monkeys acaba de anunciar um disco para 2020, quando tornam oficial o registro do show que fizeram no dia 7 de junho de 2018, quando mostravam pela primeira vez seu excelente Tranquility Base Hotel + Casino para seus conterrâneos, depois de passar pelos EUA e por parte da Europa. Como no show há dois anos, a renda arrecadada na venda deste disco também vai para a ONG War Child UK, que ajuda crianças que sofreram traumas de guerra e que está passando por apertos financeiros devido ao coronavírus. Abaixo, o trailer, a capa e as músicas que estarão no disco, que já está em pré-venda.

Arctic-Monkeys-Live-At-The-Royal-Albert-Hall

“Four Out of Five”
“Brianstorm”
“Crying Lightning”
“Do I Wanna Know?”
“Why’d You Only Call Me When You’re High?”
“505”
“One Point Perspective”
“Do Me a Favour”
“Cornerstone”
“Knee Socks”
“Arabella”
“Tranquility Base Hotel & Casino”
“She Looks Like Fun”
“From The Ritz to the Rubble”
“Pretty Visitors”
“Don’t Sit Down ‘Cause I’ve Moved Your Chair”
“I Bet You Look Good on the Dancefloor”
“Star Treatment”
“The View from the Afternoon”
“R U Mine?”

Mank-poster

Eis o trailer de Mank, primeiro filme de David Fincher desde 2014, que, a partir de um roteiro deixado por seu pai, Jack, conta a história do roteirista de Cidadão Kane, Herman J. Mankiewicz. O filme estreia em alguns cinemas do planeta em que irresponsáveis acham que é tranquilo abrir salas de projeção no mês de novembro e chega aos streamings de todo o mundo no dia 4 de dezembro.

E pela estrutura do trailer, o filme parece recriar a estrutura do filme original de Orson Welles que é o assunto central de Mank. E além de vermos o fantástico Gary Oldman como o personagem-título, ainda temos cenas de Charles Dance como William Randolph Hearst e de Amanda Seyfried como sua amante Marion Davies. Mas nada ainda do Orson Welles vivido por Tom Burke…

mank

Há seis anos sem dirigir nenhum filme (apenas produzindo sériados foda como House of Cards, Mindhunter e Love Sex and Robots), David Fincher apresenta, de uma hora pra outra, o trailer de seu novo filme. Mank, cujo roteiro foi escrito pelo falecido pai de Fincher, Jack, conta a história de Herman J. Mankiewicz, o roteirista original do filme Cidadão Kane, de Orson Welles, e a conturbada relação entre os dois à medida em que o hoje clássico estava sendo realizado. Filmado todo em preto e branco e com ninguém menos que o mutante Gary Oldman no papel-título, o filme estreia em alguns cinemas em novembro para chegar ao Netflix no dia 4 de dezembro. Eis o primeiro trailer:

Na paralela, Aaron Sorkin, autor do roteiro de A Rede Social, sobre a ascensão do Facebook, contou, em entrevista ao podcast Happy Sad Confused, disse que topa escrever uma continuação sobre o filme de 2010 se seu diretor original, o próprio David Fincer, topar dirigir, contando “como o Facebook está derrubando a democracia”… Imagina o estrago…

narciso-em-ferias

Estreará na próxima segunda-feira, dia 7, dentro da versão compacta do Festival de Veneza, um dos primeiros festivais de cinema a acontecer fora do formato online, o novo documentário da dupla Renato Terra e Ricardo Calil, que dirigiu o já clássico Uma Noite em 67, sobre o terceiro festival da Record. No documentário Narciso em Férias, produzido por Walter Salles, Caetano Veloso lembra da época em que foi preso pela ditadura militar brasileira em 1968, 14 dias após o AI-5 ter sido baixado no final daquele ano. Eis o trailer que acaba de estrear:

O título foi retirado do romance Este Lado do Paraíso, de F. Scott Fitzgerald, e já tinha sido utilizado no livro Verdade Tropical, que Caetano escreveu em 1997, e se refere aos 54 dias em que, além de preso, ficou sem se ver no espelho.

