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Paranoia

Projeto Rain Down

O Andrews, que já tinha feito um clipe de “Paranoid Android” ao vivo em São Paulo usando apenas vídeos feitos com as câmeras dos fãs, resolveu dar continuidade ao projeto de registrar o show do Radiohead no Brasil e transformou o esforço no blog Projeto Rain Down, em que, além de disponibilizar os vídeos, ainda conta a rotina de sua jornada. Vale acompanhar.

O Bruno fala mais sobre a ladeira cada vez mais íngreme do Rio de Janeiro… :-/

Parece que vai ser melhor que o Código Da Vinci – mesmo porque é melhor até no livro.

Sem volta?

Há alguma chance de os fãs acreditarem que “o sonho não acabou”?
Não, não. (Enfático) Não. Se você com isso quer saber se a banda voltou, a resposta é não.

Camelo, em entrevista à Tribuna, de Vitória, sobre o estado das coisas com o Los Hermanos (pra ler a entrevista, você tem que entrar no site do jornal e procurar pelo PDF da página 8 do dia 25 de março deste ano – ou ler nestes JPGs aqui)

Tá passando aqui, se liga, a partir das 22h.

Matador

Uou. Eu até esperava que isso fosse acontecer, mas não agora, muito menos desse jeito. Fo-da. No fim, o episódio, que parecia apenas enrolar, com alguma seriedade, sobre o passado dos dois personagens principais e a relação entre eles, já entrou pra galeria de episódios-chave da série.

Nota: 8

4:20

Perdido?

Eis que surge Lost Untangled pra ajudar a desembaralhar a cabeça de quem tá batendo pino por conta da série. Mas em um determinado momento, o filminho aí em cima joga um spoiler que pilha ainda mais o que aconteceu no episódio de ontem. Se você não quer ver, nem clica no vídeo – ou se quiser ver só isso, basta ir no blog do Carlão, já que foi ele quem pinçou a pérola.

O que aconteceu…

…aconteceu. Pelo menos foi isso que disse Daniel Faraday – e será que o próximo episódio (batizado justamente de Whatever Happened, Happened) vai concluir isso ou mudar tudo?

Coisa de Idiota

Da mesma forma que o Cearenses Internacionais foi inspirado no Men Who Look Like Old Lesbians, o Coisa de Idiota – o terceiro blog de Mauro A, do Wagner & Beethoven – também é uma apropriação abrasileirada (paulistanizada, melhor dizendo), do Stuff White People Like. Com acidez pingando em cada linha, os posts não perdoam ninguém – da turma da Mercearia à de órfãos do Notícias Populares, passando pelo Humberto Finatti, cotas para minorias, o Museu da Língua Portuguesa, filmes com Morgan Freeman, grafiteiros e motoboys, pelo dito humor inteligente no Brasil, camisetas regata e a Livraria Cultura, hábitos, personalidades e eventos são devidamente escarnecidos e humilhados. E como ando numa correria, em vez de descrever o trabalho do sujeito, resolvi sampleá-lo. Vale a visita:

15. Sampa

Ah, não. Isso não era coisa só de carioca? Por que é que agora todo mundo, inclusive em São Paulo, fala “Sampa” com a maior naturalidade, como se não fosse o apelido de cidade mais hediondo da história? “Floripa”, por exemplo, não deixa de ser também dolorosamente ridículo – mas lá as pessoas são ou surfistas ou tenistas, e não se pode exigir que elas articulem qualquer palavra com mais de três sílabas. Mas “Sampa”? Não, não. Primeiro, que falar “São Paulo” não é exatamente o maior desafio do mundo; segundo, que quando uma pessoa fala “Sampa” na minha frente ela automaticamente assume a forma do Otávio Mesquita de bermudão e fazendo mini-hang-loose, mesmo que na realidade ela esteja de fraque e cartola, ou mesmo que ela seja a Juliette Binoche. “Sampa” é coisa de coroa excessivamente extrovertido, usando roupas que obviamente não foram feitas para ele. “Sampa” é uma dessas palavras (como “blogosfera” e “desigualdade”) que nunca foram ditas por alguém que não fosse idiota.

