
Às vésperas de despedir-se de seu terceiro disco em uma série de shows pelo Brasil, Ana Frango Elétrico lança o segundo single posterior ao lançamento do disco, que acaba funcionando como complemento ao álbum de 2023. Depois da deliciosa “A Sua Diversão” é a vez de ela registrar numa mesma música, as duas versões alheias que toca no show para além do repertório do álbum, quando visita a parceria de Eumir Deodato e João Donato via Marcos Valle, que convidou para participar de sua gravação para “Nâo Tem Nada Não”, que ela emenda com o hit grudento “Gipsy Woman” da hipnotizante Crystal Waters. Coisa fina, saca só: Continue

Sensação psicodélica da década passada, a francesa Melody Prochet revive seu Melody’s Echo Chamber com um sabor mais adocicado que as canções que compunha até há pouco tempo. Em parceria com o norte-americano Leon Michaels – que assina como El Michels Affair -, ela ressurge com a hipnótica “Daisy”, que ao mesmo tempo que ecoa de leve as vibes lisérgicas de seus trabalhos anteriores, prefere focar na tradição da chanson française e nos presenteia com uma pérola doce e solar.
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Las chicas da banda Hinds, espanholas que fizeram um dos discos mais divertidos do ano passado, imortalizaram a versão que fizeram para o hit “Girl (So Confusing)” da Charli XCX que vêm cantando em versão rock desde o início do ano em seus shows, juntando-se às já clássicas versões que fazem para “Spanish Bombs” do Clash e “Davey Crockett” dos Headcoats. Siente el drama: Continue

O Spoon nem bem terminou de gravar o sucessor de seu ótimo Lucifer on the Sofa, de 2022, e já liberou dois singles (as ótimas “Chateau Blues”, um blues elétrico naquela veia característica do grupo, e uma balada de andamento kraut, “Guess I’m Falling in Love”), bem diferentes entre si, mas com marcas indefectíveis de sua sonoridade. Não há nenhuma outra novidade sobre o próximo disco – nem título, previsão de data, nada – e o grupo usou esse lançamento também para anunciar a turnê que começam nesta semana pelos EUA, dividindo noites com os Pixies. Nada mal…
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Um dos grupos de música pop mais coerente das últimas décadas, o trio inglês Saint Etienne anunciou no início do ano que se aposentará após o lançamento de seu décimo terceiro álbum, International, que sai no início do próximo mês. Depois de anunciar a despedida com um single produzido pelo chemical brother Tom Rowlands (a deliciosa “Glad”) no primeiro semestre, agora mostra outra faixa com o dedo de outro mago da eletrônica do final do século passado, ao lançar “Take Me to the Pilot”, que foi co-escrita e coproduzida por Paul Hartnoll, da dupla Orbital. Com uma vibe mais de rave – ainda que um tanto domesticada, afinal o Saint Etienne é pop – que o astral dançante do primeiro single, mostra que o grupo quer encerrar sua discografia apontando para as diferentes regiões musicais que frequentou em seus últimos anos. Tomara que o disco venha com uma turnê que leve o grupo para o resto do mundo e que novas gerações possam conhecer discos maravilhosos como So Tough, Good Humour e Foxbase Alpha.
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Os Pelados voltam a dar sinais fonográficos de vida ao lançar, nesta terça-feira, o primeiro single de seu terceiro álbum, “Estranho Efeito”, que ainda não tem título nem data de lançamento, mas já tem casa nova – o selo Risco, que os inclui em seu elenco. Com guitarras discretas, base dance e melodia indie, ela parece levar a banda para além do núcleo rock (apesar da referência aos Kinks) rumo a algo mais pop, sem que ela perca suas características específicas, o que parece ser a marca do próximo disco. Muito bom.
