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BloodSugarSexMagik e uma nova maturidade

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Outro disco que completa 25 anos, o melhor disco do Red Hot Chili Peppers reinventou o adulto nos anos 90, como escrevi no meu blog no UOL.

Qual é a hora de abandonar os delírios e prazeres da adolescência e assumir as responsabilidades e fardos da vida adulta? Antes os limites eram bem estabelecidos: o término da vida escolar determinava a idade para procurar emprego ou tentar entrar em uma faculdade, o que significava começar a organizar a vida, arrumar a bagunça e se preparar para o fim da festa. Para os que conseguem entrar em uma universidade, o terceiro grau pode dar uma sobrevida de farra e excessos, mas eles estão com os dias literalmente contados até a chegada do diploma. Para aqueles que já entram no mercado de trabalho direto não tem nem conversa: festas e diversões vão sendo gradualmente empurrados para os fins de semanas até virarem oásis perdidos em rotinas maçantes e insuportáveis.

Mas o mundo mudou – e com ele as definições sobre estes limites. Até a metade do século passado, assumir a vida adulta significava abandonar por completo a irresponsabilidade saudável entre os 10 e 20 anos de idade, trajar uma roupa formal, bater cartão em um emprego e preparar-se para casar, ter filhos para que eles recomeçassem a história novamente. Mas a partir dos anos 50, principalmente graças à geração crescida sob a égide de uma nova cultura de consumo popular, algumas mudanças começaram a ocorrer neste processo.

Um dos motivos de sucesso do rock – a principal força-motriz desta nova cultura – quando o gênero eclodiu nos anos 50 foi o impacto que teve junto a uma geração de novos consumidores que antes disso nem era vista como tal. Os adolescentes que nasceram após o fim da Segunda Guerra Mundial – a geração que ficou conhecida como “geração baby boom” devido à explosão demográfica no final dos anos 40 – cresceram em um mundo em que a a ascensão social era possível a partir do consumo. Você não precisava ter nascido em uma família abastada ou trabalhar arduamente para conseguir atingir um certo status. Os novos artistas que abasteciam aquela cena – que se refletia em outros novos meios de comunicação, como o cinema, a televisão, o rádio, o mercado editorial comercial e os quadrinhos – eram jovens, bem-sucedidos e conseguiram se estabelecer fazendo o que gostavam.

É claro que era uma generalização e cada novo popstar, cada novo astro de Hollywood, cada nova jovem celebridade que surgia ofuscava centenas de outros talentos e não-talentos que tentaram aquele mesmo sucesso, em vão. Mas era um novo caminho que surgia e, se a princípio parecia uma materialização de um conto de fadas ou tão improvável quanto ganhar na loteria, aos poucos mais gente foi conseguindo seu lugar ao sol desta forma.

E quando os primeiros popstars chegaram à idade adulta, ainda estavam conformados com o padrão antigo e se fantasiaram de adultos – mais do que assumiram a vida adulta. A rotina de prazer e lazer que se prolongara para além dos 20 anos de idade não havia preparado-os para a vida de verdade e grande parte de suas responsabilidades havia sido transferido para empresários e agentes. Tanto que são raros exemplos de artistas dos anos 60 e 70 que conseguiram sobreviver para além dos trinta anos na mesma carreira sem o auxílio de um executivo engravatado ou um empresário agressivo. Os Beatles quase faliram a loja/gravadora que fundaram no fim dos anos 60 (a Apple) depois da morte de seu empresário Brian Epstein e muitos atribuem o sucesso dos Rolling Stones ao fato de Mick Jagger ter frequentado a London School of Economics antes de optar por ser vocalista de uma banda de rock.

Mas, com o punk rock no final dos anos 70, uma nova geração de adolescentes cresceu com a possibilidade real de viver de música. Mais do que ter exemplos de popstars que continuaram na carreira mesmo depois dos 40 anos de idade (optando pela caricatura de si mesmos, pela constante reinvenção ou por tornar branda ou inofensiva a energia inicial de suas biografias), eles também ajudaram a pavimentar um mercado que pouco a pouco começava a ser autossustentável. Longe das gravadoras que viravam enormes corporações internacionais que monopolizavam os meios de produção da música, estes adolescentes criaram um ambiente alternativo em que era possível crescer como artista sem as pressões comerciais do mercado tradicional (como escrevi neste texto sobre os 25 anos do Nevermind, do Nirvana).

