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Single

Tom Zé vem aí!

Outro dia Marcelo Segreto publicou uma foto em seu Instagram em que atravessava a rua ao lado de Tom Zé, da cantora Loretta e da fotógrafa Sofia Colucci (numa foto tirada pela Laura Pina) e neste sábado a intenção da foto foi revelada, quando a coluna da Mônica Bergamo na Folha de São Paulo, trouxe a notícia que o quase nonagenário cientista musical baiano irá lançar um single chamado “Futuro Fruto” (daí as frutas da foto) ao lado de Segreto e Loretta no próximo dia 20 de agosto. Mas será só um single ou tem disco vindo aí?

Mais Mike D!

Eis mais um degrau no primeiro disco solo de um beastie boy, quando nosso chapa Mike D lança o quarto single de sua nova fase, iniciada quase no susto há poucos meses. E com “Crypto”, ele mantém a linha que havia criado em “Switch Up”, “True Colors” e “What We Got”, mantendo a linha do rap desbocado de sua antiga banda, mas com temas mais sérios e bases mais eletrônicas, estas a cargo de seus dois filhos Skyler e David Diamonds, que também atuam como a banda Very Nice Person e, com o pai, tornam-se o grupo Mike D 5D. O primeiro disco chama-se Thank You e sai no final de agosto – e ao que tudo indica, é uma boa estreia que está vindo aí…

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Como prevíamos, lá vem mais um disco introspectivo de Beck, desta vez anunciado com título e data de lançamento, depois das duas versões que lançou do single “Ride Lonesome”, faixa que batiza o novo álbum, previsto para o dia 18 de setembro (e já em pré-venda). A novidade é que Beck inclui o disco que gravou em 1998 (Mutations) como parte desta série que muitos começaram a contar a partir de Sea Change, de 2002. “Os músicos da minha primeira banda, com quem eu gravei Sea Change, Morning Phase e Mutations – Smokey Hormel, Joey Waronker, Justin Meldal-Johnsen, Roger Joseph Manning Jr. e Jason Falkner – se reuniram mais uma vez comigo no meu estúdio favorito, a Sala B do United Studios em Hollywood”, escreveu o compositor ao apresentar o novo álbum, “e também contei com o Nigel Godrich, que trabalhou em Sea Change e Mutations, fazendo a mixagem das músicas”. Ele também comentou que, mais de dez anos depois da gravação do disco mais recente desta leva, Morning Phase, a forma de tocar e a química entre os músicos evoluiu e se aprofundou, como “um som que veio depois de décadas tocando juntos”. Para encorpar o anúncio, ele também lançou mais um single, a igualmente introspectiva – embora mais densa e pesada – “In the Night”.

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Fiona Apple desabafou há poucos dias que está tendo dificuldades para compor devido à época bizarra que atravessamos, mas ela não para! Embora não dê nenhuma notícia sobre disco novo (e da última vez, em 2020, ela não avisou a ninguém e simplesmente jogou Fetch the Bolt Cutters no colo de todo mundo no meio da pandemia), ela segue gravando faixas para diferentes projetos, para manter-se ativa, e acaba de mostrar a música-tema que compôs para uma nova série da Apple, Lucky, com Anya Taylor-Joy e Annette Bening, que acaba de estrear com dois episódios ao mesmo tempo, “Horns of a Bull”, a nova música da Fiona, é a música de abertura do seriado, em que ela deixa sua marca musical bem distinta, mostrando que ela segue firme.

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A norte-americana de ascendência etíope Kelela já tem show marcado no Brasil este ano (quando apresenta-se no dia 8 de novembro na edição 2026 do festival Afro Punk em Salvador) e virá com seu terceiro disco, New Avatar (que sai nesta segunda-feira), quentinho para o Brasil. E antes do lançamento ela mostrou mais uma música do disco, esta em parceria com sua comadre e grande fã, a sensacional Pinkpantheress, com quem já trabalhou junto no disco de estreia desta, Heaven Knows, em 2023, na faixa “Bury Me”. A nova parceria é a sinuosa “The Bridge”, que as duas já haviam mostrado ao vivo quando Kelela participou do show da Pink em Nova York, no último mês de maio. Coisa fina…

