
A Gop Tun acaba de anunciar não apenas um mas três shows do mago chileno Nicolas Jaar no Brasil! É a primeira vez que ele vem ao país desde que fez uma apresentação formidável no Dekmantel Brasil em 2017 e agora passa pelo Rio de Janeiro (dia 31 de julho, no Sacadura 154), por Curitiba (1º de agosto, na Ópera de Arame) e por São Paulo (dia 2, na Arca). Os ingressos começam a ser vendidos no dia 13 de maio, mas quem se cadastrar na pré-venda neste link (com inscriçoes abertas até o dia 9 de maio) pode comprar no dia anterior. Abaixo alguns vídeos que fiz da apresentação dele há oito anos: Continue

Sim, teremos mais um show para nos despedir de Gilberto Gil em grande escala em São Paulo, quando ele anuncia mais uma apresentação de sua última turnê Tempo Rei para o dia 18 de outubro, novamente no Allianz Parque. Os ingressos começam a ser vendidos na semana que vem neste link. Mas lembre-se que essa mesma excursão ainda vai passar por várias cidades do Brasil: Rio de Janeiro (também pela segunda vez, 31 de maio e 1º de junho), Brasília (7 de junho), Belo Horizonte (14 de junho), Curitiba (5 de julho), Belém (9 de agosto), Porto Alegre (6 de setembro), Fortaleza (15 de novembro) e Recife (22 de novembro). E se você não foi, dá um jeito de ir porque é um deleite: uma catarse de pura emoção, uma celebração à altura da importância de Gil, um espetáculo de entretenimento com tudo funcionando como tem que ser e um dos melhores shows que eu já vi na vida. Sério mesmo.

Barulhista começou sua temporada no Centro da Terra nos transportando para outro plano. Abriu a noite com um áudio em que explicava como foi convidado para fazer os quatro espetáculos e como eles deveriam se comunicar entre si como uma obra única e depois emendou com um texto de John Cage em que ele explicava o título da temporada – Com os Pés Um Tanto Fora do Chão -, comparando o estado de meditação zen e a sensação de se fazer música um pouco antes de dedicar-se ao laboratório sonoro que montou no palco do teatro, misturando MPC, sintetizador, piano, violão, caixote de madeira e outras ferramentas que usava para fazer música. Sozinho no palco, atirou o público em diálogos captados na rua que falavam sobre a história do Brasil ao mesmo tempo em que ruídos eram disparados pelos samplers, estes intercalados com um violão tocado de forma percussiva (com pequenas baquetas inclusive), uma interpretação para “In a Landscape” (outra aparição de John Cage, fantasma que pairou sobre a noite) ao piano e outras incursões de som tornando-se música, incluindo recortes aleatórios de áudio e batuques na madeira que por vezes utilizava o piano de forma rítmica. Uma introdução e tanto para uma temporada que promete…
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“Música para dançar sentado”, assim o mineiro Barulhista, músico, produtor, arranjador e autor de trilhas sonoras que assume as segundas-feiras de maio no Centro da Terra com sua temporada Com os Pés Um Tanto Fora do Chão, define a tônica de suas apresentações. Na primeira delas, no dia 5, ele vem sozinho, e recebe diferentes convidados a cada nova segunda: no dia 12 convida Pensanuvem e Daisy Serena, no dia 19 chama Luciano Valério e Diogo Cardoso e na última segunda do mes, dia 26, recepciona Juliana Perdigão e Angélica Freitas, sempre celebrando a imprevisibilidade característica de seus trabalhos, quando transforma o som a partir de seu computador, também faz um elogio à palavra escrita e à canção, que se fundem com inesperado. Os espetáculos começam sempre às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.
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Mais um golaço da Balaclava, que traz agora em agosto o trio Supergrass para o Brasil tocando seu álbum de estreia, I Should Coco, que completa 30 anos este ano, na íntegra! O grupo formado por Gaz Coombes, Mick Quinn e Danny Goffey baixa no Brasil no dia 31 de agosto, no Terra SP (aquele que fica na sul, pra lá de Santo Amaro), e os ingressos já estão à venda neste link. Alem do disco de 1995 (grande ano!), a banda mais divertida do britpop inevitavelmente tocarão outros hits da carreira.

Mais improvável que um show dos Simple Minds em São Paulo em 2025 – que, apesar de uma divulgação mínima, lotou o Espaço Unimed – foi ver que a banda escocesa ainda faz bonito nos palcos. E por mais que apenas dois de seus integrantes fazem parte da formação original (o vocalista Jim Kerr e o guitarrista Charlie Burchill), a banda, quase toda formada por pessoas que entraram em 2017 (à exceção do baixista Ged Grimes, no grupo há quinze anos), segura bonito e faz valer a apresentação. Mas é claro que isso diz muito respeito à presença de seus dois fundadores, que além de estarem em ótima forma, carregam a essência da banda e sua dinâmica é própria de outras bandas contemporâneas de sua geração no Reino Unido. O Simple Minds faz parte de uma geração de grupos formada a partir da implosão do pós-punk e que, depois de anos de experimentação, descobriu a simplicidade da melodia e o poder da comunicação em massa como formas de atingir um público muito maior do que seus conterrâneos. E por mais que o público presente em sua maioria reconhecesse apenas seus dois hits (a saber, “Don’t You (Forget About Me)” e “Alive and Kicking”), foi levado pelo entrosamento do grupo liderado por seus dois fundadores, cuja trajetória musical é semelhante à percorrida por artistas como U2, Echo & The Bunnymen, Lloyd Cole and the Commotions, Orange Juice, ABC, Tears for Fears, Human League e Level 42, que começaram a carreira tateando seu futuro em discos que expandiam os limites do rock e da canção para voltar ao formato com melodias mais simples e grudentas que tornaram-se hits pelo planeta nos anos 80. É um recorte específico do rock dos anos 80 que os Simple Minds respondem como herdeiros perfeitos. No repertório, o grupo ignorou seus discos mais experimentais da virada dos 70 para os 80 para ir direto à fase mais pop (dos discos New Gold Dream e Sparkle in the Rain) e ao seu disco mais bem sucedido, Once Upon a Time (de 1985), dando brechas para algumas músicas dos anos 90 e outras poucas deste século. E como a banda sabia que seus dois hits eram o momento de catarse, deixou cada um deles, em versões extendidas, sempre convidando o público para cantar suas melodias irresistíveis das respectivas segundas partes, para as partes finais de sua apresentação, “Don’t You” um pouco antes da banda deixar o palco e “Alive and Kicking” uma antes do show acabar, que só aconteceu depois que eles voltaram com “Sanctify Yourself” de seu disco clássico de 85. A voz intacta e a presença de palco de Jim, além dos solos cheios de efeitos de Burchill ajudaram a deixar o clima da noite na medida para um público saudosista, com mais de 50 anos de idade. Foi massa.
#simpleminds #espacounimed #trabalhosujo2025shows 075

