O disco mais importante do Primal Scream – e dos anos 90 – completa 25 anos neste dia 23 de setembro – e eu falei sobre sua importância lá no meu blog no UOL.
“O que é que vocês querem fazer?”, pergunta um juiz de cara amarrada ao líder da gangue de motoqueiros interpretado por Peter Fonda, ele próprio um ícone contracultural: protagonista de uma canção psicodélica de John Lennon (ele é a inspiração de “She Said She Said” dos Beatles) e do filme Easy Rider – Sem Destino, Fonda é a encarnação do roqueiro do contra, violento e apaixonado, que se entrega ao puro delírio aberto pelo rock. E ele responde ao juiz com um discurso:
“Queremos ser livres! Para fazer o que quisermos! Queremos ficar chapados! E queremos ficar numa boa! E é isso que vamos fazer! Vamos ficar numa boa! Vamos fazer uma festa!”
O diálogo do filme Os Anjos Selvagens, sobre gangues de motoqueiros, de 1966, é interrompido por um assalto de metais e um trecho do semi-hit disco “I Don’t Wanna Lose Your Love” do grupo Emotions, repetido até virar um gospel.
Depois a música é encorpada com um baixo pesado e cheio de groove que segue a progressão de acordes de um trecho de “I’m Losing More Than I’ll Ever Have” do Primal Scream, que ganhou uma percussão parente daquela mesma progressão de acordes quando foi usada pelos Rolling Stones, em “Sympathy for the Devil”, de quem seu produtor surrupiou os teclados. A bateria vinha de uma versão pirata de “What I Am”, de Edie Brickell. Ainda havia um trecho do vocalista do Primal Scream, Bobby Gillespie, cantava um trecho de “Terraplane Blues”, do ícone máximo do blues Robert Johnson.
Esse foi o trabalho artesanal feito pelo jornalista e então DJ iniciante Andy Weatherall, após ser convidado pelo amigo Alan McGee a apresentar o Primal Scream para a cena acid house que dava origem ao segundo verão do amor na Inglaterra. Os subgêneros musicais que nasceram a partir do fim da disco music se reencontravam felizes na pista de dança inglesa, graças a um novo aparelho chamado sampler – que permitia recortar e colar pedaços de músicas umas nas outras – e a uma nova droga chamada Ecstasy – a primeira encarnação da metilenodioximetanfetamina (também conhecida como MDMA) que espalhava a sensação de amar e ser amado pelo corpo e cabeça de seus usuários. Bobby Gillespie, líder e vocalista do Primal Scream, olhava tudo aquilo de fora, sem entender direito o que estava acontecendo, mas com uma clara admiração por aquele novo movimento hippie, que misturava drogas e amor livre como nos anos 60, mas sacudia-se em beats eletrônicos e baixos funk.
Naquela época, final dos anos 80, Andy Weatherall ainda era um jornalista empolgado com a possibilidade de discotecar para multidões e só havia feito um único remix antes do pedido do amigo McGee, uma versão para “Hallelujah” da banda de Manchester Happy Mondays. Weatherall conhecia o Primal Scream o suficiente para saber que a distância que aquele grupo de rock tinha daquela cena de DJs poderia ser encurtada apertando os botões corretos. E assim ele transformou “I’m Losing More Than I’ll Ever Have” em “Loaded”, seu segundo remix, e a primeira faixa do Primal Scream a chegar às paradas de sucesso.
“Loaded” – “carregado” na tradução literal e “chapado” na tradução correta – foi a deixa perfeita. Com um hit na manga, a banda não só entrou naquela nova cena como mergulhou de cabeça em todos seus excessos, especialmente o de drogas. Aos poucos foram entendendo aquela nova realidade e compuseram um disco que a retratasse, a colocando no eixo canônico de vários outros movimentos contraculturais que Bobby Gillespie carregava em si: o primeiro rock’n’roll, os hippies dos anos 60, a soul music, os punks dos anos 80, a disco music, os primeiros indies. E esse disco foi lançado exatamente no dia 23 de setembro de 1991, fazendo-o completar um quarto de século exatamente hoje.
