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Single

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Depois de algum suspense online, o boato tornou-se realidade no fim de semana: o Supergrass havia voltado. Uma das melhores bandas do britpop, o grupo liderado por Gaz Coombes voltou a se apresentar como atração supresa no festival Pilton Party, organizado pelos mesmos criadores do festival Glastonbury. Um setlist enxuto, mas que contou com os principais clássicos da banda:

O show de sexta passada consolidou a formação (agora o grupo é oficialmente um quarteto, com Gaz na guitarra, Danny Goffey na bateria, Mick Quinn no baixo e Rob Coombes nos teclados) e foi o primeiro de uma turnê de volta que será formalizada em 2020 mas ainda contou com um segundo show em 2019 em Oslo, na Noruega, segunda passada. A partir de fevereiro do ano que vem o grupo começa uma turnê que passa por cidades da Europa e dos Estados Unidos (e os ingressos começam a vender nesta sexta-feira).

strangeones

A volta do grupo também traz uma caixa reunindo toda sua discografia, com seis álbuns em CD e vinil picture, quatro CDs que incluem shows ao vivo, participações em programas de rádio e shows acústicos, dois CDs com remixes, lados B e raridades, um CD com demos, sobras de gravação e outras raridades, além de um single com remixes feitos em 2020 para “Caught by the Fuzz” e “Richard III”, quatro pôsteres, oito bottons e um livro de 52 páginas. A caixa, batizada de Supergrass: The Strange Ones 1994-2008, começará a ser vendida em janeiro do ano que vem e também terá uma versão reduzida em um álbum duplo, com os melhores momentos da banda.

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E para fechar com chave de ouro essa notícia, o grupo também transformou “Next to You”, do Police, em uma pedrada, indicando que talvez tenhamos músicas novas (ou, pelo menos, novas gravações) nesta volta do grupo.

Bem-vindos de volta! Tomara que colem no Brasil.

twinshadow2019

O produtor e compositor norte-americano George Lewis Jr., que amamos e conhecemos por Twin Shadow, desculpa-se por não entregar o álbum que havia prometido para o final de agosto ao lançar o belo single “Crushed”.

Ele não precisou a data do próximo lançamento mas o novo single cogita rumos etéreos para seu trabalho, embora com os pés firmes no soul eletrônico.

lindstrom

Depois de anos produzindo com computador, o mago norueguês Lindstrøm começa a fazer música usando instrumentos tradicionais e anuncia um novo álbum, com título inspirado em um musical de Barbra Streisand nos anos 70: On a Clear Day I Can See You Forever é o sexto disco do produtor e nasceu a partir de uma residência que ele realizou no centro de arte Henie Onstad Kunstsenter, ao sul da capital Oslo, quando passou três noites fazendo música ao vivo com mais de trinta sintetizadores e baterias eletrônicas disponíveis. O resultado são quatro longas faixas e ele mostrou a primeira delas, a hipnótica e fria “Really Deep Snow”, nesta semana.

O disco será lançado em outubro, já está em pré-venda e sua capa e ordem das faixas vêm abaixo:

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“On a Clear Day I Can See You Forever”
“Really Deep Snow”
“Swing Low Sweet LFO”
“As If No One Is Here”

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“Eu não vou sucumbir”, brada a diva Elza Soares em “Libertação”, primeiro single de seu próximo álbum, batizado de Planeta Fome, que reúne três pesos pesados da música baiana: Letieres Leite, Virgínia Rodrigues e BaianaSystem.

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Mesmo separado em três cidades diferentes (uma delas, além mar), o quarteto carioca Do Amor conseguiu, à distância, encontrar um jeito para gravar um disco novo – e eles lançam seu A Zona Morta nesta sexta-feira, antecipando a primeira faixa, “Guanabara”, com clipe artesanal dirigido pelo guitarrista Gustavo Benjão, aqui no Trabalho Sujo.

“O nome do disco tem a ver com a zona morta do arremesso de três do basquete, mas também tem muito a ver com o mundo de hoje em dia em que vão se criando vazios, vácuos de conhecimento, de cultura, de amor e isso afeta a sociedade de uma maneira geral, mas também abre espaço para novas coisas e manifestações culturais e pessoais florescerem”, me explica Benjão.

