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Hurtmold + Paulo Santos: “Um pilar pra música criativa”

Foto: Frederico Finelli

Foto: Frederico Finelli

Em plena turnê de lançamento do disco Curado, em parceria com Paulo Santos, o Hurtmold apresenta-se nessa sexta-feira em São Paulo no Sesc Belenzinho (com ingressos esgotados, saiba mais aqui) e no sábado em Jundiaí (mais informações aqui) depois de ter passado por Ribeirão Preto e Sorocaba, sempre ao lado do músico do Uakti, banda que Guilherme Granado reverencia como “um pilar pra música criativa” no breve papo que tive com ele e que você ouve abaixo:

O início da parceria com Paulo Santos
https://soundcloud.com/trabalhosujo/hurtmold-2016-o-inicio-da-parceria-com-paulo-santos

Como a parceria com Paulo Santos virou disco
https://soundcloud.com/trabalhosujo/hurtmold-2016-como-a-parceria-com-paulo-santos-virou-disco

Sobre a importância do Uakti
https://soundcloud.com/trabalhosujo/hurtmold-2016-sobre-a-importancia-do-uakti

O processo de composição e gravação de Curado
https://soundcloud.com/trabalhosujo/hurtmold-2016-o-processo-de-composicao-e-gravacao-de-curado

Post rock?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/hurtmold-2016-post-rock

Tradição instrumental
https://soundcloud.com/trabalhosujo/hurtmold-2016-tradicao-instrumental

Colaborações instrumentais dos sonhos
https://soundcloud.com/trabalhosujo/hurtmold-2016-colaboracoes-instrumentais-dos-sonhos

A cena independente está vencendo?
https://soundcloud.com/trabalhosujo/hurtmold-2016-a-cena-independente-esta-vencendo

Próximos passos

https://soundcloud.com/trabalhosujo/hurtmold-2016-proximos-passos

Abaixo, o making of do disco, produzido pelo Selo Sesc:

Tame Impala x Kubrick

2001

Sensacional essa justaposição de “Eventually”, do Tame Impala, sobre o clássico da ficção científica de Kubrick, 2001 – Uma Odisseia no Espaço, que dá novos contornos à canção.

Radiohead 2016: “In you I’m lost”

present-tense

Mais um clipe do novo disco do Radiohead dirigido por Paul Thomas Anderson, a apaixonada “Present Tense” recebe um tratamento bem mais cru (e, aparentemente, sem tantos significados cifrados) ao flagrar Thom Yorke e Jonny Greenwood tocando a canção ao pé de uma fogueira acompanhados apenas uma bateria eletrônica Roland CR-78.

Demais.

Laura Lavieri 2016: “Deixa sempre uma saudade”

Foto: Daryan Dornelles

Foto: Daryan Dornelles

A indefectível voz feminina que compõe o universo musical de Marcelo Jeneci começa a alçar seu voo solo. Laura Lavieri trabalha pouco a pouco sua estreia musical e antecipa a primeira faixa desta fase de sua carreira aqui pro Trabalho Sujo, mostrando em primeira mão o clipe de “Quando Alguém Vai Embora”, a seguir:

A faixa, bucólica e retrô ao mesmo tempo, está cheia das impressões digitais de seu parceiro nesta nova etapa: o jovem prodígio carioca Diogo Strausz, que fortalece sua reputação de produtor, arranjador e músico ao mesmo tempo em que segue pondo em prática seu lado maestro. “O disco segue a linha desta primeira música porque sou eu no front, e Diogo ao lado”, ela me explicou em uma conversa online. “Depois de oito anos conhecendo tanta gente, circulando por tantos cantos musicais, bebendo de tanta fonte, tenho vários desejos pra dar voz”, continua. “Teremos diversos personagens e cenários nesse álbum, tudo que uma intérprete pode dar conta.”

A parceria começou em março do ano passado (“foi sintonia musical à primeira vista”, diz Laura) e se aprofundou quando a cantora mudou-se para o Rio de Janeiro para completar seu projeto individual: “Começamos gravando a faixa, e seguimos aprofundando a amizade e as afinidades musicais; fizemos alguns shows juntos, pra desenvolver arranjos e repertórios e a parceria foi o incentivo que faltava pra eu me mudar para o Rio.”

O trabalho, que deve ficar para o ano que vem, no entanto não é uma incursão solitária da dupla no estúdio. “Tenho muita sorte com isso, sempre bem acompanhada, tenho a colaboração de músicos fantásticos – a base, e que segue pra vida toda é do Jeneci, e com ele, vem toda a família que é aquela banda – Regis Damasceno!”, festeja. “Diogo foi a fagulha e é a nova chama. João Erbetta é outro amigo que conheci com Jeneci, e há alguns anos se tornou fiel escudeiro. Hoje toca na minha banda, e trocamos em absolutamente tudo que pode envolver o processo criativo musical.” Entre os outros colaboradores ela lista uma turma de peso, que mostra que seu pêndulo musical está cada vez mais carioca: Rafaela Prestes, Kassin, Stéphane San Juan, Alberto Continentino, Ricardo Dias Gomes, Bruno DiLullo e Domenico Lancellotti. Ela diz que antes do fim do ano lança outro single (“de ondas mais revoltas”) e mais um terceiro antes do lançamento do disco (“mais dançante e extrovertido”).

Mad Max sem pós-produção

furyroad

Cenas com a edição crua das cenas de Mad Max: Fury Road, sem efeitos especiais, estão à altura dos primeiros filmes da série – postei o vídeo com um resumo delas lá no meu blog no UOL.

