
O clima descontraído de Stevie Wonder com Nile Rodgers e Pharrell tocando “Get Lucky”, “Le Freak” e “Another Star” no Grammy desse ano estava muito mais à vontade na passagem de som, que tinha, entre os poucos felizardos na platéia, a presença de um Paul McCartney bem empolgado. Ficou demais.
Vi no Consequence of Sound.

O Juntatribo tem um significado especial pra mim pois suas edições marcam minha entrada para o jornalismo. Na primeira, em 93, eu era um menino de Brasília recém-chegado a Campinas e ainda impressionado com a vida cultural de São Paulo (numa época em que a vida social da minha cidade era próxima do zero). Na segunda, eu havia acabado de ser contratado pelo jornal Diário do Povo, o segundo jornal da cidade, depois de passar pouco mais de seis meses colaborando gratuitamente com o jornal, especificamente com o caderno adolescente do título, o Diário Pirata. No mês em que comecei na redação da rua Sete de Setembro, na Vila Industrial, a segunda edição do festival seria realizado e topamos fazer uma edição inteira dedicada ao Juntatribo, funcionando como um guia não-oficial do evento. O Edson Souza encontrou uma versão e a disponibilizou online em sua página do Facebook – reproduzo-a abaixo. E lá se vão 20 anos…

Não é uma pergunta. Um dos nomes mais importantes da música brasileira se explica ao teclado, conversando fiado, esquecendo-se dos anos e lugares pois sua entrega é total à música. No último dia do mês passado, celebrando o aniversário do clássico disco Quem é Quem, de 1973, João Donato revisitou seus próprios standards em excelente companhia. Num show bolado pelo compadre Ronaldo e apresentado no teatro do Sesc Pinheiros, João recebeu novos e velhos amigos – as cantoras Mariana Aydar e Tulipa Ruiz (que arrepiou os pelos da nuca do público numa “Até Quem Sabe?” deslumbrante), o mestre Marcos Valle e uma versão amaciada do Bixiga 70 – e fez um show sublime, uma ode à sua própria musicalidade preguiçosa e audaz. Fiz uns vídeos e postei aí embaixo, quem quiser conferir se estou exagerando é só apertar o play – e boa viagem (e quem quiser saber mais sobre o Quem é Quem, o Ronaldo criou uma tag em seu blog só pra falar do disco)

Domingo depois do carnaval e aquela leseira caiu como uma luva pra Sussa passada que juntou os beats sossegados do velho compadre Camilo Rocha e a performance acústica – sem microfones, em pleno quintalzinho do Neu – do Giancarlo Ruffato, que além de folks de sua autoria, ainda cantou músicas do Erasmo, do Roxette e do Raça Negra. Saca os vídeos que fiz abaixo e as fotos que a Natália fez pra gente, logo abaixo:
Giancarlo Ruffato – “It Must Have Been Love”

O Lollapalooza Brasil acaba de divulgar os horários dos shows em seus dois dias de festival em São Paulo. A minha programação é a seguinte:
No sábado (5 de abril):
Começa com o Lucas Santtana (14h – 15h, no Palco Interlagos)
Depois tem o Café Tacvba (15h30 – 16h30, no Palco Interlagos)
Vê um pouco do Julian Casablancas (16h10 – 17h10, no Palco Skol)
Segue pro Flume (16h45 – 17h45, no Palco Perry)
Vai pra Lorde (18h30 – 19h30, no Palco Interlagos)
Pega o finzinho do Phoenix (18h35 – 19h50, no Palco Skol)
Emenda com a Nação Zumbi (20h – 21h, no Palco Interlagos)
Dá uma olhada no Kid Cudi (21h30 – 22h30, no Palco Perry)
E finaliza no Disclosure (21h30 – 23h, no Palco Interlagos)
No domingo (6 de abril):
Começa com o Johnny Marr (14h20 – 15h20, no Palco Onix)
Segue com a Ellie Goulding (15h25 – 16h25, no Palco Skol)
Corre pro Vampire Weekend (16h30 – 17h30, no Palco Onix)
Volta pro Pixies (17h35 – 18h50, no Palco Skol)
E resta a dúvida entre ir pro Arcade Fire (20h30 – 22h, no Palco Skol), finalmente com um bom disco, e o New Order (20h30 – 22h, no Palco Interlagos), que já vi algumas vezes.
A programação completa segue abaixo. Como é a sua?

Boa notícia: o trio de Hoboken dá mais uma vez suas caras em São Paulo (é a terceira vez, depois de dois shows fantásticos no Sesc Pompéia em 2001 e outro show vespertino no SWU em 2010), dessa vez na Popload do Lucio Ribeiro, no Cine Joia. A má notícia é que o preço de R$ 160 na entrada inteira complica bastante pra quem quer ver a banda…

Domingo passado, Adriano Cintra mostrou as músicas de seu primeiro disco solo, chamado Animal e com previsão de lançamento para esse semestre na Sussa que fizemos no Neu. No pequeno show new wave, ele mostrou músicas com letras escritas por Guilherme Arantes, Tim Bernardes, Odair José, entre outros, além de cantar duas músicas do Cansei de Ser Sexy – veja os vídeos que fiz abaixo, junto com as fotos que querida Ju Alves tirou, saca só:
Adriano Cintra – “Desagradável Aparelho”
Tem mais aí embaixo:

Imagina um show da Rita Lee com o Tutti Frutti no meio dos anos 70? Pare de imaginar e aperte o play no vídeo abaixo, que registra o show da banda no Teatro Záccaro em São Paulo – e além de clássicos do rock brasileiro, Rita ainda embala outras pérolas esquecidas daquela década, como músicas de Emerson Lake & Palmer, Rick Derringer, Dobey Gray e, claro, “Brown Sugar” dos Stones que, spoiler, termina no meio.
O setlist inteiro segue abaixo:

Dois bons momentos da premiação britânica que aconteceu nessa quarta-feira: Pharrell e Nile Rodgers começando com “Get Lucky” e “Good Times” antes de cair em “Happy”…
…e Lorde começou com seu hit “Royals” com o Disclosure tocando a base de sua “White Noise” em câmera lenta num mashup improvável – antes da neozelandesa abrir espaço para a entrada de Aluna Francis, do AlunaGeorge (que compôs a faixa com a dupla), segurar a versão original da faixa.
E, de brinde, os Arctic Monkeys:

Esse show no Olympia aconteceu há dois anos, mas mostra que os Arctic Monkeys já haviam entrado no auge.
Dá uma sacada no setlist: