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Paranoia

Banksy – aquele que disseram outro dia que teve sua identidade revelada numa matéria da Reuters – acaba de dar as caras na rua de novo. E fez com uma estátua no meio de Londres, na Inglaterra, representando um personagem-símbolo dos nossos tempos: o idiota convicto.

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E essa história que vão refilmar o Possession do Andrzej Żuławski com a Margaret Qualley tentando recriar a atuação histórica da Isabelle Adjani? Não pode ser…

A espera terminou. Depois de teasers e pôsteres, a dupla escocesa preferiu ir direto ao ponto antes de começar uma caça ao tesouro como a que fez em 2013 antes de anunciar seu Tomorrow’s Harvest. O novo disco chama-se Inferno e será lançado no próximo dia 29 de maio. Não sabemos se haverá algum single ou clipe antes do lançamento nem se a “faixa 05” que eles liberaram esses dias é a quinta música do disco, “Father and Son”. Aliás, isso é uma das poucas coisas que sabemos sobre o álbum, sua capa e o nome das 18 músicas.

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Quando Guilherme Held e Kiko Dinucci subiram ao palco do Centro da Terra apenas com seus instrumentos, todos os presentes sabiam que íamos, como nas segundas anteriores de sua temporada Abriu o Fuzz (quando recebeu Fernando Catatau e Lúcio Maia para duelos da mesma natureza), mergulhar no universo da guitarra elétrica sob os auspícios de dois magos das seis cordas. O encontro, porém, foi muito além dos timbres, solos e riffs característicos no manejo daquele instrumentos, quando os dois usaram suas guitarras para explorar os limites e possibilidades da eletricidade sonora, usando a guitarra mais como um cajado sobrenatural do que condutor de melodias e indutor de harmonias e ritmos. Enquanto Kiko enfiava objetos entre as cordas – tocando-a até com um arco de viola – e trabalhava com texturas fantasmagóricas e bordoadas rítmicas, Held repetia loops de notas sequenciais que acelerava ou desacelerava de acordo com as vibrações sísmicas no palco. Na maior parte do show as guitarras não soavam como guitarras, refletindo a reverberação elétrica dos efeitos e texturas manipulados pelos dois, mas em alguns momentos soava como uma conversa alienígena, uma linguagem robótica testando as fronteiras de possibilidades entre a música, a física e a matemática. A ausência do laser de Paulinho Fluxuz, que não pode participar desta única apresentação da temporada, deixou a iluminação mais estática e pensativa, reforçando a transposição sonora da dupla. Tá doido!

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Lançada dias após a prisão em Londres de um de seus líderes por protestar contra o genocídio na Palestina, “Boots on the Ground”, a nova canção do grupo Massive Attack coincide em ser a primeira canção inédita de Tom Waits em quinze anos. “Um dia, há muitos anos, aceitei o convite do Massive Attack para colaborar”, escreveu Waits sobre o lançamento do single. “O longo atraso no lançamento nunca me preocupou. Hoje, como em toda a história da humanidade, é garantido que esse tipo de música nunca sairá de moda e que a tolice humana de cometer fracassos é um banquete para as moscas”, explicou antecipando que o grupo inglês ainda lançará o single em vinil com outra música, chamada “The Fly”, como seu lado B. O clipe ainda traz uma série de imagens maravilhosas do fotógrafo estadunidense @thefinaleye, que vem cobrindo protestos em seu país desde o assassinato de George Floyd aos protestos contra a milícia de Trump contra os imigrantes daquele país, mostrando que, mesmo que as tensões políticas do mundo pareçam pairar sobre a Europa, a América Latina, os países árabes e a Ásia Central, o pau anda comendo nos Estados Unidos há muito tempo… Detalhe: a música não está no Spotify.

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Depois de um vídeo rápido cheio de ruído e estática espalhado entre os fãs mais hardcore por fitas de VHS, os Boards of Canada acabaram de soltar um vídeo mais longo, menos barulhento e mais delicado, embora igualmente críptico, batizado de “Tape 05”. Ainda não sabemos se é uma música nova ou se é só mais um degrau de expectativa rumo ao próximo disco, que a gravadora deles, a Warp, já confirmou que está vindo aí

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Eis o trailer da continuação do magnífico Godzilla Minus One, de 2023, o melhor filme já feito sobre o monstro radioativo japonês. E não bastasse manter o clima e a tensão do primeiro filme, esta continuação, chamada de Godzilla Minus Zero, que estreia em novembro deste ano nos cinemas, leva o réptil gigantesco para o outro lado do planeta. Sente o drama.

