Nem bem lançou seu show acústica na NPR na semana passada e Angel Olsen já aproveitou para mostrar uma música inédita: a romântica e visceral “Time Bandits”, com onze minutos de duração, só ao piano, em seu IGTV.
The feeling takes over at first it’s surprising
But then I surrender no longer in hiding
I’m having a hard time not falling in love with
The heart of a moment the heart of a momentBe here if you’re bein’
the people are seeing
Listen if you’re hearing
The truth needs no saying
It’s in us its with us if you know it, it’s framingThe love that you’re holding
the dreams that you carry
The joke that you’re telling someone to be merryAnd laugh at it all when you’ve just had enough
And dance when you’re crying, get that spirit upI want you I want you I need you right now
To be here and lay down and get on the ground
And hear it and feel it and know that you’re bound
to the earth to each other, and that’s where it’s found
The love that we wanted the future we need
We can’t do it alone, we have to believe
In each other in each other be as thick as thieves
But thieves like time bandits
with hearts on our sleeves
Who fly up from the past and present what is key
To surviving the future and reversing the spell
That we put on our people that dragged us all into hellI want you I want you I need you right now
I want you I want you I need you right now
To be here and lay down and get on the ground
And hear it and feel it and know that you’re bound to the earth to each other, and that’s where it’s foundI want you I need you I need you right now
Isso, pisa.
O fundador do Velvet Underground, John Cale, começou o ano preparando-se para lançar seu primeiro disco desde 2016 – até conversamos sobre isso quando ele passou pelo Brasil em março -, mas a pandemia teve de fazê-lo adiar o disco que indefinidamente. Mas isso não o estagnou e ele preparou algo específico para esse período de quarentena: ” então me ocorreu que eu tenho algo para o momento, uma música que eu terminei recentemente…”, explicou em um comunicado. “Com o mundo saindo de sua órbita, eu queria parar a guinada e desfrutar de um período em que podemos tomar nosso tempo e respirar nosso caminho de volta para um mundo mais calmo”, encerra, apresentando seu novo single, “Lazy Day”.
Gravada orginalmente pelo grupo indie baiano Maglore para ser lançado em seu disco de 2017, o ótimo Todas as Bandeiras, “Não Existe Saudade no Cosmos” só viu a luz do dia no fim daquele ano, quando foi oferecida a Erasmo Carlos, que topou gravá-la em seu Amor é Isso. O próprio Maglore já registrou a faixa quando lançou seu disco ao vivo, mas finalmente mostra a versão em estúdio, desta vez com a participação do casal Pato Fu Fernanda Takai e John Ulhoa.
Ficou joia.
O produtor norte-americano Gregg Gillis, mais conhecido como Girl Talk, ressurge depois de anos sem lançar nada com um single ao lado do rapper novato Bas. “Fallin'” é um rap quase clássico, melancólico e bluesy, bem distante dos mashups que o tornaram conhecido.
Mas isso não o impede de faturar com o passado – e ele acaba de colocar seus dois discos mais recentes (All Day, de 2010, e Feed the Animals, de 2008) em pré-venda para o lançamento pela primeira vez em vinil. Queria mesmo era o Night Ripper e o Unstoppable… Será que ele lança?
O grupo indie Shins lança “The Great Divide” com um clipe épico dirigido por Paul Trillo que viaja anos-luz pelo espaço sideral para atravessar eras geológicas na Terra. Bem bonito.
Mas erá que tem disco novo da banda de James Mercer vindo aí?
Gravado para o início de uma turnê que não aconteceu, o single “Be a Rebel” é a primeira gravação do grupo New Order em cinco anos – e não é propriamente empolgante, embora mostre que, às vésperas de completar quarenta anos, o grupo inglês segue bem em seu rumo.
“As Curvas da Estrada de Santos” é uma das canções mais emblemáticas de Roberto Carlos, especificamente no ponto de vista musical, quando ele começa a flertar com a soul music, o gospel e o blues, usando a música para extravasar as emoções – tanto que no ano seguinte de seu lançamento, em 1970, Elis Regina a regravou em seu clássico Em Pleno Verão justamente sublinhando as cores rasgadas da canção original. Três anos depois, o grupo instrumental Azymuth regravava o hit numa versão ainda mais pesada, que infelizmente foi engavetada. Só que ao arrumar suas coisas depois de ajudar a coletânea Azymuth – Demos (1973-75) Volumes 1 & 2, lançada no ano passado pelo mesmo selo inglês Far Out, o baterista do grupo, o mítico Ivan Conti, o Mamão, desenterrou essa pérola que agora vai ser finalmente lançada pelo mesmo selo, em um compacto. Na gravação, alem de Conti, o grupo ainda conta com o falecido José Roberto Bertrami nos teclados elétricos, Alex Malheiros tocando contrabaixo acústico e o guitarrista João Américo.
O disco já está à venda no site da Far Out. No lado B do compacto, um improviso entre o tecladista e o guitarrista, cujo apelido era Paraná, batizando a faixa de “Zé e Paraná”. Estas duas faixas, como a coletânea do ano passado, foram gravadas entre 1973 e 1975, na casa de Bertrami, no bairro das Laranjeiras, no Rio de Janeiro.
Promessa é dívida e junto com o lançamento do documentário sobre a história da clássica banda norte-americana new wave, as Go-Go’s voltam aos trabalhos e lançam a divertida “Club Zero”, o primeiro single em vinte anos.
Não muda a vida de ninguém, mas não altera a reputação da banda.
A banda madrilenha Hinds faz uma versão apaixonada e largada para um dos hits do London Calling, “Spanish Bombs”. Ficou demais!
O guitarrista Dinho Almeida, dos Boogarins, foi convidado pela banda instrumental pernambucana Kalou para assumir os vocais de seu novo single “Talho”, gravado em comemoração aos 10 anos do grupo, que também marca a última participação do guitarrista Saulo Mesquita, que saiu para dedicar-se a outros projetos, como integrante da banda. É a primeira música da banda registrada oficialmente a ter letra e vocais.









