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Show

gilberto-gil-unplugged

Sei lá, deu vontade de escutar assistir a esse show de novo. Showzaço aliás.

Vale reparar no jovem Lucas Santtana tocando flauta ao lado do mestre. Olha o setlist:

“A Novidade”
“Tenho Sede”
“Refazenda”
“Drão”
“Beira Mar”
“Sampa”
“Parabolicamará”
“A Linha e o Linho”
“The Secret Life of Plants”
“Expresso 2222”
“Aquele Abraço”
“Toda Menina Baiana”
“Se Eu Quiser Falar com Deus”
“Las Tres Carabelas”
“Realce”
“Esotérico”
“Sítio do Pica Pau Amarelo”
“A Paz”
“Palco”

Thurston

Mr. Thurston Moore já está de malas prontas para vir ao Brasil no final do ano, quando toca no Popload Gig do broder Lucio, no dia 4 de dezembro. Grande notícia!

Songs in the Key of Life

Lembra que eu falei que o Stevie Wonder ia fazer uma turnê tocando seu clássico Songs in the Key of Life ao vivo? Pois ele já marcou as datas, no final deste ano:

November 6 New York, NY—Madison Square Garden
November 9 Washington, DC—Verizon Center
November 11 Boston, MA—TD Garden
November 14 Chicago, IL—United Center
November 16 Philadelphia, PA—Wells Fargo Center
November 20 Auburn Hills, MI—Palace of Auburn Hills
November 22 Atlanta, GA—Phillips Arena
November 25 Toronto, ON—Air Canada Centre
November 29 Las Vegas, NV—MGM Grand Garden Arena
December 3 Seattle, WA—Key Arena
December 5 Oakland, CA—Oracle Arena

Os ingressos começam a ser vendidos no próximo dia 22. Alguém se atreve a trazer esse show pro Brasil, por favor?

Já começou a turnê norte-americana da nova encarnação do King Crimson, mas como o David Fricke disse na Rolling Stone:

The future of this Crimson beyond the U.S. tour, especially in studio-album form, is uncertain. “Crimson as a musical undertaking can’t be judged from its records,” Fripp said in a recent British interview. “It can only be judged by live performance.”

He emphasized the latter point in Albany, in a pre-recorded welcoming announcement played over the PA a few minutes before showtime. “Embrace the moment,” Fripp suggested in his soft, precise speaking voice, firmly requesting that the audience turn off and stow all electronic devices. “Use your ears to record and your eyes to video.”

It worked. I periodically looked around the hall, for the tell-tale glow of cell phone cameras and recorders. There were none, all night. If you want a piece of this “Schizoid Man,” you have to be there.

Então enquanto Fripp não registra oficialmente estas apresentações, só nos resta nos contentar com dois vídeos, um com um solo de seus novos três bateristas, Pat Mastelotto, Bill Rieflin e Gavin Harrison:

E uma velha versão para o maior clássico do grupo, “21st Century Schizoid Man”, gravada no Hyde Park em 1969 e uploadada no próprio canal do King Crimson no YouTube:

Tomara que algum maluco se disponha a trazê-los ao Brasil… Imagina…

hole

Isolaram a guitarra e o vocal da Courtney Love em um show recente do Hole e o resultado é triste…

Compara com a versão com a banda completa agora:

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E por falar em Bob Mould, a recente morte da apresentadora de TV norte-americana Joan Rivers fez muitos desenterrarem aparições e grandes momentos em programas mediados pela recém-falecida. E um dos vídeos que mais circulou foi a ida do Hüsker Dü ao ao programa Late Show, onde, além de entrevistados, ainda tocaram duas faixas – “Could You Be the One?” e “She’s a Woman (And Now He’s a Man)”.

Spoon-

O Spoon segue divulgando seu ótimo They Want My Soul e na segunda-feira o grupo passou pelo programa do David Letterman tocando a bela “Inside Out”, saca só:

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Como quem não quer nada a banda gaúcha Wannabe Jalva fechou uma trinca de ouro rumo ao reconhecimento no meio indie norte-americano: seu novo EP Collecture teve suas três faixas disponibilizadas em três diferentes publicações nos EUA – a “Mainline” estreou na revista T do New York Times, a faixa “Miracle” foi apresentada pela primeira vez pela rádio KCRW e agora eles liberam a terceira faixa, “One Way Street” (ouça abaixo), no blog nova-iorquino Brooklyn Vegan. A banda embarca para EUA no mês que vem para colher os frutos deste disco, mas passam antes em São Paulo, quando tocam nesta sexta no Beco 203 (ao lado do Bidê ou Balde) e no domingo no Puxadinho da Praça (com os Single Parents). Vale conferir.

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E o Mac DeMarco tocando “Lights Out” da Angel Olsen? Que conexão!

Não custa voltarmos à original, já que a senhorita Olsen tá garantindo seu lugar no ranking de 2014.

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Foi de chorar.


Spiritualized – “Sound of Confusion”

Jason Pierce trouxe apenas o broder Tony Foster para acompanhá-lo ao teclado elétrico, enquanto empunhava apenas um violão à sua frente. Jason de branco, Tony de preto, um de frente para o outro, ladeados por oito brasileiras divididas em dois quartetos: de preto ao lado de Tony, as cordas; de branco ao lado de Jason, o coral.


Spiritualized – “Feel So Sad”

Uma formação simples que, auxiliada pelo sofrimento gospel das canções do Spiritualized elevou algumas almas na quinta-feira passada, no Audio Club. Cheguei depois do comecinho do show (perdi “True Love Will Find You In The End” de Daniel Johnston), pois saí correndo do curso que estava dando no Espaço Cult (depois falo mais dele aqui), mas consegui pegar mais de uma hora da apresentação que, embora tenha sido assistida em tom solene pela maioria do público, teve seu brilho arranhado por idiotas gritando “toca Raul” em pleno 2014 ou gritando time isso, time aquilo.


Spiritualized – “Stop Your Crying”

Fora esses, a apresentação foi exemplar, Jason moveu os corações dos presentes com suas músicas tristes e hinos a amores passados – não à toa vi mais de um marmanjo debulhar-se em lágrimas durante o show.


Spiritualized – “Ladies and Gentlemen We are Floating in Space”

Músicas simples, mantras circulares envoltos por cordas e um coral gospel que por vezes preenchiam delicadamente os vazios budistas de algumas canções, noutras dava o tom épico ou emotivo que a melodia original apenas insinuava.


Spiritualized – “Broken Heart”

Mas a apresentação Acoustic Mainlines, por mais comovente que pôde ser, é metade do que é o Spiritualized. Várias canções pediam o início de arrebatamento tradicionalmente puxado por viradas de baterias retumbantes ou riffs de guitarra espaciais – e por mais que nossos egos fossem dissipados pelos singelos versos gospel sussurrados por um Jason que quase não se comunicou com o público, fora alguns vagos “obrigado”.


Spiritualized – “Too Late”

Visitando músicas de seus discos mais recentes, a apresentação teve, entre seus grandes momentos, a versão abrasileirada de “I Think I’m in Love”, quando o coral revelou-se brasileiro, respondendo ao refrão com versos em português. Alguns torceram o nariz e acharam brega, mas achei um bonito gesto de saudação ao público brasileiro que não destoou do clima reverente da canção original.


Spiritualized – “I Think I’m In Love”

Um show comovente, mas que funcionou mais como aperitivo para um show completo do Spiritualized, que, um dia, quem sabe, dá as caras por completo por aqui.


Spiritualized – “Goodnight Goodnight”