Bad Bunny no Brasil? O Twitter do Allianz Park publicou a foto dessas duas cadeiras de plástico na frente do estádio perguntando se o jovem Benito Antonio teria alguma coisa a ver com isso. Vem aí?
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Essa bola já estava cantada desde que Billie Eilish falou, antes do lançamento de seu disco mais recente, Hit Me Hard and Soft, que Radiohead tinha sido uma de suas grandes influências durante a gravação do álbum. E agora ela solta essa versão maravilhosa para “Creep” no meio de sua apresentação, neste domingo, em Amsterdã, na Holanda. Inacreditável, diz aí.
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Maio já começou e essa é a programação das segundas e terças com música lá no Centro da Terra. A temporada de segunda-feira fica nas mãos do maestro Barulhista, mestre produtor e músico mineiro que reúne camaradas para uma série de apresentações chamada de Com os Pés Um Tanto Fora do Chão, que ele sintetiza na frase “música para dançar sentado”. Ele faz a primeira noite, dia 5, sozinho, para começar a chamar seus convidados nas segundas seguintes: dia 12 recebe Pensanuvem e Daisy Serenna, no dia 19 une-se a Luciano Valério e Diogo Cardoso, para finalizar no dia 26 com Juliana Perdigão e Angélica Freitas. Na primeira terça do mês, dia 6, recebemos o grupo carioca Onda de Beleza Natural formado por Marcos Campello (guitarra), Alex Zhem (sax), João Lourenço (baixo) e Phill Fernandes (bateria), que antecipa seu disco de estreia no espetáculo Pré-Apocalypso, quando mostram sua mistura de guitarradas noise, improviso abstrato e atonal e afrobeat em delírios instrumentais. Na terça seguinte, dia 13, é a vez da belorizontina Josy.Anne, que mostra a segunda parte de sua trilogia Negra Ressonância Mineira chamada Bateia, com uma banda composta por Curumin, Maurício Badé e Podeserdesligado. Na terceira terça do mês, dia 20, Lívio Tragtenberg, Sérgio Villafrança e Henri Daio apresentarem o espetáculo Koisas, que faz uma leitura do clássico disco Coisas de Moacir Santos (1926-2006) à luz de Hans-Joachim Koellreutter (1915-2005), compositor, flautista e educador alemão que revolucionou a música contemporânea no Brasil, com improvisos livres entre a música erudita, popular, experimental e jazz. O mês encerra com com a apresentação solo da compositora, arranjadora e produtora Desirée Marantes, que mostra seu primeiro disco solo, o ambient Reparo, em primeira mão ao vivo no palco do teatro no dia 27, como um espetáculo chamado de Nunca Desi…, em que conta com as participações de Alejandra Luciani (vocais, samplers, efeitos) e Fe Koppe (violoncelo). As apresentações acontecem sempre pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.
#centrodaterra2025

Lady Gaga reatou laços com o Brasil em uma noite épica que superou a catarse produzida por Madonna no ano passado neste sábado, no Rio de Janeiro. Ao mostrar seu melhor disco (o impressionante Mayhem) em formato operístico pop, ampliando a apresentação num enorme espetáculo teatral em larga escala, a cantora mostrou que está no seu auge e a intensidade da apresentação – sentida mesmo à distância, pela TV – mostrou o quanto essa noite foi importante para ela. Juntando mais de dois milhões de pessoas na praia de Copacabana, ela pode ter feito o show mais importante de sua carreira e consagrou a visão do prefeito carioca Eduardo Paes de transformar o meio do primeiro semestre em seu segundo réveillon, seu próprio show de intervalo do Super Bowl que não apenas reforça a importância da música e da cultura em todos os sentidos para o país (e justamente após a época mais trevosa de nossa história recente), como transforma a praia mais famosa do Brasil em um dos palcos mais populosos (e, consequentemente, desejados) do planeta. Com Madonna e Gaga, Paes conseguiu ampliar a quantidade de posições da praia no ranking dos maiores shows de todos os tempos – os réveillons de 1993 (Jorge Ben) e 1994 (Rod Stewart) e a vinda dos Stones (2006) já estavam entre os dez maiores shows de todos os tempos (os dois primeiros nas primeiras posições), com Madonna (no ano passado) e agora Lady Gaga, a praia tem cinco dos dez maiores shows de todos os tempos. Com isso aumenta-se ainda mais a especulação sobre a possibilidade dessa apresentação tornar-se uma atração anual no calendário brasileiro e sobre quem poderiam ser os próximos nomes. Além de vários shows nacionais (imagina essa turnê do Gil em Copacabana), nomes como Taylor Swift, The Weeknd, U2, Beyoncé, Coldplay, Bruno Mars, Rihanna e os próprios Stones de novo (e outros menos cotados, como BTS, Ed Sheeran, Pink Floyd, Metallica, Kendrick Lamar, Pearl Jam, Abba e Adele) surgem como possíveis candidatos. Mas vou deixar minha aposta aqui: Britney Spears.
#ladygaga #gagacabana #copacabana