
Uma das melhores bandas independentes dos Estados Unidos hoje vem pro Brasil na semana que vem, quando o Real Estate se apresenta em São Paulo no dia 20 (olha o pôster feito pela Dani Hasse aí em cima) e no dia seguinte em Porto Alegre. Tenho um par de ingressos do show de São Paulo para sortear e quem quiser concorrer basta escrever nos comentários deste post qual é a sua música favorita da banda e porquê (e não esqueça de deixar seu email para que eu entre em contato). Recebo respostas até o domingo à noite e divulgo o vencedor na segunda de manhã. Valendo!

“Never Catch Me” não foi a única colaboração entre Flying Lotus e Kendrick Lamar, embora seja a única que tenha aparecido no disco do primeiro, o excelente You’re Dead. A faixa “Eyes Above” teria o rapper rimando, mas, em entrevista à Pitchfork, FlyLo disse que os versos não entraram na faixa por “motivos políticos”, sem especificar o que teria acontecido. Mas isso não quer dizer que ele não possa usar os versos ao vivo, como fez no show da quinta-feira que deu em San Diego, nos Estados Unidos.
A foto saiu do Instagram do produtor.


Ainda não temos a confirmação que os Rolling Stones passam pelo Brasil no ano que vem, mas o Lucio ventila a possibilidade de outro monstro clássico do rock dar as caras por aqui em 2015: Bob Dylan estaria cogitando vir à América Latina no próximo semestre e passaria no Brasil entre março e abril, apresentando-se também no Chile e na Argentina. Tomara que role – e que não custe os olhos da cara.

Foram vários os pontos altos do show que Emicida apresentou na semana passada no Sesc Pinheiros: além de repaginar seu último disco e alternar entre o agogô, a caixinha de fósforo e a MPB, Leandro cantou Adoniran Barbosa, Sampa Crew, Código Fatal, resgatou várias antigas que não tocava há eras e puxou para o palco, pela primeira vez, “Papel Rima e Coração“. Mas ninguém acreditou quando ele começou a puxar “Nosso Sonho”, do Claudinho e Buchecha, e todo mundo cantou junto. Foi demais:
Eis os vídeos que fiz do show da quinta-feira.

Emicida lança seu disco mais recente em vinil num show nessa quinta e sexta no Sesc Pinheiros e eu tenho um par de ingressos aqui pra sortear para o primeiro dia. E o show que o rapper apresentará nessa semana não é o mesmo em que lançou o mesmo álbum, há um ano, no mesmo Teatro Paulo Autran. Para apresentar o vinil d’O Glorioso Retorno de Quem Nunca Esteve Aqui, Emicida também desenterrou clássicos de sua curta e notável carreira, como “E.M.I.C.I.D.A” , “Só Mais Uma Noite”, “Cacariacô”, “Rua Augusta” e “Então Toma” e vai inclusive assumir a MPC em uma das músicas. Ainda há ingressos à venda, mas quem quiser concorrer a um par de ingressos pra essa quinta-feira é só contar qual é a sua música favorita do Emicida e explicar por quê (e não esqueça de colocar seu email pra que eu entre em contato). Abaixo os vídeos que fiz do show de lançamento desse disco mais recente, no ano passado.

Às vésperas de completar duas décadas de existência, o Wilco preparou dois sets comemorativos em forma de disco – a coletânea dupla What’s Your 20 (que reúne os principais hits da história da banda) e a caixa quádrupla Alpha Mike Foxtrot Rarities (que compila músicas que não entraram na discografia oficial do grupo). As duas coletâneas foram organizadas pela produtora Cheryl Pawelski, que também organizou as caixas Keep an Eye on the Sky do Big Star e A Musical History da The Band (duas caixas preciosíssimas, diga-se de passagem). As duas coletâneas já estão em pré-venda e a ordem das faixas de ambas segue abaixo.
Dentro das comemorações do novo aniversário, a banda de Jeff Tweedy também anunciou sua residência por uma semana no Riviera Theatre, em sua cidade-natal Chicago, nos EUA. Por seis dias consecutivos entre 5 e 12 de dezembro, a banda fará seis shows diferentes, tocando material de diferentes épocas num evento perfeitamente chamado de Wilco Winterlude. A residência faz parte das comemorações do Holiday Concert For the Kids, da rádio local WXRT, que estimula os convidados a trazer brinquedos e livros usados para serem doados para hospitais infantis. Os ingressos começam a ser vendidos nesta sexta, pra quem quiser se arriscar…
Abaixo, as faixas das duas coletâneas recém-anunciadas:

A bola já vinha sendo cantada há um tempinho e o próprio Paul McCartney confirmou nessa segunda que fará mais três shows no Brasil ainda em novembro deste ano: dia 10 em Vitória, dia 23 em Brasília e dia 25 em São Paulo. Agora só falta os Stones e o Who confirmarem no início do ano que vem.

Mais um daqueles shows que prometem: Patti Smith já avisou que, no ano que vem, fará alguns shows tocando seu primeiro disco Horses na íntegra. Lançado em 1975 Horses pode ser considerado o marco zero da era punk, pois foi o primeiro registro de uma cena barulhenta que começou a se apresentar num muquifo nova-iorquino chamado CBGB’s e que deu ao mundo bandas como Talking Heads, Television, Ramones e Blondie, entre outras – gente que foi influenciar, na Inglaterra, o nascimento de bandas como Sex Pistols, Clash, Buzzcocks e outras tantas.
Patti contou a notícia à Rolling Stone, quando lembrou que o disco havia sido programado para ser lançado no dia 20 de outubro de 1975, data que marcaria o 121º aniversário do poeta francês Arthur Rimbaud, um dos ídolos de Patti, ao lado de Jim Morrison e Lou Reed. “Algo aconteceu por causa da crise do petróleo – eles não tinham vinil suficiente – e o disco teve de ser adiado e eu fiquei bem chateada. Até que o (fundador da gravadora Arista) me disse que ‘era uma pena, o disco só poderia sair no dia 10 de novembro, não há nada que possamos fazer.’ E então eu ri e disse: ‘bem, esse é o aniversário da morte de Rimbaud’. Ainda era mágico”, disse a cantora e compositora ao site da revista.
Mais do que importante, Horses é um disco perfeito: tem o despojo do punk sem abrir mão de uma musicalidade clássica e Patti realmente encarna esse híbrido de Rimbaud e Jim Morrison andrógino que era a cara do rock nos anos 70, perdido entre o glam e o início do punk, ciente de sua rebeldia e de sua decadência. É o passaporte dela para entrar na história – e não apenas na do rock. E se você ainda não ouviu…

Desde que comecei a filmar shows, o único artista que não filmei dos shows que vi (que eu me lembre) foi Jeff Mangum, quando o homem Neutral Milk Hotel nem havia cogitado reunir sua velha banda. Por um bom tempo, os vídeos ou registros de áudio dos shows da volta do indie mais recluso dos anos 90 eram raros e esparsos, mas eles ficaram mais frequentes à medida em que, com a volta do Neutral Milk Hotel, no ano passado, os shows foram ficando maiores e menos intimistas. Tanto que esse cara conseguiu filmar todo o show que a banda apresentou no Folk Festival de Ottawa, no Canadá, no mês passado. Bom demais!
Dica do Carbone.