“A única banda que importa” – assim os fãs do Clash reconheciam o peso e o legado da maior banda do punk inglês quando ela ainda existia, na virada dos anos 70 para os 80. Este é o ponto de vista de London Town, dirigido pelo norte-americano Derrick Borte, que conta a história de um jovem adolescente (vivido por Daniel Huttlestone) que descobre o Clash quando eles estavam começando a fazer sucesso na Inglaterra. O trailer do filme, que não tem previsão de estreia no Brasi, mas será lançado no início do mês que vem no circuito internacional, impressiona pela caracterização que o ator Jonathan Rhys Meyers (de Velvet Goldmine e Match Point) faz do líder do grupo punk, Joe Strummer. Veja só:
Rael está prestes a lançar seu quarto disco, Coisas do Meu Imaginário, e pela primeira vez coloca sua foto na capa de um álbum, que ele antecipa em primeira mão para o Trabalho Sujo. “Nos meus discos anteriores, trabalhei com ilustrações na capa”, ele conta. “Dessa vez, desde o início do processo, embora não soubesse exatamente o que ia fazer, já tinha essa vontade de que a capa fosse uma foto. Quando me reuni com o Adriel Nunes, que idealizou a capa, falei disso e aí fui ao Rio para fazer as fotos com o Jorge Bispo.” Ele já liberou a faixa “Rouxinol” pelo site do Natura Musical, mas o disco em si, produzido pelo Daniel Ganjaman e com participações de Black Alien e Chico César, só sai em novembro.
O novo disco do Weeknd já tem capa, data de lançamento e título definidos: Starboy, cuja capa acima foi twittada nesta quarta, deve estar entre nós no dia 25 de novembro, com suas 18 faixas, entre elas uma chamada “Wild Love” e outra chamada “False Alarm”, além da faixa-título, que confirma a colaboração entre o canadense Abel Tesfaye e os robôs do Daft Punk, que também foi mostrada nesta quarta – mas só um pouquinho.
E às vésperas de lançar seu novo disco – que ainda não foi batizado mas já foi agendado para o próximo mês -, Beck aproveita para finalmente reeditar sua discografia em vinil – um gesto importante visto que grande parte de sua carreira aconteceu no auge do CD. Os três primeiros a ganhar novas edições estão a obra-prima Odelay, o melancólico Sea Change e o groovezeiro Guero, que já estão em pré-venda. Mas todo o catálogo de Beck na Geffen/Universal voltará às lojas como LPs, incluindo outros clássicos como Mutations, Modern Guilt, Mellow Gold, The Information e o meu favorito Midnite Vultures, que só existe em vinil em uma versão limitada lançada na época, impossível de ser encontrada a um preço decente. Mas estes ainda não tiveram suas datas de lançamento anunciadas, vamos aguardar. O Morning Phase, seu disco mais recente, já existe neste formato.
Depois de relançarem toda discografia oficial com extras, o grupo inglês seca a fonte de suas apresentações na BBC – ouça o disco lá no meu blog no UOL.
A crise jurídica que o Led Zepellin se enfiou durante 2016 não impediu que a banda continuasse relançando material e no ano seguinte ao término de sua sequência de edições especiais para todos seus discos de carreira, um dos principais grupos dos anos 70 lança a versão definitiva para suas sessões na rádio BBC, completas agora com o surgimento de uma fita com as gravações que o grupo fez na rádio no início de 1969, o quando lançavam seu primeiro disco, batizado apenas com o nome da banda.
O material inédito contém duas versões para a elétrica “Communication Breakdown” e para a épica “What Is and What Should Never Be”, além versões para blues de Willie Dixon “I Can’t Quit You Baby” e “You Shook Me” e de uma versão para um de seus primeiros hinos, a gigantesca “Dazed and Confused.” A sessão, que muitos julgavam ter sido apagada das gravações oficiais, também contém a inédita “Sunshine Woman,” conhecida dos fãs do grupo através de discos pirata, mas que só agora é lançada oficialmente.
O grupo também aproveitou o lançamento da nova edição para mostrar um clipe em animação para uma das versões da caixa para “What Is and What Should Never Be”.
The Complete BBC Sessions, como todas as reedições de luxo que o grupo inglês lançou esta década, também conta com uma versão Super Deluxe, numerada, que réune três CDs, cinco LPs, um livro de 44 páginas e a versão digital da caixa:
Uma das bandas de rock mais pesadas da atual cena independente brasileira, a dupla sergipana The Baggios está prestes a dar seu salto mais ousado com o disco Brutown (capa e ordem das faixas logo abaixo), quando vão de cabeça rumo à primeira linha do gênero no Brasil. Para isso, cercaram-se de alguns dos principais representantes do atual rock brasileiro em diferentes participações no novo disco, como Fernando Catatau, do Cidadão Instigado; Emmily Barreto, do Far From Alaska; e o casal Gabriel Thomaz e Erika Martins (dos Autoramas). Mas talvez o principal destaque das participações seja a presença de Jorge Du Peixe, da Nação Zumbi, na faixa “Saruê”, que o grupo mostra pela primeira vez aqui no Trabalho Sujo.