Frusciante, Kiedis, Smith e Flea

Frusciante, Kiedis, Smith e Flea

E entre as inúmeras bandas que surgiram nos anos 80 a partir da consolidação deste novo mercado estavam os Red Hot Chili Peppers. A quintessencial banda de Los Angeles (superando, quem diria, até mesmo os Doors como a banda-símbolo do sul da Califórnia), o grupo começou como uma brincadeira entre a black music psicodélica que havia surgido no meio dos anos 70 e a cena hardcore da cidade, posicionando-se estrategicamente entre o punk e o funk como apenas os Bad Brains, do outro lado dos Estados Unidos, havia conseguido. Mas por nascerem naquela cidade entre palmeiras, a praia de Venice e Hollywood, havia um espírito de diversão exacerbada, que o separava radicalmente do punk reggae da banda de Washington e o fato da banda ter nascido em Los Angeles também fazia a banda se apropriar das guitarras afiadas do novo metal norte-americano, elemento que logo entrou em sua mistura de gêneros musicais.

O quer dizer que eram uma banda barulhenta e dançante, mas cuja politização resumia-se à tríade sexo, drogas e rock’n’roll, forjada entre os anos 60 e 70 e tida como meta para a maioria dos adolescentes que queriam ter uma banda na época. Os Red Hot Chili Peppers foram fundados pelo vocalista Anthony Kiedis e pelo baixista Flea e tiveram seus dois primeiros discos produzidos por nomes como Andy Gill (guitarrista da banda inglesa de pós-punk Gang of Four) e George Cinton (lendário papa do P-Funk). De formação mutante, chegaram a tocar, em uma determinada época, com um guitarrista do Funkadelic (DeWayne “Blackbyrd” McKnight) e o baterista dos Dead Kennedys (D.H. Pelligro) ao mesmo tempo. O primeiro integrante além dos dois fundadores a firmar-se na formação foi o guitarrista Hillel Slovak, primeira vítima dos excessos da banda, morto de overdose de heroína em 1988. O baterista Chad Smith entrou a tempo da gravação do disco Mother’s Milk, de 1989, o primeiro grande disco da banda e último disco de Slovak, cuja morte acendeu uma luz amarela para os quatro. Tão viciado em heroína como o recém-falecido amigo, Kiedis passou a temer pelo futuro da banda e, claro, pela própria vida. E todos os integrantes da banda – inclusive o recém-ingresso guitarrista John Frusciante – passaram a pensar mais seriamente sobre como seria viver o resto da vida em uma banda de rock.

Foi assim que os quatro entraram no estúdio para gravar seu quinto álbum. Ainda assombrados pela morte do amigo guitarrista, entenderam o motivo da recusa do produtor Rick Rubin para produzir seu terceiro disco, em 1987. Rubin já era conhecido à época por ter transformado a gravadora Def Jam – casa de nomes como Run DMC e LL Cool J – no principal nome do hip hop da época, além de ter reinventado a carreira dos punks Beastie Boys, transformando-os no primeiro ícone branco do rap. O casamento entre guitarras e groove que Rubin havia realizado em Nova York parecia torna-lo o nome perfeito para produzir um disco do Red Hot. Mas Rick havia recusado ao ver como Kiedis e Slovak estavam entregues à heroína. Depois da morte do guitarrista, engoliram o orgulho e foram novamente bater à porta de Rubin.