Entre os extras que virão na caixa que reunirá todos os quatro filmes de Mad Max está essa magnífica sequência de cenas extraídas do quarto filme da série, o eletrizante Mad Max: Fury Road, que o revelam sem os efeitos especiais digitais acrescentados na pós-produção. Mas ao contário do que poderia se supor (como, por exemplo, aconteceu com o primeiro filme solo do mutante Wolverine, que vazou antes de ser lançado justamente sem os efeitos de computação gráfica e revelou-se ridículo), o filme que o mestre George Miller lançou no ano passado mostra todo o DNA dos filmes originais da série, filmados na raça e no começo dos anos 80, quando os efeitos digitais ainda engatinhavam. Olha só:

O motivo é simples: Miller optou por basear grande parte das cenas de ação de seu filme com efeitos práticos e a computação gráfica entrou mais como uma arte final sobre cenas que realmente foram filmadas – e não desenhadas na tela de um computador de uma equipe de designers. Agora resta saber se a caixa com os quatro Mad Max em Blu-ray, que ainda não tem previsão de quando será lançada, trará a versão do diretor do filme de 2015, que queria filmar Mad Max como um filme em preto e branco e quase sem diálogos.

Beck 2016: “Ride these wild horses!”

beck-wow

Primeiro foi “Dreams” no ano passado e agora a fria “Wow”, um gangsta rap auto-ajuda de base enxuta, ganha seu próprio clipe, mostrando que Beck pode estar voltando para o território esquizopop de onde saiu. O novo disco sai no mês que vem, mas ainda não tem título

Que boa nova.

Ogi 2016: “A noite toda vai me inspirar”

ogi-2016

Depois do sinistro Rá! lançado no ano passado, Rodrigo Ogi começa a explorar terrenos musicais mais leves – e o primeiro registro desta nova fase é esta “Até Amanhecer”, que ele lança em primeira mão aqui no Trabalho Sujo. A faixa reúne o Gorky, do Bonde do Rolê e do Fatnotronic, e o Tim Bernardes d’O Terno na produção, que também toca a guitarra surf music que dá o tom da música. “Esta faixa não entrou no Rá!, porque, na época, eu estava em outra fase musical”, ele explica. “Estudei mais e amadureci pra chegar mais parecido com o espírito desta faixa no meu próximo álbum. Ela é meio que um teste, uma experiência que eu quero fazer visando futuros projetos; é um amadurecimento da minha música, fruto de bastante estudo.” A faixa estreia com o lyric vídeo abaixo, citando Pulp Fiction.

Por que Neil Young nunca irá fazer outro Harvest

harvest-neilyoung

No minidocumentário abaixo, Neil Young explica porque nunca irá fazer um álbum como uma de suas principais obras-primas e o grande consenso sobre sua vasta obra – o disco Harvest, de 1972, que além de conter hinos da música norte-americana do século passado como “Old Man”, “A Man Needs a Maid”, “Words”, “There’s a World”, “Out on the Weekend,” “Heart of Gold” e “The Needle and the Damage Done” foi o disco que mais vendeu nos EUA no ano de seu lançamento. “Todos amam esse disco, eu provavelmente poderia repeti-lo, mas odiaria fazer isso”, ele começa a explicar em uma entrevista, entremeada com versões ao vivo de algumas das melhores músicas desta obra-prima.

Ah e sempre é um bom motivo pra se ouvir o Harvest, não?

Dude…

thor

Enquanto o pau comia em Guerra Civil, Thor tirava umas férias longe de tudo neste curta feito para a Comic Con que eu postei lá no meu blog no UOL.

Aos poucos a Marvel vai liberando na internet os vídeos que mostrou apenas para quem esteve na Comic Con de San Diego deste ano – e o primeiro deles é o hilário minidocumentário que mostra o que Thor e Bruce Banner estavam fazendo enquanto todos os outros heróis do universo cinematográfico da editora se enfrentavam em Capitão América: Guerra Civil.

Os dois heróis, vividos por Chris Hemsworth e Mark Ruffalo, se reencontrarão no ano que vem, no terceiro filme da série do deus nórdico do trovão, Thor Ragnarok.

A volta de Kim Gordon

kimgordon

Nossa musa Kim Gordon finalmente está solo – e o single “Murdered Out” faz jus à espera. Depois de lançar seu livro de memórias (que traduzi ano passado com a minha esposa Mariana) e o disco experimental Body/Head (ao lado do músico Bill Nace) no ano passado, a nova faixa é a primeira vez que a ex-baixista do Sonic Youth assina uma faixa com seu próprio nome, uma pedrada punk noise produzida por Justin Raisen (que já trabalhou com as Sky Ferreira, Charli XCX, Santigold, Angel Olsen e Ariel Pink, entre outros), com Stella Mozgawa, do Warpaint, na bateria. Ela explica, na apresentação do single, de onde veio a inspiração para uma música sobre carros pintados todos de preto.

Tinta preta fosca.

Quando voltei a morar em Los Angeles, percebi cada vez mais carros pintados com tinta preta fosca, vidros filmados, logos escurecidos e rodas pintadas. Isso era algo que eu havia visto algumas vezes no passado, como parte da cultura de carros low-rider. Uma reivindicação de um símbolo empresarial do sucesso norte-americano, O Carro, do ponto de vista de um forasteiro. Uma declaração de rejeição do visual novo e reluzente, da ideia de um novo começo, da promessa de poder e da liberdade da estrada aberta. Como uma opção em uma cédula de votação que dizia “nenhuma das opções”.

“Mudered Out” (assassinado, em português), como vejo, está crescendo na cultura comercial como uma tendência de design. Uma marca de café. Uma linha de roupas. Uma cor de esmalte de unhas.

Preto pintado sobre preto fosco é a expressão definitiva para um desterro, um livramento, uma purificação da alma. Como um buraco negro, o olhar interno supremo, uma cultura que desmorona sobre si mesma, o forasteiro como um participante relutante do visual da moda.

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