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Sem aviso, Beyoncé abriu o 4 de julho anunciando o lançamento de uma reedição de seu segundo álbum, B’Day, lançado em seu aniversário (dia 4 de setembro) há vinte anos. Mas a música escolhida – a deliciosa “Morning Dew (Donk)” (ouça abaixo), composta ao lado de Pharrell – é uma música que ficou de fora de seu disco homônimo de 2013, o que criou uma especulação automática em seus fãs de que, talvez, o dia 4 de setembro de 2026 não seja apenas o dia do lançamento de uma edição deluxe de um disco do passado. A capa do novo single segue o mesmo padrão, incluindo a mesma fonte, das capas dos primeiros singles de seus dois discos mais recentes – “Break My Body”, que abriu os trabalhos de Act I: Renaissance (2022), e “Texas Hold’Em” e “16 Carriages”, os singles simultâneos que deram o início a Act II: Cowboy Carter (2024) – compare a seguir. O que levou muitos a especular que o Act III está vindo aí – e que pode ser uma coletânea… Será? Continue

Ainda sem anunciar o nome do novo disco, Maurício Pereira lança mais um single do décimo álbum de sua carreira, que deve ser lançado após a Copa do Mundo, e a ode ao Rio de Janeiro “O Leme é um Lugar Genial” conta com a participação da Charanga do França, abrindo ainda mais o horizonte do disco, que começou com uma colaboração com Rômulo Fróes.

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Melancolia solar

Olha o Beck aí de novo, mais uma vez acenando para a terceira parte de sua escalada folk melancólica iniciada há vinte e quatro anos com o disco Sea Change e continuada doze anos depois com o disco Morning Phase. Só que em vez de dar continuidade a uma sequência de singles iniciada com a bela “Ride Lonesome”, ele volta à mesma canção acompanhado de uma parceira, a novata Sierra Ferrell que ele conta ter conhecido há cinco anos numa pista de dança em Nashville, onde, palavras dele, “ensinou um garoto de Los Angeles a dançar o two-step”, antes que um local lhe sussurrasse em seu ouvido “espere ouvi-la cantar, ela é tudo isso”, o que Beck concordou em seguida, inclusive chamando-a para dividir a nova faixa, dando uma nova camada, mais solar, para a música original, bem outonal. “Eu acho que ficou melhor que a original”, confessou o próprio Beck.

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Os Stones liberaram mais duas músicas de seu próximo álbum, Foreign Tongues: “Jealous Lover”, lançada com um clipe estrelando Anya Taylor-Joy e Charles Melton (mas exclusivo para quem é cliente do streaming de música da Amazon) e “Divine Intervention”, que não só traz ninguém menos que Robert Smith na (discreta) guitarra como o reúne com outro contemporâneo da banda, o gênio tecladista Steve Winwood. Ouça as duas músicas, que mostram que o disco novo da banda (que sai no próximo dia 10) está bem acima da média, abaixo: Continue

Enquanto voltamos a falar sobre vida fora do planeta Terra, PJ Harvey nos surpreende com um single sobre o primeiro artefato humano lançado para além dos confins do sistema solar, ao lançar do nada a canção “Voyager”, inspirada na sonda espacial de mesmo nome que deixou nosso planeta em 1977 para enviar sinais de volta para o nosso planeta enquanto pudesse. “A música já havia começado a tomar forma como parte do trabalho para o meu novo álbum; por isso, quando o professor Brian Cox me convidou para compor uma peça para o seu novo programa (Emergence), lhe mandei a gravação de voz desta música para ver como ela lhe ressoaria”, explica Polly Jean sobre o lançamento de seu novo single. “Ela imediatamente lhe trouxe à mente a sonda Voyager e o som do seu sinal sendo transmitido de volta à Terra. Há muito tempo sou fascinada por essa sonda espacial e sua viagem e sempre havia me perguntado: o que ela nos diria se pudesse falar? Esse foi um caminho inspirador para desenvolver a canção. Estou bem feliz com o resultado final e é maravilhoso ouvir como o arranjo orquestral confere tamanha grandiosidade à minha música. Gostei imensamente de pesquisar a história e a trajetória das sondas Voyager 1 e 2 e fiquei contente por poder incluir na canção uma citação do grande Carl Sagan — especificamente, sua famosa descrição do nosso frágil e belo ‘pálido ponto azul’.” “Voyager” surge como o primeiro degrau de seu novo álbum, ainda sem título ou previsão de lançamento, o primeiro desde I Inside the Old Year Dying, de 2023. Manda mais, PJ!

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