O produtor topou a nova tarefa com a condição de que a banda se afastasse por completo da heroína. Para isso, alugou uma mansão em Los Angeles e exigiu que a banda morasse lá enquanto estivessem gravando o disco. Cada um dos quatro integrantes se hospedou em um quarto, mas logo depois o baterista Chad Smith disse que não iria conseguir dormir na casa, pois sentiu que ela era mal-assombrada. A mansão havia pertencido ao mago Harry Houdini e tinha fama de ter sido cenário de um assassinato. Os outros permaneceram lá, mesmo com a possibilidade de encontrar fantasma – o que realmente aconteceu segundo o guitarrista John Frusciante, que disse que eram “espíritos amigáveis”. A casa, que depois foi comprada pelo produtor e transformada em seu estúdio particular – batizado apenas como The Mansion –, também foi palco para outras gravações clássicas (como o disco This is Happening do LCD Soundsystem e a canção “99 Problems” de Jay-Z) e bandas como Linkin Park e Slipknot, que também gravaram lá, disseram ter visto espíritos ou notado evidências de atividade sobrenatural no lugar.

Rick Rubin em sua mansão

Rick Rubin em sua mansão

E foi nesta mansão que, por trinta dias entre maio e junho de 1991, os quatro Red Hot Chili Peppers enfrentaram a dura realidade de que eram uma banda com dez anos de idade. A sensação de amadurecimento pessoal era confrontada diretamente com a energia desenfreada das apresentações do grupo e com o barulho de seus discos, dilema que pautou as gravações. Os dois fundadores e o baterista entravam em seus trinta anos de idade e Kiedis ainda enfrentava o fantasma do vício de heroína e a sensibilidade pop de Rick Rubin ajudou a conter os ímpetos mais primitivos da banda, que insistia em aumentar o volume e a velocidade a cada novo disco. A entrada de Frusciante, que tinha apenas 20 anos ao entrar na banda, também foi crucial para a nova sonoridade do grupo, que abandonava os riffs esquizofrênicos de guitarra metal para abraçar toda sutileza e extravagância sonora de um dos principais discípulos espirituais de Jimi Hendrix.

Todas as faixas daquele novo disco duplo de quase 75 minutos repensavam o delírio adolescente e fazia a banda confrontar os dilemas da vida adulta – principalmente de natureza espiritual e sentimental. Faixas como “Breaking the Girl” e “I Could Have Lied” mostravam um Red Hot Chili Peppers gravando baladas pela primeira vez e um poema de Kiedis encontrado amassado no chão por Rick Rubin foi transformado em um dos grandes carros-chefe da banda, a balada anti-heroína “Under the Bridge”.

Mas aquele lirismo todo não queria dizer que a banda havia ficado mais leve. Músicas mais pesadas davam a tônica do disco mas a mensagem não era mais a pura diversão desenfreada, mas reflexões pensativas sobre o que eles estavam se transformando. Faixas como “Sir Psycho Sexy”, “If You Have to Ask”, “The Power of Equality”, “My Lovely Man”, “Apache Rose Peacock”, “The Righteous and the Wicked”, “BloodSugarSexMagik” e o cover-relâmpago para “They’re Red Hot”, do mestre blueseiro Roberto Johnson, jogavam uma luz mais consciente, politizada e séria da banda, muitas vezes se autoironizando. O Red Hot não havia abandonado a diversão, como ficava evidente em outras faixas (o hit “Give it Away”, “Naked in the Rain”, “Funky Monks” e “Suck My Kiss”). Quando escolheram o título de uma das faixas para batizar o novo disco, eram uma nova banda. Uma banda adulta sim, mas que não tinha problemas em exibir as próprias tatuagens no encarte do disco, cujas letras foram escritas à mão pelo próprio Kiedis. Um novo conceito de maturidade para o pop.

BloodSugarSexMagik, lançado exatamente há 25 anos (no mesmo dia em que Nevermind,do Nirvana e um dia depois do Screamadelica do Primal Scream – que época!), é, portanto, o momento em que os Red Hot Chili Peppers chegam à vida adulta, mostrando para toda uma outra geração de adolescentes que era possível amadurecer sem abandonar os prazeres e delírios da juventude. É a obra-prima do grupo e os catapultou para o estrelato, mesmo que eles não tenham conseguido manter aquela boa fase por muito tempo. O novato Frusciante começou a atritar com a banda, especificamente com o vocalista, e saiu do grupo no meio da turnê de lançamento do disco. Foi substituído por Arik Marshall (que veio com a banda em sua primeira apresentação no Brasil, em 1992) e pouco depois por Dave Navarro, ex-guitarrista do Jane’s Addiction, que gravou o excelente – e dark – One Hot Minute em 1995, um disco que divide opiniões dos fãs e que eu considero o melhor disco que o Jane’s Addiction não gravou (além de ser o segundo melhor disco do Red Hot, na minha opinião).