Screamadelica é um clássico desde seus primeiros dias, primeiro pelo óbvio motivo de conseguir retratar como ninguém o espírito da cena dance inglesa daquela época, o trator de groove que virou a música pop inglesa do avesso entre a primeira geração indie e o britpop. O impacto daquele novo verão do amor era difícil de ser registrado porque o anonimato era uma de suas características e os novos artistas ou tinham cara de gente comum ou faziam questão de esconder o rosto. Poucos artistas assinavam com o próprio nome e inventavam codinomes elusivos, que não lembravam nomes de bandas tradicionais, assertivos, como pedia a música pop até então – 808 State, Adamski, KLF, LFO, The Shamen, A Guy Called Gerald, Humanoid, além de DJs de Chicago (o berço da house music) que encontraram um segundo lar em Londres, como Lil Louis, Bam Bam, Maurice, Mr. Lee, Adonis, Armando, Phuture. Também não era uma cena afeita à canção, aos riffs ou aos refrões, tomando de assalto os sentidos e a audição com choques de realidades musicais ou à base da repetição contínua.
O Primal Scream, por sua vez, era uma banda em plena mutação. Bobby Gillespie havia tido uma banda punk com o próprio Alan McGee (que anos depois seria seu contratante na gravadora indie Creation) no final dos anos 70. Criou o Primal Scream como um projeto de quarto com um amigo de infância, Jim Beattie, em Glasgow, na Escócia, emulando Velvet Underground, Big Star e Byrds com baixos do New Order, que nunca chegou a fazer shows. O nome veio de uma técnica psicoterapêutica de purificação espiritual à base do grito, popularizada tanto por John Lennon (cuja “Mother” é inspirada na técnica) quanto pelos Tears for Fears (que tiraram seu nome de uma expressão desta técnica). A dupla virou banda e a partir de 1982 começou a fazer shows esparsos.
Bobby ainda encontrava tempo para levar uma vida dupla e tocar bateria no Jesus & Mary Chain quando este ainda era uma banda em formação, participando do primeiro disco do grupo, o seminal Psychocandy, e viu o Primal Scream entrar na compilação em cassete organizada pelo semanário New Music Express C86, estando, portanto, em dois momentos cruciais da história do indie inglês. No entanto, os irmãos Reid, que também atendem pelo nome de Jesus & Mary Chain, acharam que era demais ter um baterista tocando em outra banda e pediu que Bobby escolhesse o que preferia fazer. Feizmente Bobby optou pelo Primal Scream, que a essa altura já havia gravado seu primeiro disco, Sonic Flower Groove, em 1987, pelo selo Elevation, que o amigo McGee havia conseguido abrir dentro da gravadora Warner (torrando 100 mil libras com a gravação do disco).
Nesta época a formação da banda começava e se estabilizar com a presença dos amigos Robert Young no baixo e Andrew Innes na guitarra e ocasionais participações de Martin Denny, do Felt, como tecladista, além de uma série de bateristas rotativos. Com esta formação, o Primal Scream foi aos poucos abandonando o indie pop com referências folk dos anos 60 para abraçar o rock mais guitarreiro e mais setentista, clima que determinou o segundo álbum, de 1989, batizado com o próprio nome, e lançado pela própria gravadora independente de Alan McGee, a hoje lendária Creation. Foi neste período que a cozinha da banda foi completa com a entrada do baixista Henry Olsen e do baterista Phillip “Toby” Tomanov, que na época estavam tocando com a banda que acompanhava a vocalista Nico, The Faction. Com a entrada de Olsen, Young assume a segunda guitarra e o som da banda fica cada vez mais pesado e roqueiro.
O que contrastava con o novo horizonte do pop inglês. O flerte que o New Order teve com a dance music nova-iorquina em “Blue Monday” em 1984 começou a levar aquela que era uma das principais bandas da época para a pista de dança – e junto com eles, sua bagagem de referências de música eletrônica, principalmente alemã. As guitarras vão para um segundo plano quando o pós-punk começa a experimentar outras possibiidades de se fazer música pop e encontra um público que quer mais dançar do que assistir shows. Novos clubes – como Shoom, Future e Trip – começam a abrigar noites tocadas por DJs e a dominância daquele novo tipo de som levou Morrissey a pedir seu enforcamento no refrão do hit “Panic”, dos Smiths. Isso culmina com a fundação da casa noturna Haçienda, que o próprio New Order inaugura em sua cidade natal, Manchester, que começa a mostrar para seus fãs roqueiros que há uma nova psicodelia em andamento na pista de dança. E a cena criada ao redor daquela casa – conhecida como “Madchester” – começa a misturar a nova dance music com bandas de indie rock da cidade, especificamente os grupos Stone Roses e Happy Mondays, entre outros.