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O espetacular show American Utopia, que David Byrne trouxe para a Broadway no final do ano passado depois de ter circulado pelo mundo (passando inclusive pelo Brasil), vai se transformar num filme assinado por Spike Lee – e pelo trailer que acaba de ser revelado, o resultado pode ser épico, com a câmera de Lee movendo-se tão animadamente quanto os 11 músicos, cantores e dançarinos que dividem o palco com o eterno talking head.

O filme estreará em setembro no Festival Internacional de Cinema de Toronto, no Canadá, e depois chega para o público em geral através da HBO, no dia 17 de outubro.

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Minha empolgação com filmes do Batman terminou antes que o segundo Batman do Christopher Nolan estreasse: por melhor que fossem as adaptações do diretor de Inception, desde o primeiro filme dava pra saber que ele era outro personagem, de novo, bem diferente do personagem dos quadrinhos. Encarnado em grande estilo por Michael Keaton, Val Kilmer, George Clooney e Christian Bale, o homem-morcego no cinema sempre foi um super-herói porradeiro, um Homem de Ferro monocromático, bem diferente do maior detetive do mundo vendido pelos quadrinhos – um personagem que usa a força quando necessário, mas quase sempre trabalha de forma cerebral. Por melhor que tenha sido a trilogia de Nolan (que não foi tããão melhor assim), ela pecava frontalmente ao transformar o herói em um justiceiro que dependia de armas e tecnologia para fazer seu melhor – sem contar a voz de monstro ridícula que o ator fazia quando colocava a fantasia, que com Bale se tornou uma armadura militar de vez.

Até me animei quando soube que Robert Pattinson (que, depois da saga Crepúsculo, tem se revelado um bom ator) assumiu o lugar de Ben Affleck (um acinte em muitos níveis ao personagem), mas mais pela carreira do novo ator do que propriamente pela possibilidade de finalmente a franquia da DC chegar direito às telonas. Tanto que quando o trailer do novo filme foi anunciado, eu nem me animei nem pra clicar para assistir. Mas alguns amigos falaram para dar uma chance e, tudo bem, é bom. Parece o final da série Gotham (que não vi até o fim) e Pattinson pelo menos não faz voz de monstro quando fala como o super-herói, mas tirando o esperto uso de “Something in the Way” do Nirvana, a impressão é que vamos ver mais do mesmo mais uma vez…

O diretor Matt Reeves tem crédito – é quem segura a câmera no excelente Cloverfield e acerta de jeito em dois filmes da trilogia do Planeta dos Macacos. E o filme ainda traz a Zoe Kravitz de Mulher-Gato, o Paul Dano como Charada, o Colin Farrell como Pinguim, o John Torturro como Carmine Fantino, o Andy Serkis como Alfred e o Jeffrey Wright como Comissário Gordon. Parece promissor, mas não tenho grandes esperanças…

Tenet-2020

Christopher Nolan peitou a quarentena e a pandemia e vai conseguir estrear seu novo filme nos cinemas ainda em 2020. Mesmo que isso queira dizer que o filme vai estrear onde der, buscando salas de cinema em cidades que já estão em situação mais tranquila em relação ao coronavírus ou que fingem que a pandemia não é tão séria quanto realmente é, como nos Estados Unidos e no Brasil. E o último trailer, com uma música besta do Travis Scott, parece mostrar que a ação verdadeira do novo filme acontece para além das explosões e perseguições que vimos até agora, colocando seus personagens num inusitado cenário de guerra.

Mas mesmo no Brasil Tenet não vai estrear tão cedo – e sua estreia acaba de ser adiada do dia 10 para o dia 24 do mês que vem.