Depois deste período, Frusciante voltou à banda e eles voltaram do ponto que haviam largado em 1992, com o bem-sucedido Californication, de 1999. Mas ali eles já eram uma versão engessada do brilhantismo do início da década e continuaram lançando discos seguindo a fórmula daquele disco mágico lançado 25 anos atrás, se transformando numa versão pasteurizada do que eram antes, um Aerosmith para uma geração mais nova. Mas a essência daquilo que se tornou sua caricatura não foi afetada continua intacta nestas 17 faixas que ensinaram que o rock pode amadurecer sem deixar de se divertir.

Como foi a segunda edição do #SpotifyTalks

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Conversei com Joana Mazzucchelli, Thiago Pethit, Filipe Cartaxo e Anna Turra sobre a importância do visual na música pop em mais uma edição do Spotify Talks, série de encontros que o Spotify me chamou para idealizar, curar e apresentar neste fim de 2016. Foi a primeira vez que o encontro foi transmitido ao vivo (você pode assistir à íntegra no final deste post) e mais uma vez teve cobertura do Update or Die, que entrevistou os convidados antes do debate sobre o tema em questão:

Joana Mazzucchelli

Anna Turra

Thiago Pethit

Filipe Cartaxo

Weeknd + Daft Punk 2016: “Look what you’ve done”

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E a faixa-título do novo disco do Weeknd – sua aguardada parceria com a dupla Daft Punk – não é o hit arrasa-quarteirão que 2016 estava precisando, mas tem toda a manha e a sutileza fria de seus respectivos autores. Mas “Starboy” funcionaria perfeitamente dentro do Random Access Memories que os robôs lançaram há três anos, o que, comparando com a produção musical deste ano, é um senhor avanço. Olha ela ai na íntegra com seu clipe:

Morrissey ♥ Ramones

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Inicialmente um desafeto dos Ramones, o ex-vocalista dos Smiths Morrissey logo viu a luz do punk rock e entendeu a importância do grupo para o movimento, a ponto de chegar a organizar a coletânea limitada (9 mil cópias) Morrissey Curates the Ramones sobre a banda lançada pela gravadora Rhino no Record Store Day de 2014. Mas o auge do fanatismo do vocalista pelo grupo aconteceu neste fim de semana, quando em um show no Brooklyn, em Nova York, ele surpreendeu a todos com uma versão fiel e apaixonada para “Judy is A Punk”, do mítico grupo nova-iorquino.

Agora de outro ângulo:

Que beleza.

Quando o indie se tornou conhecido

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Há exatamente 25 anos, o Nirvana mostrava o submundo comercial do rock independente em seu Nevermind – escrevi sobre o disco lá no meu blog no UOL.

Me lembro exatamente do momento em que ouvi “Smells Like Teen Spirit” pela primeira vez, graças a um amigo que havia acabado de comprar o disco e havia me emprestado. Tinha 16, quase 17 anos e foi pouco após do lançamento de Nevermind, o segundo disco do Nirvana, que chegou ao Brasil ainda no mesmo ano em que o disco saiu nos Estados Unidos, exatamente há vinte e cinco anos. O momento em que pousei a agulha do toca-discos dos meus pais e o hoje clássico riff que abre Nevermind saiu das caixas de som no apartamento em que cresci em Brasília aconteceu em alguma tarde entre o fatídico 24 de setembro de 1991 e o natal do mesmo ano. Não sabia – quem sabia? – a revolução musical que começaria a ruir o império pop como o conhecíamos, mas era nítido que era um grande disco. Lembro ter percebido isso logo depois que a avalanche de energia que abre o disco era reduzida a uma linha de baixo que seguia uma bateria que marcava o tempo – depois de ambos galoparem por sobre nossos tímpanos – e a guitarra que antes rugia alto repetir apenas um fiapo de duas notas que nos preparava para a entrada do vocal. Antes de Kurt Cobain começar a falar para que nós carregássemos nossas armas e chamássemos nossos amigos era notável o quanto aquela música era incrível – e, como perceberia logo depois, todo o disco.