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O Mombojó aproveitou a exploração no passado que fez no início do ano ao lançar sua primeira demo nas plataformas digitais e revisitou uma faixa que entraria em seu primeiro álbum Nadadenovo, de 2004, mas acabou ficando de fora. “A gente acabou desistindo dela na época do disco, porque ela tinha muitas partes, era uma música de bem longa”, me explica o vocalista Felipe S., “ela ainda é, mas simplificamos um monte os arranjos e quisemos soltar ela agora como celebração pelos 21 anos do nosso primeiro álbum para inclui-la na turnê do Nadadenovo, que vai rolar até novembro. Resolvemos soltar avulsa porque achamos que ela tinha muito a cara daquela época.” Com quase sete minutos, a faixa é um bom exemplo de como o grupo pernambucano estava à frente de seu tempo – partindo de uma base romântica que se transforma num samba, a ótima “Cançãodanoite” depois cai numa longa trip instrumental que, além dos integrantes da banda, ela ainda contou com o violão de sete cordas e os vocais de Rodrigo Samico, a falta de Katu Hai preencheu os espaços com sua flauta e o Moog e a produção de Léo D. Felipe adianta novidades sobre o próximo disco da banda, já agendado para o ano que vem. “Como a viagem para a Europa (em que o grupo abre para vários shows do Stereolba) vai demandar muito investimento de tempo e dinheiro, vamos ter que esperar um pouquinho mais pra conseguir dar a atenção necessária pra um novo disco. Mas ele já está sendo mixado e estamos trabalhando na capa. Ainda falta gravar umas vozes e participações especiais que ainda não confirmamos. Se tudo der certo soltamos um primeiro single em janeiro”, promete.
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“Estou chegando”, disse Kevin Parker em um dos vídeos que soltou essa semana para anunciar o que parece ser o primeiro single do quinto disco de sua banda, Tame Impala, batizado de “End of Summer”. “Separe sete minutos da sua agenda”, avisou em outro, ambos vídeos cifrados e sem foco, mas que mostram trechos de uma música de aura eletrônica e até dance, que deve dar a tônica do novo lançamento. Vamos ver o que ele está aprontando…
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(Foto: Gabriela Schmidt/Divulgação)
Yma finalmente coloca seu próximo disco no horizonte ao lançar o primeiro single de seu tão aguardado segundo álbum. Criada a partir de um brainstorm sobre uma lista de filmes tão diferentes quanto Eraserhead, Terra em Transe, Lamb, A Professora de Piano, Dentes Caninos, Cheiro do Ralo, In the Mood for Love, Todo Mundo Quase Morto, Estranhos no Paraíso e Febre do Rato, 2001 tem seu título tirado não do clássico de Stanley Kubrick, mas da saudosa rede paulistana de videolocadoras especializada em cinema de arte. O recorte de uma colagem de títulos que hoje estariam no Mubi sobre uma base bossa nova spacey começa a descortinar o novo ambiente sonoro imaginado pela cantora paulistana, que vem acompanhada de um elenco de instrumentistas que a elevam a um novo patamar: Fernando Catatau (guitarra), João Barisbe (clarinete e sax), Marcelo Cabral (baixo) e Pedro Lacerda (bateria), além de seu companheiro (e produtor da faixa), Fernando Rischbieter, tocando violões, guitarra, synths, mellotron, programações e fazendo vocais. É um pequeno e bonito vislumbre num novo universo que, se tudo caminhar como anda, nos será revelado ainda este ano.
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O líder do Wilco, Jeff Tweedy, acaba de anunciar seu quinto disco solo, que não é apenas um, mas três discos! Twilight Override será lançado no dia 26 de setembro (e já está em pré-venda) e para adiantar serviço Tweedy mostrou quatro das trinta faixas do álbum, que, como ele mesmo explicou em uma live que fez para anunciar o disco nessa terça de manhã, pode ser ouvido tanto como uma obra única ou como três discos em separado. A boa notícia é que todas as quatro primeiras faixas – “One Tiny Flower”, “Out in the Dark”, “Stray Cats in Spain” e “Enough” – poderiam tranquilamente estar em discos da fase clássica do seu grupo original. Não são faixas extraordinárias, mas reúnem tanto suas melodias solares – que brilham mesmo nas duas mais melancólicas, ambas no terceiro disco -, quanto aquele carisma que transforma o show do Wilco em um reencontro de amigos, mesmo que você não conheça ninguém. Ouça as novas músicas, veja as capas dos discos e o nome das faixas (há uma chamada “Lou Reed Was My Babysitter”!) abaixo:
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