25. Banheiro vs. e-books

Não tenho a menor idéia de qual é o futuro das publicações impressas, não sei se as pessoas algum dia vão preferir ler tudo na tela do computador ou não, mas por favor não diga que o e-book ou algo parecido está fadado ao fracasso simplesmente porque a humanidade sempre vai preferir levar livros ou jornais para ler no banheiro. Vamos lá, deve haver um argumento melhorzinho. Sem falar que essa tese faz qualquer um involuntariamente visualizar você sentado no vaso, de calças arriadas e lendo uma antologia de crônicas bem-humoradas da Danuza Leão, ou mais um contundente artigo do Sérgio Augusto sobre as eleições americanas no Estadão, e se você não quer que isso aconteça, tenha certeza de que ninguém mais quer.

03. Tarantino

O problema nem está nos filmes dele, mas nas idéias que esses filmes despertam em idiotas que fazem muita força para parecer cinéfilos: “Na minha festa só vou tocar música dos filmes do Tarantino, inclusive intercalando com os diálogos mais legais, na íntegra”. Para um idiota, não basta ligar o DVD, apertar o play e, de preferência, manter a boca fechada: “Quer passar lá em casa amanhã à noite? Vou colocar umas cadeiras de praia no quintal, chamar uma galera e projetar Kill Bill 1 e 2 seguidos no telão”.

Mas não são só os filmes do Tarantino que deixam esses oligofrênicos com vontade de fazer eventinhos ou performances. Não faltam imbecis dispostos a assistir à filmografia completa de Stanley Kubrick de ponta-cabeça ou a sincronizar a imagem de “Weekend à Francesa” com o som do LP dos Saltimbancos. Só existe um jeito, aliás, de ver filme do Godard sem parecer afetado: dormindo.

21. Paulo César Peréio

Ele fala “porra” o tempo todo, né? Puxa, que loucura, que vontade de conversar horas sobre isso.

01. Bater palmas quando ri

Ninguém normal faz isso. Nenhuma criatura sã, quando ouve uma coisa engraçada e começa a rir, sente o impulso de bater palmas. Ninguém, ninguém. Essa doença social foi inventada a certa altura da Grande História de Idiotice e parece se tornar a cada dia mais freqüente e intensa. A prova de que isso não faz parte da expressão natural do riso é que as palmas são típicas de ambientes onde a graça passa longe, como o Terça Insana ou apresentações de auto-declarados stand-up comedians brasileiros. O problema é que o hábito se espalhou para fora desses espetáculos de humor constrangedor, e é possível que você, numa inocente reunião de amigos, amigos que você pensava conhecer, faça uma gracinha e seja surpreendido por alguém gargalhando e aplaudindo ao mesmo tempo a sua piada, o que estragaria irremediavelmente a graça dela. Afinal, como sabe todo ser humano mentalmente saudável, a risada com palmas destrói de forma definitiva qualquer vontade genuína de rir. Porque é coisa de idiota.

23. Mulheres como desculpa

Warren Beatty, Porfírio Rubirosa, Errol Flynn, cada um deles levou para a cama um número de mulheres superior ao total de mulheres que já pegaram metrô e ônibus junto com você em toda a sua vida, e eles jamais se rebaixariam a sequer saber pronunciar sordidezas como forró, show da Ivete, livro do Leminski, violão clássico, Djavan, barba desenhada à laser, exposição de fotos de moradores de rua, cachorrinhos; portanto, na próxima vez em que você inventar de passar o carnaval em Salvador, ter aulas de dança de salão, ver uma mostra de fotografia no Itaú Cultural, passear com o seu pug de estimação, ou for flagrado comprando uma coletânea de poesia de vanguarda, não tente justificar dizendo que tudo isso faz parte da sua infalível estratégia para atrair as mulheres, como se você fosse uma espécie de Casanova com sotaque mooquense, e reconheça que está apenas cedendo às imperiosas determinações do seu mau gosto.