“Mesmo com os quatro morando no Rio a gente já teve dificuldade de divulgar o disco anterior, por causa da vida doméstica, das carreiras solo de cada e isso atravancou a divulgação do disco”, continua o baterista Marcelo Callado, que comenta a saída de dois dos integrantes originais da cidade-natal da banda, quando o baixista Ricardo Dias Gomes foi para Lisboa e Gabriel Bubu mudou-se para São Paulo. “Com isso, a banda foi dando uma certa minguada, os trabalhos solo foram tomando proporções maiores e a banda foi ficando de lado. Mas sempre com carinho”, completa, ressaltando que a banda nunca cogitou terminar.

Pelo contrário, o grupo pensou em como continuar desta maneira. “A gente teve uma ideia de fazer um disco de colagens, que não precisava estar junto pra gravar, que um fizesse uma parte de uma música e outro fosse completando, à distância”, lembra Callado. “E esse processo gerou muitas músicas, algumas que foram pro meu disco solo, Caduco.” “A gente foi pré-produzindo com alguns meses antes, trocamos muitas músicas e muitas ideias de maneira virtual, dada à distância – Ricardo tá morando em Portugal, Bubu em São Paulo – é uma junção de ideias”, emenda Benjão.

“Aí no meio desse processo, o Ricardo tava aqui no Rio”, continua o baterista, “e o Bubu teve uma ideia boa de se encontrar os quatro e gravar tudo em dois dias. E foi o que a gente fez. A gente fez uma seleção dessas músicas, escolheu as que tivessem mais a ver com esse formato e gravou como se gravava antigamente, os primeiros discos dos Ramones e dos Beatles, aprendendo a música na hora e gravando.” Gustavo continua: “Escolhemos dez músicas, definimos a forma e ensaiamos rapidamente e gravamos da maneira mais simples, só os quatro gravando numa sala, na Áudio Rebel, ao vivo, sabendo que já ia ser o disco. A gente já pensou nos arranjos de baixo, guitarra e bateria pra não ter nenhuma sobreposição, nenhum instrumento foi gravado posteriormente, só os vocais. Um disco cru como faríamos no palco”.

E Benjão não está exagerando quando diz cru. A placidez de “Guanabara” não traduz as guitarras pesadas que dominam o disco, que está mais para os primeiros discos dos Beatles e dos Ramones como Callado descreve, embora com aquele jeito torto típico das composições dos quatro. Algumas faixas (como a expansiva “Planeta Fome”, o bailinho de “Não Peida no Amor” e a vibe soy darks de “No Cemitério”) até saem da atmosfera musical Ween do iê iê iê que paira sobre o disco, mas as guitarras estão sempre lá, mais incisivas devido à gravação ao vivo.

“É um disco sem adereços, que tem a pilha do encontro, só os quatro, fazendo o que a gente faz juntos, sem outros elementos além daquilo que a gente tá fazendo ali”, explica Benjão. “Fizemos vários takes ao vivo de cada música, escolhemos o melhor, e depois gravamos as vozes. Foi um jeito de dar mais relevância pra esse encontro, já que a gente não tá tão junto fisicamente. Inicialmente a gente pensou em gravar o disco mono em cassete, mas devido à sonoridade a gente abandonou essa ideia.” Essa vibe crua traduz o hiato do grupo, como resume Callado: “A banda nunca acabou, mas realmente ficou numa zona morta”, embora refute que o nome do disco não esteja ligado a isso.

Abaixo, a capa e o nome das músicas de Zona Morta:

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“Roquinho Triste da MPB”
“Zona Morta”
“O Tempo”
“Azar”
“Guanabara”
“Não Peida no Amor”
“Planeta Fome”
“No Cemitério”
“Falta”
“Flórida”

angelolsen2019

Nossa querida musa desta década anuncia disco novo para o início de outubro (já em pré-venda) e começa a nova fase mostrando a irretocável faixa-título: “All Mirrors” é densa, épica, dramática, mágica.

Que canção. Que artista. Que bom tê-la de volta.

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“Eu fui jurado de um concurso musical em que o Supercordas concorria, quando ouvi a banda pela primeira vez. O prêmio era uma ajuda pra gravar um disco e acho que acabei ajudando a lançar alguma coisa deles por ter votado neles”, lembra Gabriel Thomaz, líder dos Autoramas, que usa o saudoso grupo psicodélico fluminense para lançar o primeiro registro de seu trio instrumental, Gabriel Thomaz Trio. O grupo começa a mostrar o disco de estreia, batizado de Babababa, que será lançado no dia 6 de setembro, com uma versão sem vocal para o hit indie “Ruradélica”, que na versão surf do trio de Gabriel vai à praia só até a beirinha pra ficar curtindo a brisa e o barulho das ondas.

