



O comentarista inglês John Oliver se firma como um dos melhores nomes no colunismo eletrônico dos EUA. Não tinha visto o comentário dele sobre a questão da neutralidade de rede (abaixo, em inglês), mas é uma das coisas mais lúcidas e hilárias que eu assisti em muito tempo:

Syro, o primeiro disco de Aphex Twin em 13 anos, chega às lojas de disco no Japão no dia 22 de setembro. É a data mais precisa em relação ao lançamento do novo disco de Richard D. James e, ao mesmo tempo em que isso foi anunciado, adesivos com o clássico logotipo apareceram espalhados por Tóquio, como mostra o blog Ikimasho.
Mas o acaso deu um estranho caminho das pedras para o fã Jason Donervan, que fez um vídeo reunido os diferentes logotipos que foram aplicados com estêncil pelas calçadas de Nova York com uma música chamada “Manchester Track” que muitos cogitam ser a primeira faixa do disco, batizada de “minipops 67 (source field mix)”.
E ao subir o vídeo no YouTube ele recebeu a seguinte notificação, a partir do sistema de reconhecimento de músicas feito pelo site:

Em outras palavras, o YouTube reconheceu que a faixa usada como trilha já teve seus direitos autorais requisitados pela gravadora Warp (a casa de Aphex Twin) e é uma canção sem título, numerada como 1. Jason seguiu seu instinto e subiu mais uma música:
Nova notificação:

Desta vez é a faixa 2. Mais outro vídeo:
Outra notificação.

É a faixa 10. E aos poucos vamos desvendando o mistério do disco novo de Aphex Twin. Mas ainda tem mais, vamos acompanhar…


Ninguém esperava que Ridley Scott já tivesse com tudo pronto para fazer a continuação de um de seus poucos grandes filmes, Blade Runner. Mas foi o que ele disse à Entertainment Weekly esta semana – que ele não só tem o roteiro pronto (coescrito ao lado de Hampton Fancher, o roteirista que o ajudou a transformar o livro de Philip K. Dick no filme de 1982, e Michael Green, o mesmo de, er, Lanterna Verde, como quer a participação de Harrison Ford na nova versão. A idéia é mais pavorosa do que propriamente boa, mas há uma visão menos pessimista para a notícia.
Afinal, Prometheus, prequel da série Alien que Scott lançou em 2012, talvez seja o melhor filme de Ridley Scott em décadas. Ele é um cineasta dono de um punhado de filmes perfeitos que viveu o resto da vida fazendo superproduções hollywoodianas disfarçadas de filmes sérios que são verdadeiras bombas campeãs de bilheteria – e só. Hannibal, G.I. Jane, 1492, Thelma e Louise, American Gangster, Gladiador, Robin Hood, Black Hawk Down são filmes esquecíveis (bem) vendidos com a capa do diretor de Os Duelistas, Alien e Blade Runner. Os poucos bons filmes que fez depois dessa tríade (Chuva Negra, Os Vigaristas e… qual mais?) não seguram uma reputação construída com muitos efeitos especiais e ufanismo norte-americano. Mas ao retomar um de seus filmes icônicos, contando a história que antecedeu o primeiro filme Alien em Prometheus, Scott fez finalmente as pazes com a ficção científica (está produzindo um filme sobre um astronauta esquecido em Marte chamado The Martian, com Matt Damon) e produziu um filme muito superior à sua média, que é mais baixa que de seu irmão recém-falecido Tony Scott. Quem sabe voltar ao universo dos replicantes de Philip K. Dick possa reacender alguma chama de criatividade neste que já foi um mestre contador de histórias e hoje é só um Michael Bay mais refinado.
E se o filme for uma merda, sempre teremos o Blade Runner original…