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Robert Del Naja, do Massive Attack, foi um entre as centenas de pessoas presas em Londres, na Inglaterra, neste sábado, por protestar contra o genocídio da Palestina. Que absurdo.

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Um dos maiores clássicos do cinema de horror italiano e a obra-prima do mestre Dario Argento volta às telonas em versão restaurada em 4K. Suspiria, que completará 50 anos no ano que vem, é o melhor exemplo do terror giallo, gênero lapidado pelo gênio precoce italiano que, depois de explorar o suspense hitchcockiano em três filmes notáveis (O Pássaro das Plumas de Cristal de 1970, O Gato de Nove Caudas e Quatro Moscas Sobre Veludo Azul, ambos de 1971), passa a trabalhar com o horror gore, mostrando mortes trágicas e gráficas com cores saturadas, o que se tornou uma característica deste novo formato, iniciado com o ótimo Profondo Rosso (título que explicita seu novo apreço pelas cores – “vermelho escuro” em italiano, que no Brasil saiu como Prelúdio para Matar) de 1975, seguido por Suspiria, que a princípio parece um filme B sobre uma suspeita uma escola de balé que revela-se um antro de bruxas, mas que provoca o espectador justamente por parecer uma película de baixo orçamento (e falado em inglês – mal dublado -, embora apenas a protagonista Jessica Harper originalmente fale esse idioma). Sem contar a trilha sonora absurda do grupo prog italiano Goblin, uma das melhores trilhas de terror já feitas. Suspira chega aos cinemas brasileiros no dia 23 de abril, mas no dia 17 o CineSesc aproveita a nova versão para lançar o Ciclo Dario Argento, que além do filme de 1977 ainda exibirá O Pássaro das Plumas de Cristal, O Gato de Nove Caudas, Prelúdio para Matar, Tenebre (de 1982), Phenomena (de 1985) e Terror na Ópera (de 1987). O relançamento também trará um mimo exclusivo para os fãs, quando o filme será lançado pela primeira vez no país, acredite, em VHS, em uma edição que contará com apenas 100 cópias e estará à venda apenas nas lojas FAMDVD, The Originals e Bazani Geek Store. Imperdível!

“Feliz Páscoa para todo mundo”, disse Letícia Novaes ao saudar o público que lotou o teatro do Sesc Pinheiros no domingo depois de enfileirar, sem conversa, as três primeiras músicas do novíssimo quarto álbum de seu Letrux, SadSexySillySongs, “e se vocês olharem embaixo da cadeira de cada um… não vai ter nada!”, arrematou arrancando gargalhadas. E não tem como. Apesar de ser um disco de fossa, a versão ao vivo de seu novo álbum não consegue fugir do território do humor, que ela sempre passeou com fluidez – até brincou que havia começado no stand-up comedy junto com Paulo Gustavo, Marcus Majella e Fábio Porchat, “podia estar milionária”. Mas as brincadeiras rápidas entre as músicas eram só o conforto momentâneo para um repertório que é uma faca no coração – e além das músicas do novo álbum, ela ainda visitou faixas de seus discos anteriores (“Leões”, “Abalos Sísmicos” e “Flerte Revival”) que também caminham no mesmo território pensativo e triste do novo disco e outras de outros autores, como a eterna “Pra Dizer Adeus” (de Edu Lobo e Capinam, pinçada via Maria Bethânia, a quem ela rezou para cantar sua música seguinte, “Ornamentais”), uma Alanis Morissette em versão brasileira (“You Learn” que virou “Tu Aprende”) e a clássica latina “Piel Canela”, além de outra música sua de outra encarnação, quando cantava no Letuce, “Seresta Quentinha”. Mas a principal mudança deste novo universo musical não é lírica – embora ela tenha aberto uma faixa no final da noite para enfatizar sua ênfase na letra – e sim o fato que Letícia não conta mais com a mesma banda que a acompanhou nos três primeiros discos. Ela segue solta no meio do palco, mas em vez de liderar uma banda com guitarra, teclado, baixo e bateria, vem ladeada de dois músicos – o guitarrista (e produtor do disco) Thiago Rebello e a violonista Cris Ariel -, que a erguem entre beats e camas pré-gravadas de áudio e suas cordas, que por vezes estão na raiz da música brasileira, outras conversam com o blues, noutras com o rock e em outras com o jazz. Assim a apresentação ganha ares de cabaré (principalmente pelas belíssimas luzes de Felipe Leo Pardo), algo que é escorraçado cenicamente de cara, quando vimos, logo que sobe a cortina, uma cama de casal no meio do palco, em que ela, literalmente, deita e rola..

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