É esta nova paisagem musical que recebe o Primal Scream na virada da década. E depois da apresentação feita da banda àquela nova cena pelo remix de Andy Weatherall, o grupo mergulha de cabeça naquela fusão de gêneros musicais disposto a fazer um disco que traduzisse as diferentes essencias musicais que pulsavam na Inglaterra do final dos anos 80: o amadurecimento do indie rock, um revival de soul music, a ascensão da música eletrônica, a redescoberta do rock dos anos 70, o astral hippie generalizado, a sensibilidade dance dos novos DJs. Para isso, reuniu um time de produtores para correr riscos e caminhar por territórios não-mapeados em suas mentes – além de chamar Andy Weatherall para pilotar a mesa do disco, a banda também chamou o produtor Tony Martin (que assinava como Hypnotone), o engenheiro Hugo Nicolson, a dupla The Orb e Jimmy Miller, que trabalhou com os Stones em seus discos mais clássicos.
Screamadelica, como seria batizado mais tarde, dissiparia as barreira entre diferentes gêneros musicais e traduziria o sentimento estético daquela época como ninguém. Lançado no final de 1991, ele também funcionava como o capítulo final daquela cena, que começava a ser perseguida pela mídia conservadora inglesa, horrorizada com aquele excesso de sexo e drogas no ar. Mas ao ser imaginado como parte de um cânone maior, o álbum consegue ampliar sua influência para além de um mero retrato da época. É um disco que continua moderno, ousado e de tirar o fôlego até hoje. E se não fosse um clássico facilmente reconhecível, poderia ser tranquiamente um disco gravado em 2016 – ou em 2041.
Screamadelica é temperado com as referências certas. O disco abre com “Movin’ On Up”, cantada sobre um violão com acordes abertos e letra ensolarada e religiosa como um gospel pleno, mas que saiu do meio da faixa “Yoo Doo Right”, do grupo de krautrock Can.
A escolha por uma versão para o clássico psicodélico dos anos 60 – “Slip Inside This House” dos 13th Floor Elevators – abre margem para um trocadilho com aquela nova cena musical e o grupo parte da infâmia para o sublime ao sintonizá-la em uma house music com cítaras indianas, com direito à gargalhada de Sly Stone no final de sua versão para “Sex Machine”, de James Brown. É a única faixa do disco que não é cantada por Bobby, e sim pelo guitarrista Robert Young.
“Don’t Fight It, Feel It” vai ainda mais dentro da dance music ortodoxa, com a chanteuse Denise Johnson fazendo o papel de diva house mas cantando um refrão (“I’m gonna live the life I love, gonna love the life I live”) surrupiado de um velho soul (“(I’m a) Road Runner”) dos anos 60.
E o disco continua todo nessa pegada. O voo de Ícaro em “Higher Than the Sun” faz graves robóticos conviver com frequências lisérgicas em sua primeira versão, um mix feito pela dupla Orb sobre o groove de “Wah-Wah Man”, da banda Young-Holt Unlimited.
Mais tarde, a mesma música volta em uma versão com quase oito minutos com o subtítulo de “(A Dub Symphony in Two Parts)” e o baixo cavalar de Jah Wobble, da seminal banda pós-punk Public Image Ltd. A letra é uma viagem psicodélica que ecoa tanto o misticismo de William Blake, o zen-espiritualismo beatle com o satanismo de Aleister Crowley.
