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Paranoia

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syronfeld

flylo

Um dos produtores musicais mais desconcertantes na ativa, o angeleno Flying Lotus está às vésperas do lançamento de seu próximo disco, You’re Dead! O disco explora uma necrofilia psicodélica (dá uma sacada no teaser em vídeo a seguir) ao mesmo tempo que reúne o produtor com nomes pesados como Herbie Hancock, Kendrick Lamar, Snoop Dogg e Thundercat.

Em um ponto equidistante entre o jazz cabeçudo, um groove africano encorpado, o beat mais pesado do hip hop e a eletrônica radical, Flying Lotus tocou um pedaço da faixa que gravou com Herbie Hancock ao radialista inglês Giles Petterson e também bateu um papo com ele sobre como foi reunir esse pessoal em disco (em inglês, abaixo – a música pode ser ouvida no site do programa, aos 1:10).

E não custa lembrar que Flying Lotus é uma das estrelas do festival SUB (Shut Up it’s Bass), que acontece em São Paulo nos dias 2 e 3 de outubro. Além dele também tocam Soul One, Dubstrong, CESRV, Kingdom, Party Flavor, Tropikillaz, Trusty, Kode9, Jessy Lanza e Kelela.

E o disco novo dele, que sai pela Warp em outubro, tem a seguinte relação de faixas:

“Theme”
“Tesla” (com Herbie Hancock)
“Cold Dead”
“Fkn Dead”
“Never Catch Me” (com Kendrick Lamar)
“Dead Man’s Tetris” (com Snoop Dogg e Captain Murphy)
“Turkey Dog Coma”
“Stirring”
“Coronus, the Terminator”
“Siren Song” (com Angel Deradoorian)
“Turtles”
“Ready Err Not
“Eyes Above
“Moment of Hesitation” (com Herbie Hancock)
“Descent Into Madness” (com Thundercat)
“The Boys Who Died in Their Sleep” (com Captain Murphy)
“Obligatory Cadence”
“Your Potential / The Beyond” (com Niki Randa)
“The Protest”

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beseeingyou

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esteira

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quedadebraco

net-neutrality

O comentarista inglês John Oliver se firma como um dos melhores nomes no colunismo eletrônico dos EUA. Não tinha visto o comentário dele sobre a questão da neutralidade de rede (abaixo, em inglês), mas é uma das coisas mais lúcidas e hilárias que eu assisti em muito tempo:

aphex-twin-tokyo

Syro, o primeiro disco de Aphex Twin em 13 anos, chega às lojas de disco no Japão no dia 22 de setembro. É a data mais precisa em relação ao lançamento do novo disco de Richard D. James e, ao mesmo tempo em que isso foi anunciado, adesivos com o clássico logotipo apareceram espalhados por Tóquio, como mostra o blog Ikimasho.

Mas o acaso deu um estranho caminho das pedras para o fã Jason Donervan, que fez um vídeo reunido os diferentes logotipos que foram aplicados com estêncil pelas calçadas de Nova York com uma música chamada “Manchester Track” que muitos cogitam ser a primeira faixa do disco, batizada de “minipops 67 (source field mix)”.

E ao subir o vídeo no YouTube ele recebeu a seguinte notificação, a partir do sistema de reconhecimento de músicas feito pelo site:

aphex-twin-faixa-01

Em outras palavras, o YouTube reconheceu que a faixa usada como trilha já teve seus direitos autorais requisitados pela gravadora Warp (a casa de Aphex Twin) e é uma canção sem título, numerada como 1. Jason seguiu seu instinto e subiu mais uma música:

Nova notificação:

aphex-twin-faixa-02

Desta vez é a faixa 2. Mais outro vídeo:

Outra notificação.

aphex-twin-faixa-10

É a faixa 10. E aos poucos vamos desvendando o mistério do disco novo de Aphex Twin. Mas ainda tem mais, vamos acompanhar…

4:20

burro

Blade Runner… 2?

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Ninguém esperava que Ridley Scott já tivesse com tudo pronto para fazer a continuação de um de seus poucos grandes filmes, Blade Runner. Mas foi o que ele disse à Entertainment Weekly esta semana – que ele não só tem o roteiro pronto (coescrito ao lado de Hampton Fancher, o roteirista que o ajudou a transformar o livro de Philip K. Dick no filme de 1982, e Michael Green, o mesmo de, er, Lanterna Verde, como quer a participação de Harrison Ford na nova versão. A idéia é mais pavorosa do que propriamente boa, mas há uma visão menos pessimista para a notícia.

Afinal, Prometheus, prequel da série Alien que Scott lançou em 2012, talvez seja o melhor filme de Ridley Scott em décadas. Ele é um cineasta dono de um punhado de filmes perfeitos que viveu o resto da vida fazendo superproduções hollywoodianas disfarçadas de filmes sérios que são verdadeiras bombas campeãs de bilheteria – e só. Hannibal, G.I. Jane, 1492, Thelma e Louise, American Gangster, Gladiador, Robin Hood, Black Hawk Down são filmes esquecíveis (bem) vendidos com a capa do diretor de Os Duelistas, Alien e Blade Runner. Os poucos bons filmes que fez depois dessa tríade (Chuva Negra, Os Vigaristas e… qual mais?) não seguram uma reputação construída com muitos efeitos especiais e ufanismo norte-americano. Mas ao retomar um de seus filmes icônicos, contando a história que antecedeu o primeiro filme Alien em Prometheus, Scott fez finalmente as pazes com a ficção científica (está produzindo um filme sobre um astronauta esquecido em Marte chamado The Martian, com Matt Damon) e produziu um filme muito superior à sua média, que é mais baixa que de seu irmão recém-falecido Tony Scott. Quem sabe voltar ao universo dos replicantes de Philip K. Dick possa reacender alguma chama de criatividade neste que já foi um mestre contador de histórias e hoje é só um Michael Bay mais refinado.

E se o filme for uma merda, sempre teremos o Blade Runner original…

4:20

naoviaja