É sempre bom dar ouvidos ao mago norueguês da disco music, mesmo que ele esteja remixando alguém que você não conheça. O que deve ser o caso de seu conterrâneo violinista de jazz Ola Kvernberg, cujo álbum The Mechanical Fair está sendo lançado pelo selo de Terje. O produtor pegou a faixa-título do novo disco e deu aquele trato que a gente conhece e gosta…
O clássico mural no bairro de Silver Lake, em Los Angeles, que Elliot Smith eternizou na capa de seu disco Figure 8, será imaculado ao abrir espaço para um bar inspirado no próprio cantor e compositor morto em 2003. No lugar da fachada do número 4330 da West Sunset Blvd. surgirá o Bar Angeles, batizado em homenagem à música “Angeles”. Segundo conta o site Eater Los Angeles, a reforma para transformar o lugar em bar já está em andamento e a inauguração deve acontecer logo no início de 2017. Ao menos vão manter parte do mural original – não sabemos quanto ainda…
“Nobody fucks with the Jesus!”, desmerecia o excêntrico Jesus Quintana, erguendo seu indicador em direção a Walter, Donny e ao Dude em uma das inúmeras cenas clássicas do épico chapado O Grande Lebowski, que os irmãos Coen dirigiram em 1998. Nem mesmo o próprio John Turturro, criador de um dos personagens coadjuvantes mais memoráveis da filmografia dos dois irmãos (o que não é pouco), poderia manchar a reputação de um tipo tão memorável. Vestido com seu macacão púrpura, suas mãos cheias de aneis e o ar sexualmente tenso de sua relação com o boliche, Jesus Quintana tem poucos minutos de duração na tela, todos memoráveis.
O que deixou Turturro ansioso para continuar o personagem, que desde o filme original vem cogitando uma continuação ou filme derivado, mas nunca achou o momento correto. Até agora. Ao penar para criar o protagonista de seu novo fime, sua sexta incursão na direção, o ator da série The Night Of teve uma revelação.
O filme que está dirigindo é uma adaptação norte-americana do filme francês Les Valseuses (Corações Loucos, em português e Going Places, em inglês) de 1974, um jornada sexual na estrada vivida pelo trio de personagens interpretados por Gérard Depardieu, Patrick Dewaere e Miou-Miou. Turturro atua como o personagem vivido originalmente por Depardieu, chamado Jean-Claude, e o ator não conseguia chegar a uma personalidade específica para o papel.
“Eu ficava chamando-o de ‘JC’ e ele me lembrou de um personagem que eu havia feito em uma peça há muitos anos que inspirou Joel e Ehtan (Coen) a escrever o personagem Jesus Quintana”, disse o ator em entrevista ao site Screen Daily. “Então eu pensei: ‘Uau! Sempre falamos em fazer algo com Jesus Quintana mas era sempre besta’. Eu comecei a brincar com isso e pensei que podia chegar em algo com a ironia e a irreverência do personagem.”
“Eu o conheço de uma forma muito mais complexa do que o que as pessoas viram no filme, que era uma versão trailer do personagem”, continua o ator. Convicto da ideia, foi apresentá-la aos Coen, que gostaram da reviravolta. “Eles meio que piraram. Eles acharam uma ótima ideia e me disseram: ‘pegamos um personagem de uma peça de teatro e agora você quer colocá-lo em um filme francês que foi inspirado nos road movies norte-americanos.’
Going Places, o filme de Turturro, também contará com Bobby Cannavale (da série Vinyl) vivendo o personagem que foi de Patrick Dewaere, Audrey Tautou vivendo o papel que era da atriz Miou-Miou, além de Susan Sarandon e da brasileira Sonia Braga. Ele está sendo filmado em Nova York e ainda não tem data de lançamento, apenas uma sinopse e a foto de divulgação abaixo:
John Turturro vive Jesus Quintana em Going Places, um filme sobre um trio de desajustados cuja dinâmica irreverente e sexualmente carregada evolui para uma surpreendente história de amor enquanto sua atitude irreverente e espontânea sobre o passado e futuro sai pela culatra de vez em quando, mesmo quando eles sem querer fazem o que é certo. Ao se tornarem inimigos de um cabelereiro armado, sua jornada se torna uma constante fuga da lei, da sociedade e do cabelereiro, enquanto os vínculos de sua família incomum se tornam mais fortes.
O mestre anuncia o primeiro show nos EUA em 8 anos (no festival texano Day for Night, dia 17 de dezembro) dando de ombros pro resultado da eleição – num vídeo que parece antever uma turnê norte-americana, uma turnê mundial (que, pelo mapa abaixo, não passa pelo Brasil – hehe) ou a terceira guerra mundial que deve começar independentemente de quem for o próximo presidente dos EUA.
O grupo paulistano Terno Rei está prestes a lançar seu segundo disco e antecipa a faixa “Circulares” em primeira mão aqui para o Trabalho Sujo, bem como sua capa, feita pelo guitarrista Greg Vinha.
Essa Noite Bateu Com Um Sonho chega aos serviços de streaming nesta sexta-feira e “Circulares”, o novo single, foi uma das primeiras faixas que o grupo compôs para o novo disco. “Escolhemos lançá-la como single porque é a que mais representa o disco em termos de sonoridade e tema”, explica o baixista e vocalista Ale Sater. A faixa reforça o território inexplorado entre a MPB e o dreampop que habitado pelo grupo.
Kurt Wagner acaba de lançar mais um disco de seu grupo Lambchop e, depois de voltar ao gospel para alimentar seu disco mais recente, Mr. M, de 2012, desta vez ele vem em direção à soul music deste século. Em FLOTUS – sigla oficial para a primeira dama norte-americana mas que ele insiste que é apenas acrônimo para For Love Often Turns Us Still (apesar da capa abaixo) -, Kurt abraça beats eletrônicos, loops sintéticos, R&B, hip hop e até o software Auto-Tune para cantar sobre o lado trágico e pobre de Nashville, longe dos holofotes e das promessas de sucesso que caracterizam a cidade norte-americana que respira música. O clipe que anuncia o novo disco, “NIV”, foi dirigido por Elise Tyler, que retrata a vida sem nenhum glamour de um casal sem-teto que mora na região da cidade.
Outra amostra de como o disco novo ousa sem horrorizar os fãs tradicionais da banda é a gigantesca “The Hustle”, que encerra o álbum com seus dezoito minutos.
O disco acabou de sair e dá pra ser comprado no site da Merge. Eis a capa e a ordem das músicas:
“In Care Of 8675309”
“Directions To The Can”
“Flotus”
“JFK”
“Howe”
“Old Masters”
“Relatives #2”
“Harbor Country”
“Writer”
“NIV”
“The Hustle”
BaianaSystem fez um dos melhores shows que vi este ano no festival Coquetel Molotov no Recife: Russo endiabrado, grave batendo pesado, participação da Larissa Luz e a plateia completamente entregue à banda. Filmei quase tudo, aumenta o som:
Mais do que diva negra plus size da ostentação funk, MC Carol tem passado por um ótimo 2016 que marca sua lenta transição rumo ao hip hop de protesto (que ela chama de “funk cult“). Os singles “Delação Premiada” e “100% Feminista” (este com a Karol Conká) mostraram como ela pode explorar horizontes musicais muito além do escracho e da putaria do funk. Os dois universos se encontram em seu primeiro álbum, Bandida, e só por isso ela já é um dos principais discos brasileiros deste ano…