Trabalho Sujo - Home

Seinfeld chillwave

seinfeldwave

Dois dos ícones mais característicos e originais de duas décadas consecutivas – Seinfeld nos anos 90 e o gênero musical chillwave dos anos 00 – se encontram em um disco proposto pelo produtor australiano Abelard. E o resultado – oitentista na veia, como era de supor – é o mais plástico que você pode imaginar:

Dá pra baixar a música aqui.

Um homem supremo

john-coltrane

Escrevi lá no meu blog no UOL sobre um novo documentário sobre John Coltrane terá narração de Denzel Washington.

Um dos destaques do Toronto International Film Festival, que terminou esta semana, foi o documentário Chasing Trane: The John Coltrane Documentary, dirigido pelo mesmo John Scheinfeld que fez filmes sobre John Lennon (o ótimo The U.S. vs. John Lennon) e Harry Nilsson (Who Is Harry Nilsson…?). Chasing Trane tem entrevistas com fãs do ícone do saxofone de diferentes áreas, como Carlos Santana, Common, Cornell West e Bill Clinton, mas seu principal destaque é o ator Denzel Washington, que lê textos escritos pelo mestre do jazz sobre interpretações tocadas ao vivo. O documentário foi festejado pela quase ausência de diálogos, com foco principal sobre a música de Coltrane – e pode ampliar ainda mais a influência e importância do pai de clássicos como o disco A Love Supreme, que você pode ouvir a seguir:

Stranger Things via Tangerine Dream

eleven

Fortemente influenciada pelas trilhas sonoras de John Carpenter, a música incidental composta para o seriado Stranger Things pelos músicos Kyle Dixon e Michael Stein – que também atuam como a dupla Survivor – ganhou o melhor elogio que poderiam receber ao ser regravada por ninguém menos que os alemães do Tangerine Dream.

https://soundcloud.com/tangerinedreamofficial2015/without-glitch

https://soundcloud.com/tangerinedreamofficial2015/ii-1

A banda progressiva alemã é pioneira no uso de sintetizadores e é uma clara influência no trabalho do diretor trilheiro que influenciou a música original do seriado-sensação do Netflix. As duas versões vêm com um elogio extra ao serem disponibilizadas na conta do Soundcloud da banda apenas identificadas pelo emoticon da piscadela: “;-) (Without Glitch)” e “;-) II”. Sensacional.

Leonardo Sakamoto entrevista Wagner Moura

wagnermoura-ppt

Muito boa a entrevista que o Sakamoto fez com o Wagner Moura, pegando como gancho a nova temporada de Narcos mas aproveitando para fazê-lo falar sobre seu novo filme sobre Marighella, o papel da arte em momentos políticos críticos como o atual, a forma como a imprensa e a direita rotulam suas principais ameaças e de sua paixão por Legião Urbana.

Justice 2016: “Got to get it up to make it better”

justice-woman

Eis que surge mais uma faixa do novo disco da dupla francesa Justice – e a sinuosa “Randy” vem junto com a capa (acima), o título – Woman -, a ordem das músicas (abaixo) e a data de lançamento de seu novo disco, no dia 18 de novembro.

“Safe and Sound”
“Pleasure”
“Alakazam!”
“Fire”
“Stop”
“Chorus”
“Randy”
“Heavy Metal”
“Love S.O.S.”
“Close Call”

E somada à já mostrada faixa que abre o disco (“Safe and Sound”), essa “Randy” coloca o disco num bom rumo.

Fujiya & Miyagi na velocidade da luz

fujiya-miyagi

O quarteto inglês Fujiya & Miyagi lança a segunda parte de seu quebra-cabeça de vinis Impossible Objects of Desire, composto por três EPs. O EP2 é puxado pela kraut “Outstripping (The Speed of Light)”, em que o grupo faz uma reverência literal aos seus ídolos do Neu.

No mês passado eles haviam lançado o clipe da faixa de trabalho do primeiro EP, lançado no primeiro semestre, e “To The Last Beat Of My Heart” segue a celebração a 2001 – Uma Odisseia no Espaço que, pelo jeito, voltou a habitar nosso inconsciente.

O terceiro EP da coleção sai no ano que vem.

Jim Jones breaking bad

Falei lá no meu blog do UOL sobre como Vince Gilligan, criador de Breaking Bad, resolve contar, através da HBO, a história do líder do culto religioso suicida, que teve passagens pelo Brasil.

Vince Gilligan resolveu sair de Albuquerque para outro interior dos Estados Unidos, contar mais uma saga de ascensão de uma figura sombria. Depois de firmar seu nome como autor da aclamada série Breaking Bad, universo em que ele ainda burilou por duas temporadas, na série filhote Better Call Saul, o produtor resolveu contar a história de uma das figuras mais controversas do século passado: o líder religioso Jim Jones.

De acordo com o site Deadline, a série, que terá um número limado de episódios, será produzida por Gilligan, sua parceira de Breaking Bad Michelle MacLaren e a atriz Octavia Spencer, dona dos direitos de adaptação do livro Raven: The Untold Story of Jim Jones and His People, escrito pelo jornalista Tim Reiterman, que sobreviveu ao massacre. Será a primeira produção de Gilligan na HBO, que MacLaren, que dirigirá a série, já conhece por ter dirigido episódios de Game of Thrones.

O norte-americano Jim Jones é um dos personagens mais sinistros da história dos cultos religiosos do século passado, mas sua personalidade sombria floresceu depois de começar como um carismático líder bem intencionado. Sua escalada para a fama começou com a criação de sua própria igreja, o Templo dos Povos, que começou sua história no estado de Indiana, migrou para São Francisco na Califórnia e finalmente para a Guiana, aqui na América do Sul, onde fundou sua própria colônia, Jonestown, que no final dos anos 70 foi palco para um macabro suicídio coletivo de quase 1000 pessoas, entre elas mais de 300 crianças, todos envenenados. Fica a dúvida se a série mostrará o tempo em que Jones passou pelo Brasil, no início dos anos 60, quando escolheu Belo Horizonte como a melhor cidade para fugir de um ataque nuclear, que ele estava certo que aconteceria naquela década, para depois mudar-se com seu culto para o Rio de Janeiro, onde atuou junto às comunidades das favelas cariocas.