Já conhecia o Nirvana por ali inclusive, de ouvir falar na existência da banda através de algum fanzine emprestado por algum amigo, mas nunca tinha o escutado (uma situação recorrente naquela época – conhecer bandas apenas por escrito). Aos poucos fui ouvindo falar das notícias de que aquele disco havia pego a indústria fonográfica de surpresa, ao desbancar nomes como Michael Jackson e Guns’N Roses do topo das paradas de sucesso (e como eram horrorosas as paradas de sucesso dessa época para quem gostava daquele outro tipo de som), que o vocalista Kurt Cobain era um ícone de outro quilate (criado exatamente naquele ambiente alternativo surgido na brecha, filhote direto do Hüsker Dü e dos Pixies) e que eu só estava ouvindo aquele disco no Brasil alguns meses após seu lançamento porque ele tinha feito muito sucesso.

Foi aí que a ficha caiu: a brecha havia rompido o muro. A partir dali a indústria fonográfica e as rádios começaram a perder o controle (mesmo transformando a geração do Nirvana em uma cena comercial, tal como o proverbial bebê engolindo a isca da capa do disco) e as pessoas começaram a conhecer mais músicas. A partir de Nevermind, a brecha, que era um segredo, tornou-se pública e o mundo descobriu o submundo do pop quando ele já era adulto. O Nirvana era só o caçula daquele novo mercado que começaria a transformar completamente a cara do pop a partir dos anos 90. Quando o computador chegou pra facilitar a gravação de discos em casa e a internet chegou para facilitar distribuí-los, toda aquela safra de novos artistas que alimentaria aquele novo sistema já estava pronta. E a música nunca mais seria a mesma.

Kaytranada 2016: “I want you to want me…”

kaytranada

E a deliciosa “You’re the One”, com vocais da Syd the Kid, do The Internet, é uma das faixas mais sinuosas do excelente 99.9% do Kaytranada e ganha um clipe com sabor de seriado dos anos 90.

Nicolas Jaar e John Talabot no Brasil!

dekmantel

O coletivo holandês Dekmantel anuncia a primeira edição de seu festival no Brasil, depois de ter expandido da Holanda para a Croácia no início deste ano. E o evento, que será realizado nos dias 4 e 5 de fevereiro, traz para o Brasil nomes como Nicolas Jaar, John Talabot, Jeff Mills, Nina Kraviz, Moodymann, Ben UFO, Joy Orbison e apresentações dos brasileiros Hermeto Pascoal, Azymuth, Bixiga 70 e Selvagem,, entre outros. E isso só na programação diurna, que acontecerá no Jóquei em São Paulo – a programação noturna, que acontece em uma fábrica do Brás, ainda não foi anunciada. A realização é uma parceria do Dekmantel com a festa paulistana Gop Tun, que mandou benzaço com essa.

Aliás, vocês ouviram o disco novo do Nicolas Jaar, né? Precisamos falar sobre isso em breve…

Ale Sater e o dedo da certeza

Foto: Clibas Pacheco

Foto: Clibas Pacheco

O vocalista da banda Terno Rei, Ale Sater, lança seu primeiro trabalho solo em São Paulo no próximo dia 7 de outubro, no Sesc Vila Mariana, e ele adianta o primeiro clipe de seu EP Japão em primeira mão para o Trabalho Sujo.

“Pipa é canção que fiz há uns dois anos atrás falando um pouco da pré-infância que passei em Niterói”, explica o Sater. “Já o clipe é uma animação feita pela Beatriz Pacheco Gavião nos últimos dois meses. Acho que tenta traduzir um pouco o jeito da música, minimalista e sentimental, e o jeito do EP, que assim como o clipe, é cheio de cortes e colagens.” Os ingressos para o show começam a ser vendidos hoje, neste link.