“Minha estrela mais brilhante é minha luz interior
Deixe que ela me guie
Experiência e inocência
Sangram dentro de mim
Alucinógenos podem me abrir
Ou me desatar
Vago no espaço livre de tempo
Encontro um estado superior de graça em minha menteSou belo, não nasci para seguir
Eu vivo apenas o hoje, não me importo com o amanhã
O que tenho dentro da minha cabeça você não pode roubar ou pegar emprestado
Acredito em viver e deixar viver
Acredito que você tem o que você dá
Vislumbrei ter provado lugares fantásticos
Minha alma é um oásis, mais alto que o sol”
O lado dance do disco convive com suas facetas mais introspectivas, como a etérea “Inner Flight”, que lista samples de Brian Eno, Dr. John e do explorador folk Alan Lomax; a bucólica “Damaged”; o lento despertar que mistura dub com jazz em “I’m Coming Down” (com seu sax descontrolado fazendo contraponto ao andamento quase oriental de uma música sobre ressaca) e o epílogo “Shine Like Stars”. Nestas faixas torna-se evidente uma das grandes forças do disco, um ponto fraco do Primal Scream que brilha como principal marca da banda principalmente a partir de Screamadelica: o vocal sussurrado e quase frágil de Bobby não funcionava quando o Primal Scream estava em seus dias mais roqueiros, emulando Stooges, MC5 e Rolling Stones com um vocalista indie. Ao dissipar gêneros a partir do fiapo de voz de Bobby, Screamadelica reforça a importância de seu líder nesta nova era musical – e do mesmo jeito que os novos DJs fugiam do estrelato, um rockstar podia não ter um vocal olímpico, tudo bem. Tudo ótimo, na verdade – afinal o timbre delicado contrastava com a atitude forte e inspirou diversos outros vocalistas do pop inglês e mundial desde então. O disco foi recebido com aplausos por boa parte da crítica inglesa (ganhando a primeira edição do hoje renomado prêmio Mercury) e consolidou-se como um dos grandes discos dos anos 90 e da história da música pop. Pessoalmente, é o meu disco favorito da última década do século passado.
O clima viajante esparramava-se por todo o disco – sua capa, por exemplo, partiu de uma alucinação de ácido que o designer da Creation, Paul Cannell, teve ao ver uma mancha de infiltração nas paredes da gravadora. Mas talvez o grande momento de Screamadeica seja seu segundo single, uma música que teve o título surrupiado de uma canção dos Beatles que sampleava Chuck Berry antes da invenção do sampler e que foi batizada a partir da campanha de Timothy Leary, o guru do LSD dos anos 60, para governador da Califórnia, na campanha contra o então governador na época que tentava a reeleição, o conservador Ronald Reagan. A versão de “Come Together” do Primal Scream também teve o dedo mágico de Andy Weatherall, que construiu sua versão sobre a faixa “The Dub Station”, de Tommy McCook & The Agrovators, e a temperou com o discurso que o reverendo Jesse Jackson fez na abertura do festival de Wattstax, da gravadora Stax, em Los Angeles, em 1972. O discurso é uma exaltação da cultura negra, mas encaixa-se perfeitamente no manifesto do disco:
“Este é um dia lindo… Um novo dia…”, bradava o reverendo sobre uma base borbulhante, “Nós estamos juntos… Nós estamos unidos… E todos de acordo… Porque quando estamos juntos temos força… E podemos tomar decisões… No programa de hoje ouviremos gospel e rhythm & blues e jazz. São apenas rótulos. Sabemos que música é música”, formalizando Screamadelica como um novo artefato pop: um disco de protesto para dançar e viajar, sintetizado neste discurso sampleado. Uma lição que não tem idade – seja em 1956, 1967, 1972, 1978, 1991, 2016 ou em qualquer outra época – afinal, se Jesse Jackson nos lembra que tudo é música, a própria psicodelia e o Primal Scream, também nos lembram que o tempo não existe.
Com dez minutos, a faixa “Colored Candy” foi feita por Thom Yorke para a coleção primavera/verão 2017 da grife norte-americana Rag & Bone. Mas apesar dos vocais robóticos à la “Fitter Happier” lendo trechos do jornal Universal Sigh (que veio junto com a versão física do disco The King of Limbs), a música passa longe das experimentações mais ousadas do Radiohead, soando mais como um exercício solitário de gravação do que como uma composição mais sofisticada.
Começam a sair as primeiras imagens da adaptação do clássico mangá para o cinema, com Scarlett Johansson – postei sobre a polêmica lá no meu blog no UOL.
