
“You don’t know me…” desafia Caetano Veloso logo ao início de seu segundo disco gravado em Londres em 1972, o mitológico Transa, que agora vai virar documentário produzido por Paula Lavigne e dirigido por Renato Terra e Ricardo Calil, como foi antecipado ao jornal O Globo. Os dois já dirigiram juntos outros dois capítulos diferentes da história do baiano, em dois documentários: Uma Noite em 67 (de 2010), em que dissecam o clássico festival da canção que revelou a geração-base que se tornou o que até hoje chamamos MPB, e Narciso em Férias (de 2020, também produzido por Paula), que conta o período em que o baiano foi preso, torturado e exilado do Brasil durante a ditadura militar. Agora os dois se debruçam sobre as sete músicas do disco como fios condutores para o período em que Caetano foi forçado a fugir para Londres, na Inglaterra, quando gravou dois discos, o primeiro homônimo em 1971 e Transa no ano seguinte, quando compôs o disco com uma banda formada por Jards Macalé, Moacyr Albuquerque, Áureo de Souza e Tutty Moreno, além de participações de Gal Costa e Angela Ro Ro. Não há previsão de lançamento por enquanto.

Enorme satisfação em receber mais uma vez no Centro da Terra o trio fluminense Crizin da Z.O., que ocupa as segundas-feiras de maio com temporada Acontecimento, em que utiliza o palco do teatro como um espaço-tempo imprevisível. E assim Cris Onofre, Marcelo Fiedler e Danilo Machado convidam diferentes artistas para criar nestes instantes e a cada segunda-feira recebem novos parceiros. A primeira,a dia 4, vem com Kiko Dinucci abrindo caminhos. Depois, dia 11, recebem a dupla Deaf Kids. No dia 18 é a vez de receberem os produtores MNTH, Lcuas Pires e Mbé e encerram estes acontecimentos com a presença de Juçara Marçal no dia 25, sempre misturando funk carioca com elementos de vanguarda, noise e eletrônica. As apresentações começam pontualmente a partir das 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.
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Banksy – aquele que disseram outro dia que teve sua identidade revelada numa matéria da Reuters – acaba de dar as caras na rua de novo. E fez com uma estátua no meio de Londres, na Inglaterra, representando um personagem-símbolo dos nossos tempos: o idiota convicto.
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E essa história que vão refilmar o Possession do Andrzej Żuławski com a Margaret Qualley tentando recriar a atuação histórica da Isabelle Adjani? Não pode ser…

A espera terminou. Depois de teasers e pôsteres, a dupla escocesa preferiu ir direto ao ponto antes de começar uma caça ao tesouro como a que fez em 2013 antes de anunciar seu Tomorrow’s Harvest. O novo disco chama-se Inferno e será lançado no próximo dia 29 de maio. Não sabemos se haverá algum single ou clipe antes do lançamento nem se a “faixa 05” que eles liberaram esses dias é a quinta música do disco, “Father and Son”. Aliás, isso é uma das poucas coisas que sabemos sobre o álbum, sua capa e o nome das 18 músicas.
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Quando Guilherme Held e Kiko Dinucci subiram ao palco do Centro da Terra apenas com seus instrumentos, todos os presentes sabiam que íamos, como nas segundas anteriores de sua temporada Abriu o Fuzz (quando recebeu Fernando Catatau e Lúcio Maia para duelos da mesma natureza), mergulhar no universo da guitarra elétrica sob os auspícios de dois magos das seis cordas. O encontro, porém, foi muito além dos timbres, solos e riffs característicos no manejo daquele instrumentos, quando os dois usaram suas guitarras para explorar os limites e possibilidades da eletricidade sonora, usando a guitarra mais como um cajado sobrenatural do que condutor de melodias e indutor de harmonias e ritmos. Enquanto Kiko enfiava objetos entre as cordas – tocando-a até com um arco de viola – e trabalhava com texturas fantasmagóricas e bordoadas rítmicas, Held repetia loops de notas sequenciais que acelerava ou desacelerava de acordo com as vibrações sísmicas no palco. Na maior parte do show as guitarras não soavam como guitarras, refletindo a reverberação elétrica dos efeitos e texturas manipulados pelos dois, mas em alguns momentos soava como uma conversa alienígena, uma linguagem robótica testando as fronteiras de possibilidades entre a música, a física e a matemática. A ausência do laser de Paulinho Fluxuz, que não pode participar desta única apresentação da temporada, deixou a iluminação mais estática e pensativa, reforçando a transposição sonora da dupla. Tá doido!
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Lançada dias após a prisão em Londres de um de seus líderes por protestar contra o genocídio na Palestina, “Boots on the Ground”, a nova canção do grupo Massive Attack coincide em ser a primeira canção inédita de Tom Waits em quinze anos. “Um dia, há muitos anos, aceitei o convite do Massive Attack para colaborar”, escreveu Waits sobre o lançamento do single. “O longo atraso no lançamento nunca me preocupou. Hoje, como em toda a história da humanidade, é garantido que esse tipo de música nunca sairá de moda e que a tolice humana de cometer fracassos é um banquete para as moscas”, explicou antecipando que o grupo inglês ainda lançará o single em vinil com outra música, chamada “The Fly”, como seu lado B. O clipe ainda traz uma série de imagens maravilhosas do fotógrafo estadunidense @thefinaleye, que vem cobrindo protestos em seu país desde o assassinato de George Floyd aos protestos contra a milícia de Trump contra os imigrantes daquele país, mostrando que, mesmo que as tensões políticas do mundo pareçam pairar sobre a Europa, a América Latina, os países árabes e a Ásia Central, o pau anda comendo nos Estados Unidos há muito tempo… Detalhe: a música não está no Spotify.
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Depois de um vídeo rápido cheio de ruído e estática espalhado entre os fãs mais hardcore por fitas de VHS, os Boards of Canada acabaram de soltar um vídeo mais longo, menos barulhento e mais delicado, embora igualmente críptico, batizado de “Tape 05”. Ainda não sabemos se é uma música nova ou se é só mais um degrau de expectativa rumo ao próximo disco, que a gravadora deles, a Warp, já confirmou que está vindo aí…
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Eis o trailer da continuação do magnífico Godzilla Minus One, de 2023, o melhor filme já feito sobre o monstro radioativo japonês. E não bastasse manter o clima e a tensão do primeiro filme, esta continuação, chamada de Godzilla Minus Zero, que estreia em novembro deste ano nos cinemas, leva o réptil gigantesco para o outro lado do planeta. Sente o drama.
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Robert Del Naja, do Massive Attack, foi um entre as centenas de pessoas presas em Londres, na Inglaterra, neste sábado, por protestar contra o genocídio da Palestina. Que absurdo.
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