
Clássico cult dos anos 80, Betty Blue volta aos cinemas em seu aniversário de 40 anos. A distribuidora Pandora avisa que a versão restaurada em 4K do filme de 1986 de Jean-Jacques Beineix estrelado pela deslumbrante Béatrice Dalle estará em salas de cinema no Brasil a partir de abril.
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Clássico do Cinema Novo paulista que completou 60 anos no ano passado, São Paulo Sociedade Anônima, de Luiz Sergio Person, volta às telas de cinema em versão 4K a partir do dia 26 de fevereiro. Com Walmor Chagas, Darlene Glória, Ana Esmeralda e Eva Wilma no elenco, é um dos melhores filmes sobre a maior cidade do Brasil.
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Um clássico da nouvelle vague, um Cronenberg, um Antonioni e um Bergman: eis as escolhas de Charli XCX no armário da Criterion. Mas ela escolheu filmes bem fora da curva e deu uma das melhores definições sobre o cinema de David Cronenberg, quando explica que saiu do filme escolhido “confusa, por não saber o que eu achava sobre o filme” e que acha que descobriu “um novo sentimento depois de assisti-lo” – e isso vale pra praticamente todos os filmes do mestre canadense.
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“Nessa mesma casa de shows, Prince começou sua Revolution, agora é a nossa vez”, disse o guitarrista Tom Morello na sexta–feira passada, ao começar seu show dentro do festival Defend Minnesota ,que foi realizado no First Avenue, em Mineápolis, nos EUA, quando anunciou que iria cantar um velho hino de guerra, pedindo para o público cantar junto antes de cair no maior hit de sua antiga banda, o Rage Against the Machine. Que momento!
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Bruce Springsteen vem se tornando uma das principais vozes da classe artística estadunidense contra o regime que Donald Trump baixou em seu país, chegando ao cúmulo de ter sua milícia particular assassinando pessoas inocentes, especialmente na cidade de Mineápolis, que tornou-se o epicentro dessa nova tragédia nos EUA. E depois de esbravejar em shows e entrevistas, ele resolveu eternizar essa era de trevas em seu país em uma canção. “Streets Of Minneapolis” em que retoma o tom das canções de protesto à Bob Dylan para descrever o estado decrépito que seu país afunda em violência, mencionando por nome, tanto as vítimas fatais do governo norte-americano (Alex Pretti e Renee Good) quanto os patifes que orquestraram essa desordem, os palhaços de extrema-direita Stephen Miller (vice-chefe do gabinete de políticas públicas da Casa Branca), Kristi Noem (secretária de segurança interna) e, claro, o agente laranja que escangalha de vez os EUA, chamado por Bruce na música de “Rei Trump”. A capa do single não deixa meios-termos ao mostrar um protesto dos cidadãos daquela cidade contra a polícia particular de Trump.
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26 de fevereiro: eis a data de lançamento de The Moment no Brasil. O pseudodocumentário sobre o fenômeno Brat conduzido por Charli XCX entre 2024 e 2025 e dirigido por Aidan Zamiri, acaba de estrear no festival de Sundance e, às vésperas do lançamento da trilha sonora produzida por seu compadre A.G. Cook, anuncia a data de lançamento do filme em diversas praças no clipe da música “Residue”, estrelado pela própria Charli e por outra atriz do filme, Kylie Jenner. Boa notícia!
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A semana começa com Mr. Bungle no Cine Joia, mas o mais legal é saber que Mike Patton e companhia chamaram os brasileiros do Test pra abrir o show desta segunda. Foda demais!

Tem Plastikman e Bernard Herrmann, Ryuichi Sakamoto e Leonard Cohen, Aphex Twin e Syd Barrett, Bill Evans e Lee Hazlewood, Faust e Danny Brown, Nino Rota e até o brasileiro José Mauro: o Radiohead acaba de disponibilizar o mix que o Thom Yorke criou para a abertura dos shows que fizeram no ano passado em quatro capitais europeias. O link pra mixtape em diferentes plataformas – inclusive um mix completão, no Mixcloud -, ouça abaixo: Continue

Quando Charli XCX despediu-se do verão Brat no final do festival de Coachella do ano passado, ela não estava apenas colocando o ponto final em seu bem sucedido experimento pop de 2024, como também estava esticando-o como reticências para um novo momento para o disco. O momento em si (er…) era o próprio filme The Moment, que estreia no próximo dia 30 nas telas do hemisfério norte, pseudodocumentário feito no meio da turnê do infame disco verde-limão que lida com a dor e a delícia de se cumprir uma agenda intensa quando se chega um ponto alto do showbusiness (que inclui, mais infâmia de piada interna, documentários sobre turnês gigantescas). O documentário começou a ser revelado ali, quando, no telão, ela duvidava sobre o fim do verão Brat e, no som, ouvíamos um remix de “I Love It”, hit da dupla sueca Icona Pop que colocou Charli no mapa mundial da dance music em 2012, que dá ênfase em dois versos da canção: “Eu amo” e “eu não me importo”. Foi revelado no ano passado que o remix era, na verdade, uma faixa inédita do produtor e broder de Charli, A.G. Cook, que assina a trilha sonora do documentário e batizou aquele último suspiro de Brat de “Dread” (nojo), sintetizando o lado pesado da fama multimilionária que quase nunca é mencionado por seus protagonistas. Na semana passada, Cook lançou mais uma música da mesma trilha, um IDM pesadíssimo chamado “Offscreen”, o que indica que Brat seguirá vivo por mais alguns meses mesmo que Charli esteja mais ocupada com sua carreira nos cinemas – e siga dando aulas de como lidar com o mondo pop na terceira década do século 21.
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Nesta quarta-feira, o Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo dá início à Mostra Todd Haynes, que, com curadoria de Carol Almeida e Camila Macedo, reúne 23 obras, entre filmes dirigidos por Haynes e outros que dialogam com sua obra. Entre os filmes do homenageado estão seus primeiríssimos filmes, como O Suicídio (de 1978) e Assassinos: um filme sobre Rimbaud (de 1985), Carol, Dottie Leva Palmadas, Longe do Paraíso, os inacreditáveis Mal do Século e Não Estou Lá (sobre Bob Dylan), O Preço da Verdade, Veneno, Segredos de um Escândalo, Sem Fôlego, Velvet Goldmine e o documentário que ele fez sobre o Velvet Underground. Além dos filmes de Haynes, a mostra ainda reúne títulos como Uma mulher Sob Influência de John Cassavetes, O Medo Devora a Alma de Fassbinder, Jollies da Sadie Benning e Jeanne Dielman, 23, quai du commerce, 1080 Bruxelles de Chantal Akerman, entre outros. A programação completa está no site do CCBB.