“A melodia de ‘Ruradélica’ me pegou de jeito e assoviei essa música por anos e anos”, continua Gabriel. “Sempre a achei extremamente pop – e pop pra mim é um dos maiores elogios. Com essa versão tiramos ela do mato e trouxemos pra morar aqui com a gente na decoração space age”, diverte-se o guitarrista, que lidera o trio ao lado de Jairo Fajer (baixo) e Bruno Peras (bateria). Babababa será lançado no dia 6 de setembro.

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Encontrei a Rita Oliva, dona do projeto Papisa, dia desses, retomando uma conversa que paramos lá no início de 2018, quando ela apresentou a segunda versão de seu Tempo Espaço Ritual numa das primeiras terças-feiras no Centro da Terra. De lá pra cá, ela abriu o processo de criação e gravação de seu novo disco com o público e vem amadurecendo o que se tornaria o disco Fenda, que ela anuncia para o início de agosto. Depois de lançar a faixa “A Velha” no início do ano, ela traz um contraponto, “Roda”, que chega às plataformas digitais nesta sexta-feira mas pode ser ouvido em primeira mão aqui no Trabalho Sujo.

“‘Roda’ fala da sensação de estar no meio das mudanças”, explica a cantora e compositora paulista. “e ela traz uma certa leveza, mais humana, da emoção, da nostalgia, de encarar o tempo é como uma espiral”. A faixa é um contraponto leve de um disco que ela mesma encara como mais denso, ao ser temático sobre a morte. “É um disco que fala da morte em várias perspectivas, como parte de um ciclo, literal ou figurado”, continua, lembrando que viveu algumas mortes próximas que funcionaram como gatilho para o disco, batizado justamente a partir desta sensação de transição que sentimos atravessar. “A fenda é um símbolo de uma entrefase, de um momento em que uma coisa acabou e outra não começou. Tem essa suspensão, no tempo e espaço.” O disco deve sair no dia 2 de agosto e estas são as faixas.

“Moiras”
“A Velha”
“Terra”
“Fenda”
“Retrato Infinito”
“Nigredo”
“Semente”
“Roda”
“Espelho”

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Fabiana Lian e Vladimir Safatle tinham personalidades públicas muito diferentes quando se encontraram nos anos 90 para registrar o disco que lançam agora, 25 anos depois, chamado Músicas de Superfície. Ela cantava em projetos de música eletrônica e integrava o grupo Mawaca, enquanto ele era estudante de filosofia na USP. De lá pra cá, ela estabeleceu-se como produtora musical, trabalhando em shows de artistas internacionais que vinham ao Brasil, nomes tão diferentes quanto Metallica, Madonna, Television e Jon Spencer Blues Explosion, e criou a escola de negócios de música On Stage Lab (além de ser mãe de Luiza Lian). Ele estabeleceu-se como acadêmico, tornando-se um dos grandes nomes da filosofia brasileira e um dos principais pensadores de esquerda do país. Os dois se reencontraram musicalmente no início do ano e resolveram resgatar as gravações que fizeram entre 1994 e 1998, voltando a fazer shows e finalmente preparando o lançamento do disco de décadas passadas. Entre a música erudita e a canção lírica, os dois encontram-se num lugar muito específico e quase não-pop, embora conquiste pelas camadas densas de romantismo e introspecção. Uma primeira amostra está sendo lançada aqui no Trabalho Sujo, quando os dois mostram o primeiro single, “Sangue e Geometria”. Logo depois os dois contam a história destas Músicas de Superfície (que chega às plataformas digitais na próxima sexta e tem show de lançamento no Blue Note no dia 3 de julho) e falam dos próximos passos.

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O rapper Emicida lança o primeiro single de seu próximo disco, Permita Que Eu Fale: “Eminência Parda”, produzido pelo Nave e com participações de Jé Santiago, Dona Onete e Papillon, dá o tom do novo álbum, uma resposta evidente ao caos institucional que o atual desgoverno tem implementado no país.