Herb-Alpert

Você até pode não lembrar do nome de Herb Alpert, mas basta ouvir algumas de suas músicas à frente de seu grupo Tijuana Brass para ter a certeza de já ter ouvido seu inconfundível trompete (e talvez a bela balada “This Guy’s Love with You”, quando cantou pela primeira vez). Sua história, tanto nos palcos quanto nos bastidores, finalmente vai ser contada no documentário Herb Alpert Is…, dirigido pelo mesmo John Scheinfeld que dirigiu os ótimos Chasing Trane e Who Is Harry Nilsson?, que será lançado no início de outubro.

Fenômeno musical nos Estados Unidos desde o início dos anos 60, Alpert também é um marco na indústria fonográfica por ter sido um dos primeiros músicos a ter sua própria gravadora e dar-lhes condições de fazer discos como queriam. A A&M Records, fundada ao lado de Jerry Moss em 1962, foi lar de artistas tão diferentes quanto Procol Harum, Carpenters, Quincy Jones, Joe Cocker, Sergio Mendes, Supertramp, Bryan Adams, Burt Bacharach, Carole King, Joan Baez, Peter Frampton, Human League, Police, entre muitos outros, todos satisfeitos com o tratamento que o selo lhes deu antes de serem vendidos para a PolyGram, no fim dos anos 80. E como se não bastasse isso, ele ainda tornou-se pintor e escultor abstrato reconhecido no mundo das galerias de arte.

Herb-Alpert-poster

Junto com o filme também será lançada uma caixa que reúne 63 canções com o mesmo nome do documentário, que repassa todo o histórico da carreira do músico. A caixa – que em CD terá três discos e em LP cinco vinis – também trará um livro com 180 páginas contando a história do músico e produtor.

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Phoenix_2020

Sofia Coppola convocou Bill Murray para fazer outro filme, mas desta vez compor dupla – e não par – com Rashida Jones. On the Rocks, seu sétimo longa, também conta com mais uma música nova da banda do marido, o vocalista do Phoenix, Thomas Mars, com quem a diretora é casada desde 2011 e com quem tem duas filhas. Tanto o trailer do filme quanto o novo single parecem capturar os dois artistas em lugares confortáveis e cômodos – e por isso talvez pareçam meio genéricos de si mesmos (mal que já vem acometendo a banda francesa há pelo menos um disco).

“Identical” também é o primeiro single do novo disco da banda que, aparentemente, será a trilha sonora do novo filme de Sofia.

É a sexta vez que ele participa da trilha de filmes dela, num relacionamento que começou antes do namoro dos dois: em seu segundo filme, Virgens Suicidas, Mars gravou os vocais da música-tema “Playground Love” usando o pseudônimo de Gordon Tracks, e no filme seguinte, Encontros e Desencontros, ela usou “Too Young”, da banda do marido francês. Mas a colaboração dos dois se tornou mais intensa após o casamento, com Mars e o guitarrista da banda, Laurent ‘Branco’ Brancowitz, participando mais ativamente do processo criativo da cineasta. Desde então, o Phoenix já emplacou música em Um Lugar Qualquer (“Love Like A Sunset Part I”), Bling Ring (“Bankrupt!”) e O Estranho Que Nós Amamos (“Ti Amo”).

Im_Thinking_Of_Ending_Things

O trailer de Estou Pensando em Acabar com Tudo parece começar como uma comédia romântica, mas aos poucos a estranheza invade tudo. A partir da viagem de um casal que vai conhecer os pais do outro pela primeira vez, uma série de incidentes improváveis começam a acontecer: ele consegue ouvir seus pensamentos? Por que os pais são tão esquisitos? Quem está naquela foto? E esse cachorro que não para de se enxugar?

Tudo faz sentido quando entendemos que é o novo filme de Charlie Kauffman, autor das histórias de Quero Ser John Malkovitch, Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças e Adaptação, além de diretor dos belos e bizarros Synecdoche, New York e Anomalisa. Estou Pensando em Acabar com Tudo é seu terceiro filme, baseado no livro de mesmo nome de Iain Reid, Jessie Buckley (de Chernobyl) Jesse Plemons, Toni Collette e David Thewlis no elenco, e estreia pelo Netflix, dia 4 de setembro.