São algumas cenas rápidas, com pouco mais de dez segundos, mas esquentam a polêmica a respeito da adaptação para o cinema do clássico japonês Ghost in the Shell para o cinema. A cena mais crítica não é propriamente uma revelação, mas uma materialização de uma imagem clássica do original, o momento em que a major Motoko Kusanagi despluga cabos de sua nuca, revelando sua natureza artificial.
E agora é realidade: a protagonista de uma das principais franquias de ficção científica do Japão nasce em carne e osso como uma personagem de biotipo caucasiano. Isso acirra as críticas feitas à adaptação, que seria descaracterizada se não se passasse no Japão ou se sua personagem principal não fosse japonesa. Outra polêmica que ocorreu durante a produção do filme é que testes de computação gráfica teriam sido feitos com atores ocidentais para deixá-los com aparência oriental. Ninguém sabia dizer se isso significaria uma orientalização da personagem vivida por Scarlett Johansson que, a bem da verdade, ainda está sendo apresentada apenas como “Major”, sem nome ou sobrenome.
Então ainda não sabemos nem se o filme se passa no Japão.
E a julgar pelo elenco – que inclui nomes como Pilou Asbæk, Michael Pitt, Chin Han, Lasarus Ratuere, Rila Fukushima, Tuwanda Manyimo, Yutaka Izumihara, Juliette Binoche e o grande Takeshi Kitano – é bem provável que o filme mantenha uma natureza internacional, espalhando a trama que antes acontecia no oriente por todo o planeta. Não é a melhor solução, mas é mais tragável do que cogitavam fazer com a adaptação para outro clássico da ficção científica japonesa, Akira, que deixaria de se passar em Tóquio (ou Neo-Tóquio) para ser adaptado para Nova York (ou New New York). E isso com Leonardo di Caprio como o personagem principal. Ainda bem que isso (ainda) não aconteceu.
Pelos outros teasers que foram mostrados dá para ter uma ideia do quão literal – ao menos em termos estilísticos – o diretor Rupert Sanders quer que seja o clima de seu filme.
Ghost in the Shell é uma das principais obras do subgênero de ficção científica chamado cyberpunk, aquele que surgiu nos anos 80 nos Estados Unidos pregando um futuro pré-apocalíptico dominado por máquinas e telas, que tirava todo o otimismo do futuro o substituindo por questões ambientais e crises tecnológicas, além da onipresença da internet. A série originalmente era um mangá e foi adaptada como um anime em 1995.
Em defesa do filme, não custa lembrar o quanto Scarlett Johansson pode convencer num filme desta natureza – principalmente a partir de filmes e personagens tão diferentes quanto a fêmea do genial e estranhissimo Sob a Pele (2013), a espiã Natasha Romanoff nos filmes da Marvel, a assassina modificada geneticamente do filme Lucy (2014) ou a voz da inteligência artificial em Ela (também de 2013). Ghost in the Shell tem estreia programada para o início do ano que vem e, se manter o título do anime em português, também deverá se chamar O Fantasma do Futuro.
Postei lá no meu blog no UOL uma compilação com os grandes momentos do stop-motion no cinema.
A animação em stop-motion – em que objetos estáticos são fotografados quadro a quadro emulando o movimento com a disposição destas fotografias em série – é um dos efeitos especiais mais antigos da história do cinema, quase tão antigo quanto a própria sétima arte. É o que prova esta compilação feita pelo estudante de cinema Vugar Efendi, que reúne os primeiros registros da técnica, feitos considerados obras-primas do gênero em seu auge até filmes e cenas que utilizaram o stop-motion como um efeito retrô.
Os meninos de Stranger Things esmerilham “Uptown Funk” antes do começo da festa do Emmy – e eu juntei os vídeos que apareceram no meu blog no UOL.