“Quando eu escrevi ‘Saruê’ eu estava no auge da angústia ao ler tantas notícias tristes, brutais, de ler tantas declarações absurdas vindo por todos os lados”, explica o vocalista e guitarrista da banda, Julio Andrade. “Foi quando eu me dei conta de quanto os Malafaias, Felicianos, Bolsonaros, Temers estão cercando cada vez mais nosso sistema, nossa sociedade, acelerando ainda mais um retrocesso de forma caótica. É como um câncer, é como um encosto. A hipocrisia, pensamentos e ações extremistas, as pessoas furiosas perdendo as estribeiras e amizades por questões partidárias, a vaidade pelo poder, a cegueira religiosa, a violência doméstica e urbana … tudo que tem chocado o Brasil e o mundo de forma negativa se enquadra na personificação de um ser ‘Saruê’.”
“Não é difícil notar a influência da música brasileira/nordestina em Saruê, e quando penso na nossa música, Nação Zumbi é um dos primeiros nomes a surgir na cabeça”, continua Julio. “Não foi diferente quando pensei numa participação para essa faixa. Fui apresentado ao Jorge por DJ Dolores, e o cara foi muito gente fina e topou na hora. Jorge Du Peixe é um dos maiores letristas da música contemporânea brasileira, é inspirador como ele conduz a canção e eu não tenho nem palavras para descrever minha felicidade de ter um cara como ele fazendo parte de um disco do The Baggios.”
Brutown chega às plataformas digitais nessa sexta-feira e a versão física será lançada no mês que vem. A dupla (que, além de Julio, conta com Gabriel Carvalho na bateria e agora tem um terceiro integrante ao vivo, o tecladista Rafael Ramos) lança o disco aqui em São Paulo dia 14 de outubro, no Auditório Ibirapuera, com participações de Catatau, do Teago (do Maglore) e da banda Vivendo do Ócio.
“Estigma”
“Brutown”
“Desapracatado”
“Sangue e Lama”
“Alex San Drino”
“Saruê”
“Miquin”
“Como Um Tiro De Bacamarte”
“Medo”
“Vivo Pra Mim”
“Padece Ser”
“Soledad”
Em cima: Guilheme Giraldi, Amilcar Rodrigues, Tomás de Souza e Filipe Nader; embaixo: André Vac, Charles Tixier e Biel Basile. (foto de Jonas Tucci)
O grupo paulistano Charlie & Os Marretas está prestes a lançar seu segundo álbum e não contenta-se em fazer seus fãs ouvirem apenas a versão digital, querem que o público tenha o disco em sua forma física – e para isso criou um conceito de discobjeto para a capa de Morro do Chapéu.
“O discobjeto vem de uma parada que estávamos pensando sobre a função que um CD físico tem hoje em dia em épocas de mídias digitais, Spotify, Deezer e afins”, explica Filipe Nader, saxofonista da banda. “A gente queria achar alguma coisa que pudesse dar uma função diferente e ao mesmo tempo que não fosse algo tão descartável como um CD padrão é hoje em dia. Nós já éramos fãs do trabalho da Carol (Scagliusi, artista visual) e já queríamos trabalhar com ela há um tempo. Aí foi bater um papo e ela apareceu com várias idéias muito boas.”
“O conceito então foi fazer do disco um quadro em madeira e acrílico que tem três possibilidades de tela diferente, é como se a capa do disco fosse um tríptico e você escolhe uma das três imagens para ser a tela do quadro”, continua o saxofonista. “A ideia foi da Carol, mas o projeto e o desenvolvimento foi todo da turma do Goma Oficina que fez desde a ponte com o Guga Landi que opera uma impressora a laser para pirografar coisas na madeira, até montar manualmente todos os discobjetos.” Eles antecipam a capa em primeira mão para o Trabalho Sujo – e descolaram um vídeo mostrando como as capas são feitas, num processo quase artesanal.
Morro do Chapéu é mais um lançamento do selo Risco e chega essa semana para os fãs, que podem comprá-lo antecipadamente pelo site Partio, aqui. O grupo já havia liberado a faixa “Coração Quadril”, que abre o próximo disco.
Aproveitando o relançamento em vinil dos dois primeiros discos da banda punk da Irlanda do Norte Undertones (sua estreia homônima de 1979 e o segundo disco Hypnotised, do ano seguinte), o dono do My Bloody Valentine Kevin Shields fez um remix para “Get Over You” que será lançado num sete polegadas à parte. Mas não espere camadas de guitarras punk abrindo texturas etéreas de microfonia estonteante: Kevin simplesmente dá mais punch às guitarras originais, trabalhando mais como um produtor que propriamente um remixador.
Compara com a original, da banda autora da “melhor música do mundo”, segundo o mestre DJ John Peel (a canção, no caso, era “Teenage Kicks”):
E por falar em vinil, os dois primeiros discos da banda de Kevin – Isn’t Anything e Loveless – já foram remasterizados pelo próprio para voltarem ao mercado no formato LP. Quando? Sabemos que isso é um questionamento quase filosófico quando o assunto é My Bloody Valentine. Mas o fato é que essa masterização foi feita pessoalmente pelo senhor Shields, como provam as fotos publicadas em junho pelo engenheiro de som de Abbey Road, Sean Magee.