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Paranoia

WTF da semana.

Se alguém te contasse, você diria que era mentira.

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O tal Ferris Bueller 2 era só um comercial de carro. E ficou besta que só, olha:

Mas a idéia deve ter atiçado alguém em algum lugar. Afinal, se hoje em dia tão adaptando até o Batalha Naval (é, o jogo!) pro cinema…

Duna sem palavras

Rob Beschizza resolveu por em prática um dica sugerida por John Waters (“Por quê só fazem remakes de filmes bons? Por quê não tentam consertar filmes ruins?” – algo nesse naipe) e resolveu retrabalhar um dos piores filmes de David Lynch, sua bisonha adaptação para o filme Duna. Sua premissa? Tirar os diálogos do filme. Todos. O resultado, que não dá pra embedar no post, é uma espécie de Moebius steampunk, um Cronenberg rococó, um Jodorowski felliniano, dirigido por um sueco com poucos amigos, e a primeira cena do filme pode ser assistida abaixo.

TENSO.

4:20

Ninguém lembra de como certas coisas são difíceis para um tiranossauro. Veja só:

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Parece um Assassinos por Natureza com a estética clean de mentira dos anos 00. Ou se Um Dia de Fúria tivesse sido escrito pela Sophia Coppola com o Mark Millar.

Mas foi escrito e dirigido pelo Bobcat Goldthwait. Sim, o Zed:

Mais um texto do Žižek sobre o movimento Occupy, desta vez caracterizando-o como parte de um movimento que deve erodir, por vez, o conceito tradicional de burguesia. Um trecho:

Está claro, obviamente, que o enorme renascimento dos protestos no último ano, da Primavera Árabe ao Leste Europeu, do Occupy Wall Street à China, da Espanha à Grécia, não devem definitivamente ser desconsiderados como uma revolta da burguesia assalariada – eles guardam potenciais muito mais radicais, de forma que devemos nos engajar numa análise concreta caso a caso. Os protestos estudantis contra a reforma universitária em curso no Reino Unido são claramente opostos às barricadas do Reino Unido em agosto de 2011, este carnaval consumista de destruição, a verdadeira explosão dos excluídos. Em relação aos levantes do Egito, pode-se argumentar que, no começo, houve um momento de revolta da burguesia assalariada (jovens bem educados protestando contra a falta de perspectiva), mas isto foi parte de um amplo protesto contra um regime opressivo. Entretanto, até que ponto o protesto conseguiu mobilizar trabalhadores e camponeses pobres? Não seria a vitória eleitoral dos islâmicos também uma indicação da base social estreita do protesto secular original? A Grécia é um caso especial: nas últimas décadas surgiu uma nova “burguesia assalariada” (especialmente na administração estatal superdimensionada) graças à ajuda financeira e empréstimos da União Europeia, e muitos dos protestos atuais, mais uma vez, reagem à ameaça de perda destes privilégios.

A íntegra pode ser lida abaixo ou no blog da Boitempo.

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O Link dessa semana ainda traz a primeira colaboração da querida Thais Caramico para o caderno – ela que se picou da redação rumo a Londres me cutucou no final do ano passado quando soube que o primeiro livro do Tom Rachman, que já havíamos publicado na capa de uma edição do caderno em setembro do ano passado, iria sair no Brasil. Armou a conexão com o autor e marcou uma prosa que foi além do tema de seu livro (Os Imperfeccionistas trata de personagens que orbitam ao redor de uma redação de jornal) e estendeu o assunto iniciado naquele artigo Romantismo Offline, em que ele antevia o surgimento de uma geração avessa ao digital nos próximos anos:

É comum ouvir que a tecnologia nos torna mais produtivos e nos põe em contato com o mundo, mas ele tem certeza de que nem todos pensam assim. A enciclopédia da internet e todas as suas possibilidades funcionam como uma injeção de ansiedade e trazem forte sentimento de solidão. Basta ver um grupo de amigos no bar. Sempre tem alguém que está ali, mas não está, pois está online. Ele chama isso de falta de presença.

Estar ativo nas redes sociais, muitas vezes mais preocupado com a foto que será postada do que o momento em que algo está sendo vivido, é um dos pontos sobre os quais Tom discorre. Mas o que está mesmo em questão é essa necessidade que as pessoas têm de ser reconhecidas. “O ser humano é incrivelmente sociável e essas ferramentas parecem melhorar essa vontade de se comunicar, mas, na verdade, só estimula esse desejo ainda mais. Não acredito que a rede faça você se sentir mais comunicativo. Não é uma resposta porque só gera angústia”, diz.

O papo continua no Link. E o livro de Rachman é excelente – além de feito para ser engolido, ainda mais se você trabalha com jornalismo ou comunicação.

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