Já falei aqui dos talentos musicais do elenco adolescente de Stranger Things – e, neste domingo, antes da transmissão da entrega dos prêmios Emmy, o trio Millie Bobby Brown (Eleven), Gaten Matarazzo (Dustin) e Caleb McLaughlin (Lucas) receberam os convidados da premiação com uma versão animada de “Uptown Funk”, de Bruno Mars. Como a apresentação aconteceu antes da transmissão começar, os únicos registros foram os feitos por quem estava na plateia, olha só:
Pre Emmy Stranger Things kids. #MyLastEmmys pic.twitter.com/5VLtdlVW18
— John Levenstein (@johnlevenstein) September 19, 2016
https://twitter.com/mike_hogan/status/777657476363657216
Inside the #Emmys, the kids from #StrangerThings are performing #UptownFunk. pic.twitter.com/3WAze1gJHv
— Derrik J. Lang (@derrikjlang) September 18, 2016
Os três voltaram ao programa mais tarde, caracterizados como os personagens do seriado, para entregar sanduíches de manteiga de amendoim com geleia, numa piada feita pelo apresentador Jimmy Kimmel:
#Emmys: @JimmyKimmel hands out sandwiches with the #StrangerThings cast https://t.co/AzRbPZyeYg pic.twitter.com/FOCL8toQR6
— The Hollywood Reporter (@THR) September 19, 2016
Stranger Things só concorre ao Emmy do ano que vem pois foi lançada após o prazo de inscrições para a premiação deste ano, que celebrou Game of Thrones, Mr. Robot e Veep.
Em mais uma edição dos Ecossistema Singles, convidei o Andre Bourgeois, que gerencia as carreiras nacionais e internacionais dos artistas como Chico César, Céu, Bixiga 70 e Maria Gadu, para falar sobre o momento certo para se começar a tentar uma ponte com o mercado internacional. O curso acontece no dia 4 de outubro no Espaço Cult, também contará com a minha presença e suas inscrições podem ser feitas no site do Espaço Cult.
Em que ponto da carreira um músico pode começar a pensar em atingir o mercado exterior? O mercado estrangeiro é receptivo à música que vem do Brasil? Quais as principais diferenças entre o mercado de shows brasileiro e o internacional? Quais diferenças entre os mercados europeu e norte-americano? E a América Latina? Num mundo cada vez mais globalizado, a possibilidade de estender uma carreira em outros mercados é cada vez mais real e possível, permitindo que até mesmo artistas iniciantes e de nicho consigam se estabelecer internacionalmente sem precisar do apoio de corporações e multinacionais. O empresário André Bourgeois, responsável pelas carreiras de Céu e Chico César, explica quais são os primeiros passos que qualquer artista precisa dar para chegar ao mercado internacional.
1) Conhecendo os limites
– Por que ninguém precisa de música brasileira no mercado estrangeiro
– Mutação do mercado de música popular no século 212) Historia sucinta da música brasileira no exterior: De Carmen Miranda a Cansei de Ser Sexy
3) Entendimento das estratégias de exportação
– Como funciona a relação do mercado de música do exterior com a música brasileira
– Quem são os principais profissionais neste mercado
– As diferenças entre os mercados
– Como o Brasil é visto no exterior
– Transição da antiga para a nova economia da música4) Planejamento
– Pensar em uma carreira que inclua o mercado estrangeiro
– Principais desafios
– A importância das redes e dos contatos5) Estratégias para exportação em 2017
– Principais tendências
– Lendas urbanas e erros comuns
O Ecossistema Singles é a versão de um dia, um assunto e um tema do curso Ecossistema da Música, que fala sobre as transformações que o meio digital provocou no mercado fonográfico, seus dilemas e soluções.
Acontece nesta terça-feira a segunda edição do Spotify Talks, a série de debates que idealizei, faço a curadoria e apresento junto ao Spotify desde o mês passado. O foco da conversa agora é em direção de arte e reunimos quatro grandes nomes da cena atual brasileira para falar da importância da imagem na carreira do artista hoje. A discussão conta com a presença de Thiago Pethit, Filipe Cartaxo (que cuida do visual do BaianaSystem), Joana Mazzucchelli (que dirigiu grande parte dos Acústicos da MTV brasileira) e Anna Turra (responsável pelos palcos de Elza Soares, Arnaldo Antunes, entre outros) e esta edição será transmitida online a partir das 20h. Siga a página do Trabalho Sujo no Facebook que eu compartilho o link da transmissão, que será feita pelo Update or Die.