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Paranoia

Calma gente, é só boato.


Rita Lee em 1976

O governador do Sergipe, Marcelo Déda, comentou o ocorrido no show de Rita Lee, no fim de semana, no blog do Jorge Bastos Moreno, no Globo. Segue o trecho final, depois que ele tece (bem) todas suas considerações sobre o que aconteceu:

Não sei se foi Chico Buarque quem disse certa vez que nem toda loucura é sinônimo de genialidade e nem toda lucidez é sinal de velhice. Ouso dizer que viver o equilíbrio entre ambas – loucura e lucidez – produz grandes obras e eterniza grandes artistas. Continuarei a aplaudir e respeitar todos os que na vida e na arte constroem essa maravilhosa síntese.

Vale ler a íntegra. E a foto que ilustra o post foi postada no Facebook na tarde de segunda por Roberto de Carvalho.

Vocês ouviram falar da notícia, mas viram a cena?

4:20

E enquanto os boatos sobre o filme da cultuada série do meio da década passada começam a se materializar, eis que as primeiras informações sobre uma nova temporada com a família Bluth aparecem, do nada, no blog de um dos roteiristas da série, Dean Lorey:

We’re really doing this thing. Mitch Hurwitz, Jim Vallely and I are off writing the new season of ARRESTED to premiere on Netflix in 2013. The original cast is back. There are offices and parking spaces. We’re shooting this year. I wish I could give more specifics but, for the moment, even the schedule is being kept under wraps. But it’s happening and it’s great to be back with my pals from the show. More later as it becomes okay to release further details…

Demais.

O Rafa abriu seu leque de conhecimento de física para jogar luz (ops) sobre o último disco do Bonifrate, analisando as referências à ciência nas letras de Um Futuro Inteiro. Ele começa assim:

Um dos exemplos clássicos da relatividade é o experimento “mental” do trem em movimento, que coloca um observador fixo fora do trem, olhando o movimento do trem que passa, e outro observador dentro do vagão do trem, que está “parado em relação ao interior do vagão” (quem quiser saber mais, procurar por relativity train experiment – é a versão moderna de um experimento proposto por Galileu em 1632);

Algumas vertentes desse experimento, para incluir a noção de variação de tempo conforme o deslocamento, colocam as vezes um relógio para cada observador, pra mostrar que o tempo passa mais devagar para as coisas em movimento (exemplo);

“Compreendida” a relatividade, podemos pensar no seu “nêmesis teórico” (“fogo amigo recíproco” talvez seja mais adequado): a mecânica quântica. Basicamente, a relatividade se presta a abordar o macro e a quântica, o micro;
A incompatibilidade entre esses dois mundos é, grosseiramente, que a relatividade é determinística, enquanto a quântica é probabilística. Na relatividade, você observa uma sequência de eventos que, somados, causam algo (é previsível). No universo quântico, você observa a probabilidade de determinado evento acontecer, mas não tem como determinar – e muito menos somar – os próximos (é imprevisível). Nosso conhecimento atual sobre relatividade e mecânica quântica fazem com que sejam excludentes (é uma das dificuldades apresentada por um buraco negro, por exemplo, que “une” esses dois universos , o “gigantesco” e o “minúsculo ao extremo”);

Um embate bonito entre esses dois mundos foi com os muy amigos Einstein e Bohr. O pai da relatividade, criticando a descrição probabilística da mecânica quântica, disse que “Deus não joga dados.” e ouviu a réplica “Pare de dizer a Deus o que fazer!” (fonte).

E depois ele relaciona essa lógica com o disco do Boni, lá no blog novo dele.

…altos níveis de WTF, mas aposto que ela tem uma boa desculpa.

Abaixo, um documentário citado no próximo Vintedoze, para quem quiser se inteirar.

Continue

E assim o velho quadrinista reagiu ao filme de Spielberg:


Vi na Bravo.

Dica do Thiago.